
Use caixas de cereais, de macarrão, de biscoitos e afins para fazer organizadores sob medida para suas gavetas. Encape as caixas com papel de presente para ter um resultado mais bonito e duradouro.
Foto: Real Simple.

Use caixas de cereais, de macarrão, de biscoitos e afins para fazer organizadores sob medida para suas gavetas. Encape as caixas com papel de presente para ter um resultado mais bonito e duradouro.
Foto: Real Simple.
Vi uma receita de mini-cheesecakes e fiquei morrendo de vontade de testar. Pra simplificar a coisa, preferi fazer um grande cheesecake – e mudei vários outros detalhes, também. Para a base, usei minha receita de cookies. Para a cobertura, um vidro de geléia de frutas vermelhas. Pois é, basicamente só o recheio é o mesmo da receita original.
Já tinha publicado outra receita de cheesecake aqui no DdF, mas esta é mais gostosa. 😉


Na batedeira, bata a manteiga e acrescente o leite condensado até conseguir um creme esbranquiçado. Acrescente o trigo, a baunilha, o bicarbonato de sódio e o sal. Bata até a massa ficar homogênea.
Forre o fundo da assadeira (não as laterais) com essa massa. Não precisa ficar lisinho.
Bata todos os ingredientes. Despeje a mistura sobre a massa de cookie. Leve ao forno preaquecido a 180ºC (forno baixo) por 15 minutos.
Retire do forno, espere esfriar, espalhe a geléia e leve à geladeira. Aguarde estar gelado (umas duas horas) para desenformar.

Para desenformar, passe as costas de uma faca entre o recheio e a lateral da assadeira.
Na foto, usei a quantidade de recheio da receita original. Achei que ficou fininho demais, por isso dobrei os ingredientes aqui.
Deve ficar delicioso com cobertura de doce de leite ou de ganache (creme) de chocolate. Se experimentar, me conta. 😉

