Panqueca Low Carb

Essa não é aquela panqueca doce de café-da-manhã americano, mas sim aquela panqueca do almoço de domingo. É fácil de fazer e, nessa versão, é perfeita para quem monitora o consumo de carboidratos.

Ingredientes

  • 6 colheres (sopa) de creme de leite (que não seja light)
  • 4 colheres (sopa) de farinha de amêndoas
  • 4 colheres (sopa) de queijo ralado
  • 3 ovos
  • 1 pitada de sal
  • outros temperos a gosto (opcional)

Você também precisará de

  • Frigideira média ou grande
  • um pouco de azeite ou manteiga

Preparo

Misture todos os ingredientes com um garfo, um fouet ou um mixer.

Coloque o azeite ou a manteiga na frigideira e leve ao fogo. Quando estiver quente, despeje um quarto da massa no centro da frigideira e rapidamente leve a massa para as bordas.

Panquecas Low Carb

Após um minuto ou dois, a massa já estará sequinha o suficiente para virar. Vire para dourar e está pronta a primeira panqueca. Não é necessário untar a frigideira para fazer as seguintes.

Recheie com o que quiser. As da foto foram recheadas com as sobras de um lombo de porco que eu tinha feito na slow cooker. Desfiei, esquentei, enrolei e comi.

Dicas e Complementos

Você pode cobrir as panquecas com molho de tomate (ou outro molho low carb) e queijo e levar para gratinar no forno pré-aquecido em temperatura alta por 10 minutos, ou até que o queijo derreta.

A substituição da farinha de amêndoas por outros tipos de farinha alterará a textura e a quantidade de carboidratos da receita. Faça por sua conta e risco.

Essa massa é cremosa e é necessário espalhar rápido pela frigideira para conseguir a forma de panqueca. Não é uma massa fininha como a tradicional. Se achar que está muito grossa, adicione uma colher (sopa) e água e misture novamente.

  • Tempo de preparo: 20 minutos
  • Grau de dificuldade: fácil
  • Rendimento: 4 panquecas grandes

 

Crie o tempo para fazer o que você ama todos os dias.

Não é fácil, né? O trabalho, a família, o trânsito, as obrigações sociais, o curso, a academia… ufa, acabou o dia, acabou a semana, acabou o mês, acabou o ano.

E você não fez nada do que realmente queria fazer. Não se dedicou àquele projeto, não cumpriu a resolução de ano novo de voltar a ir ao cinema, não retomou aquele hobby que te fazia tão bem.

Nunca dá tempo.

Bem, que tal criar o tempo?

Que tal dedicar pelo menos meia hora do dia, todos os dias, a fazer algo pra você, simplesmente porque você ama fazer?

Que tal, por apenas meia hora, deixar de lado as obrigações, as cobranças, a necessidade de deixar tudo em dia, e fazer algo apenas porque te dá prazer?

Se isso te parece um luxo, é hora de mudar de ideia. Fazer o que você ama significa – sei que soará piegas, mas… fazer o que você ama significa amar-se, e só quem se ama pode cuidar dos outros, trabalhar bem, produzir.

Pensando nisso, o Leo Babauta propõe um desafio: durante o mês de maio, tirar meia hora por dia, todos os dias, para fazer o que você ama. Pode ser desenvolver uma habilidade, ler, dar uma volta, meditar, escrever, blogar… qualquer coisa, desde que seja feito única e simplesmente porque você ama fazer, não porque precisa.

“Mas onde vou arranjar o tempo?”. Tire meia hora da tv ou das redes sociais. Use parte da sua hora de almoço. Acorde mais cedo. É só meia hora do seu dia. Se você escolheu algo que ama de verdade, já tem a motivação necessária pra arranjar o tempo.

Maio está no comecinho, portanto ainda dá tempo de embarcar no desafio. Se você quiser, pode compartilhar no twitter usando a hashtag #dowhatyoulovedaily.

Estou dedicando meia hora do meu dia, todos os dias, ao lettering, meu mais novo hobby (eu sei, eu disse que não arranjaria outro hobby mas, em minha defesa, ele pode ser considerado uma vertente do desenho, que comecei a praticar em 2017… oh céus, a verdade é que falhei miseravelmente no objetivo de não inventar um novo hobby em 2018). Tenho acordado um pouco mais cedo pra achar o tempo e me divirto horrores com papéis, canetas e aprendizado.

Quem aceita o desafio?

O método da Marie Kondo é bacana?

