Feliz Vida Nova

Como é que se faz isso, mesmo? Como é que se bloga?

Bem. Vamos direto ao ponto. Em uma frase: minha vida meio que virou do avesso em 2015, e isso não é ruim.

Do começo, agora: eu estava bastante infeliz no trabalho há alguns anos. No início, adorava meu trabalho. Foi meu segundo emprego, ainda no início da faculdade, e fui ficando e crescendo, aprendendo, recebendo responsabilidades e correspondendo a elas. Chegou um momento em que fazia o serviço até de olhos fechados, o que, convenhamos, não é nada estimulante. E chegou outro momento em que forças-não-tão-ocultas começaram a conspirar (sem exageros) contra o setor em que eu trabalhava. O ambiente foi ficando cada vez pior.

Some-se a isso o fato de que tinha pouca gente legal por lá – era uma coisa de puxar o tapete e de inveja (eu sei que parece papo de quarta série, concordo que é infantil, mas é verdade, o que posso fazer?) que, olha, não desejo pra ninguém.

O resultado é que toda segunda-feira eu acordava passando mal. Fisicamente doente.

No início de 2014, depois de uma gota d’água que fez o copo transbordar, ou melhor, quebrar de vez, resolvi colocar em ação o Plano B, em construção desde 2012.

O resultado é que, em setembro de 2015, comecei em um novo emprego, um cargo que eu queria muito e que achei que demoraria ainda uns dois anos pra conseguir. Um cargo que me desafia todos os dias – às vezes até demais – e do qual gosto muito e tenho orgulho, mesmo achando que ele não tem o devido reconhecimento.

Pra completar, esse novo cargo é numa cidade que sempre me fascinou: São Paulo.

Então, é isso. Depois de quase dezenove anos em Brasília e de quinze anos no mesmo emprego, minha vida virou do avesso. E isso não é ruim, mas ainda estou em fase de adaptação.

Feliz Ano Novo pra você também!

Animal em apartamento pode? Pode!

Anos atrás, fiz um post contando o stress que o síndico do meu prédio me fez passar quando adotei minha primeira gata. Quis, inclusive, proibir a entrada do instalador de rede de proteção e me ameaçou com despejo.

O desfecho foi o seguinte: fiz uma pesquisa jurisprudencial, encontrei pouca coisa, mas imprimi o que encontrei; deixei na portaria, com uma carta curta ao síndico resumindo o que dizem a lei e os tribunais; o síndico nunca mais me encheu o saco. Inclusive, depois de um tempo, até começou a me tratar com simpatia, veja só que coisa.

O síndico estava errado, claro, e deve ter consultado algum advogado que lhe disse isso. Infelizmente, esse tipo de aborrecimento é frequente. A prova disso são as dezenas de comentários e emails que recebi de pessoas que passaram pelos mesmos problemas.

O que é importante saber:

  • dentro do seu apartamento, você pode fazer o que quiser – desde que não seja contra a lei e não perturbe o sossego dos vizinhos;
  • ter animais em apartamento não é contra a lei (a principal, no caso, é o Código Civil, com destaque para o art. 1.335);
  • ainda que a convenção de condomínio proíba, você pode ter animais – a convenção não se sobrepõe à lei.

Por que estou falando tudo isso agora? Porque mês passado virou notícia uma decisão judicial sobre o tema e a sentença está facilmente acessível. Ela traz precedentes de diversos tribunais e serve como um bom ponto de partida, caso você precise convencer seu síndico de que você tem direito de manter animais em seu apartamento.

Lembre-se apenas que o seu direito não pode perturbar o direito alheio. Se os seus animais, ou as condições em que você os mantém, perturbarem a saúde ou o sossego dos vizinhos, você pode ser “convidado” a se mudar, sim. São casos extremos: muitos animais, cheiro insuportável, animal agressivo que transita pelas áreas comuns sem focinheira, coisas desse nível. Ou seja: o bom senso continua valendo.

Calda fria de morangos

Receitinha ligeira para aproveitar a temporada de morangos.

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de morangos lavados e picados (cerca de 15 morangos)
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 colher (sopa) rasa de água

Você também precisará de

  • mixer ou liquidificador

Preparo

Bata todos os ingredientes no mixer. Transfira para uma vasilha com tampa e guarde na geladeira.

Calda fria de corangos

Dicas e Complementos

Fica uma delícia com sorvete e salada de frutas.

Você pode usar ainda menos água para ficar mais cremoso.

  • Tempo de preparo: menos de 5 minutos
  • Grau de dificuldade: fácil
  • Rendimento: uma caneca – cerca de 180 ml.

Espresso ou Expresso?

Quando eu tinha o Espresso do Meio-Dia, não era raro que alguém “corrigisse” o nome do blog, insistindo que “espresso” é com “x”. Bem, não é com “x”. O “espresso” que remete ao cafezinho é com “s”. Acredite.

Expresso ou Espresso?
É uma batalha perdida, reconheço. Foto: centro histórico de Paracatu.

“Espresso” é uma palavra do italiano e significa “espremido”, porque nessa técnica o café é extraído com o uso de pressão. Uma máquina de espresso aplica uma pressão de 9 bar (9 “atmosferas”) para extrair a bebida. Em português, “espremer” e “espremido” também são com “s”, como em italiano, o que torna ainda mais descabida essa grafia com “x”.

Provavelmente, o hábito de escrever “expresso” faz referência à “rapidez” com que é servido o cafezinho. Só que, na verdade, preparar um espresso nem é assim tão rápido se você tiver que ligar a máquina e esperar até que fique pronta para a extração – isso é nítido se você tiver uma máquina doméstica. Acontece que a maioria das pessoas toma espresso apenas na rua, e os bares e restaurantes deixam a máquina sempre no ponto, o que leva à ilusão de que o espresso é… expresso.

Por fim, cabe lembrar que o resto do mundo escreve espresso (embora já comece a aparecer “expresso” no idioma inglês com certa frequência, também em associação à suposta rapidez do método de preparo, derivando a nova grafia do termo “express”).