McDonald’s e Café Grátis

Cappuccino no McCafé
Latte Art do barista Andrea Lattuada.

Pra variar, sobram novidades e falta tempo.

No começo de setembro, fiz um minicurso sobre café na escola Parlando Italiano, com o barista Antonello Monardo. Tenho dicas mil para compartilhar, algumas inclusive já testadas e aprovadas.

Semana passada, fui convidada a visitar o McCafé no McDonald’s do Shopping Pátio Brasil (em Brasília, só há McCafé lá, no Parkshopping e no Taguatinga Shopping). Contra todas as minhas expectativas (quem vai ao McDonalds para tomar café?), adorei o cappuccino.

Com calma, vou postar detalhes, fotos e informações das duas experiências (a foto deste texto foi tirada no dia da visita ao McCafé).

Antes que o mês acabe, você pode conferir o café, o café com leite e o cappuccino 200 ml. do McDonald’s sem pagar. A promoção vale até 26 de setembro na maioria das lojas que oferecem café-da-manhã, e você pode pedir sua bebida de graça durante o dia todo. Você confere a lista de restaurantes participantes no site do McDonald’s.

Ainda não provei o café puro do McDonald’s (vou aproveitar essa promoção para me aventurar), mas o cappuccino e o café com leite valem muito a visita!

Canelone da Preguiça

Essa é pra quando você está a fim de uma comidinha mais elaborada, mas a preguiça impera. Ou para um jantarzinho a dois facílimo, pra sobrar energia para a “sobremesa”.

Ingredientes

  • 10 unidades de canelone seco, como o da caixa aí ao lado
  • 10 fatias finas de presunto
  • 10 fatias finas de queijo mussarela
  • 340 gramas (uma lata) de molho pronto para usar

Você também precisará de

Preparo

Canelone da Preguiça.
Fácil, rápido e gostoso.

Preaqueça o forno por 10 minutos.

Enquanto isso, pegue uma fatia de presunto, coloque sobre uma fatia de mussarela e enrole bem apertado. Ponha o rolinho dentro de um canelone seco e deposite-o sobre a travessa que irá ao forno.

Repita a operação até encher todo os canelones.

Jogue o molho por cima.

Cubra com papel-alumínio e leve ao forno baixo por 30 minutos.

Pronto. Polvilhe queijo ralado e sirva com vinho, se desejar.

Dicas e Complementos

Os rolinhos de recheio têm que ser bem apertados ou não entrarão no canelone.

Você pode usar presunto magro ou gordo e até substitui-lo por blanquet de peru ou coisa semelhante. Fica ao gosto do freguês.

O queijo mussarela costuma ser vendido em fatias mais finas, mas nada impede que você o substitua por provolone, se encontrá-lo finamente fatiado.

Você pode preparar os canelones de manhã e, à noite, adicionar o molho e levar a travessa ao forno. Fica mais rápido ainda.

Use o molho de sua preferência; se desejar, faça seu próprio molho. A ideia, aqui, é uma refeição facílima, mas você pode incrementá-la como desejar.

Outra forma de incrementar (tendo mais trabalho) é rechear os canelones com ricota temperada.

  • Tempo de preparo: 40 minutos (por causa do tempo de forno)
  • Grau de dificuldade: fácil
  • Rendimento: 2 porções

Dewey – um gato entre livros

Dewey, um gato entre livros.
Prato cheio para gateiros.

Apaixonada por livros e por gatos, claro que me interessei assim que ouvi falar de Dewey – um gato entre livros. Demorou um tanto até comprar o livro, mais outro até ler… mas valeu a espera.

Se você não gosta de gatos, não vai achar muita graça na história de Dewey Readmore Books. Como uma mãe coruja, Vicki, funcionária da Biblioteca Pública de Spencer, conta com todo o desvelo o cotidiano do gato da biblioteca durante 19 anos, desde que foi encontrado na caixa de coleta. Para quem ama felinos, é uma delícia ler sobre esse gatão laranja afetuoso e louco por colo, que se deita sobre a mesa cheia de papéis para pedir atenção, adora um colo na hora de dormir e tem verdadeiro horror ao veterinário. Se você tem gatos, certamente vai rir uma hora ou outra das travessuras de Dewey, identificando-as com as dos seus próprios felinos, ou vai lançar aquele olhar típico de reconhecimento que sempre acontece entre dois gateiros que conhecem muito bem as idiossincrasias desses adoráveis animais.