De vez em quando, alguém que sabe do meu interesse por minimalismo me pergunta se li A Mágica da Arrumação, de Marie Kondo. Bom, eu li logo depois do lançamento, anos atrás, e até cheguei a escrever um post pro blog, mas o rascunho se perdeu e acabei deixando pra lá.

A Mágica da Arrumação foi um baita sucesso e introduziu o método konmarie, um trocadilho com o nome da autora. Na prática, o método konmarie consiste em destralhar a casa inteira no menor tempo possível, descartando tudo que não é usado ou não traz alegria (a pergunta a fazer diante de cada objeto tornou-se famosa em inglês: does it spark joy?).

Outro ponto central do método é organizar as coisas por categoria e não por cômodos. Quer dizer, você não deveria deixar uma tesoura na cozinha e outra no escritório, parte da maquiagem no quarto e parte no banheiro etc., mas reunir em um só espaço os objetos que pertencem à mesma categoria, para evitar excessos e duplicatas desnecessárias.

O livro dá outras dicas menores, como arrumar a bolsa com frequência e dobrar as camisas de forma que todas possam ser vistas ao mesmo tempo quando se abre a gaveta.

E o que eu acho disso tudo?

Todo método é bom se ajuda você a se organizar, a destralhar, a viver uma vida mais simples e tranquila. Então, se você quiser testar o método konmarie, compre o livro e ponha em prática (o livro é fininho e você consegue ler em uma tarde).

Dito isso, eu não costumo recomendar as ideias da Marie Kondo, não, por vários motivos.

O que mais me desagrada é a rapidez com que a autora espera que alguém destralhe toda a casa. Isso pode gerar um efeito rebote, uma sensação de vazio que pode levar a um ataque de compras compulsivo. Isso é sério. Muita gente não suporta ver espaços vazios em casa, por isso junta tantos enfeitinhos, caixinhas, livros, cabides etc. Imagina uma pessoa assim aderindo ao método konmarie e destralhando a casa toda de uma vez: a probabilidade de que essa pessoa se sinta agoniada e torne a preencher os espaços vazios logo que possível é muito grande. Pode ser, também, que ela não torne a preencher os vazios (pelo menos não tão rápido), mas guarde uma sensação de perda e de arrependimento por anos, afetando futuras decisões de consumo, de organização e de destralhamento.

Não me agrada essa abordagem radical, de verdade. Acho que ela funciona bem em programas de tv (que nunca mostram como está a casa da pessoa cinco ou dez anos depois), mas o minimalismo não é, ou não deveria ser, uma “dieta da moda”, e sim uma mudança de estilo de vida. E toda mudança de estilo de vida leva tempo para se consolidar.

Outra coisa que me cai mal é o lema “isso me traz alegria?” para decidir o que deve ser descartado e o que deve ficar. Esse método pode levar a pessoa a um beco sem saída, em que tudo, ou quase tudo, “traz alegria” e, por isso, nada é destralhado. É curioso como a Marie Kondo inicia seu método com uma abordagem super prática (“jogue tudo fora”, ou quase isso) para depois sucumbir a uma reação emocional sobre as coisas.

Coisas devem nos servir, não o contrário. É altamente improdutivo desenvolver conexões emocionais com objetos e é justamente esse tipo de comportamento que leva à acumulação (patológica em alguns casos). Não tenho que pensar se um objeto me traz alegria, e sim se ele me é útil, se combina com meu estilo de vida e se me proporciona ganhos superiores a eventuais frustrações (como a obrigação de manter o objeto limpo/funcionando e de gastar um espaço da minha casa com ele).

“Mas e os objetos com valor sentimental?” Ora, é super normal ter um punhado de objetos com valor sentimental e poucas pessoas conseguem se livrar totalmente deles. Aí, o segredo é separar um pequeno espaço (uma gaveta, uma caixa, algo assim) para guardá-los, fazendo uma curadoria para realmente só manter o que traz boas e fortes lembranças. O resto pode ser fotografado antes de ser descartado, ou pode simplesmente ir pro lixo quando a gente percebe que o que importa são as memórias, não as coisas.

Se você entende inglês, recomendo a leitura do post Does it spark joy? para mais reflexões sobre esse ponto.

