Dia de Folga » Opinião com gelo e laranja.

Animal em apartamento pode? Pode!

Publicado em 20/08/2015, em gatos, informações.
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Anos atrás, fiz um post contando o stress que o síndico do meu prédio me fez passar quando adotei minha primeira gata. Quis, inclusive, proibir a entrada do instalador de rede de proteção e me ameaçou com despejo.

O desfecho foi o seguinte: fiz uma pesquisa jurisprudencial, encontrei pouca coisa, mas imprimi o que encontrei; deixei na portaria, com uma carta curta ao síndico resumindo o que dizem a lei e os tribunais; o síndico nunca mais me encheu o saco. Inclusive, depois de um tempo, até começou a me tratar com simpatia, veja só que coisa.

O síndico estava errado, claro, e deve ter consultado algum advogado que lhe disse isso. Infelizmente, esse tipo de aborrecimento é frequente. A prova disso são as dezenas de comentários e emails que recebi de pessoas que passaram pelos mesmos problemas.

O que é importante saber:

  • dentro do seu apartamento, você pode fazer o que quiser – desde que não seja contra a lei e não perturbe o sossego dos vizinhos;
  • ter animais em apartamento não é contra a lei (a principal, no caso, é o Código Civil, com destaque para o art. 1.335);
  • ainda que a convenção de condomínio proíba, você pode ter animais – a convenção não se sobrepõe à lei.

Por que estou falando tudo isso agora? Porque mês passado virou notícia uma decisão judicial sobre o tema e a sentença está facilmente acessível. Ela traz precedentes de diversos tribunais e serve como um bom ponto de partida, caso você precise convencer seu síndico de que você tem direito de manter animais em seu apartamento.

Lembre-se apenas que o seu direito não pode perturbar o direito alheio. Se os seus animais, ou as condições em que você os mantém, perturbarem a saúde ou o sossego dos vizinhos, você pode ser “convidado” a se mudar, sim. São casos extremos: muitos animais, cheiro insuportável, animal agressivo que transita pelas áreas comuns sem focinheira, coisas desse nível. Ou seja: o bom senso continua valendo.

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Calda fria de morangos

Publicado em 30/07/2015, em comes e bebes, sobremesas.
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Receitinha ligeira para aproveitar a temporada de morangos.

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de morangos lavados e picados (cerca de 15 morangos)
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 colher (sopa) rasa de água

Você também precisará de

  • mixer ou liquidificador

Preparo

Bata todos os ingredientes no mixer. Transfira para uma vasilha com tampa e guarde na geladeira.

Calda fria de corangos

Dicas e Complementos

Fica uma delícia com sorvete e salada de frutas.

Você pode usar ainda menos água para ficar mais cremoso.

  • Tempo de preparo: menos de 5 minutos
  • Grau de dificuldade: fácil
  • Rendimento: uma caneca – cerca de 180 ml.

Espresso ou Expresso?

Publicado em 23/07/2015, em café & cia., histórias.
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Quando eu tinha o Espresso do Meio-Dia, não era raro que alguém “corrigisse” o nome do blog, insistindo que “espresso” é com “x”. Bem, não é com “x”. O “espresso” que remete ao cafezinho é com “s”. Acredite.

Expresso ou Espresso?

É uma batalha perdida, reconheço. Foto: centro histórico de Paracatu.

“Espresso” é uma palavra do italiano e significa “espremido”, porque nessa técnica o café é extraído com o uso de pressão. Uma máquina de espresso aplica uma pressão de 9 bar (9 “atmosferas”) para extrair a bebida. Em português, “espremer” e “espremido” também são com “s”, como em italiano, o que torna ainda mais descabida essa grafia com “x”.

Provavelmente, o hábito de escrever “expresso” faz referência à “rapidez” com que é servido o cafezinho. Só que, na verdade, preparar um espresso nem é assim tão rápido se você tiver que ligar a máquina e esperar até que fique pronta para a extração – isso é nítido se você tiver uma máquina doméstica. Acontece que a maioria das pessoas toma espresso apenas na rua, e os bares e restaurantes deixam a máquina sempre no ponto, o que leva à ilusão de que o espresso é… expresso.

Por fim, cabe lembrar que o resto do mundo escreve espresso (embora já comece a aparecer “expresso” no idioma inglês com certa frequência, também em associação à suposta rapidez do método de preparo, derivando a nova grafia do termo “express”).

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Masala Chai

Publicado em 09/07/2015, em café & cia., receitas.
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Habemus invernum em Brasília!