Marina é uma sobrevivente de guerra. Na juventude, foi guia do Hermitage, o fantástico museu de arte de Leningrado, um dos maiores do mundo. Quando os alemães cercaram a cidade, ficou confinada no museu junto a tantos outros que tentavam sobreviver com a parca ração diária de 200 gramas de pão (para os que trabalhavam; os demais ganhavam a metade), complementada muitas vezes por cola de madeira. Para manter um fiapo de lucidez em meio à fome, às doenças e à morte, Marina constrói um “palácio da memória”: um refúgio interno, uma fuga para tempos melhores, em que se podia passear pelos salões do museu e ver as obras de arte antes de serem evacuadas.
Décadas depois, Marina mora nos Estados Unidos com seu marido – seu amor de adolescência, ele mesmo um sobrevivente da guerra. Tem filhos, netos e uma vida feliz. Algo, porém, está acontecendo dentro dela: as lembranças se perdem, os fatos recentes se embaralham, ela está tão confusa… aos 80 anos, Marina sofre do mal de Alzheimer. O palácio das memórias é, novamente, seu único porto seguro.
As Madonas de Leningrado se passa nesses dois tempos: o presente de Marina, confuso para ela e aflitivo para os que a amam; e o passado da Segunda Guerra Mundial, cheio de dores e morte, mas também de amizade e beleza – um passado lembrado por Marina em termos quase poéticos. A melancolia é a nota principal do livro. Vidas se acabam de tantas formas, às vezes imperceptivelmente… quando o presente é tão difuso que a mente escolhe refugiar-se num passado enegrecido pela guerra, que vida resta?
A autora não era nascida durante a Segunda Guerra, mas fez uma extensa pesquisa. Reconstituiu o terror dos que resistiram ao Cerco de Leningrado (que durou 900 dias), o constante bombardeio, a luta pela sobrevivência; e, principalmente, fez um belo trabalho de descrição do Hermitage, dando ao leitor a sensação de ver o que Marina vê em sua memória. Este é o primeiro romance de Debra Dean, que já publicou mais um livro: Confessions of a Falling Woman, ainda sem tradução em português.
O site do Museu Hermitage proporciona um tour virtual pelas suas magníficas salas, além de trazer informações sobre o cerco e depoimentos dos sobreviventes.
Vale lembrar que Leningrado recobrou seu nome original após a derrocada do regime comunista: São Petersburgo.
Ela tende a ficar presa a coisas por mais temo do que qualquer pessoa sensata, que a esta altura já teria desistido e seguido em frente. Um exemplo relevante: o seu casamento. Ou a arte. Qualquer outra pessoa na mesma situação teria desistido do fingimento e escolhido entre aceitar a arte como um passatempo ou começar a pintar coisas para as quais havia um mercado – paisagens e abstratos aguados. Em vez disso, ela insiste em fazer suas figuras humanas e depois ficar indignada porque as pessoas que compram arte nas lojas de presente e de moldura locais não estão pretendendo pendurar quadros de estranhos nus em seus lares. Ela tem 53 anos. Quanto tempo mais vai esperar até que um marchand de Nova York a descubra? Cada um a seu modo, ela e os pais parecem ter simultaneamente chegado aos limites de se esconder como estratégia de vida. (p. 61)
Nenhuma explicação se segue. Quando Helen se vira para o pai, ele diz:
– Algumas coisas ficam melhores se forem esquecidas. (p. 62)Embora em teoria todos soubessem que os alemães estavam próximos, quando as primeiras bombas soaram na cidade, alguns dias atrás, foi como uma fantasia, surreal e chocante. Aturdidas, as pessoas olhavam umas para as outras, descrentes. Isto não podia estar acontecendo. Não aqui, não em Leningrado. É uma loucura. Eles atiraram mísseis de longo alcance na cidade, matando mulheres, crianças e velhos, aleatoriamente. Para quê? E por que tentar queimar a cidade? De que vale uma vitória se não fica nada como crédito? (p. 66)
É estranho como se pode acostumar com as coisas. Todos os dias agora, pessoas ao redor dela morriam, pessoas que ela conhecia. No início, isto era motivo para lágrimas, mas acontece que o ser humano tem uma capacidade limitada de tristeza. (p. 187)
Ninguém chora mais, ou então chora por pequenas coisas, por momentos sem importância que as pegam desprevenidas. O que mais parte o coração? Não é a morte: a morte é banal. O que parte o coração é a visão de uma única gaivota levantando vôo facilmente de cima de um poste de rua. As asas se desfraldam como echarpes de seda contra o céu cor de malva e Marina ouve o rufar das penas. O que parte o coração é que ainda há beleza no mundo. (p. 192)
Você já ouviu falar do Pinterest? O site não é tão novo, mas ainda é pouco conhecido pelas bandas tupiniquins. Nas últimas semanas, porém, parece que todo mundo resolveu aderir a ele.
O Pinterest surgiu em 2010, mas estourou mesmo em 2011, chegando a ser eleito um dos 50 melhores sites do ano pela conceituada revista Time. Estou lá desde o fim de 2011, mas apenas em janeiro de 2012 comecei a usá-lo. Havia umas duas ou três pessoas que eu conhecia por lá. Depois da “explosão” da rede no Brasil, já há algumas dezenas.
O próprio site se define como um mural virtual. Lembra quando tínhamos painéis de cortiça no quarto e costumávamos recortar imagens de revistas para preenchê-lo, junto com fotos e frases motivadoras? Então, é isso. Só que na internet.
(Suponho que os mais novos tenham feito essas montagens em quadros magnéticos. Eu não usava quadro de cortiça, mas sim a parte de dentro das portas do armário do quarto. E tinha gente que preferia a agenda. Hum, dúvida: essas colagens são “coisa de menina”? Os meninos também fazem/faziam as suas? Fato é que a maioria absoluta dos usuários do Pinterest é de mulheres.)
O serviço permite que você “espete um alfinete” (pin) em qualquer imagem online que desperte seu interesse (interest; pin + interest = pinterest) e as agrupe em murais temáticos, ou colagens virtuais.
Cada colagem pode ter uma ou múltiplas funções. Eis alguns usos frequentes dos murais:
O uso é muito simples. Você solicita ao site um convite (o meu levou cerca de uma semana pra chegar, se bem me lembro) ou recebe um convite de alguém que já faça parte do Pinterest. Assim que se cadastra, ganha alguns murais vazios. Você pode mudar os nomes deles (e suas respectivas categorias) e criar outros. Em seguida, é só sair espetando alfinetes virtuais. Uma boa forma de entender como a coisa funciona é passear pelas colagens dos outros usuários.
Para espetar uma tachinha em qualquer imagem online, basta adicionar o marcador do Pinterest à barra de favoritos do seu navegador (se você tem iPhone, também pode baixar o app). Você também pode subir uma imagem do seu computador direto para seus quadros temáticos.
Uma vez que você “alfinete” uma imagem, outros usuários do Pinterest podem “realfinetar” (repin), “curtir” (like) ou comentar. Todos os murais são públicos.
O Pinterest permite a criação de murais coletivos, ou seja, editáveis por dois ou mais usuários. É uma boa forma de planejar viagens em grupo, compartilhar fotos sobre projetos em comum e organizar eventos em conjunto, por exemplo.
Você pode seguir (follow) outros usuários (e não pode impedir que alguém te siga). Uma opção bem interessante é acompanhar apenas os murais que lhe interessam. Se um usuário tem, por exemplo, um mural superbacana com imagens de gatinhos e outro chatérrimo sobre os lêmures-de-cauda-anelada, você pode escolher seguir apenas o de gatinhos.
Clicar em uma imagem no Pinterest leva ao site de onde ela foi retirada. Por isso, os murais têm se revelado uma excelente fonte de tráfego para sites em geral e lojas virtuais em particular.
Evite simplesmente dar “repin” em tudo, ou seus murais virarão mais do mesmo. Crie novas formas de organizar as imagens em vez de apenas copiar os murais existentes, adicione suas próprias fotos, ou compartilhe o que encontra de bacana pela rede além do próprio Pinterest.
Para ver meu perfil no Pinterest, é só clicar aqui. Eis os meus murais, hoje:

