Pimentões em Conserva

A conserva de pimentão é apetitosamente colorida e tem um sabor levemente picante. É light, ideal para ter sempre na geladeira e atacar sem culpa na hora da fome.

Ingredientes

Pimentões em Conserva

  • 8 pimentões médios de cores variadas: verde, vermelho, amarelo, branco, roxo e o que mais você encontrar na quitanda
  • 1 cebola média
  • 2 dentes de alho
  • 4 pimentas de cheiro picadas
  • 1 copo americano de azeite de oliva extra-virgem
  • 1 copo americano de vinagre de vinho branco
  • orégano, sal e pimenta-do-reino a gosto

Você também precisará de

Preparo

Lave os pimentões, abra-os no sentido do comprimento, retire as sementes e a parte esbranquiçada interna. Corte-os em tiras compridas e numa largura de 2 cm., aproximadamente.

Pique bem a cebola, o alho e as pimentas (conservando suas sementes, que dão o toque ardido). Misture e tempere com orégano, sal e pimenta-do-reino.

Em um vidro esterilizado, monte a conserva em camadas: pimentões, a mistura de temperos, azeite e vinagre, sucessivamente. Termine com o azeite e o vinagre.

Tampe o vidro e sacuda bem, para misturar o conteúdo. Guarde em geladeira.

Dicas e Complementos

Pimentões em Conserva Sirva a conserva de pimentão como guarnição para carnes vermelhas ou como aperitivo. Também pode ser saboreada pura, como aperitivo.

Em geladeira e num vidro esterilizado, a conserva dura meses. O azeite gelado pode dar-lhe uma cobertura esbranquiçada, que desaparece após alguns minutos em temperatura ambiente.

  • Tempo de preparo: 20 minutos
  • Grau de dificuldade: fácil
  • Rendimento: um vidro médio

BlogCamp SP – inscrições abertas… e fechadas.

Durante meses, foi o suspense: “e aí, o BlogCamp SP, sai ou não sai?”. Bom, a resposta veio na madrugada de ontem, com o anúncio no blog oficial e a abertura das inscrições.

BlogCamp São Paulo 2008

Só que, literalmente, não deu pra quem quis.

As inscrições foram abertas com 200 vagas. Em menos de 12 horas, já eram 270 inscritos. O local do evento não é grande. Simplesmente não dá pra colocar mais gente.

E eu que achava que, com o anúncio tão em cima da hora, não haveria audiência… ledo engano.

Bem, eu vou – na verdade, já estarei em Sampa, para o LuluzinhaCamp.

Faz quase um ano desde o primeiro BlogCamp, também em São Paulo. Daquela vez, fui sem saber direito o que esperar. Iria conhecer blogueiros cujos textos lia há anos, gente que, de uma forma ou de outra, havia me influenciado a blogar, depois a continuar blogando. Gente com quem eu havia aprendido muito. Como eles seriam na “vida real”? Como eu, uma ilustre desconhecida, entraria nesse ambiente?

Vou contar uma coisa que ninguém acredita: eu tenho medo de gente. Bom, segundo as tradições familiares, eu tenho medo mesmo é de criança, mas gente em geral me assusta o suficiente.

Não, não sou tímida. Falo pelos cotovelos, muito mais do que deveria. Um dos meus programas favoritos é sair em turma para jogar conversa fora. Meu problema é o contato inicial – particularmente, o contato inicial com uma multidão (e aqui, entenda, mais de quatro pessoas já é multidão pra mim). Muita gente desconhecida me deixa confusa, ansiosa e sempre com aquela sensação “ai caramba, amanhã não vou me lembrar de ninguém” – porque, pra completar o pacote, sou péssima fisionomista.

Vai daí que cheguei ao BlogCamp tão calada quando conseguia e xingando-me até a décima geração por estar com cabelos vermelhos tão chamativos.

Esse medo todo durou, digamos, até o fim do primeiro dia (não, não melhorou na hora do almoço – eu nem me lembro da hora do almoço do primeiro dia, pra ser franca). O pós-BlogCamp, com boteco e esticada ao Fran’s Café até o amanhecer do dia, quebrou o gelo. Dali em diante, foi descontração pura, bate-papo (do almoço do segundo dia eu me lembro!) e o início de uma nova fase, pra mim, no mundo bloguístico.

Em um ano, voltei a São Paulo outras duas vezes para assuntos relacionados a blogs, fui a mais dois BlogCamps (em Minas Gerais e no Espírito Santo), conheci gente bacana, reforcei laços com as gentes bacanas que encontrei no primeiro evento, participei de projetos… O Dia de Folga amadureceu (mas ainda falta muito) e, sem dúvida, eu amadureci (embora sempre falte muito).

E a parte mais importante disso tudo: fiz grandes amizades.

Sabe, essa é a razão de irritar tanto quando alguém fala que “a blogosfera é uma panelinha”. Se isso aqui pode ser comparado a um utensílio de cozinha, então é um grande caldeirão, em que tudo se mistura e sempre cabe mais um. Eu que o diga.