Por fim, a dica de manter todas as coisas da mesma categoria no mesmo lugar é perfeita quando se está no meio do processo de destralhamento e organização, mas pode ser bem improdutiva no dia-a-dia. Durante a fase de destralhe, serve para evitar duplicatas e redundâncias inúteis. No dia-a-dia, porém, pode ser interessante manter uma caneta e um bloco na mesa de cabeceira e outro kit desses no escritório (caso você use ambos em diferentes momentos do dia), pode ser prático deixar o batom de uso mais frequente no banheiro e não no quarto (lembrando que maquiagem em geral deve ser guardada em local seco, o banheiro é úmido demais e ela acaba estragando mais rápido). O minimalismo serve, antes de mais nada, para simplificar a vida e eventuais “regras” devem ser adequadas à realidade de cada pessoa.

Acho bacana que A Mágica da Arrumação tenha se tornado um best seller em 2014 e colocado em evidência temas como organização e minimalismo numa época em que apenas um punhado de blogs falava do assunto (hoje o tema anda na moda). O livro é fininho, de leitura fácil e pode ser um bom começo para quem está pensando em livrar-se dos excessos consumistas. Mas é importante saber que o método konmarie não é o único, não é o ideal pra todo mundo e não é completo.

Porto Alegre

Das capitais da Região Sul, faltava conhecer Porto Alegre. Por ser uma cidade pouco turística, sempre deixava pra depois, até que a conjunção de passagens baratas com o feriado de páscoa fez a viagem acontecer.

Realmente, Porto Alegre não tem muitos atrativos turísticos, e ainda dei o azar de ir pra lá pouco antes da Bienal de Arte do Mercosul: os museus estavam fechados, preparando as mostras da Bienal. Sério, POA, não dava pra fechar depois do feriado? Ou pra deixar parte dos museus abertos? Enfim, não pude conhecer o acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), nem deu pra visitar o Santander Cultural.

MARGS em primeiro plano, prédio dos Correios ao fundo.
MARGS em primeiro plano, prédio dos Correios ao fundo.

Todos os museus do centro histórico têm entrada franca.

Também não rolou conhecer a Fundação Iberê Camargo que, incrivelmente, só funciona aos sábados e domingos, das 14h às 19h, nem a Usina do Gasômetro, fechada para reformas (passando na frente, fiquei com a impressão de que está abandonada, isso sim).

Achei meio estranha a falta de hospitalidade do portoalegrense, que guarda sorrisos como quem guarda ouro. Talvez o reflexo de ser uma cidade pouco turística. O mais engraçado foi quando parei numa lanchonete pra pedir informações para o atendente: “Por favor, a Rua José Inácio é essa?”. Olhando-me como se eu fosse uma ignorante completa, o atendente respondeu: “José Inácio não, Vigário José Inácio. E você já passou, é a debaixo”. Quase pedi desculpas.

Por-do-sol visto do hotel.
Por-do-sol visto do hotel.

Quanto tempo ficar

Fiquei quatro dias em Porto Alegre, mas três dias teriam sido suficientes. Se estiver com muita pressa, em dois dias dá pra ver os principais pontos turísticos. Por isso, POA serve bem como pit stop pra Serra Gaúcha.

Parque da Redenção visto do hotel.
Parque da Redenção visto do hotel.

O bônus é que o aeroporto é perto da cidade e tem, inclusive, um transporte público bacana que o liga ao centro (aeromóvel + metrô, ou melhor, trem de superfície, com ponto final no Mercado Público). Todo o percurso não dura meia hora. Não usei porque cheguei tarde da noite (a região do Mercado é perigosa depois que escurece) e na volta estava chovendo, o que me fez optar pelo táxi.

Onde Ficar

Fiquei no Intercity Cidade Baixa. Hotel de rede, não há muito o que falar a respeito. Foi inaugurado há pouco tempo e fica muito bem localizado, a cerca de 15 minutos (a pé) das atrações do centro histórico, e a uns 5 minutos do Parque da Redenção.

Ao fundo e à esquerda, vermelho, o estádio Beira-Rio
Ao fundo e à esquerda, vermelho, o estádio Beira-Rio

A Cidade Baixa é conhecida pela vida noturna e reúne opções para todos os gostos. O hotel fica a poucos minutos da boemia, longe o suficiente pra proporcionar noites de sono tranquilas. O café-da-manhã é bom (com opções low carb). O último andar fornece uma vista muito bonita da cidade. O armário do quarto em que fiquei é pequeno para duas pessoas – pra mim, que viajei com mochila, foi mais que suficiente.

O que fazer

Antes de descobrir os free walinkg tours, minha maneira preferida de conhecer uma cidade era com ônibus turísticos hop on/hop off (ou seja, com paradas em pontos turísticos, nas quais você pode descer e subir sem pagar nova passagem). Porto Alegre tem um muito bom, a Linha Turismo, que leva aos principais pontos de interesse enquanto conta um pouco da história da cidade. Desci no Parque Moinhos de Vento (apelidado de Parcão) e no Mercado Público de Porto Alegre.

