Ficha Técnica
- Título original: Atonement
- País de origem: Inglaterra
- Ano: 2007
- Gênero: Drama
- Duração: 130 minutos
- Direção: Joe Wright
- Roteiro: Christopher Hampton, baseado no livro Reparação, de Ian McEwan
- Elenco: Keira Knightley, James McAvoy, Romola Garai, Vanessa Redgrave, Brenda Blethyn, Juno Temple, Alfie Allen, Nonso Anozie.
- Sinopse: uma jovem acusa o namorado de sua irmã e filho do caseiro de um crime, mudando a vida deles.
Comentários
A pior coisa de Desejo e Reparação é esse título. O filme baseia-se no livro Atonement, ou “Reparação”. Os tradutores brasileiros, sempre empenhados em inventar os piores títulos possíveis, optaram por uma junção de substantivos, certamente para pegar carona no filme Orgulho e Preconceito (que realmente se chama Pride and Prejudice e também é baseado em livro), pensando: “ah, o diretor dos dois filmes é o mesmo, a Keira Knightley está em ambos, então esse deve ser igualzinho àquele – vamos mostrar isso no título”.
Os filmes não têm nada em comum, claro. Orgulho e Preconceito se passa 150 anos antes de Atonement e conta uma história de amor com viés feminista. Desejo e Reparação adentra a Segunda Guerra Mundial e, sim, o amor é parte essencial de seu enredo, mas perturbado por julgamentos errados e pela própria guerra.
O espectador logo percebe que Briony (interpretada por Saoirse Ronan para primeira parte do filme) é uma adolescente passional e de imaginação fértil, antevendo as conseqüências negativas que isso provocará. Na segunda metade da história, o pano de fundo deixa de ser a bucólica Inglaterra e passa a girar em torno da Segunda Grande Guerra nos seus piores momentos para a Inglaterra: a Alemanha está ganhando terreno, as tropas em território francês estão encurraladas, parece não haver esperanças. Daí, a história caminha para um final aparentemente previsível – só aparentemente.
Desejo e Reparação surpreende pela plausibilidade. Não há lances estonteantes, não há situações forçadas, não há fantasia. Sua história poderia ter acontecido no mundo real – quem sabe? Essa verossimilhança garante o envolvimento do espectador apesar do deslocamento temporal.
Chama a atenção a bela reconstituição da Inglaterra dos anos 30, poética e burguesa. A trilha sonora é muito marcante, emocionando. É daquelas trilhas que se fazem notar, o que pode resultar em desastre; em Desejo e Reparação, o destaque é bem colocado. Seu autor é Dario Marianelli, mais um nome também presente em Orgulho e Preconceito.
Apesar das semelhanças de equipe, cabe ressaltar que Desejo e Reparação é um trabalho muito superior a Orgulho e Preconceito. Se este beirava o tédio em alguns momentos, aquele mantém a atenção do espectador por toda a sua extensão, com um enredo bem contado.
Merecidamente, ganhou o Globo de Ouro 2008 de melhor filme dramático. Concorre ao Oscar em sete categorias: melhor filme, melhor atriz coadjuvante (Saoirse Ronan), melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor figurino, melhor direção de arte e melhor trilha sonora. Faltou uma indicação para Kiera Knightley.
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Quem leu o Amor nos Tempos do Cólera (está na minha lista para 2008) diz que o filme fica muito a dever ao livro. Conhecendo a literatura de