Link: Bloquinho charmoso e verde.
“Verde” porque feito com materiais reciclados. Dica da Nospheratt.
Uma boa organização começa com um bom processo de captura de coisas e ideias. Para as ideias, ter papel sempre à mão é muito útil.
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Uma das mais famosas revistas brasileiras (reconhecida inclusive no exterior) vista por dentro: é isso que Aconteceu na Manchete – histórias que ninguém contou entrega ao leitor, por meio de relatos de funcionários – jornalistas, fotógrafos, editores – que passaram pela redação da revista (e, frequentemente, de outras da Bloch Editores) ao longo de seus 48 anos.
A coleção de crônicas de Aconteceu na Manchete vai além de traçar um retrato de uma das revistas mais longevas do país, fazendo um esboço histórico de décadas do Brasil, ainda que tendencioso em algumas passagens. Isso é perdoável e compreensível- afinal, não se trata de um livro de história, mas de memórias, e cada personagem escreve sobre o que viveu e sentiu, com sua própria carga valorativa.
Se essa diversidade de visões é um dos atrativos do livro, também é um de seus defeitos. A falta de coesão resulta em ler duas ou três vezes a mesma história. Além disso, é estranho – mas não deixa de ser interessante – observar o rancor com que alguns textos parecem ter sido escritos. Esperar-se-ia que os participantes da coletânea em honra à revista fizessem só elogios a ela e ao tempo em que lá estiveram, mas a coisa não é bem assim: alguns colaboradores mal disfarçam suas mágoas. A célebre irreverência de Adolpho Bloch certamente não agradava a todos; e o trabalho extenuante da redação nem sempre era recompensado à altura com o pagamento no fim do mês (às vezes, nem o excelente restaurante e nem a espetacular vista da Baía de Guanabara compensavam).
Nas margens das páginas do livro, há fragmentos de reportagens de percorreram as páginas de Manchete durante os quase 50 anos da revista. Entrevistas com famosos, frases lapidares, fragmentos dos governos que passaram pelo Brasil e fatos que marcaram o mundo enriquecem a leitura.
O livro é bem organizado e visualmente atraente, como eram as edições da revista que homenageia. O fim da leitura deixa um travo de nostalgia. Talvez a falência fosse evitada se Adolpho Bloch não se embrenhasse pela televisão (a Rede Manchete consumiu rios de dinheiro). Certamente, um melhor gerenciamento – menos impulsivo, mais calculado – teria prolongado a existência da revista, que poderia estar nas bancas até hoje. A imprensa nacional ficou mais pobre com a falência da Manchete.
Em 1992, a edição comemorativa dos 40 anos da Manchete anota: “Viajar por meio da coleção da revista é, literalmente, folhear o Brasil ou reler frases marcantes como a do atacante Dario, em 1971: ‘Vocês têm a problemática, eu tenho a solucionática’; de Joãozinho Trinta, em 1979: ‘O povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual’; de Francelino Pereira, nos anos 1970: ‘Que país é este?’; e do general João Figueiredo a populares que o vaiavam e xingavam, em Florianópolis, em 1979: ‘Minha mãe não está em pauta.'” (p. 398)
Fiquei num dilema: mostro essa caneca fofa no Espresso ou no Cadê o Atum?, meu blog sobre gatos? O Espresso acabou ganhando.

A caneca é do adorável site Filé de Gato (saudade do endereço antigo, que tinha feed…) e está à venda na lojinha virtual.
Link: OZ! Organize sua Vida
O site dá dicas sobre organização, vende cursos em e-books (que parecem bem básicos) e tem uma loja virtual com diversos acessórios para manter a casa arrumada. A variedade é grande e inspiradora, embora o preço não seja sempre dos melhores.