Dia de Folga » Opinião com gelo e laranja.

Tomates Secos

Publicado em 01/09/2014, em comes e bebes, conservas e compotas. Tags: , , ,

Fazer tomates secos em conserva em casa é fácil, e ficam mais gostosos que os comprados no supermercado, mas você precisará de alguma paciência.

Ingredientes

  • 3 quilos de tomates maduros
  • sal para polvilhar
  • açúcar para polvilhar
  • azeite

Você também precisará de

Preparo

Tomates secando ao sol.

Tomates secando ao sol.

Lave bem os tomates, corte-os ao meio e retire a polpa e as sementes. Disponha-os sobre as formas e polvilhe-os com sal e um pouquinho de açúcar. Exponha-os diretamente ao sol forte para que desidratem, por várias horas, durante uns dois ou três dias. Nesse meio tempo, retire a água que se acumula nas formas e torne a polvilhar os tomates com sal.

Se não for possível expor os tomates ao sol, leve as formas ao forn0 a gás, mantendo-o entreaberto e na temperatura mais baixa. Ficarão prontos em cerca de três horas.

Arrume os tomates nos vidros, complete-os com azeite e tampe. Guarde-os na geladeira.

Dicas e Complementos

Você pode acrescentar grãos de pimenta ou ervas nos vidros.

Use a conserva em saladas, pizzas, sanduíches ou como desejar.

Dois vidros dos de azeitona (um de 500 gramas, um de 250 gramas) deverão ser suficientes para acondicionar a conserva. Encha-os completamente com azeite, para que os tomates durem por mais tempo.

Você pode aproveitar a polpa e as sementes para fazer um excelente molho.

  • Tempo de preparo: 3 horas no forno, dois ou três dias sob o sol – mas você não tem que fazer quase nada durante esse tempo.
  • Grau de dificuldade: fácil
  • Rendimento: cerca de 800 gramas, já com o azeite (ou dois vidros médios)

Razão nº 87.237 pra não valer mais a pena pedir a Nota Legal

Publicado em 30/07/2014, em cidadania. Tags: , ,

Eis o que recebi dia desses da Secretaria de Estado de Fazenda do Distrito Federal, referente a diversas contestações de notas fiscais que fiz contra a mesma empresa:

Informamos que devido à não regularização do documento fiscal pela empresa e da finalização dos procedimentos de fiscalização, a reclamação foi concluída.

Comunicamos, ainda, que a SEF/DF não está autorizada a informar o motivo da não geração do crédito ao consumidor, por envolver informação da empresa emitente protegida pelo sigilo fiscal.

Observe: a empresa não regularizou os documentos fiscais, eu não recebi o crédito e o Governo do Distrito Federal, vulgo GDF, não me deu qualquer explicação a respeito, alegando “sigilo fiscal”.

O valor envolvido não era pequeno. As notas fiscais somadas totalizavam quase dois mil reais.

Além disso, essas notas foram emitidas em junho de 2012. O GDF mandou o comunicado acima em maio de 2014. Ou seja, levou quase dois anos para prestar alguma satisfação (pífia, ainda por cima).

Essa é uma das várias razões pelas quais não vale mais a pena pedir Nota Legal. Depois que o GDF incutiu o hábito nos cidadãos, preferiu adotar a política do “se vira aí”, dificultando ao máximo o recebimento dos créditos e minimizando os benefícios. Senão, vejamos algumas das modificações introduzidas nos últimos anos:

  • É necessário ir à Secretaria de Receita entregar pessoalmente, de tempos em tempos, as notas e cupons fiscais contestados e não regularizados pelas empresas. O que sempre foi ruim ficou pior, com a exigência de se juntar cópia de todos os cupons (no início essa exigência era restrita apenas às notas fiscais, que são bem mais raras no dia-a-dia) e com o encurtamento do prazo que o cidadão tem para comparecer, uma vez notificado.
  • O consumidor será notificado por email (e quem não tem ou não usa?) para apresentar os comprovantes fiscais, terá que imprimir uma declaração (e quem não tem impressora?) e dirigir-se a uma das raras agências de atendimento espalhadas pelo DF (nove no total – no plano piloto e adjacências, só há uma – e o gasto de passagem ou combustível?), que só funcionam de 12h30m a 18h30m, nos dias úteis (e quem trabalha nesse horário?).
  • O montante de créditos repassado ao consumidor caiu drasticamente, graças a mudanças que atingiram, principalmente (mas não com exclusividade), compras em supermercados, um dos gastos principais das famílias. Em 2014, os consumidores receberam de volta metade do valor que obtiveram em 2013, ou até menos. E isso depois de ter a trabalheira acima. Se o consumidor não se der ao trabalho de guardar notas e cupons, fazer as reclamações online e apresentar os comprovantes no prazo, recebe uma fração desse valor.
  • Nem vale a pena mencionar como a instabilidade do site dedicado ao Nota Legal aumentou.
  • O tempo para avaliar as contestações é enorme. Não raro, o GDF pede ao consumidor um cupom fiscal que foi emitido há mais de um ano.
  • Outras vezes, demora dois anos, como no caso acima… e sai-se com essa resposta mequetrefe.

