Sim, eu sei que ainda estamos na metade do ano. Acontece que julho é mesmo um bom mês para reflexões. Na metade do ano, é possível avaliar os erros cometidos e as promessas negligenciadas, tomando-se novo fôlego e recriando as resoluções-de-ano-novo.
Quem provocou a reflexão, ainda que sem saber disso, foi a Renata, há várias semanas, quando comentou sobre como foi legal o mês de janeiro. Realmente, foi um mês incrível. Prenunciava um ano excepcionalmente bom.
Pena que a alegria do semestre foi quase toda gasta em apenas trinta dias. É verdade que fevereiro ainda foi legal. De março em diante, no entanto, as coisas só foram piorando. Salvava-se apenas a parte financeira. O resto beirava o insuportável.
O inferno astral começou pontualmente em abril, mas não fez questão de respeitar o prazo para ir embora. Gostou tanto de mim que resolveu continuar por perto durante todo o mês de maio. Raras vezes vi um inferno astral tão empenhado em fazer jus ao nome.
A única vantagem de chegar-se ao fundo do poço é que, se você não for idiota o suficiente para continuar cavando, sobra apenas um caminho: para o alto, e avante! Foi o que fiz em junho – que, tradicionalmente, costuma ser o melhor mês do ano para mim. Esse não foi diferente. Alcançou a qualidade de janeiro em vários aspectos e ultrapassou-a em outros tantos!
Não é à toa que estou com as energias renovadas para a segunda parte do ano, tomada por um otimisto que, realmente, não é da minha natureza, certa de que os próximos meses trarão muitas surpresas positivas.
Feliz 2005 pra vocês!