Dá até medo de comemorar, porque nos últimos anos o inverno por aqui durou umas duas semanas. Se tanto.

Enfim, enquanto temos um friozinho gostoso, aproveito pra renovar meus apetrechos de chás e café, e pra inventar moda. A desse ano é o chai.

Masala Chai

O chai, ou masala chai, é uma bebida originária da Índia feita com chá preto, leite e masala. Já a masala é uma mistura de especiarias que dá um toque bem picante à bebida.

Existem mil maneiras de preparar chai (invente uma). Aqui, acrescento uma colher (chá) rasa de masala a uma xícara (chá) de leite e levo ao fogo baixo, mexendo a leiteira de vez em quando pra que demore mais a ferver e para que os sabores da masala se incorporem melhor. Enquanto isso, fervo uma xícara (chá) de água e preparo o chá preto usando dois saquinhos. Depois, passo o leite numa peneira fina para segurar a maior parte da masala (não segura tudo porque minha peneira não é tão fina), misturo ao chá e está pronto. Rende duas xícaras (o que, pra mim, é dose única).

Como eu disse, existem várias maneiras de preparar o chai:

  • eu uso leite desnatado, mas reza a lenda que as especiarias soltam mais aroma e sabor se você usar leite integral;
  • tradicionalmente, junto com o leite ferve-se uma colher (sopa) de açúcar ou mel;
  • também tradicionalmente, levam-se todos os ingredientes ao fogo de uma vez, usando chá preto a granel – ainda não fiz assim simplesmente porque não achei chá preto a granel (a propósito: use chá barato, não acrescentará nada à sua bebida usar um twinings ou semelhante).

Se levar todos os ingredientes ao fogo ao mesmo tempo, retarde a fervura mexendo a leiteira de vez em quando. Assim que ferver, desligue o fogo e deixe a bebida descansar por uns três ou quatro minutos antes de coar e servir.

E a masala?

Também existem mil maneiras de preparar masala. Os ingredientes mais comuns são canela, cardamomo, pimenta-do-reino, gengibre, cravo-da-índia e nós-moscada. As proporções variam enormemente. Eu fiz assim:

  • 1 parte de canela em pó
  • 1 parte de cardamomo em pó
  • 1 parte de pimenta-do-reino preta em pó
  • 1/2 parte de gengibre em pó
  • 1/2 parte de cravo-da-índia em pó
  • 1/2 parte de nós-moscada em pó

Misture tudo e guarde num pode vidro com boa vedação. REcomenda-se 1/2 colher (chá) de masala para cada xícara, mas isso depende do quão apimentado você quer o seu chai.

Masala Masala

Às vezes, quando não estou a fim de tomar leite, acrescento uma pitada de masala ao chá preto e mais nada. Também faço o inverso (uma pitada – mais generosa – de masala ao leite, sem o chá) de vez em quando.

Sense8

Publicado em 02/07/2015, em cultura e lazer, internet e televisão.
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Sense8 talvez não te fisgue no primeiro episódio, nem no segundo. Insista mesmo assim, porque valerá a pena.

Comecei a ver Sense8, nova série da Netflix, depois de ler comentários que me deixaram curiosa. Seria, afinal de contas, uma série inovadora e cativante, ou chata e estereotipada? Eu tinha que conferir por mim mesma.

Os dois primeiros episódios de Sense8 são um tanto confusos. Logo você descobre que há oito protagonistas. Isso, por si só, já parece excessivo. Como desenvolver oito histórias? Bom Friends tinha seis protagonistas e conseguiu, E.R.Grey’s Anatomy tiveram/têm trocentos personagens importantes em cada temporada, mas a diferença é que todos eles pertencem sempre ao mesmo núcleo. No caso de Sense8, cada protagonista não só tem seu próprio núcleo, mas também seu próprio ambiente. Seu próprio país. Estão espalhados pelos quatro cantos do mundo. Costurar tudo isso parece uma missão impossível.

Mas não é. A série prova que é possível, e o faz com maestria. Apenas dê o devido tempo. Não a julgue pelos dois primeiros episódios (embora eu deva admitir que já estava fisgada antes do primeiro episódio acabar, apesar das minhas dúvidas sobre se aquilo tudo daria certo).