O que espero do BlogCamp São Paulo 2008? Várias coisas. Rever amigos, claro. Aprender. Colaborar. Divertir-me. Para mim, será o encerramento de mais um ciclo bloguístico e, conseqüentemente, o início de outro. Nem faço idéia do que os próximos 12 meses reservam – e essa é a graça da coisa.

O Escafandro e a Borboleta

“Decidi parar de ter pena de mim mesmo. Além do meu olho, há duas coisas que não estão paralisadas: minha imaginação e minha memória.”
(Jean-Dominique Bauby)

Ficha Técnica

  • Título original: Le Scaphandre et le Papillon
  • País de origem: França/EUA
  • Ano: 2007
  • Gênero: Drama
  • Duração: 112 minutos
  • Direção: Julian Schnabel
  • Roteiro: Ronald Harwood, baseado em livro homônimo de Jean-Dominique Bauby.
  • Elenco: Mathieu Amalric (Jean-Dominique Bauby), Emmanuelle Seigner (Céline Desmoulins), Marie-Josée Croze (Henriette Durand), Anne Consigny (Claude), Patrick Chesnais (Dr. Lepage).
  • Sinopse: Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric), editor da Revista Elle, sofre um derrame cerebral e, quando acorda do coma, o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby aprende a comunicar-se piscando e recria seu mundo a partir do que lhe resta: a imaginação e a memória.

Comentários

O Escafandro e a Borboleta À primeira vista, O Escafandro e a Borboleta lembra um grande sucesso de 2004, Mar Adentro.  Ambos baseiam-se em histórias reais de homens com mentes lúcidas, inteligentes e ativas presas a corpos inúteis.

As diferença entre esses dois vitimados pelo destino, porém, são muitas. Ramón Sampedro (Mar Adentro) passou a maior parte de sua vida preso a uma cama, ao contrário de Jean-Dominique Bauby. Por outro lado, Ramon era capaz de falar, enquanto Bauby só tinha seu olho esquerdo para comunicar-se com o mundo. Ramón luta pelo direito de morrer, enquanto Jean-Dominique decide agarrar-se à vida. Ambos escreveram livros: o de Ramón (Cartas do Inferno) narra seu sofrimento dentro de uma casca; já para Jean-Do, a feitura de O Escafandro e a Borboleta é o meio que ele encontra para sentir-se vivo.

As perspectivas diversas de Ramón e Jean-Dominique refletiram-se em filmes completamente diferentes. Mar Adentro é pesadíssimo. Lembro-me de ter chorado rios durante a exibição. Praticamente todas as cenas são construídas em torno do desespero de Ramón, mesmo quando ele não está presente. Achava que O Escafandro e a Borboleta seguiria pelo mesmo caminho, mas fui surpreendida.

Sim, O Escafandro e a Borboleta entristece. Claro que a visão de um homem totalmente paralisado parte o coração. As cenas em que Jean-Do encontra familiares e amigos são particularmente comoventes. Incrivelmente, no entanto, é possível rir em alguns momentos – por exemplo, quando Jean-Do  torce para que a enfermeira curve as costas só mais um pouquinho, a fim de dar-lhe uma melhor visão do seu decote. Os pensamentos de Jean-Do são partilhados com o público e revelam um sujeito bem-humorado, dono de um raciocínio mordaz e debochado e de uma tenacidade que se recusa a ceder diante da autopiedade.

À parte a excelente história, o que se destaca realmente  é a perspectiva escolhida pelo diretor Julian Schnabel para contá-la. Durante meia hora, o espectador é forçado a ver o mundo como Bauby, por meio de seu olho esquerdo, numa experiência angustiante. Você quer ver outra imagem, quer um novo ângulo e mais nitidez, mas precisa contentar-se com a visão limitada de Jean-Do. Não há trilha sonora, também – aliás, durante o filme são vários os momentos de completa ausência de música, alternados com um repertório de muito bom-gosto (a abertura, por exemplo, é ao som da clássica La Mer, de Charles Trenet).

Como sempre, fui ao cinema sem ler nada sobre o filme. Passei todo o tempo desejando a recuperação de Jean-Do, a superação da locked-in syndrome (ou “síndrome do encarceramento”, nome do raro estado que o acometeu após o derrame). Torci para que ele se libertasse do escafandro que encarcerava seu espírito, torci para que as metafóricas borboletas se tornassem reais.

Ele se recupera? Veja o filme para descobrir. De todo modo, o que importa é a perseverança heróica de Jean-Do e sua determinação de permanecer em contato com o mundo, mesmo restando-lhe apenas o olho esquerdo.

Cotação: 5 estrelas

Curiosidades

O Escafandro e a Borboleta concorreu em quatro categorias ao Oscar 2008: melhor diretor, melhor fotografia, melhor edição e melhor roteiro adaptado. Não levou nada, mas ganhou o Globo de Ouro 2008 por melhor diretor e por melhor filme estrangeiro.