Continuo pedindo a Nota Legal (e ainda atualizo a lista de estabelecimentos que fazem os lançamentos regularmente), mas não perco mais meu tempo e dinheiro apresentando os comprovantes quando as empresas não fazem a parte delas. Aliás, algumas que costumavamlançar tudo direitinho estão parando de fazê-lo – provavelmente porque já perceberam que o GDF não fiscaliza e que os consumidores não têm mais paciência pra desempenhar uma função que, afinal de contas, é do governo.

Se o GDF quer que os cidadãos trabalhem pra ele, deveria ao menos facilitar-lhes o processo – e remunerá-los adequadamente. Ou, pra usar um ditado popular (muitas vezes citado em contexto negativo): quem quer rir, tem que fazer rir.

Vinum Brasilis

Publicado em 30/04/2014, em comes e bebes. Tags: , ,

Eu sempre deixo pra fazer esse post mais perto da data e… acabo esquecendo. Pois bem, esse ano vou falar sobre o Vinum Brasilis ainda em abril, e você marque no seu calendário: ele acontece em agosto. ;)

Vinum Brasilis 2012

Nero Gold Chardonnay, com flocos de ouro.

O Vinum Brasilis vai pra sétima edição em 2014 e é uma ótima oportunidade para degustar vinhos nacionais, inclusive aqueles que não são facilmente encontrados no mercado (o que pode ser um tanto frustrante). Não perco desde 2012. Naquele ano, a grande novidade foi o espumante Nero Gold, da vinícola Domno, com flocos de ouro comestível 23 quilates. A gente come primeiro com os olhos… e bebe primeiro com os olhos também, então só de ver o brilho o espumante já ficava mais saboroso. ;)

Em 2013, preocupei-me em anotar minhas impressões sobre um vinho ou outro (a gente prova dezenas e acaba registrando só os que chamam muito a atenção mesmo – e, se não anotar, mal vai se lembrar no dia seguinte). O Brasil brilha nos espumantes e na Vinum Brasilis são encontrados vários ótimos. O Perini foi muito, muito agradável. Contudo, dia desses o Sr. Monte comprou uma garrafa e ela não estava tão boa, tinha um certo amargor (por outro lado, ele comprou um rosé Perine tempos atrás que estava muito bom).

Saindo dos espumantes, havia bons vinhos brancos, mas nenhum que me marcasse.

Vinum Brasilis 2012

Sr. Monte e eu na Vinum Brasilis 2012.

Quanto aos tintos, nunca gostei dos brasileiros. Acho-os muito aguados e/ou muito doces. Alguns que estavam na Vinum Brasilis 2013, porém, estavam ótimos. O cabernet da Salton, por exemplo, surpreendeu. Dentre os que tomei (é impossível provar todos), o melhor tinto foi da Sozo, produzido em Vacaria (RS). O dono da vinícola, José Sozo, estava lá demonstrando, batendo papo e contando histórias. Já no fim da feira, formou-se uma rodinha em torno da mesa e dos cabernet e merlot muito prazerosos que ele trouxe. Infelizmente, porém, não estão à venda em Brasília. Segundo Sozo, não é fácil que pequenos produtores consigam espaço nas gôndolas da cidade.

A Vinum Brasilis acontece em meados de agosto, em algum lugar do Plano Piloto (com serviço de transporte gratuito para alguns pontos da cidade  – ou seja, dá pra beber, sim!). Nos últimos anos, o convite custou 60 reais. Esse preço inclui a degustação dos vinhos e vários petiscos (pães, queijos, embutidos e, em 2013, rolaram umas estações de massas e saladas). No blog Decantando a Vida, você sempre fica sabendo do início da venda dos ingressos (em julho). Aí é comprar logo, porque eles são limitados, viu?

