Boo-Box

O projeto mal foi lançado e a blogosfera já começou a falar dele. Trata-se do Boo-Box, mais uma forma de ganhar dinheiro com blogs. Vi a novidade no blog do Fabio Seixas, empolguei-me, fiz o registro para ser beta-tester e recebi um email informando que poderei implantar o serviço no Dia de Folga a partir de 26 de janeiro.

O projeto, criado por brasileiros, é bem interessante. O funcionamento é simples e pouco intrusivo: o blogueiro escreve um novo artigo, adiciona uma imagem e marca-a com a tag do serviço; quando o leitor clicar na foto, uma caixa com anúncios de produtos será aberta e, se ele comprar algo, o blogueiro receberá uma comissão. Mais fácil que explicar o funcionamento é vê-lo na prática.

Passada a empolgação inicial, comecei a ver defeitos no programa. Em primeiro lugar, ele é discreto demais, se é que você me entende. O leitor não tem nenhum aviso de que será exposto a propaganda, apenas uma caixinha quase imperceptível é inserida no canto da imagem. Tudo bem, quem quer ganhar dinheiro na rede gosta do AdSense (programa de anúncios do Google) justamente porque é pouco intrusivo, não incomoda o layout do blog e não aborrece o leitor. Acontece que o Boo-Box exagerou na dose. Quem clica numa imagem espera vê-la ampliada, quer observar melhor algum detalhe. Já temos esse condicionamento. O leitor que clicar numa imagem marcada com o Boo-Box, além de ter frustrado o seu objetivo de observá-la mais detalhadamente, esbarrará numa caixa de propaganda que lembra bastante os famigerados pop-ups, tão comuns antigamente e tremendamente incômodos (substituído, atualmente, por propagandas em flash igualmente chatas).

Por outro lado, qual é o percentual de visitantes de blogs que clica em imagens?! Como leitora, até gosto de ver artigos ilustrados, mas as fotos são mero complemento ao texto – a palavra é que me chama a atenção, é ela que me atrai e mantém-me no blog. Os links que, eventualmente, aparecem no texto têm várias vezes mais chances de serem clicados do que as imagens, pelas quais os olhos só passam rapidamente.

Por essas razões, estou muito inclinada a não adotar o Boo-Box aqui no Dia de Folga.

Passe no site oficial do projeto, dê uma olhada na demonstração e comente sobre o projeto.

WordPress 2.1

Ao contrário do nosso governo, que promete um Plano de Aceleração do Crescimento e enrola tanto, mas tanto, que o tal PAC acaba ganhando o apelido de Plano de Adiamentos Constantes ( tm Miriam Leitão), a galera do WordPress é pontualíssima: prometeram a versão 2.1 para o dia 22 de janeiro, e cumpriram!

Entre as grandes novidades estão o salvamente automático dos artigos durante sua elaboração, a incorporação de uma função para escolher o conteúdo da página principal, fugindo à regra de exibição dos artigos em ordem de publicação (isso já era possível, mas somente por meio de plugins ou configurações “na unha”), um gerenciador de uploads e várias outras coisinhas que me deixam muito interessada em fazer logo o upgrade.

Por outro lado, upgrades costumam trazer incompatibilidades com alguns plugins e, de vez em quando, há bugs bem chatinhos escondidos. Ainda me lembro da dor de cabeça que tive ao instalar a versão 2.0. O problema foi tão sério que tive de usar o arquivo de backup do banco de dados para consertar o caos, morrendo de medo de fazer algo errado e perder todos os artigos antigos. Demorou um bom tempo para aparecerem as soluções pela web.

De qualquer modo, nem posso mesmo pensar em fazer a atualização por enquanto. O novo WordPress exige MySQL 4 ou superior para funcionar – a Delix Hosting, que hospeda este blog, parou na versão 3.23. Se você está morrendo de vontade de fazer o upgrade, é melhor consultar as especificações do seu serviço de hospedagem antes.

A equipe do WordPress aproveitou para escrever que pretende fazer atualizações mais constantes, com diversos grandes lançamentos por ano. Prometem o próximo upgrade para 23 de abril. É legal saber que a melhor plataforma para blogs será constantemente aperfeiçoada, mas já fico com preguiça só de pensar no tanto de atualizações que terei pela frente…

O Amor Não Tira Férias

Ficha Técnica

The Holiday. EUA, 2006. Comédia romântica. 138 minutos. Direção: Nancy Meyers. Com Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law e Jack Black.

Iris Simpkins (Kate Winslet) escreve uma coluna sobre casamento bastante conhecida no Daily Telegraph, de Londres. Ela está apaixonada por Jasper (Rufus Sewell), mas logo descobre que ele está prestes a se casar com outra. Bem longe dali, em Los Angeles, está Amanda Woods (Cameron Diaz), dona de uma próspera agência de publicidade especializada na produção de trailers de filmes. Após descobrir que seu namorado Ethan (Edward Burns) não tem sido fiel, Amanda encontra na internet um site especializado em intercâmbio de casas. Ela e Iris entram em contato e combinam a troca de suas casas, com Iris indo para a luxuosa casa de Amanda e esta indo para a cabana no interior da Inglaterra de Iris. Logo a mudança trará reflexos na vida amorosa de ambas, com Iris conhecendo Miles (Jack Black), um compositor de cinema que trabalha com Ethan, e Amanda se envolvendo com Graham (Jude Law), irmão de Iris.

Mais informações: Adoro Cinema.

Comentários

3,5 estrelas

O que me chamou a atenção e motivou-me a ver esse filme foi o elenco. Kate Winslet e Jude Law protagonizaram dois dos meus filmes favoritos, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e Closer. Jack Black tem um ótimo papel em outro da minha lista de Top 5 (claro…), Alta Fidelidade (baseado em livro, que também virou peça teatral). Cameron Diaz já provou que é mais do que apenas um rostinho bonito e tem boas atuações em excelentes filmes (Shrek, Minority Report, Vanilla Sky). Assim, rendi-me a um típico romance-água-com-açúcar-de-fim-de-ano.

A sinopse já mostra como a história é previsível. Não espere grandes reviravoltas, nem emoções tumultuadas – não é para isso que comédias românticas existem, afinal. Elas são feitas para alegrar o espírito, acalmar o coração e reacender velhas crenças em amor verdadeiro, paixão à primeira vista, essa bobagem “mulherzinha”. Nessa missão, o filme é bem-sucedido. Como toda boa produção de fim de ano, O Amor Não Tira Férias ainda cumpre o tradicional papel de deixar uma mensagem de esperança diante do novo ano.

A direção de Nancy Meyers (responsável, também, por Alguém Tem Que Ceder e Do Que As Mulheres Gostam) é boa, o elenco está excelente. A trilha sonora é de primeira, com um quê de bossa-nova. De quebra, o filme faz referência a várias produções norte-americanas, tanto antigas quanto mais recentes, e brinca com músicas famosas e com a criação dos trailers, cativando os cinéfilos. E tente reconhecer os figurões que aparecem numa das cenas finais.

Quer se divertir assistindo a uma comédia bem feita e sair mais leve do cinema? Coloque O Amor Não Tira Férias na sua lista de programas de férias.