Projeto Urban Gallery

De vez em quando, surge um pouco de cor em meio ao cinza dos grandes centros urbanos. Aqui em Brasília, esse toque vem da grama verdinha assim que começa a estação das chuvas, dos flamboyants floridos, do pôr-do-sol inspirador. Dificilmente, porém, está presente nas construções tediosas do Plano Piloto e de algumas outras áreas.

Uma região que não é muito querida por alguns brasilienses, mas que contribui com cores e detalhes arquitetônicos bonitos é Águas Claras. Carinhosamente (ou nem tanto) apelidada de de paliteiro, ela ousa subir além dos seis andares limitados pelo tombamento. O bairro ainda é novo, mas está cada dia melhor e será meu novo lar daqui a um ano.

Projeto Urban GalleryDescobri hoje que Águas Claras está prestes a ganhar mais um pouco de cor quando recebi uma gravura do artista Flavio Samelo e um catálogo comemorativo dos 40 anos do MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo. O Flavio Samelo será responsável por conferir arte aos tapumes de um empreendimento do qual muita gente daqui já ouviu falar, o DF Century Plaza – um mix de shopping, salas comerciais e apartamentos em processo de construção junto ao campus da Unieuro em Águas Claras. Como ele, outros artistas serão responsáveis por embelezar tapumes de Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo. O projeto é da Brookfield Incorporações e leva o nome de Urban Gallery.

Claro que tem toda uma questão de marketing e tal, mas achei a proposta bacana mesmo. Adoro quando passo em frente a uma construção e, em vez daquelas placas cor-de-rosa-reciclado, deparo-me com formas e cores vivas. Ou quando vejo pinturas em túneis de metrô. Brasília tem concreto demais e poesia de menos, portanto iniciativas como essa são sempre bem-vindas.

Em tempo: devo dizer que morri de amores pelo catálogo. O MIS é um dos meus lugares favoritos, tanto pela bela região em que está quanto pelas suas exposições. Meu gosto por lá deve ser hereditário, já que a primeira pessoa que me falou dele foi a Sra. Monte. 😉

Folgando na Rede # 23

Rede arco-íris

Não julgarás a moral alheia – O “caso Eliza” me lembra um episódio de Law & Order: SVU em que, ao chegar à cena de um crime, Olivia e Elliot são recebido por um policial regular que lhes diz para não se preocuparem, porque é um “NHI crime” – um crime sem humanos envolvidos (no humans involved). Tratava-se do homicídio de uma prostituta. Aqui, os moralistas de plantão têm a mesma atitude e evidenciam o pior da humanidade.

O poder da embalagem – Numa caixa bonitinha, as pessoas compram até lixo.

Ler no iPad ou Kindle é mais demorado, porém mais prazeroso – Eu quero um kindle. Eu não quero um kindle. Eu quero um kindle. Eu não quero um kindle. Eu…

Escultura homenageando Star Trek. – Vi no twitter da djmisscloud.

AmoMuito.com – Acessórios femininos cheios de estilo. Dica da Carol Linden.

Xampu todos os dias estraga o cabelo – A pesquisa da FAPESP comparou os danos causados por diversos produtos, inclusive pelo xampu nosso de cada dia. O resultado é surpreendente. O condicionador faz bem, ajuda a “tapar buracos” nos fios do cabelo.

Loja Grátis – Você entra, pega o que estiver precisando e sai sem pagar. Se você tem coisas em bom estado que não usa mais, pode deixar lá para que sejam úteis a outras pessoas. Funciona em Belo Horizonte – quem sabe surgem outras país afora?

Ningyos, os bonecos japoneses

O Japão é permeado por ritos e tradições em todos os aspectos cotidianos – não seria diferente quando o assunto é brinquedo. A exposição O mundo mágico dos ningyos apresenta bonecos de tradição milenar, riquíssima em simbolismos.

Os ningyos (a palavra quer dizer “forma humana” em japonês) inspiram admiração e são guardadas pelos seus donos como relíquias de família. Na verdade, não são bonecos com os quais as crianças possam brincar, dadas a sua fragilidade e a carga de significados que carregam.

A mostra enfatiza três tipos de ningyos:

Hina Ningyo
Hina Ningyo simbolizando sacerdotisa xintoísta, a fim de proteger a menina e inspirar-lhe o casamento ou a vida religiosa.

Hina-Nyngions: ofertadas no Dia das Meninas (3 de março), relacionam-se com o casamento ou a vida religiosa.

Musha Ningyos: bonecos guerreiros para o Dia dos Meninos (5 de maio), representam os samurais e devem inspirar-lhes honra e coragem.

Gosho Ningyos: bonecos-bebês ofertados a recém-nascidos para conferir-lhes proteção, sendo deixados perto das crianças para absorver energias negativas.

Também estão expostas algumas gravuras (ukiyo-e) do século XIX, cujo traço limpo e forte inspirou o atual mangá.

Embora a exposição seja voltada para crianças (os bonecos, inclusive, são posicionados em altura menor que a usual, para facilitar-lhes a visão), duvido que algum adulto deixe de se encantar com os detalhes dos adornos, os penteados e os ricos tecidos que vestem os bonecos.

A exposição é pequena – em menos de meia hora, você vê e revê (ótimo para não cansar as crianças). Está em cartaz no CCBB de Brasília até 10 de janeiro de 2010, de terça a domingo, das 9h às 21h (entrada franca).