O pulo do gato é que, no fim das contas, embora os oito protagonistas estejam espalhados pelo planeta e tenham vidas completamente independentes, eles formam, sim, um núcleo – e num nível muito mais intenso do que já visto em outros seriados. Eles são sensates (pegou?, pegou?), seres humanos especiais, conectados empática e telepaticamente. Isso lhes permite compartilhar sensações, experiências e conhecimento. É como se cada um deles, do alto dos seus 25 anos, tivesse as vivências e o aprendizado acumulado de oito vidas. Imagine multiplicar seu tempo na Terra por oito. Imagine tudo que você poderia estudar, aprender, conhecer e viver. Isso é muito melhor que o vira-tempo da Hermione.

Claro que nem tudo são flores. Há inimigos (o Whispers, com certeza; a Yrsa, talvez; e em alguns momentos desconfiei do Jonas) que tornam a trama mais interessante. A temporada, assim, se desenvolve em três planos interligados: as vidas pessoais de cada um deles; a descoberta de que eles estão conectados, com toda a confusão, as surpresas e as vantagens que isso traz; e a luta pela sobrevivência, já que logo fica claro que estão sendo caçados.

Há grandes cenas de ação, uma certa pirotecnia, mas no fundo Sense8 é uma série sobre pessoas, como também disse a Simone – e são as séries sobre pessoas que mais me atraem, a ponto até de eu passar por cima de histórias fracas (oi, Scorpion, estou olhando pra você).

As histórias de Sense8, porém, estão longe de serem fracas (e as inconsistências são poucas e superáveis). Cada protagonista traz um cenário e uma vida muito particulares e cada um deles é confrontado com escolhas difíceis nessa temporada, escolhas decisivas para suas próprias vidas e para as vidas das pessoas que amam. Conversando com fãs da série e lendo resenhas, dá pra ver que é difícil apontar um favorito absoluto. A gente acaba gostando de todos eles (se bem que demorei meia temporada pra gostar da Sun, e nada menos que 10 episódios pra simpatizar com o Wolfgang), mas sempre tem dois ou três que exercem maior atração sobre cada fã.  Se você juntar três fãs, provavelmente cobrirá os oito personagens. Os meus favoritos? A Riley, desde os primeiros segundos, com sua mistura de força e fragilidade – provavelmente é a personagem com menos habilidades, mas ela tem uma energia vibrante e une todos os demais; e o Lito, o ator latino canastrão e adorável, responsável pelas maiores risadas da série (uma delas, inclusive, num dos momentos mais tensos da temporada) e por um dos diálogos mais sensíveis.

Sense8 não é uma série mainstream. Felizmente está na Netflix, que não tem medo de apostar em histórias pouco convencionais. Num canal de tv normal, eu temeria pela continuidade da série.

Por outro lado, o ruim de estar na Netflix é que só daqui a um ano teremos a segunda temporada…

Para encerrar a resenha, roubo a ideia da Simone e deixo aqui uma cena do quarto episódio que traduz bem essa temporada. A essa altura, eu já estava apaixonada pelo seriado e até agora fico arrepiada quando vejo o vídeo:

#vidativa

Publicado em 27/06/2015, em universo e tudo mais.
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Como recusar um passeio pela fábrica da coca-cola? Quando recebi o convite, minha criança interior vibrou – e olha que ela já tinha visitado uma fábrica, aos oito anos de idade.

O passeio aconteceu no fim de abril e a visita à fábrica foi apenas uma das atrações. Devo confessar que a visita que fiz quando criança foi mais interessante… minha memória foi confirmada por outras pessoas: antigamente, a gente chegava mais perto das máquinas, do “chão de fábrica”. Hoje, com todas as normas de segurança, ficamos separadíssimos do processo, vemos tudo do alto, protegidos por paredes e vidros.

Ainda assim, foi bacana saber da supermáquina que pega um tubinho de plástico, sopra em forma de garrafa e já enche de coca-cola. Também foi interessante aprender mais sobre a coca-cola em números:

  • existe uma preocupação com o uso racional da água: cada litro de coca-cola gasta 1,27 litros de água nas fábricas mais modernas (como a que visitei);
  • 94% dos habitantes do planeta reconhecem a marca, presente em mais de 200 países;
  • o Brasil é o quarto mercado da coca-cola, que gera 60.000 empregos diretos e 600.000 empregos indiretos;
  • a quantidade de coca-cola produzida por cada máquina é absurda – e esqueci de anotar.

Além de instrutivo, o passeio foi, literalmente, delicioso.

Na fábrica, um café-da-manhã com comidinhas feitas com os refrigerantes da marca. Tentei de todas as formas conseguir a receita de tartelete de fanta uva, mas parece um segredo tão bem guardado quanto a fórmula da coca-cola.

Tartelete de fanta uva

O brownie de coca-cola foi meu segundo favorito.