Lilacs and Violets: não necessariamente as flores, mas as cores, que são minhas favoritas para várias coisas. Aqui só entram imagens com predominância de lilás, lavanda ou roxo. Para mim, o resultado é repousante.
Style: roupas e acessórios que acho lindos e que têm a ver com meu estilo (que é clássico, urbano, lady-like, quase romântico em algumas composições).
Inspiration: coleção de frases motivacionais, inspiradoras.
Cats: imagens de gatinhos, aaaaawww! =^^=
For the Home: ideias, objetos e sonhos de consumo para o lar-doce-lar.
Food: fotos de comidas – a maior parte delas leva aos sites que contêm as respectivas receitas, e pretendo fazê-las um dia.
Drinks: fotos de bebidas, no mesmo esquema das comidas. Por enquanto, é o patinho feio das minhas colagens.
DIY: projetos artesanais (DIY é a sigla para do it yourself, ou “faça você mesmo”).
Beautiful People: motivações extras para manter-me em forma…
Sim, todos os meus murais são em inglês. O inglês é a língua quase exclusiva do Pinterest, mas nada impede que você use outro idioma.
É, porque você pode seguir e ser seguido por outras pessoas, e pela facilidade de dar um “repin” nas imagens alheias. Mas você pode muito bem usá-lo sem interagir com ninguém. Lembre-se, apenas, de que todos os seus murais são públicos.
E aí, gostou? Vai embarcar na onda dos murais online?