Hum, bem, eles estão em falta no momento, mas você pode ficar de olho. Até chegarem, que tal um biscoito da sorte?
Biscoito da Sorte Felina
A loja Jake & Micah é de uma gateira que, desanimada com as coisas sem graça dos petshops, resolveu produzir brinquedos diferentes. Tem várias coisas fofas por lá e a melhor parte é que entrega no Brasil!
Com essa onda de brigadeiria gourmet, virou moda chamar qualquer docinho enrolado de brigadeiro. Daqui a pouco, beijinho vai virar brigadeiro de coco e cajuzinho vai ser brigadeiro de amendoim. Não me entenda mal: eu adoro os docinhos dessas lojas (em Brasília, recomendo a Puro Brigadeiria – e não deixe de provar o docinho de cràme brûlée), só que brigadeiro é aquele docinho com leite condensado e chocolate, necessariamente.
Então, nada de achar que isso aqui é brigadeiro de farinha láctea. É docinho de farinha láctea e ponto. E é uma delícia. Se você sente saudades do tempo em que comia farinha láctea pura (ops, essa sou eu), vai adorar!
Ingredientes
1 lata de leite condensado
4 colheres (sopa) de farinha láctea
2 colheres (sopa) de manteiga
Você também precisará de
panela pequena
forminhas de papel, se quiser caprichar
Preparo
Ou você pode comer de colher...
Leve todos os ingredientes ao fogo baixo, mexendo sempre até desgrudar da panela. Eu me guio pela lateral: quando o doce está soltando da lateral da panela, está no ponto.
Despeje em uma travessa e espere uma hora ou duas até que esfrie. Enrole os docinhos e passe pela farinha láctea antes de colocá-los nas forminhas de papel.
Dicas e Complementos
Ninguém mais enrola docinhos em casa hoje em dia, né? Antigamente, achava-se forminhas de papel em padarias, supermercados… dessa vez, tive que ir a uma loja especializada em artigos de festa.
Tempo de preparo: 10 minutos (e mais 10 pra enrolar, depois que esfriar)
Minha tentativa (gigante) de desestimular ataques ao sofá.
Cachorros desgastam suas unhas pelo simples atrito com o solo (embora esse desgaste seja insignificante em cães de apartamento, porque o piso é liso demais). Já as unhas dos gatos, como são retráteis, não gastam com caminhadas. Para mantê-las curtas, o felino tem o instinto de desgastá-las em troncos, arranhadores ou o que mais encontrar pela frente (leia-se: seus móveis).
Só que normalmente o poste de arranhar (ou o seu sofá) não é suficiente para manter as garras curtas, já que elas crescem mais rapidamente do que um gato de apartamento dá conta de gastá-las. Se ele for um felino meio preguiçoso, então, a situação piora.
Unhas grandes detonam os móveis, arranham os humanos durante as brincadeiras e machucam o próprio gato. Quando ele se coça, pode acabar se ferindo. Se há mais de um gato na casa, eles podem se arranhar seriamente durante brincadeiras ou brigas. Em casos extremos, as unhas crescem tanto que, como naturalmente se curvam para dentro, perfuram a pata do bichano – nesse caso, só um veterinário pode desfazer o estrago.
No dia-a-dia, você pode e deve ajudar seu gatinho cortando as unhas dele. Use um cortador próprio para gatos (que permite calcular melhor a altura do corte). Há quem prefira usar o cortador de unhas humano (o “trim”), mas acho-o mais difícil para quem não tem experiência – nada impede que você tente, porém.
Aproveite quando ele está sonolento ou dormindo para pegar uma pata e apertá-la por baixo (na “almofada”) suavemente, para que as unhas apareçam. Cortar apenas a ponta de cada unha já basta, mas logo elas estarão compridas de novo. Para não precisar fazer isso toda semana, você pode cortar um pedaço maior; nesse caso, observe bem a unha e verá que a parte mais larga é rosada: não corte esse pedaço! A unha do gato é diferente da nossa, ela é irrigada e faz parte do próprio dedo (por isso, a remoção total das unhas é um ato extremamente cruel– é como amputar a última falange dos nossos dedos). Se você cortar a parte rosa, seu gato sangrará e sentirá dor.
Quando a unha do gato é escura, não dá pra ver essa parte rosada. Aí, se você não tiver muita experiência, é melhor cortar apenas as pontinhas e deixar para o veterinário (ou para o funcionário do petshop de confiança) o trabalho de cortá-las mais profundamente de vez em quando.
O corte da unha, se feito corretamente, não provoca dor nenhuma no gato, mas a maioria deles não gosta que mexam em suas patas. É comum que ele a fique puxando enquanto você tenta fazer o trabalho. Por isso, acho ideal pegá-lo durante o sono. De qualquer modo, não estresse seu animal – se conseguir cortar apenas uma ou duas unhas antes que ele escape, deixe-o em paz e conclua o serviço depois.
Veja esse passo-a-passo ilustrado para entender melhor como cortar as unhas do seu gato. Este outro está em inglês, mas traz ótimas fotos e mostra um cortador de unhas próprio para os felinos (à venda em petshops).
Quanto às garras traseiras, durante o grooming (o banho que o gato se dá várias vezes ao dia), ele as puxa com os dentes, retirando as capas delas. Isso costuma ser suficiente para mantê-las num tamanho aceitável, sem que precisemos cortá-las.
