Globo de Ouro 2007

Tim Robbins e Jamie FoxxParece que Rubens Ewald Filho não quis repetir o fiasco de 2006, em que apresentou o Globo de Ouro ao lado de Analice “Casa-dos-Artistas” Nicolau, pelo SBT. Claro que o vexame não foi do crítico de cinema, mas de Analice. Aliás, os vexames, no plural. Quem viu, ainda se lembra da ignorância completa da moça, capaz de confundir Tim Robbins com Jamie Foxx. A impaciência de Ewald Filho era patente e, elegantemente, ele deu uma série de “cortadas” em Analice.

Este ano, Rubens Ewald Filho narrou o evento para a Warner Channel. “Narrou” mesmo, não comentou, porque não sobrava tempo. Ewald Filho ficou sobrecarregado com a tentativa de tradução simultânea, que tomou o tempo que seria melhor empregado em seus ótimos comentários sobre artistas e produções indicados ao prêmio. O esforço de traduzir foi vão, já que não é essa a sua praia e o crítico perdeu-se várias vezes. Apesar da burrinha Analice, tenho que admitir que o modelo do SBT funcionou melhor: dois tradutores simultâneos, e parte do tempo que seria dos comerciais destinada aos comentários excelentes de Rubens.

A premiação não surpreendeu muito. Scorsese confirmou seu favoritismo ao Oscar 2007 – é bem provável que este ano a Academia confira ao diretor a tão aguardada estatueta pelo excelente Os Infiltrados. O melhor filme dramático foi Babel, que estréia nas telonas brasileiras na próxima sexta-feira, dia 19. Cartas de Iwo Jima, produção norte-americana dirigida por Clint Eastwood inteiramente falada em japonês, foi eleito o melhor filme em língua estrangeira. Dreamgirls ganhou como melhor filme – drama/musical. Cartas de Iwo Jima[bb] estréia no Brasil em 22 de fevereiro, e Dreamgirls chega uma semana antes, dia 16. Meu amado-idolatrado-salve-salve Hugh Laurie ganhou, pela segunda vez consecutiva, o Globo de Ouro de melhor ator em série dramática, graças ao seu trabalho como o antipático protagonista de House[bb]. Essa foi uma das maiores surpresas da noite, primeiro pela dobradinha, segundo porque Patrick Dempsey era forte concorrente por seu papel em Grey’s Anatomy[bb] (indicada em quatro categorias e vencedora como melhor série dramática).

A Warner retransmitirá o Globo de Ouro 2007, com legendas, no dia 21 de janeiro, às 17 horas.

Referências

O ano da consciência ecológica

Quando um assunto aparece no Fantástico, é sinal de que é popular. Assim, é uma boa notícia saber que a “revista eletrônica” da Globo deu início a uma série chamada O Caos no Clima, em que aborda os responsáveis pelo aquecimento global, as conseqüências das mudanças climáticas e as formas de solução do problema.

2006 tem sido apontado por especialistas como o ano da consciência ambiental. As expectativas são boas – se 2006 foi o ano da consciência, é possível acreditar que 2007 marcará o ponto de inflexão, o momento em que governantes e sociedade civil passarão a agir em larga escala para evitar que o aquecimento global atinja proporções catastróficas.

Disseminar informações sobre o problema ainda faz parte da ação, já que resta uma parcela dos políticos e da sociedade a despertar para o tema. Desde a semana passada, o Dia de Folga tem uma nova categoria, Ecologia, um espaço para abordar questões relativas ao meio ambiente em geral e ao aquecimento global em particular.

Referências

Eu nem queria, mesmo.

Nunca vi um produto potencial ser tão comentado na blogosfera como o tal iPhone, da Apple. Depois que a marca emplacou o iPod, tudo que ela promete lançar torna-se hit antes mesmo de sair do papel.

Pois bem: depois de meses de especulação, o iPhone está (quase) virando realidade. Steve Jobs apresentou o protótipo esta semana, na MacWorld Expo 2007, em San Francisco, EUA. Imediatamente, o assunto virou febre na web, perdendo espaço apenas para o bloqueio do youtube provocado por dona Cica, embora o modelo só esteja no comércio a partir de junho, a um preço salgado que começa em quinhentas doletas.

Deixo a descrição do aparelhinho por conta deste texto do Meio Bit, que também indica os links para a página do produto no site da Apple. Eu vi o site, assisti ao videozinho uma três vezes e, admito, babei. O ponto alto é a integração entre telefone celular, câmera fotográfica e o consagrado mp3 player da Apple, tudo num aparelho com tela sensível ao toque. Além disso, é um gadget de grife e inegavelmente lindo.

Agora, sem querer dar uma de raposa contemplando uvas inatingíveis, o iPhone não é a última cocada do tabuleiro. Para começar, não possui slot de expansão, deixando o comprador limitado à memória que o aparelho oferece de fábrica e que nem é tanta assim: 4 GB ou 8 GB. Já existem iPods de 80 GB, logo vê-se que 8 não é tanto assim. A câmera fotográfica também poderia ter uma resolução maior – a Nokia, nos seus últimos lançamentos de celular, já usa câmeras de 3 megapixels. Ainda por cima, o iPhone somente será vendido em conjunto com planos de minutos contratados com a operadora Cingular, ao menos durante os primeiros anos, o que já deixa os brasileiros de fora (até encontrarem uma forma de desbloquearem o aparelho).

A pior parte, na minha opinião, vem agora: é impossível instalar softwares de terceiros. Quem tem celular rodando Symbian (presente nos modelos mais sofisticados da Nokia) sabe como os programinhas adicionais enriquecem as funções do aparelho. Os proprietários de pocket pc phone ou treo também estão acostumados à facilidade. O iPhone permitirá apenas a instalação de widgets, pequenos aplicativos criados para funções restritas, como informar a previsão do tempo e, em princípio, feitos exclusivamente pela Apple.

Para bagunçar o coreto, a Cisco Systems está processando a Apple por uso não autorizado do nome iPhone, de propriedade da Cisco e usado por ela para designar seu telefone projetado para uso em redes VoIP como o Skype.

Com tantos problemas e limitações, essa agitação toda em torno do iPhone revela-se “muito barulho por nada”, ou por muito pouco, na melhor das hipóteses. Com menos dinheiro é possível comprar aparelhos mais completos que, se não têm o charme de um iPod incrementado, também não têm as restrições impostas pela Apple. Será que só a grife bastará para tornar o iPhone um sucesso de vendas?

Google em destaque, de novo

Desta vez não é por nenhuma invenção para o mundo virtual, mas pelo ambiente de trabalho bem real, que mais parece ficção científica se comparado ao da maioria dos brasileiros:

Google lidera 100 melhores empresas onde trabalhar, diz Fortune.

As regalias que a colocaram bem à frente de outras empresas do ramo, como Microsoft e Yahoo!, incluem refeições gourmet, spa, massagem, piscina, lavagem e troca de óleo do carro, para ficar apenas com alguns exemplos.

Dizem as más línguas que a Microsoft oferece um plano de saúde melhor, mas com esse ambiente de trabalho fantástico não é de se surpreender que a Google capte as melhores cabeças atualmente.

Que astronauta, que nada; quando crescer, quero trabalhar lá.