Descobertas recentes

Ainda tem muito o que acertar nesse template, mas chego lá, especialmente se puder contar com os pitacos e os plugins dos usuários WordPress – como o Orlando, que deu a dica para deixar os meses e os dias da semana em português. O Letras com Garfos é o primeiro blog não-brasileiro da minha listinha. Além de ter um conteúdo interessante, vale pela curiosidade de se ler o “português de Portugal”.

A Aninha também está blogando com o WordPress, correndo atrás dos recursos desse programinha e fugindo de mal-entendidos. Boa sorte para nós duas.

Casa nova!

Sejam muito bem-vindos! Ainda estou arrumando os detalhes… mas, se esperar tudo ficar ao meu gosto, não inauguro este espaço nunca!

Depois de quase três semanas de trabalho, eis o resultado. O blog, agora, é parte de um site. Transferi para cá as fotos que tinha no www.diadefolga.pop.com.br. O weblogger também foi aposentado – agora, uso uma plataforma própria, o WordPress.

Foi uma semana de pesquisa até, finalmente, registrar o domínio e contratar a hospedagem. Mais uma semana tentando configurar o Movable Type. Quando esgotei minha paciência (e, provavelmente, a do administrador da hospedagem), comecei a procurar outro programa. O WordPress é largamente elogiado por seus usuários pela sua praticidade e por ser atualizado com frequência. Além disso, seu código é aberto, o que motiva muita gente a fazer plugins interessantíssimos. Decidi testar.

Escolha feita, veio o medo de mais uma instalação frustrada. Qual o quê! Em cinco minutos, o programa estava rodando.

Seguiu-se o desafio de personalizar o template. Primeiro, o WordPress usa folha de estilos – o que é ótimo depois de tudo arrumado, mas rendeu-me um pouquinho de trabalho pela falta de familiaridade com CSS. Em seguida, o maior problema: o código é todinho em php. Um choque para quem nunca passou do html e usou o primeiro javascrip na semana passada. Confesso que quase desisti. Nada, porém, que um pouco de paciência não dê jeito. O maior risco é, pela falta de conhecimento, alterar alguma linha importante, o que fiz algumas vezes. Basta manter um arquivo de backup e tudo se resolve.

As últimas horas foram dedicadas a achar plugins e personalizar os seus templates.

No fim das contas, um fim-de-semana com menos (muito menos!) horas de sono que o recomendável. Valeu, pois a casa já está pronta para receber visitas!

Peço encarecidamente que informem qualquer problema que tenham, especialmente na seção de comentários.

No mais, entrem e fiquem à vontade! Se quiserem, façam uma visitinha às outras páginas.

A casa é nossa!

Atualização – 21 de agosto de 2006

Estou transferindo para este endereço as receitas e resenhas de filmes publicados no weblogger. Na verdade, os textos já estavam disponíveis via WordPress, mas em forma de páginas e não de “posts”. Os “posts” são mais facilmente organizáveis e permitem uma personalização por categoria muito interessante, que será implementada.

Enfim, para não bagunçar toda a cronologia do Dia de Folga, optei por bagunçar apenas o dia seguinte à sua abertura no WordPress, 17 de maio de 2005. Assim, todas as resenhas de cinema e receitas serão republicadas nesta data. Emobra soe meio artificial, trata-se de dois assuntos para os quais a data de publicação é realmente irrelevante; o que importa, de fato, é que entrem na estrutua do blog.

Mudei de idéia: os textos transferidos para cá serão marcados com a data de publicação original. 😉

Divirtam-se!

A Outra Face da Raiva

Ficha técnica

The Upside of Anger. EUA/Alemanha, 2005. Drama. 118 min. Direção: Mike Binder. Com Joan Allen, Kevin Costner, Erika Christensen, Evan Rachel Wood.

Terry Wolfmeyer (Joan Allen) é uma mulher tranquila, que passa por uma verdadeira transformação emocional após seu marido desaparecer sem qualquer explicação. Obrigada a justificar a todos sua ausência, ela passa a beber para controlar sua raiva e se desentende cada vez mais com suas filhas Andy (Erika Christensen), Emily (Keri Russell), Lavender (Evan Rachel Wood) e Hadley (Alicia Witt). É quando ela conhece Denny (Kevin Costner), um vizinho charmoso e beberrão com quem inicia um relacionamento.

Mais informações: Adoro Cinema.

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3 estrelas

A raiva, para algumas pessoas, é a única saída para lidar com a dor. A Outra Face da Raiva concentra-se nessa saída – daí o título – mas traz outras, também: a negação, a ironia, a doença de fundo emocional, a bebida, a arte. Todas fugas diante da solidão e da carência. Reações que, na verdade, tendem a aumentar essa mesma solidão e essa mesma carência da qual se deseja tanto fugir.

Apesar do tema forte, o roteiro está longe de ter a densidade de Closer, por exemplo. Não vem recheado de grandes diálogos, contentando-se com a superficialidade do tema. Lá pelos últimos minutos, tem-se algumas frases mais interessantes, como essa: “As pessoas não sabem amar. Mordem em vez de beijar. Batem em vez de acariciar”. A pedra de toque é que o medo de se envolver é tão grande que sobrepuja o desejo desse mesmo envolvimento.

O filme é despretensioso até no orçamento – pouco mais de 13 milhões de dólares. O grande destaque fica para o elenco, muito afinado, com Kevin Costner no papel de um anti-galã, Joan Allen e as quatro atrizes que fazem suas filhas excelentes nos papéis.

Por simples que seja, é capaz de provocar alguma reflexão: por que fugimos tanto? Quais os mecanismos dessa fuga? De que temos tanto medo, afinal?

Violação de Privacidade

Ficha técnica

The Final Cut. EUA, 2004. Ficção Científica. 104 min. Direção: Omar Naim. Com: Robin Williams, Mira Sorvino e James Caviezel.

Num futuro próximo, as pessoas podem comprar um chip que, instalado no cérebro, grava todas as suas memórias, transformando-as posteriormente em um filme. Homem especialista em editar essas lembranças começa a ser atormentado pelo seu passado ao descobrir uma pessoa na memória de um diretor de sua empresa.

Mais informações: Adoro Cinema.

Comentários

Meia estrela

O filme é fraquíssimo. Meia estrela, no máximo – e “pra fazer caridade”!

O enredo mistura O Show de Truman (a questão de estar sempre sendo observado), Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (vale a pena rever o passado, ou é melhor apagá-lo?) e Vanilla Sky (a reconstrução das lembranças). Três filmes ótimos. O resultado da salada? Um fiasco.

Em destaque, dois temas: a invasão da privacidade (como indicado pelo título em português) e a manipulação das lembranças – algo que, vez por outra, todos nós gostaríamos de poder fazer. Em Brilho Eterno e Vanilla Sky, essa manipulação é feita com o consentimento do “dono” das memórias – em Violação, é realizada após a sua morte.

O roteiro ainda traz: um drama pessoal de infância; uma tentativa superficial de abordar questões éticas; um romance capenga; um simulacro de cenas de ação.

No fim das contas, são tantos os tópicos que Violação de Privacidade propôs que terminou por não cuidar bem de nenhum deles. Quis abraçar o mundo com as pernas e caiu de cara no chão.

Não vale sequer pela atuação do Robin Williams, medíocre (no sentido literal: mediana, comum).

Um dos piores filmes de 2004.