Está chegando a hora!

Daqui a menos de uma semana, embarco para Porto de Galinhas (junto com algumas dezenas de blogueiros). Nem pensei no que levar, mas já entupi o armário de protetor solar.

Definitivamente, o sol não não vai com a minha cara (nem com os meus ombros, minhas costas etc). Ainda sinto a pele repuxar quando lembro da última vez em que mergulhei com snorkel. A visão era tão bonita que me  esqueci do mundo. Horas depois, quem me olhasse de costas sairia correndo e acionaria os bombeiros para a captura da lagosta gigante. Insolação das brabas.

Claro que a gente aprende com a lição, não é? Não. Por um lado, aquela não foi a primeira vez que me queimei. Por outro, não foi a última.

BlogCamp MG de 2007. Eu e uns doidos resolvemos dar a volta completa na Lagoa da Pampulha (não, não nos tocamos que ela é tão extensa que é usada pra provas de atletismo). Tempo ameno. Lambuzei o rosto de protetor solar, coloquei uma camiseta , calça jeans e lá fomos nós.

O resultado? Bem, três dias depois meu colo ainda estava da cor do meu cabelo.

Também teve a vez em que fui de top cruzado pra cachoeira e marquei um X nas minhas costas (sei que tenho a foto em algum lugar).

Como não vou deixar de ir a uma das melhores praias do Brasil, só muito filtro solar salvará a minha pele.

Ainda há vagas e você pode cair em Porto de Galinhas semana que vem:
acese o portal
, siga o twitter do portocainarede e boa sorte!

Dia Mundial Sem Carro – eu participaria, se pudesse.

Amanhã, 22 de setembro, celebra-se o Dia Mundial Sem Carro. A ideia é conscientizar a população sobre os transtornos que o uso exagerado do carro podem trazer às nossas cidades, incentivando o uso de meios alternativos de transporte ao menos um dia por ano.

A cidade pára, nós paramos.
A cidade pára, nós paramos.

A poluição do ar é só um dos problemas gerados pelo excesso de carros nas ruas. A poluição visual e sonora também reduzem nossa qualidade de vida, as horas perdidas diariamente no trânsito roubam-nos tempo de lazer e convivência com família e amigos, os engarrafamentos são estressantes.

Se você puder, deixe seu carro na garagem amanhã. Use o transporte público para chegar ao trabalho. Se tiver condições, vá de bicicleta, ou quem sabe a pé – e aproveite para praticar exercício. Se não houver jeito de abandonar o carro, tente oferecer carona a um amigo para ir e voltar do trabalho.

Sei que nem todos podem aderir ao manifesto. Costumo participar do Dia Mundial Sem Carro quando ele cai num fim-de-semana.  Infelizmente, durante a semana isso é completamente inviável. Moro numa cidade de concreto e asfalto em que tudo foi pensado para os carros, sem deixar espaço ao ser humano. As linhas de ônibus são pífias e várias delas (inclusive a que me atenderia na volta para casa) são desativadas muito cedo todos os dias. O metrô é lento, superlotado, insuficiente. Não há calçadas. Não há sombras para aplacar o sol, nem iluminação pública na volta para casa. Não há ciclovias.

O que há são inúmeras promessas governamentais (como a construção de 600 quilômetros de ciclovias) e pouca ação (apenas algumas dezenas de quilômetros em construção). Há, também, uma facilidade incrível para a compra do carro, mas nenhuma orientação sobre os juros das prestações ou o custo de manter um automóvel.

Para completar o quadro, existe uma total falta de educação no trânsito, em que vale a lei do mais forte. Pedestres têm vez, é verdade, nas faixas. Ciclistas e motociclistas precisam contar com a sorte para sobreviverem aos desmandos dos possuidores de veículos de quatro rodas. Entre os carros, mesmo, vale o “eu primeiro”: ligar a seta para mudar de pista é interpretado pelo carro ao lado como “vou correr pra não dar chance a esse sujeito”.

