Sexo Com Amor

Ficha técnica

Sexo con Amor. Chile, 2003. Comédia. 107 min. Direção: Boris Quercia. Com Sigrid Alegría, Álvaro Rudolphy e Patricio Contreras.

Professora que tem um caso com o pai de um aluno é obrigada a rever seus conceitos quando tem que discutir educação sexual com a classe.

Mais informações: Adoro Cinema.

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2 estrelas

Sexo com Amor conta a história amorosa de quatro casais:

  • a professora, que vive com o artista plástico e o engana com o pai de um aluno;
  • o pai do aluno, que vive aos trancos e barrancos com a esposa;
  • casal de classe alta cuja mulher está grávida do segundo filho e o marido é um perfeito “galinha”;
  • o casal casado há anos, cujo marido é incapaz de ter a necessária calma para dar prazer à mulher.

O ponto de contato é a escola, pois todos os casais têm filhos na classe da tal professora.

Tem o cara que trai e a mulher não quer ver, o cara que não trai mas a mulher pensa que sim, a mulher que trai e se arrepende, a outra que é tão carente que se empolga com a ultrasonografia transvaginal, o cara que trai a mulher, apaixona-se pela amante e fica arrasado quando esta decide romper o caso, considerando-a uma traidora.

Cenas simples, imagens do cotidiano.

Muitas, mas muitas cenas de nu. Algo que remete ao cinema brasileiro de décadas atrás.

O argumento se perde. Poderia trazer uma mensagem filosófica, poderia discutir as várias formas de amor. Não chega a isso. Fica no banal, mesmo. Com boa vontade, dá para enxergar a argumentação de que o amor precisa do sexo para se revigorar. Agora, duro é agüentar o discurso machista de que “homem é assim mesmo” e “todo homem trai”. “Sua esposa espera que você a traia” – essa frase chega a ser dita, em tom de seriedade.

A Folha de São Paulo deu três estrelas, confirmando sua tradição de valorizar o cinema não-norte-americano. Como entretenimento, até vale. Como discussão sobre o conflito sexo versus amor, não merece nem duas.

Anjos da Noite – Underworld

Ficha técnica

Underworld. EUA/Alemanha/Inglaterra/Romênia, 2003. Aventura. 121 min. Direção: Len Wiseman. Com Kate Beckinsale, Scott Speedman e Michael Sheen

No meio de uma guerra entre vampiros e lobisomens, uma bela vampira guerreira tenta descobrir por que os rivais estão atrás de um humano.

Mais informações: Adoro Cinema.

Comentários

3 estrelas

Adoro histórias de vampiros. Vi Entrevista com o Vampiro no cinema e vejo novamente sempre que o SBT exibe. Li todas as Crônicas Vampirescas, da Anne Rice, exceto a mais recente. Vampire é meu jogo de RPG favorito – na verdade, o único de que realmente gosto. Ainda não li Drácula, mas pretendo cobrir logo essa lacuna. Assim sendo, não poderia deixar de assistir a Underworld (quem inventou o título em português?!).

É um filme para quem gosta do gênero. Os que já jogaram Vampire não podem perder. Vão identificar diversos conceitos do jogo e reconhecer alguns dos clãs.

Se você curte fantasia e não fica o tempo todo dizendo “Nossa, isso é um rematado absurdo!”, também será capaz de apreciar o filme.

A história é, repetindo o que diz um dos personagens lá pelas tantas, a mais antiga de todas: o amor impossível. Um Romeu e Julieta do submundo, onde não há Montéquios e Capuletos, mas vampiros e lobisomens (lycans). É o amor e a incapacidade das “famílias” em aceitar diferenças que conduzem o filme. Em meio a isso, há muita ação, batalhas e pirotecnia, com direito a abundante uso da computação gráfica (nem sempre bem aplicada). Não é uma historinha “água com açúcar” – na verdade, é possível apreciar a ação sem dar crédito ao pano de fundo.

Não espere uma obra prima do cinema, sequer em efeitos especiais. É um entretenimento leve, capaz de empolgar quem gosta do gênero e, penso eu, de entediar quem não gosta.