Brownies de coca-cola

Depois da visita, almoço no Dudu Bar, do chefe Dudu Camargo, um dos mais respeitados de Brasília. Todos os pratos levaram algum produto da coca-cola na sua elaboração. Todos deliciosos, com destaque para a combinação perfeita entre o filé ao molo de coca-cola e o arroz de limão siciliano.

Filé grelhado ao molho de redução de coca-cola e rum, acompanhando de arroz de limão siciliano.

A seguir, o ponto alto do evento: uma palestra tremendamente informativa com o Dr. Victor Matsudo sobre a importância de ter uma vida ativa para manter a saúde. O Dr. Victor apresentou diversos estudos, gráficos e pesquisas destacando os benefícios da atividade física:

  • reduz o risco de câncer de mama em 50% e reduz o risco de recidiva em 58%
  • reduz em 73% a incidência de demência senil
  • reduz em 91% o risco de morte por AVC
  • reduz a necessidade de remédios em geral, contribuindo para o funcionamento regular do organismo (e do bolso, claro)

A boa notícia é que não é preciso fazer muita atividade física para usufruir dos seus benefícios. Meia hora de caminhada (em intensidade moderada) por dia já basta. Essa meia hora não precisa ser feita de uma vez, nem de forma programada. Pode ser fracionada ao longo do dia e pode ser espontânea, como por exemplo:

  • deixar o carro mais longe do trabalho para forçar uma caminhada;
  • descer do ônibus uma parada antes do destino e caminhar;
  • desapegar do elevador e subir alguns lances de escada.

Também vale concentrar os minutos em apenas três dias da semana. O objetivo a mirar são 150 minutos por semana de atividade moderada (claro que não adianta querer fazer tudo num dia só). Se a atividade for vigorosa, bastam 75 minutos por semana (3 dias x 25 minutos). Crianças e obesos – por razões distintas – deveriam ter 300 minutos de atividade física por semana para manter/recuperar a saúde.

O Dr. Victor ressaltou que “tempo sentado mata”. Ele destacou que o ser humano tem 4 milhões de anos de evolução e apenas um século de sedentarismo. Até a era pré-industrial, consumíamos cerca de 3.000 calorias por dia, e as atividades físicas diárias exigiam 1.000 calorias. Hoje, consomem-se, em média, 2.100 calorias por dia, mas gastam-se apenas 300 calorias em atividades físicas. Ou seja, não adianta diminuir a quantidade de comida, é necessário gastar o que se come. Nas palavras do Dr. Victor, “comer mal não é bom, mas ser inativo explica muito mais a obesidade do que comer mal”.

Dr. Victor Matsudo

O sedentarismo traz uma série de doenças, levando à morte 300.000 brasileiros por ano e  de 145.000 pessoas por dia ao redor do mundo. É uma epidemia de graves proporções.

Nosso corpo não evoluiu para ficar sentado o dia inteiro. Certo, a vida contemporânea exige de muita gente longas horas no escritório, mas o tempo que passamos sentados em frente à tv ou no escritório corrói pela metade o efeito benéfico da atividade física, segundo o Dr. Victor. Como combater isso? A dica dele é ficar 5 minutos em pé para cada 30 minutos sentado (ou dez minutos para cada hora). Em casa, pode-se aproveitar os intervalos do programa de tv. No trabalho, basta continuar seu trabalho de pé.

Desde o dia da palestra, tenho ficado em pé durante 15 ou 20 minutos a cada hora. Continuo fazendo meu trabalho, não perco rendimento e sei que estou cuidando da minha saúde ao mesmo tempo. Os benefícios vão além do físico: tenho notado que essa movimentação me deixa mais alerta e produtiva. É verdade que no começo foi difícil sair da inércia, mas agora já estou acostumada. Ou seja: a dica é quente, faz aí e me conta!

PS: “ain, mas coca-cola faz mal, não é saudável, demagogia, blá, blá, blá”. Olha, eu acho louvável uma empresa usar sua marca – ainda mais quando é uma marca tão relevante – para promover bons hábitos. Ademais, tudo em excesso faz mal. Até água. Até exercícios físicos. A virtude, já dizia o filósofo, está no meio termo. E, para descobrir qual é esse meio termo, nada como ter mais e mais informações.

Fotos oficiais do evento.

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Lu MonteMoro em Brasília e atendo por Lu (de Luciana). Ou Lu Monte, já que há um monte de Lus. Mais?

Aqui falo sobre filmes, séries, livros, minimalismo, receitas e outras coisinhas. Também tenho outros blogs.

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