“Ecologia” não é só cuidar de plantas. É respeitar o ambiente (inclusive o urbano) e seus componentes (inclusive o homem). Se você, como eu, não pode deixar o carro em casa amanhã, ao menos tente usá-lo com civilidade. Dê a preferência, não jogue lixo pela janela, proteja os que usam meios de transporte mais frágeis. Não se trata apenas de ser “verde” ou de seguir o Código de Trânsito Brasileiro, mas de ter educação, esse artigo que anda tão em falta nos últimos tempos.

Foto: Edgley Cesar (Creative Commons).

Melhores Momentos do LuluzinhaCamp Nacional (pra mim), ilustrados

Porque algumas imagens valem mais que dois mil caracteres. 😉

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Isso é glamour.

O “esquenta” um dia antes, no ateliê real da Denize, com Losille e Srta. Bia (foto da Denize).

Delícias!
Caprichadíssimos.

Os bolos deliciosos do marido da MaWá.

O Foto Recado, presente da Gabi Butcher.
Prrrrrr...

O Foto Recado, presente da Gabi Butcher (foto da Gabi).

Ceviche!
Hmmmm...

O ceviche da Roberta Zouain.

Oficina de Fotografia
Oficina de fotografia e stop motion.

A oficina de fotografia dada pela Roberta Zouain, pela Gabi Butcher e pela MaWá.

E muito mais!
A LG quadruplicou - no total, mais de 400 quilos doados.

Os mais de cem quilos de roupas doados para a Lavanderia Solidária.

Finalzinho
Hora da despedida.

Os encontros e reencontros com muita gente querida.

Tem muito mais aqui. E, se você ainda não conhece, descubra o LuluzinhaCamp. Ano que vem, tem outro encontro nacional. Até lá, a gente vai se divertindo nos regionais.

Essa é pra ficar passada (alguém me amarrota?)

Todo mundo que mora ou morou em Brasília sabe como é difícil conseguir um bom atendimento nesta cidade. Ainda assim, algumas situações são tão fora do esquadro que quase não dá pra acreditar.

Senta que lá vem a história…

Colo e Sofia, os gatos da Virginia, têm sido acompanhados por uma veterinária muito gentil, que recentemente adquiriu um petshop/consultório num local de fácil acesso.

Havia inconvenientes. O lugar não tem uma sala de espera, obrigando clientes e animais a aguardarem no meio da calçada.  Para piorar, uma criança, que pensávamos ser filha de uma das funcionárias, sempre está por lá, mexendo com os bichos (sem qualquer preocupação em averiguar a agressividade, o stress ou a saúde deles) e até entrando no consultório durante os atendimentos. Falta de profissionalismo, sim, mas a facilidade do local e a gentileza da veterinária pareciam um bom negócio.

Até o último sábado.

Estávamos em pé, na calçada, com os dois gatos em caixas de transporte, como sempre. A tal criança já havia quase caído sobre as caixas enquanto tentava ver os gatos. Preocupação com a segurança ou com o conforto dela e dos gatos? Só eu e Virginia ligávamos pra isso.

Uns quinze minutos depois, a mesma criança volta com outra, mais nova (possivelmente o irmão) e uma bola dessas grandes e coloridas. No caminho, jogou a bola na direção das caixas de transporte e pegou na minha perna. Ato contínuo, pegou a bola novamente, posicionou-se nas costas da Virginia (que estava de frente para mim) e jogou a bola na cabeça dela. Sim, na cabeça. Sim, de propósito.

“P*rra!” – a Virginia tomou um baita susto e soltou o palavrão. Em seguida, percebendo o que tinha acontecido e virando-se para a criança, falou “Isso é falta de educação!”.

Eis que, finalmente, descobrimos que a criança tem mãe, ora veja! Você acha que ela repreendeu a filha pela falta de educação? Que nada. A tal “educação moderna” manda achar bonitinho e natural tudo que os filhos fazem. A mãe veio, isso sim, repreender a gente.

“Vocês não convivem com crianças, não? É isso que criança faz, é normal, foi sem querer!”