A história vai um pouco além de Dewey. Vicki conta sobre sua vida, problemas de saúde, dramas familiares. Também faz uma detalhada exposição da cidadezinha de Spencer, localizada no estado agrícola de Iowa. São duas décadas na vida da pacata cidade, perturbada principalmente pela crise na agricultura dos anos 80 (que guarda, aliás, bastante semelhança com a crise de crédito imobiliário de 2008), da qual foi difícil reerguer-se. A cidade conseguiu, como já tinha conseguido superar outras crises; mas, desta vez, tinha a ajuda de Dewey, devotado à biblioteca e aos seus usuários, sempre pronto a receber carinho, brincar e confortar.

O livro é modesto, sem qualquer pretensão literária. Se você não ama gatos, pode se entediar; se não vê graça em bibliotecas, talvez não se interesse; se não gosta de História, vai achar enfadonhas  as partes dedicadas a Spencer. Gostei de todas as histórias paralelas, mas morri de amores mesmo pela história do protagonista.

Dewey é a história simples de um simples gato que foi capaz de tocar os corações de uma cidadezinha – e depois de um estado, de um país e do mundo todo (Dewey ficou famoso até no Japão!). Justamente por ser um enredo simples, é tão emocionante. Deixe a caixa de lenços por perto.

Trechos

Ali estava um gato vira-lata, deixado como morto em uma caixa de coleta congelada, aterrorizado, sozinho e agarrando-se à vida. Ele sobreviveu àquela noite escura, e esse evento terrível acabou sendo a melhor coisa que lhe aconteceu. Jamais perdera a confiança, não importa em que situação, ou seu apreço pela vida. Era humilde. Talvez humilde não seja a palavra certa – ele era um gato, afinal -, porém não era arrogante. Era confiante. Talvez fosse a confiança do sobrevivente que quase morreu: a serenidade adquirida quando se chegou ao fim, além de qualquer esperança, e conseguiu voltar. Não sei. Tudo o que sei é que, a partir daquele momento que o encontramos, Dewey acreditou que tudo ia dar certo. (p. 33)

Essa é a sutil diferença entre cachorros e gatos, e especialmente um gato como Dewey: os gatos podem precisar de você, porém não são carentes. (p. 73)

Quando os gatos não sabem que algo existe, é fácil mantê-los afastados. Se eles não conseguem chegar a alguma coisa e é algo que eles resolveram querer, é quase impossível. Gatos não são preguiçosos. Eles se esforçam por frustrar até os planos mais elaborados. (p. 128)

Muitos gatos odeiam o veterinário no consultório, mas o tratam como qualquer outra pessoa fora de lá. Dewey não. Ele temia o doutor Esterly incondicionalmente. Se escutasse a voz dele na biblioteca, Dew rosnava e se mandava para o outro lado da sala. Se o doutor Esterly conseguisse chegar até ele, despercebido, e estendesse a mão para afagá-lo, o gato pulava, olhava em torno em pânico e fugia. acho que ele reconhecia o cheiro do doutor Esterly. Aquela mão, para Dewey, era a mão da morte. Ele encontrara seu arquiinimigo e, por acaso, era um dos homens mais legais da cidade. (p. 181)

Em tempo: no youtube, você encontra reportagens (em inglês) sobre Dewey e pode ver esse gato lindo em ação. Dois exemplos: Memories of Dewey Readmore Books (matéria citada no livro) e Dewey the Cat (filmada após o lançamento do bestseller).

Ficha

  • Título original: Dewey – the small-town librery cat who touched the world
  • Autora: Vicki Myron com Bret Witter
  • Editora: Globo
  • Páginas: 271
  • Cotação: 3  estrelas(mas, se você ama gatos, vale quatro estrelas facilmente)
  • Encontre Dewey – um gato entre livros.