Nem boca essa gata tem, mas tem carro:
Fotos tiradas em Brasília. Dedicadas à Bia Kunze e ao Carlos Cardoso, os maiores fãs da Hello Kitty na blogosfera brasileira.
Nem boca essa gata tem, mas tem carro:
Fotos tiradas em Brasília. Dedicadas à Bia Kunze e ao Carlos Cardoso, os maiores fãs da Hello Kitty na blogosfera brasileira.
Sétima receita da série Receitas com Morangos.
Lave os morangos e tire as folhas e os cabinhos.
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Use a função “pulsar” no início, até que o gelo seja triturado.
Sirva imediatamente, em copos altos.
Se não quiser ter aquela ressaca, use vodca de qualidade.
Você pode decorar o copo esfregando meia laranja na borda e, em seguida, emborcando-o numa tigelinha com açúcar.
A Agência Espalhe iniciou o Perca um Livro, uma mistura de campanha de marketing e projeto de incentivo à leitura. O funcionamento é simples: você tira a poeira daquele livro encostado na estante, cadastra-o no site, imprime e cola uma etiqueta com o código conferido ao livro e deixa-o por aí. Quem achá-lo, tem a missão de informar o código no site e, depois de o ler, pode perdê-lo novamente, reiniciando o ciclo.
A idéia não é nova. Há seis anos existe o BookCrossing, uma comunidade muito ativa, construída em torno da idéia de que livros não são feitos para mofarem em prateleiras, mas para circularem de mão em mão. O nome do projeto acabou virando substantivo comum, tamanha a sua popularidade. O código de rastreamento torna tudo mais interessante, aproximando pessoas que leram a mesma obra e motivando a continuidade da brincadeira. Formaram-se os bookrings: alguém divulga que tem um determinado livro e os interessados se manifestam; o livro vai passando de um a outro, via correio, até voltar ao seu dono. O bookray funciona da mesma forma, mas o livro nunca volta ao dono.
Também há listas de discussão, fóruns e comunidades no orkut que agregam participantes do BookCrossing. Hoje em dia, redes sociais estão na moda; o BookCrossing teve início antes de todas elas, constituindo-se uma verdadeira rede social de amantes da leitura.
Aqui no Brasil, a idéia nunca pegou. A uma, porque a grande maioria dos livros do BookCrossing é escrita em inglês. A duas, porque brasileiro não é mesmo fã da leitura. Por outro lado, quem gosta de ler tem a tendência de apegar-se à sua coleção, hesitando em passar obras adiante, sempre pensando “posso querer ler isso de novo um dia”. E ainda tem o fato de que nem todos têm acesso fácil à internet para informar o código de rastreamento – alguns livros podem ficar, teoricamente, perdidos para sempre.
Apesar disso tudo, a Espalhe quer provar que o bookcrossing pode funcionar em terras tupiniquins. Para o pontapé inicial, a Editora Zeiz “perdeu” por aí 150 exemplares do livro A Unidade dos Seis – O Herdeiro Especial. Quem encontra um exemplar é convidado a cadastrá-lo no Perca um Livro, lê-lo e perdê-lo novamente. O meu chegou pelo correio (mais uma cidade além de São Paulo, Rafael) e já está emprestado. Depois que o ler, vou soltá-lo aqui em Brasília. Também já separei uns livros para perder: O Príncipe, Pandora e O Fantasma de Manhattan.
Embora o Perca um Livro tenha começado como uma ação de marketing, não pretende esgotar-se nisso. Existe potencial e intenção de que cresça e tome proporções de um verdadeiro bookcrossing. A barreira da língua, ao menos, fica afastada. Já existe comunidade no orkut para reunir os participantes. Torço para que a adesão aumente. Quem sabe, daqui a algum tempo, tenhamos algo de proporções semelhantes ao BookCrossing.
Quem gostou da idéia e quer liberar um livro deve escolher o local de forma a favorecer o seu resgate. Os veteranos do bookcrossing recomendam alguns pontos: cafés, restaurantes, arredores de livrarias, museus, teatros e cinemas, salas de aula, salas de espera, bancos de parques.
Porque, é claro, eu preciso dar meus pitacos. 😉
Seria ótimo se houvesse uma forma de imprimir as etiquetas em branco, sem o código do livro. Nem todos têm impressoras – quem não tem, poderia usar a de um colega, ou de uma gráfica para imprimir o modelo em branco e, na hora de cadastrar o livro, copiaria a mão o código no espaço correspondente.
O BookCrossing vende, pelo correio, etiquetas auto-adesivas que são uma mão na roda na hora de liberar livros, além de serem muito bonitas. Fazem séries comemorativas e tudo o mais. Exageram no tamanho das encomendas – cada pacote tem 250 etiquetas – mas o preço é camarada: cada etiqueta sai por uns 30 centavos de dólar. Iniciativa semelhante do Perca um Livro viria a calhar.
Faltam ao site ferramentas que o deixem com cara de rede social, como cadastro de participantes e uma pesquisa mais detalhada dos livros cadastrados. Uma seção “Sobre” mais detalhada também é necessária para fisgar novos participantes.
Será que você não tem algum livro esquecido num canto? Dê uma espanada, cadastre-o no Perca um Livro e deixe-o em algum lugar bacana. Livro é feito pra circular!
Enquanto o governo comemora o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo 2014, eu me lamento. Você também deveria.
Sabe qual será o custo para a realização dos jogos aqui? 10 bilhões de dólares. Isso mesmo. Claro que essa é só a previsão inicial. Lembra que o Pan-americano 2007 custou seis vezes o valor previsto?
Não é falta de patriotismo da minha parte. Não é birra com o futebol – nem descarto a possibilidade de assistir a um jogo (já que Brasília deve ser uma das cidades “premiadas”). É realismo, só isso. O Brasil passa por graves problemas graves e não tem dinheiro sobrando (até onde se sabe).
A infra-estrutura está caindo aos pedaços: problemas em estradas, portos, aeroportos, geração de energia elétrica, para citar apenas alguns. Há crises em várias esferas: desmatamento desenfreado na Amazônia, polícia e forças armadas mal-equipadas, da saúde pública sucateada, professores sem formação ou remuneração adequadas, previdência falida.
Mas, afinal, quem se importa com tudo isso? O que vale é que vamos sediar uma Copa do Mundo.
Convém a Lula e seu séquito manter uma grande massa de manobra, cordeirinhos dependentes e sem iniciativa, alimentados com bolsas e programas assistencialistas. O governo ainda sai por aí coberto de elogios e, se de repente aparecerem intenções lulísticas de um terceiro mandato, o povo vai soltar rojão.
Some-se a isso o pan-americano, o futebol, o carnaval e pronto – estamos de volta à Roma Antiga, direto do túnel do tempo.
A política do “pão e circo” não funcionou por lá. Em dado momento, o caos dos serviços públicos era tamanho, as disputas pelo poder eram tão intensas e a falta de dinheiro até para pagar o ordenado do exército – peça-chave da organização romana – era tão ultrajante que o esquema todo ruiu. Obviamente, o “pão e circo” também não funcionará eternamente por aqui.
Resta saber quanto tempo temos até esse castelinho de cartas ruir, e quais os efeitos nefastos que serão deixados como legado.
P.S.: não, não vou discorrer sobre a ida de Paulo Coelho no papel de “ícone cultural brasileiro”. Não vale a pena.