Não, não convivemos com crianças que atiram bolas nos outros. Não, não foi sem querer. Não, não é normal. É coisa de criança mal-educada. Foi isso que respondemos.

A partir daí, o festival de baixarias da tal mãe não teve fim e foi acompanhado de berros e gestos ameaçadores. Alguns exemplos (omito os erros de concordância da mulher pra não dificultar a leitura):

“Vocês são duas mal-amadas!”
– claro, por isso é que a má-educação da filha dela incomoda.  Tuuudo a ver.

“Precisam de duas picas!” – sim, esse é o vocabulário da tal mãe.

“Vocês vão virar duas velhas loucas cheias de gatos” – tudo que uma funcionária de petshop quer é que ninguém tenha animais de estimação, muito menos preocupe-se com o bem-estar deles.

“Mentirosa!” – essa foi especialmente pra mim, porque vi o que a filha dela fez; ela, claro, não viu, ou não quis ver.

“Branquelas azedas!” – e ainda dizem que não há racismo no Brasil, hein?

“O filme de vocês está queimado!” – o nosso? Sério? Só porque não gostamos de crianças que atiram bolas nas costas dos outros?

A cereja do bolo foi quando ela resolveu dizer “Se vocês voltarem aqui, vou quebrar a cara de vocês”.

Qual não foi nossa surpresa quando descobrimos que essa criatura mal-educada, grosseira e vulgar é veterinária! Mais ainda: é sócia dessa petshop/consultório.

Ter curso universitário, hoje em dia, não quer dizer ter boa educação. Ainda assim, é chocante constatar o baixo nível de alguns diplomados. Gente que acha que está na própria casa e, por isso, pode levar os filhos para um ambiente de trabalho e deixá-los fazer o que bem entendem. Gente que, metendo-se a abrir empresa, pensa que pode tratar feito lixo os clientes, inclusive ameaçando-os fisicamente. Gente que tem um vocabulário tão chulo e um comportamento tão vulgar que parece coisa de novela. Pra completar: uma veterinária que entende que a preocupação com o bicho de estimação é coisa de gente louca ou mal-amada.

Não consigo acreditar que uma pessoa destemperada como aquela possa gerir um negócio que inclua lidar com pessoas e bichos de estimação. Não entendo como alguém faz veterinária se não entende a primeira coisa sobre animais (racionais ou não): estressá-los não é o caminho para conseguir nada. Não admito que alguém que não consegue educar a própria “cria” (palavra que ela mesma usou para referir-se à filha – eu não sabia que gente tinha “cria”) ache-se capacitada para tratar de outros seres vivos.

O mundo está, sim, de pernas para o ar. No meu tempo, uma criança que atirasse uma bola nas costas de alguém (cliente ou não), receberia uma bela bronca imediatamente e ficaria sem a bola. Hoje, a culpa é nossa, que não convivemos com crianças e não entendemos que elas são assim mesmo…

Resumo da ópera: quase  uma hora perdida nesse lugar, gatos estressados, veterinária (não a grosseira, a outra, sócia) que nos pediu para voltar outro dia, em outra clínica em que ela atende, viagem perdida. Dia arruinado? De forma alguma. A coisa toda foi tão surreal que, passados o susto e o espanto, sobrou-nos essa história pra contar.

Em tempo: a petshop fica na CLSW 101 (Sudoeste). Tenho a obrigação de fazer esse esclarecimento para que não pairem sombras sobre outras lojas. O nome da petshop foi apagado deste texto em alteração feita em 18 de setembro de 2009 porque uma das sócias ameaçou-nos de processo e nós não merecemos ainda mais dor-de-cabeça do que já tivemos naquele fatídico dia.

Atualização em 23 de setembro de 2009: comentários a este texto estão fechados. Ninguém reclame de “censura”, já que este é um espaço particular; que todos vejam uma amostra das ofensas que estamos sofrendo desde o último dia 12.

Comentários favoráveis ou contrários feitos sobre este assunto em outros textos não serão publicados.

Quando formos processadas, faremos questão de compartilhar aqui todos os detalhes e passos do processo.