Agora, vou te contar uma coisa: eu não faço um bom trabalho cortando as unhas da Cacau. Acabo ficando com medo de machucá-la e, por isso, corto quase nada – e quase nunca. Tenho uma amiga (oi, Sandra!) que faz esse favor pra mim, de tempos em tempos.
Seja no petshop, no veterinário, com a ajuda de uma amiga ou sozinha, é importantíssimo cortar as unhas do seu bichinho de vez em quando, para a proteger a saúde e o bem-estar dele. Isso também é posse responsável.
Gosto muito dos documentários do Michael Moore, mas para definir o livro Cara, Cadê o Meu País? só me ocorre uma palavra: tedioso.
Talvez o problema seja o assunto, ou a forma de abordá-lo. O livro discorre sobre o cenário pós-onze-de-setembro, com todas as implicações governais e teorias/fatos da conspiração que você pode imaginar. Há um verdadeiro desfile de nomes, datas, fontes, pesquisas, notícias. Moore investiga as longas relações entre a família Bush e a família Bin Laden, escancara as mentiras sobre a existência de armas de destruição em massa iraquianas, levanta toda a questão do petróleo, o principal motor econômico para as intervenções dos Estados Unidos no oriente médio desde sempre e questiona a política de terror implantada por George W. Bush após o 11/09, em que todos podem ser declarados culpados até prova em contrário.
Ao fim, Moore conclama os liberais a convencerem os republicanos de que mudar de lado vale a pena, apelando para o valor mais eficaz possível: o bolso. Essa série de argumentos finais é, provavelmente, a parte mais interessante do livro.
Cara, Cadê o Meu País? é um livro absolutamente voltado para o público norte-americano. Embora traga um ótimo resumo sobre os primeiros anos após o 11/09/2011 e tenha, portanto, valor histórico, a leitura é chata, emaranhada demais na política interna dos Estados Unidos. Fica mais envolvente quando puxa meadas da política internacional, claro, mas ainda assim não se segura. Nem a ironia típica de Michael Moore é capaz de evitar momentos de tédio ao longo das várias páginas que retratam a economia, a política e a história recente dos Estados Unidos.
O livro foi escrito cinco anos antes da vitória de Barack Obama. Moore já achava, então, que os Estados Unidos estavam prontos para um presidente negro. Também acreditava que estavam prontos para uma presidente. Contudo, não cogitou os nomes de Obama ou Hillary para a presidência, mas o de… Oprah! Sim, ele falava sério.
Trechos
A maioria de nós não consegue localizar vocês [brasileiros] no mapa – e, pior, também não conseguimos localizar nosso inimigo. De acordo com uma pesquisa recente, 85% dos americanos adultos com idade entre 18 e 25 anos não conseguem achar o Iraque em um mapa. Eu acho que o primeiro parágrafo do código de leis internacionais deveria ser o seguinte: se um povo não consegue encontrar o seu inimigo sobre o globo terrestre, ele não tem permissão para bombardeá-lo. (p. XIII)
Só por uma vez, não seria bom vencer, especialmente considerando-se que a maioria dos americanos é liberal? Está na hora de começar a pensar fora da caixinha que existe em nossas mentes. Para começar, vamos parar de acreditar que o presidente tem de ser um sujeito branco. Os brancos são uma minoria cada vez menor neste país – constituem apenas 38% dos eleitores. Além disso, como já apontei antes, todos os democratas que ganharam a presidência, desde Franklin Roosevelt (com exceção da avalanche de Lyndon Johnson em 1964), ganharam perdendo o voto masculino branoc. Eles ganharam recebendo um número avassalador de votos de mulheres brancas e homens e mulheres negros e hispânicos. (p. 213)
Os americanos estão prontos para uma mulheres presidente. Que tal uma de nossas governadoras ou senadoras disputando a Presidência? Os eleitores querem votar em mulheres – passamos de apenas duas mulheres para 14 no Senado dos Estados Unidos em pouco mais de uma década. O eleitorado está cansado dos mesmos velhos homens que parecem um bando de prepotentes e mentirosos. Não existe neste país uma mulher entre as 66 milhões de mulheres em idade de votar capaz de derrotar esse rapazinho [George W. Bush]? Não existe uma? Eu também acredito que o país está pronto para um presidente negro. Já temos um na TV em 24 horas, um dos programas de maior audiência na Fox. Depois houve Morgan Freeman como presidente em Impacto profundo (e na última vez em que o vi ele estava interpretando Deus em O Todo-Poderoso). Hollywood não faria um homem negro ser Deus se achasse que ele não poderia se dar bem em Pittsburgh. E 12 milhões de americanos em 2003 votaram em um negro, Ruben Studdard, para nosso próximo “American idol”. (p. 214)
O que precisamos agora é de alguém que arrase Bush! Alguém que já seja tão amado pelo povo americano que no dia da posse em 2005 estaremos livres do Sorrisinho Afetado. Alguém que seja o nosso Reagan, uma figura bem conhecida que comandará com seu coração e escolherá as pessoas certas para fazer o trabalho do dia-a-dia.
Quem é essa pessoa que pode nos levar à terra prometida?
Seu nome é Oprah. (p. 214)