Mudanças no blog

Então. Foi uma semana de mudanças gerais no blog.

A primeira e mais importante foi a transferência do blog para a raiz da página – agora, nada mais de “/blog” no endereço. Dificilmente algum “firewall” vai barrar o blog agora.

Todos os demais links foram alterados.

Aprendi a usar as benditas “pages” do WordPress, que permitem criar conteúdo fora do blog, mas com o mesmo layout. Além de propiciar maior harmonia visual, facilita-me a alteração de conteúdo, feita diretamente no painel de controle do WordPress, a qualquer momento, sem a necessidade de atualizações via ftp. Os conteúdos extrablog ganharam, também, mais visibilidade, com os botões acima.

Fiz upgrade do WordPress e sobrevivi.

Por fim, a mudança de template. Após muitas e muitas semanas, consegui deixar a preguiça de lado. Depois de 24 horas de trabalho quase ininterrupto (posso ser bastante obsessiva quando estou fazendo algo de que gosto), eis o novo visual.

A Kizzy, uma amiga, foi a primeira a me chamar de “Radical Chic”, graças ao meu novo cabelo. A partir daí, surgiu a idéia do template, acrescido de três personagens que adoro: Alice (Natalie Portman, em “Closer”) e Clementine (Kate Winslet, em “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”), de dois dos melhores filmes que já vi; e a Miranda, minha preferida em “Sex and the City” e praticamente meu alter ego – o Ricardo que o diga.

Ah, Lili Cheveux de Feu, eu também queria um cabelo como o da Clementine ou, talvez, como o da Alice… mas só descolorindo, e tenho a ligeira impressão de que ficaria careca…

Atualidades

Está realmente difícil escrever antecipadamente sobre a CPMI dos Correios e seus meandros, ou deixar comentários previamente gravados. Bem que o Luis Fernando Veríssimo falou avisou, na sua coluna no Jornal O Globo, no último sábado.

Ontem, o Jô Soares perguntou ao senador Sérgio Guerra (PSDB) o que ele pensava do pedido de prisão preventiva do empresário Marcos Valério. Queria saber se, na opinião do senador, o pedido deveria ou não ser deferido.

Acontece que o Programa do Jô é gravado poucas horas antes de ir ao ar. Tempo suficiente para que o pedido já tivesse sido indeferido, como veiculado no Jornal da Globo, minutos antes de ser exibida a entrevista.

Aí é demais!

Sabe, a pior coisa de Brasília no mês de julho não é a seca, que faz o nariz sangrar, os lábios racharem e a pressão arterial despencar.

Também não é a paisagem, com cara de deserto-que-um-dia-já-foi-verde.

Tampouco são as crianças lotando shoppings e infernizando consumistas como eu, que visitam esses templos em busca de paz espiritual no fim do dia e deparam-se com gritinhos, birras e correria.

Nem a saudade que bate dos amigos que estão aproveitando as férias em outros cantos.

O pior de Brasília, nesta época do ano, são os turistas absolutamente inconvenientes que brotam por aqui.

Realiza a cena: Esplanada dos Ministérios, hora de maior movimento. Um turista dirige b e m d e v a g a r z i n h o pelo Eixo Monumental, enquanto seu companheiro aproveita para fotografar o Congresso Nacional de dentro do carro mesmo. Um motorista local quase enfia a frente do carro na traseira do sossegado excursionista.

Olha essa outra: Praça dos Três Poderes, duas horas da tarde. Uma simpática senhora simplesmente PÁRA o carro NO MEIO da rua para, adivinha só?, isso mesmo, tirar fotos. Ela não parou na pista mais à direita que, aliás, já estava quase tomada pelos ônibus de turismo. Ela parou NO MEIO da rua. Visualizou?

As sortudas pessoas que estão de férias na Capital do Brasil parecem não perceber que aquilo que para elas é ponto turístico, para outras milhares não-tão-sortudas é local de trabalho e via arterial.

E, antes que me joguem tomates podres, não estou falando mal de todos os turistas, apenas dos “absolutamente inconvenientes”. Você não é um deles.

Urubu

Tem gente que se diverte intensamente quando pode dar uma má notícia. O porteiro do meu prédio, por exemplo.

– A senhora está indo fazer caminhada?

Não, criatura, eu vou a uma festa de gala às dez da manhã, vestindo short e camiseta de alça.

– Estou.

– Ah, tá. Quando voltar, passa na portaria que tem correspondência.

– Tá bom.

Já tinha colocado o pé pra fora do prédio, quando ouço o porteiro, novamente:

– Mas não é boa notícia, viu?

Claro que pensei o pior: um telegrama, um porteiro bisbilhoteiro, alguém morreu, é isso que ele vai me dizer!

– O quê?!

Passaram-se frações de segundo. Um sorriso debochado foi surgindo na cara do engraçadinho.

– É multa.

Informa o dito cujo, todo contente, como se dissesse que ganhei na loteria.

Eu, contendo-me pra não xingar o cidadão, só consegui retrucar:

– Sabe, esse seu comentário era completamente dispensável.