No Festival de Cannes de 2007, ganhou o prêmio de melhor diretor e o Grande Prêmio Técnico, pelo trabalho de Janusz Kaminski. Kaminski é responsável, entre outras obras, pela fotografia de todos os filmes de Steven Spielberg[bb] desde A Lista de Schindler[bb].

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A síndrome “locked-in” é a completa paralisia de praticamente todos os músculos do corpo, exceto dos que controlam o movimento dos olhos. O paciente permanece alerta, mas confinado a um corpo inerte. Há diversas ocorrências no Google sobre o tema.

Serviço

Múltiplas Teias

Yahoo! Posts

Um monte de gente por aí anda falando – bem e mal – do Yahoo! Posts, lançado esta semana. O Ian Black fez um texto supercompleto sobre o assunto, inclusive com links para a repercussão do projeto. Em resumo: pouco mais de 100 blogs são acompanhados diariamente por uma equipe e têm alguns dos seus artigos destacados no Y!Posts e, eventualmente, em outras sessões do Yahoo!. O Ian detalhou bem mais a coisa toda, inclusive com a relação dos participantes – vai lá pra entender melhor.

Logo que ouvi falar da história, achei um absurdo: como assim, o Yahoo! vai chupar o conteúdo de um monte de blogueiros de graça, na cara-de-pau?! Conteúdo de qualidade não está aí pra ser copiado por seu ninguém.

Só que eu tinha entendido mal – ou melhor, entendido nada, já que as coisas não estavam mesmo claras na época. O que o Y!Posts faz é linkar o artigo, apresentando um resuminho e direcionando o leitor para o texto original, no blog do participante. Ah, bom. Se é assim, sim.

Entre os 108 blogs iniciais (a idéia é expandir o número no futuro), há alguns bem conhecidos, outros dos quais eu nunca tinha ouvido falar. Tem assunto pra todo gosto, de moda a futebol. Tem blog de nicho e blog genérico. Não, não tem panelinha – embora essa insinuação seja constante. Está na hora de virar o disco, pois não?

Deusario

No meio dessa diversidade toda, está o Deusario, blog coletivo feito por mulheres, para mulheres, do qual tenho o maior orgulho de participar. A idéia do blog partiu da Nospheratt e o projeto coletivo está no ar desde novembro de 2007. No barco, estão também a Lu Freitas, a Liliana, a Veridiana Serpa e a Débora Rocco.

O Deusario é o primeiro projeto coletivo em que tomei parte. Entre idas e vindas, já fiquei super-empolgada, já desanimei, já passei tempos sem escrever – basicamente, todos os estágios pelos quais o Dia de Folga, projeto solo, passa regularmente. Minha coluna mudou de foco duas vezes, e deve mudar novamente (aceito sugestões!).

A única coisa que não muda é a vontade de participar de um projeto comum ao lado de mulheres que admiro pra caramba – ou, como costumamos falar entre nós, deusas maravilhosas.

Revista Paradoxo

Coincidentemente, hoje, no mesmo dia em que o Yahoo! Posts estreou, foi ao ar meu primeiro texto num outro site: a Revista Paradoxo. A revista, cujo editor-chefe é o Marcus Cardoso, está na web desde 2003 e trata de entretenimento, cultura, moda e comportamento.

Cheguei até lá por indicação da Lu Freitas e, eventualmente, vou colaborar com críticas literárias. A primeira é sobre Paraíso Perdido, de Cees Nooteboom, escritor holandês fantástico, dono de uma prosa que beira a poesia.

Atualização: hoje, 7 de agosto de 2008, um dia depois da publicação deste artigo, a Revista Paradoxo faz 5 anos! Parabéns e vida longa à revista!

LuluzinhaCamp

O blog do LuluzinhaCamp funciona como uma espécie de “esquenta” da reunião de 23 de agosto. Além de divulgar novidades sobre o encontro, ele fervilha de dicas e opiniões. São várias editoras, e o espaço está aberto para colaborações, como a da Ju Dacoregio, que enriqueceu o blog com o belo texto Um mundo de mulheres de verdade.

Nos bastidores, conversas fazem nascer idéias, como a organização de Mini LuluzinhaCamps. A intenção é motivar as mulheres que não podem ir a São Paulo a organizarem mini-encontros em suas próprias cidades. Leia o artigo da Nospheratt e inspire-se!

Teias

Assim é a web, que não ganhou esse nome ao acaso. Linhas são traçadas, caminhos se cruzam, mudanças de direção acontecem o tempo todo. Nós arrebentam, outros surgem. Teias formadas por gente que acredita na produção de conteúdo de qualidade online, que se dedica, que dá um duro danado – freqüentemente, sem ganhar nenhum centavo.

Panela? Não. Colaboração e compartilhamento.