A gente se vê na próxima Vinum Brasilis!

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O que fazer com o resultado do desapego?

Publicado em 15/03/2014, em consumo. Tags: , ,

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, uma leitora me perguntou o que eu faço com as coisas que não quero mais, aquelas das quais me desapego, as que considero que passaram ao status de tralha. Tem tanta coisa que eu poderia falar a respeito que acabava nem começando o texto. Agora, resolvi responder sem a pretensão de esgotar o tema e contando com a contribuição dos leitores na sessão de comentários.

A primeira providência é separar a tralha em 3 montes: o que vai direto pro lixo, o que pode ser vendido e o que pode ser dado ou doado.

Feita essa triagem, você pode começar a tomar as devidas providências.

Lixo

Etá velho, puído, quebrado, rasgado, sem par, vencido? Lixo, sem piedade. Para cada item, faça duas perguntas:

  • Eu gostaria de ganhar esse treco nesse estado?
  • Eu teria coragem de dar isso a algum amigo, nesse estado?

Se responder negativamente a uma dessas questões, jogue fora!

Mas… toda regra tem exceção e essa não é tão absoluta como a coloquei. Algumas coisas que mereceriam o lixo podem, na verdade, ser reaproveitadas por artesãos, algo que aprendi com a Senhora F. Roupas podem virar retalhos, esmaltes vencidos podem virar tinta, brincos desemparelhados podem virar decoração, papéis podem virar estampas. Assim, se você conhece algum artesão, ou associação de artesãos, converse com eles e veja se eles podem aproveitar algo. Mas converse antes, não chegue despejando o seu lixo.

Vender

Vendi muito pouco do meu desapego. Aqui, paciência é mesmo a chave: você precisará tirar fotos, fazer descrições e anunciar em sites como Mercado Livre ou Bom Negócio. Também pode criar um blog para divulgar seus itens, ou enviar emails aos amigos (com cópia oculta, por favor, e sem torrar o saco deles – não seja spammer). Pode organizar uma garage sale (dentro do seu apartamento mesmo) ou um bazar, de repente até com outros amigos que queiram vender os próprios desapegos.

Agora, seja realista: você não conseguirá recuperar seu “investimento”. Em regra, qualquer produto usado vale, no máximo, metade do preço do mesmo produto novo. No caso de produtos de informática, celulares e afins, essa relação tende a ser ainda pior.

Vender seus itens é uma forma de estender a validade deles, contribuir para o uso racional de recursos e fazer um dinheirinho, mas nem comece se você pensa que poderá “recuperar o prejuízo”. Você terá trabalho, responderá várias perguntas, terá de aguentar gente pechinchando e desvalorizando itens que podem até ainda ser queridos para você, precisará marcar encontros com desconhecidos ou frequentar a agência de correios.

Tem gente que nem acha tudo isso trabalhoso, que sente prazer em negociar as próprias coisas. Gente que tem tino pra vendas e aproveita até pra fazer amigos no processo. Se esse é o seu caso, vá em frente!

Na fase de desapegos inciada em 2010, limitei-me a vender livros e cds em sebos, nunca por mais de um quarto do preço que tinha pago por eles. Em outros tempos, vendi móveis e equipamentos eletrônicos usados por cerca de metade do valor, normalmente no Mercado Livre.

Dar/Doar

De longe, minha opção preferida. Se eu juntasse tudo que dei ou doei nos últimos quatro anos, encheria um caminhãozinho. Aqui, as opções são ilimitadas. Sempre tem gente precisando ou querendo os desapegos da gente. Vou dar alguns exemplos do que fiz com os meus.

Quando encarei o desafio dos #50desapegos, postei as fotos no flickr e várias pessoas se interessaram pelos itens. Uma amiga ficou com quase todos os cds, outra levou itens de artesanato e assim por diante.

Também participei de bazares de trocas entre amigas, uma forma muito divertida de destralhar e, de quebra, renovar o guarda-roupa. Alguns itens que consegui nesses bazares estão comigo até hoje e são muito queridos. É facinho organizar um: reúna as amigas num sábado à tarde com alguns comes e bebes e comece as trocas. Aposto que será bacana.