O Parcão é bonito e bem cuidado, mas a atração principal – o moinho de vento – está fechada pra reforma. Mesmo assim, vale passear pelo parque, contemplar os patos e, sobrando tempo, dar uma volta pelo bairro Moinhos de Vento, o mais chique da capital.

Pato de topete :P
Pato de topete 😛

Descendo no Mercado Público, dá pra conhecer todo o centro histórico (gastei menos de duas horas), no qual se destacam belos prédios nos estilos eclético e art déco. Lembra bastante o centro de Buenos Aires, seja pela arquitetura, seja pela sensação de decadência, já que muitos prédios estão a merecer uma revitalização da fachada.

Mercado Público
Mercado Público

No centro, merecem destaque a Rua dos Andradas, a Praça da Alfândega e seus edifícios imponentes – MARGS, Santander Cultural, prédio dos Correios) e, claro, o Mercado Público. Na Rua dos Andradas, recomendo duas paradas: o Centro Cultural Érico Veríssimo e a Casa de Cultura Mário Quintana.

O Centro Cultural Érico Veríssimo fica em um prédio tombado construído nos anos 20. O sexto andar é o mais interessante, guardando rascunhos e anotações do autor para seus livros, inclusive um mapa de Antares (Incidente em Antares) e outro de El Sacramento (O Senhor Embaixador). O terceiro andar também trata das obras principais do escritor. O prédio tem, ainda, um (pequeno e desinteressante) museu sobre a energia elétrica.

Mapa de Antares, feito por Érico Veríssimo (1971)
Mapa de Antares, feito por Érico Veríssimo (1971)

Seguindo a mesma rua, chega-se à Casa de Cultura Mario Quintana, que funciona no antigo Hotel Majestic, no qual o poeta viveu por anos. O quarto que costumava usar está preservado e há também um pequeno memorial dedicado a Elis Regina. O centro cultural conta com fonoteca, bibliotecas e um jardim muito agradável. No último andar, há um café decadente, com serviço ruim e preços absurdos (um cappuccino e uma coca zero me custaram incríveis 27 reais). Suba se quiser apreciar a vista (que nem é essas coisas), mas dê meia volta sem consumir nada.

Casa de Cultura Mario Quintana
Casa de Cultura Mario Quintana

A Linha Turismo passa também pela Praça da Matriz (ladeada pela Catedral, pelo Theatro São Pedro e pelo Palácio da Justiça; sem parada), pela Usina do Gasômetro, pela Fundação Iberê Camargo e pelo Estádio Beira-Rio. O ingresso custa 30 reais. No centro de informações de onde ela parte dá pra pegar um mapa bacana da cidade.

Outro passeio interessante é a bordo do Cisne Branco, pelas ilhas do Guaíba. Dura cerca de uma hora e, proporciona uma bela vista da orla de POA e, curiosidade, uma das ilhas pelas quais o barco passa é a Ilha das Flores, do famoso curta-metragem do fim dos anos 80. O documentário é mencionado no passeio, mas nada se fala sobre a realidade dos catadores ou do lixão, e não consegui descobrir se ele ainda existe (desde 2014 os lixões estão proibidos no Brasil e os já existentes deviam ter sido fechados). O ingresso custa 35 reais no cartão ou 30 reais em dinheiro.

Passeio pelo Guaíba
Passeio pelo Guaíba

Finalmente, o Parque da Redenção (oficialmente Parque Farroupilha) é passeio imperdível. O parque de diversões, os pedalinhos e o trenzinho me levaram diretamente aos anos 80. O paisagismo da área central é muito bonito e é complementado por um belo e merecido monumento à Força Expedicionária Brasileira, com uma placa listando os soldados gaúchos mortos na Segunda Guerra Mundial. Queria conhecer o famoso Brique da Redenção, mas só funciona aos domingos. Na sexta-feira santa, havia apenas dez ou doze barraquinhas – numa delas comprei o tradicional ímã de geladeira pra minha coleção.

Parque da Redenção
Parque da Redenção

De volta aos anos 80.
De volta aos anos 80.
Parque da Redenção
Yabba-Dabba Doo!

Homenagem à FEB no Parque da Redenção
Homenagem à FEB

Porto Alegre tem um free walking tour, mas só sai aos sábados às 11 da manhã. Uma pena que seja tão limitado. Justamente no sábado em que passei na cidade choveu e, obviamente, não houve o passeio.

