Dança Comigo?

Ficha técnica

Shall We Dance? EUA, 2004. Drama. 95 min. Direção: Peter Chelsom. Com Richard Gere, Jennifer Lopez, Susan Sarandon e Stanley Tucci.

Homem que leva uma vida tranqüila, porém monótona, com a mulher resolve se inscrever num curso de dança de salão. Refilmagem do longa homônimo japonês de 1996.

Mais informações: Adoro Cinema.

Comentários

3 estrelas

Não é espantoso pensar que alguém que você ainda nem conhece pode estar prestes a dar o pontapé inicial na sua nova vida?

É isso o que acontece em Dança Comigo?. Dois estranhos aproximam-se pela dança e, cada um à sua forma, muda a vida do outro. Estou falando do casal protagonista – Richard Gere e Jennifer Lopez. Na verdade, todos os personagens mudam, pela dança, pelo contato uns com os outros. Essa é a grande poesia do filme. Classificá-lo de “comédia romântica” é meio inapropriado, embora haja vários momentos engraçados. O romantismo não é a tônica; a dança, sim.

Dança Comigo é leve, engraçado, mas não é bobo. Um filme que, sem dúvida, vale a pena, apesar de ter ganhado apenas uma estrelinha dos críticos da Folha. Acrescente-se que há seqüências belíssimas de dança, inspiradoras mesmo.

O que me faz lembrar que não cumpri um dos objetivos para o ano de 2004 – aprender dança de salão. Um dos vários pontos em que deixei furo nesse ano… Bem, o ano ainda não acabou.

Destaque para a bela música The Book of Love, no finzinho do filme.

Em tempo: uma rasgação de seda para o Richard Gere – o cara não perde o charme. Pelo contrário: como alguns bons vinhos, fica ainda melhor com o passar do tempo. Como pode ser ruim um filme com ele?!

Celular – Um Grito de Socorro

Ficha técnica

Cellular. EUA, 2004. Suspense. 95 min. Direção: David R. Ellis. Com Kim Basinger, Chris Evans, William H. Macy e Jason Statham. Durante seqüestro, mulher consegue fazer o celular funcionar no cativeiro e liga para um número aleatório pedindo ajuda.

Mais informações: Adoro Cinema.

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2 estrelas

Celular – Um Grito de Socorro consegue se sustentar razoavelmente graças ao fato de ser um filme curto. Também se salva por ser despretensioso – um filminho típico do Supercine. Algumas perseguições, mulheres bonitas, uma pequena dose de suspense. Acaba sendo um filme leve e um bocado engraçado – embora eu duvide que a intenção de determinadas cenas fosse provocar o riso.

Não vale a pena, a não ser que não haja nada mais interessante passando. E que você o veja em uma promoção de três reais o ingresso.

Sob o Domínio do Mal

Ficha técnica

The Manchurian Candidate. EUA, 2004. Suspense. 129 min. Direção: Jonathan Demme. Com Denzel Washington, Meryl Streep, Liev Schreiber e Jon Voight.

Homem que lutou na Guerra do Golfo acha que passou por uma lavagem cerebral que fazia com que ele executasse ordens sem contestação. Agora, ele procura um antigo amigo de pelotão que se tornou político e pode também estar sendo manipulado. Refilmagem do filme homônimo de 1962. Do mesmo diretor de O Silêncio dos Inocentes (1991).

Mais informações: Adoro Cinema.

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4 estrelas

Sob o Domínio do Mal funciona muito bem. O elenco está ótimo, afinado e convincente. O enredo é ágil e intrigante, cheio de surpresas. Mais de duas horas de duração que mal são percebidas.

Exibido pouco antes das eleições presidenciais norte-americanas, traz críticas claras ao governo Bush e ao seu objetivo de “dominar o mundo”. Infelizmente, o público a que se dirigia parece não ter sido atingido pelas referências…

Má Educação

Ficha técnica

La Mala Educación. Espanha, 2004. Drama. 105 min. Direção: Pedro Almodóvar. Com Gael García Bernal, Javier Cámara, Féle Martinez e Daniel Giménez Cacho.

O filme narra o reencontro de dois amigos que compartilharam o medo dos abusos sexuais de um padre numa escola católica.

Mais informações: Adoro Cinema.

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4 estrelas

Preciso fazer uma confissão. É uma coisa muito feia. É que… bem… sabe como é… este foi o primeiro filme do Almodóvar que vi. É isso. Feio, não? Especialmente para alguém que se diz cinéfila. Enfim… nunca é tarde pra começar, não é mesmo?

O que amigos meus andaram dizendo é que Má Educação é um dos melhores filmes dele. O que digo é que o filme é, realmente, muito bom. Cenários simples, movimentação de câmeras comum. Como meu pai comentou, a Globo faz filmes mais vistosos. Toda a ênfase de Má Educação foi posta na interpretação dos atores (excelente) e no roteiro fantástico, psicologicamente denso e com algumas reviravoltas surpreendentes.

O filme até proporciona um ou outro momento leve, mas vá preparado para assistir a uma história carregada, tensa e dramática, que é o que você terá na maior parte do tempo. Almodóvar não economiza em cenas fortes, capazes de chocar os puritanos. Elas não estão lá, entretanto, por mero capricho, mas como parte integrante e fundamental do enredo.

Ainda não foi ver? Vá hoje mesmo. Eu, assim que tiver um tempo livre, vou até a locadora mais próxima (bolas, não tem nenhuma aqui perto…) pegar outros filmes do Almodóvar e tirar o atraso.