Latte art é a arte de fazer desenhos em bebidas preparadas com café, leite e espuma de leite. Tem sido cada vez mais comum ver esses desenhos por aí, e adoro quando vou a um café e recebo minha xícara com um deles, por mais simples que seja – para mim, isso indica um cuidado extra no preparo da bebida e uma atenção a mais com o cliente.
Com a popularização da latte art, surgiram até campeonatos, nos quais as habilidades do artista são julgadas segundo diversos critérios:
equilíbrio e simetria (traço uniforme e sem hesitação)
harmonia (entre o tamanho do recipiente e o tamanho e posição do desenho
clareza do desenho (contraste)
qualidade da textura do leite (algo que requer muita prática)
Você pode ler mais neste texto do Salon.com. Repare como cada artista executou o mesmo desenho de formas completamente diferentes.
Eu, que mal desenho casinha com chaminé, só posso admirar a latte art. Em 2010, numa visita ao McCafé, fiquei impressionada com a precisão com que esses desenhos são executados. As fotos abaixo foram tiradas nesse dia e os trabalhos são do barista Andrea Lattuada (clique para ampliar):
Detesto abacate doce. Odeio vitamina de abacate, abacate amassado com açúcar e qualquer dessas variações.
Vai daí que demorei anos para dar uma chance à guacamole, essa espécie de antepasto de abacate muito comum no México (onde comê-lo com açúcar é heresia). Quando finalmente me arrisquei, virei fã! Fazer em casa é das coisas mais simples do mundo, rende horrores e faz sucesso em reuniões entre amigos.
Ingredientes
Os ingredientes.
1 abacate maduro
1 tomate maduro, mas firme
1/2 cebola pequena
umas duas colheres (sopa) de suco de limão
sal a gosto
pimenta a gosto
Você também precisará de
vasilha grande para misturar tudo
vasilha simpática para servir a guacamole
Preparo
Pique a cebola bem miudinho. Tire as sementes do tomate (pode deixar a pele) e pique-o também.
Abra o abacate no sentido do comprimento, jogue fora o caroço e, passando uma colher rente à casca, retire a polpa. Numa vasilha, amasse com um garfo. Ele deve ficar com pedacinhos, nada de transformá-lo numa papa.
Despeje o suco de limão enquanto amassa. Junte o tomate e a cebola e misture. Acrescente sal e pimenta a gosto.
Sirva com totopos (doritos), torradinhas ou monte uma bela salada com folhas verdes (endívias são ótimas pra isso). Uma cervejinha acompanhando cai muito bem.
Dicas e Complementos
Com torradas.
A guacamole original leva coentro picado. Eu não curto e, quando fiz para fotografar pro post, esqueci de comprar salsinha pra substituir. Ficou uma delícia mesmo assim.
A única dificuldade de fazer guacamole está em encontrar um bom abacate. Prefiro os “de rua”, menores e de casca mais escura, porque a polpa é mais saborosa e resistente, o que evita que a guacamole vire um mingau. Só que, no fim das contas, acabo recorrendo ao abacate de quitanda, mesmo…
Não use azeite na guacamole, o abacate já tem gordura suficiente.
Nem pense em eliminar o limão. Ele é fundamental pro abacate não escurecer em contato com o ar, o que deixaria a guacamole um tanto repulsiva.
Embora seja um prato tipicamente mexicano, a ideia da guacamole não é ser apimentada, mas refrescante. Mesmo assim, acrescentei duas pimentas dedo-de-moça (chili) sem sementes e bem picadinhas à receita. Recomendo.
A guacamole dura uns 3 dias na geladeira, daí pra menos. O ideal é consumir imediatamente.
Tempo de preparo: 20 minutos
Grau de dificuldade: fácil
Rendimento: enorme – uns 400 gramas, o suficiente pra pilhas e pilhas de totopos.
Tanto faz. O duro é que, aqui na roça do mundo, a gente passa vontade por não ter essas maravilhas pra felinos. Se bem que mesmo lá fora o palácio aí em cima é para uns poucos gatos privilegiados, já que custa mais de mil dólares.
Mais um livro “de tribunal” de John Grisham – ou quase. Na verdade, dessa vez é um livro de advogado, mas não de tribunal.
Clay Carter II seguiu a carreira jurídica movido pelo sucesso do pai. Aos 30 anos, contudo, trabalha na Defensoria Pública, ganha pouco, não vê grandes perspectivas profissionais e, para completar, seu namoro vai de mal a pior.
Ao pegar um caso de assassinato, sua sorte muda. Clay é procurado por um sujeito misterioso que lhe apresenta o Tarvan, um medicamento que parece ter sido o responsável pelo crime cometido por seu cliente. A partir daí, Clay adentra o fascinante mundo das indenizações milionárias: processos iniciados contra grandes companhias que lançaram um produto defeituoso no mercado e prejudicaram milhares de pessoas. Os processos representam publicidade negativa para as empresas que, portanto, preferem fechar acordos extrajudiciais – e uma boa porcentagem do dinheiro desses acordos vai para o bolso dos advogados na forma de honorários.
Receoso no início, Clay logo deixa de lado seus pudores e preocupações, motivado pelos milhões de dólares prestes a entrar na sua conta corrente. Sua vida dá um salto. Outros casos aparecem – mais dinheiro relativamente fácil, sem sequer ter de pisar num tribunal.
Claro que esse mar de rosas não dura para sempre, ou não haveria história a ser contada.
Grisham vai fundo no ramo das indenizações coletivas, tão populares nos Estados Unidos (e uma das principais razões para advogados serem tão odiados por lá). Aliás, o título foi mal traduzido: algo como “O Rei dos Danos” ou “O Rei das Indenizações” seria mais apropriado.
Embora não esteja entre os livros mais envolventes do autor, O Rei das Fraudes consegue prender a atenção e fazer o leitor torcer pelo personagem principal, um anti-herói que até tem boas intenções. Pelo menos, torce para que nada de muito ruim aconteça com ele.