Quando destralhava alguns itens, pensava que Fulana ou Sicrana poderiam gostar deles. Eu perguntava pra amiga, explicava que era usado e tals e, se a destinatária se interessasse, ganhava de presente, sem troca. Tem gente que acha isso esquisito, e talvez seja mesmo necessário ter um certo grau de amizade… muita gente torce o nariz, na base do “ain, mas é usado”. Também ganhei coisas nesse mesmo esquema e sempre ficava contente: “pô, Fulana lembrou de mim e esse treco é realmente a minha cara, que legal”. Mas cada um é cada um, né.

Quando eu tinha faxineira, ela sempre se beneficiava quando o destralhamento passava pela cozinha: potes, pratos, copos, tudo em ótimo estado, claro. Coisas trincadas, quebradas, sem tampa etc. nem devem ser oferecidas, é lixo e pronto (vide o começo desse post).

Isso não entra bem no quesito “destralhamento”, mas vale a menção: quando reformei o apartamento, portas, bancadas e peças de louça dos banheiros (sem uso) foram doados para a Secretaria da Mulher do Governo do Distrito Federal (por dica da Senhora F, de novo). A Secretaria estava construindo abrigos para mulheres vítimas de violência doméstica e qualquer material de construção era bem-vindo. Para coisas específicas assim, vale a pena procurar órgão do governo ou associações civis, com a vantagem de que, nesse caso, você pode pedir que os beneficiados retirem as doações no local.

A propósito, a Secretaria da Mulher também aceita doações de roupas, brinquedos e itens de uso doméstico.

Falando em itens domésticos, potes de vidro com tampa de plástico podem ser doados para bancos de leite. No Distrito Federal, os bombeiros até pegam os potes em casa. Já doei vários.

Para o desapego de itens de informática, tem o Comitê para a Democratização da Informática, com unidades pelo Brasil todo. Já doei pra lá uma impressora que não puxava mais o papel, computadores e monitores (funcionando) e um netbook cuja bateria não pegava mais carga. Nesse caso, você pode doar coisas que não funcionam: eles remontam, reaproveitam peças e, inclusive, usam os equipamentos para dar aulas em cursos profissionalizantes de manutenção. Sempre perguntei antes de levar algo que não estivesse funcionando, e eles sempre aceitaram.

Roupas e calçados em geral, acabo doando para igrejas ou para a Comunhão Espírita. Essas instituições sempre atendem gente muito carente e podem reaproveitar bastante coisa (mas, pelamor, não custa repetir: não doe o que deveria ir pro lixo). A Comunhão Espírita de Brasília dá cursos profissionalizantes e aproveita cosméticos – quando parei de pintar o cabelo, ainda tinha uns três tubos de tinta fechados e doei pra lá.

Por fim, doei muitas coisas novas ou seminovas para a Salvando Vidas Protetores Independentes. A SVPI é um grupo de protetoras muito sérias que fazem o possível e o impossível para resgatar animais abandonados, feridos, maltratados, e conseguir lares amorosos para eles. De vez em quando, elas fazem bazares para arrecadar dinheiro pra bancar as contas altíssimas de veterinários. Doei roupas e acessórios sem uso algum, livros, cds e outras coisas pra esses bazares. Aconselho fortemente que você procure uma organização bacana na sua cidade, que faça um trabalho relevante e sério, não importa em que área: proteção animal, ambiental, auxílio a crianças carentes, a idosos etc. etc. etc. etc. Escolha uma causa que lhe seja cara e veja se os seus desapegos podem ajudar

Dá pra ver que as opções são muitas, não? O fato é que, quando você está destralhando, é mais fácil desapegar quando sabe que aquele item pode ser mais útil para outra pessoa do que é pra você. Isso sempre funcionou comigo. Já aconteceu de eu ter algo de que gostava muito, mas que estava subaproveitado na minha casa. Aí, alguma amiga via, gostava, e eu sabia que ela daria melhor uso que eu: pronto, desapego realizado. Ou eu pensava “pôxa, eu adoro esses livros, mas nunca mais vou lê-los… eles podem ser vendidos num bazar” e conseguia desapegar.

Essa é uma das razões pra eu vender tão pouca coisa do meu desapego: normalmente, prefiro fazer uma boa ação. Eu já gastei mesmo aquele dinheiro, já dispus dele. Por que não fazer o bem a outra pessoa passando o item adiante?

Lu MonteA autora mora em Brasília e atende por Lu (de Luciana). Ou Lu Monte, já que há um monte de Lus. Mais?

No Dia de Folga, fala sobre entretenimento de qualidade, minimalismo, receitas e interesses variados. Também tem outros blogs.

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