Outros pontos de interesse: Travessa dos Venezianos e Rua Gonçalo de Carvalho, considerada a mais bonita do mundo (ok, há um certo exagero nisso).

Travessa dos Venezianos
Travessa dos Venezianos
Rua Gonçalo de Carvalho
Rua Gonçalo de Carvalho

Onde Comer

La Basque Rooftop: fui pela vista, que é linda (muito mais bonita que a do café do Hotel Majestique), mas fiquei pelo cardápio. O sorvetes são enormes. O sundae é um dos menores e foi minha escolha. Lindo e delicioso. Fica no último andar do prédio da Lebes, loja de departamentos quase em frente ao Mercado Público. Olha só a vista:

Paço Municipal
Paço Municipal

Café à Brasileira: um achado no centro histórico, na Rua Uruguai. Tinha que matar umas duas horas e o café é grande o suficiente pra não ficar lotado a ponto de garçons quererem expulsar os clientes. Pedi um cappuccino que veio perfeito e um espresso romano (com raspas de limão), com um aroma sensacional. O cardápio é extenso, com opções de café-da-manhã, lanches, almoço e sobremesas. Passei o tempo com o kindle. Vale dizer que o café não tem internet.

Charlie Pub: descoberta deliciosa da amiga portoalegrense – uma casa especializada em brownies! Serve sorvetes, cafés e bebidas (tem drinks lindos), mas não há nada salgado no cardápio, o que não foi problema pra gente. Fica na Cidade Baixa.

Torta de brownie com recheio de doce de leite e cobertura de ganache de chocolate.
Torta de brownie com recheio de doce de leite e cobertura de ganache de chocolate.

Fiz questão de ir ao restaurante Koh Pee Pee, conhecido como o melhor tailandês do Brasil. Reservei por email e achei bem estranho quando a confirmação da reserva trouxe, também, o tempo máximo de permanência. Nunca tinha visto isso. Escolhi um menu semifechado de entrada, prato principal e sobremesa justamente pra não correr o risco de “estourar” o tempo (esses combinados costumam estar engatilhados na cozinha, saem rápido), mas extrapolei mesmo assim. Não por culpa minha, mas por demora no serviço, mesmo. Enfim, não me encheram a paciência por isso. O ambiente é bonito e climatizado (levei uma jaqueta que foi bem útil). A caipirinha de lichia que pedi estava ótima. A entrada (rolinho primavera com camarão, porco e legumes) estava muito boa, sequinha, mas confesso que não vi camarões. O prato principal foi pad kapao moo (porco picado com pasta de alho, pimenta, raiz de coentro e manjericão tailandês), acompanhado de arroz thai jasmim. Estava gostoso nas primeiras garfadas, mas depois me pareceu muito salgado e com um gosto forte de caldo de carne industrializado. Os demais temperos nem apareciam (a pimenta aparecia um pouco, claro, afinal era um restaurante tailandês). A sobremesa (banana empanada com calda de açúcar de palmeira e sorvete de creme) estava ótima, mas eu preferia menos sorvete – pô, todo mundo conhece sorvete de creme – e dois pedaços de banana, em vez de um (e pequeno). A banana vem empanada numa massinha leve com coco ralado e é uma delícia.

Resumo da ópera: só recomendo o Koh Pee Pee se você tiver mesmo muita curiosidade de visitar o famoso restaurante.

O tradicional Barranco estava nos planos, no último dia de viagem, mas foi por água abaixo por causa da chuva (perdão pelo trocadalho). Não deu tempo de ir na Lancheria do Parque (na frente do Parque da Redenção), famosa pelo “a la minuta”, prato típico da cidade composto de arroz, bife, ovo e batata frita.

Meios de Transporte

Andei a pé quase todo o tempo e me perdi horrores, primeiro porque seguir mapas não é comigo, segundo porque parece que é moda arrancar as placas com os nomes das ruas em Porto Alegre.

Além dos pés e da Linha Turismo, usei o táxi (via Easy Táxi). Para o aeroporto, custou meros 23 reais. Do aeroporto ao hotel, R$ 38,50 (bandeira 2).

Porto Alegre não tem metrô, exceto pela linha de superfície que liga o aeroporto ao centro histórico.

Custos da Viagem

  • Hotel: R$ 749,70
  • Comida e bebida: R$ 300,04 (quase metade no restaurante tailandês)
  • Transporte: R$ 90,50
  • Passeios: R$ 60,00