Minha Geladeira

A Liliana começou, o Janio continuou e eu também entro na onda. Apresento-lhe a minha geladeira (clique para ampliar):

Minha Geladeira

Minha Geladeira - Ímãs

Na época, custou exatamente uma viagem à Serra Gaúcha. Ou eu gelava em Gramado, ou gelava o iogurte,  a água, as verduras e tudo o mais.

A anterior era uma tal Bluesky, comprada por 400 reais no Carrefour e com uma única porta, com um congelador vagabundo dentro que mal comportava uma garrafa de vodca – isso quando estava sem as dezenas de camadas de gelo usuais. Coisa de quem vai morar sozinha e precisa mobiliar metade da casa de uma vez. Apesar dos pesares, resistiu bravamente por 5 anos e 2 mudanças.

A atual tem 4 anos e é linda-maravilhosa-salve-salve – e, obviamente, frost free. Esse tal de frost free, aliás, deveria entrar para a lista de invenções maravilhosas do século XX.

Na lateral, uma pequena coleção de ímãs. Alguns são recordações de viagens (as únicas lembrancinhas que julgo aceitáveis são ímãs e postais); outros são só gostos – destes, a maior parte veio da maravilhosa feirinha da Benedito (Alê, te devo essa – foi uma das melhores dicas de viagem que já me deram!).

Ah, você está se perguntando por que estou falando de geladeira? Senta que lá vem a história…

Um ônibus azul desgovernado resolveu dizer que quem divulga uma ação superbacana como a da Coca-Cola ao promover uma bebida nova é “blogueiro de aluguel”. A ação consistia no envio de uma geladeirinha e uma garrafa da bebida a 9 blogueiros selecionados. Foi simpática, bem bolada e não, não foi exigido nada em troca dos blogueiros. É claro que, se eu ganho uma coisa legal, vou falar a respeito. Blogs existem, entre outras coisas, pra falarem sobre o que é legal – seja um filme, um livro, um presente de aniversário ou um mimo enviado por uma empresa. Mas o tal ônibus azul resolveu encrencar, atacando irresponsavelmente os blogueiros agraciados.

Se quiser entender melhor o que aconteceu, siga os links:

Nesses textos, há outros links que dão mais informações.

Eu quero mais é que o ônibus azul se exploda ou, melhor ainda, vire fóssil. E que venham outras ótimas iniciativas como a da Coca-Cola.

(Eu nem ia escrever sobre o assunto, mas gostei tanto do meme da Liliana…)

A Fox e o desrespeito

A Lu Freitas lembrou: dia 1ºde julho fez um ano que o canal Fox, transmitido somente em pacotes de televisão por assinatura, tomou a antipática decisão de dublar quase toda a sua programação. O blog TeleSéries liderou um movimento para marcar a data.

Fox - um ano de desrespeito ao telespectador

Na época, a Fox alegou que uma pesquisa com sua audiência indicava a preferência por programas dublados.

Como assim, Bial?

Então, todos os outros canais de televisão por assinatura têm prejuízo? Universal Channel, Warner, People & Arts, AXN etc. etc. e tal, todos os canais que têm grade de programação majoritariamente legendada estão contrariando sua audiência? Só a Fox está certa?

Televisão por assinatura não é pra todo mundo. Antes que comunistas de cartilha me chamem de reacionária ou elitista, diga-me: quem tem 100 reais, no mínimo, pra pagar mensalmente pela tv a cabo? A verdade é que, no Brasil, somente uma certa classe (econômica e/ou cultural) pode dar-se a esse luxo.

Essa mesma elite freqüenta cinemas, lê romances e navega na internet. É um público que pode até não estar familiarizado com outros idiomas, mas, certamente, é alfabetizado e plenamente capaz de acompanhar legendas.

É essa turma que valoriza o trabalho dos atores originais, que escuta o timbre manso do Robin Williams em Tempo de Despertar e, na hora, já se lembra de Sociedade dos Poetas Mortos, que adora a voz rouca do Al Pacino – ainda mais em Advogado do Diabo –, que acha bacana ouvir a Cameron Diaz em Shrek.

Ah, é uma pequena parte da população? Sim, mas essa minoria compõe a maioria que paga, todo mês, por um pacote especial de televisão, e espera ser respeitada. Não é favor algum levá-la em consideração; antes, é obrigação dos prestadores de serviço que vivem do dinheiro dessa parcela. No mínimo, a opção de som original com legendas deveria estar acessível.

Vindo da Fox, esse desrespeito nem surpreende – a emissora é especialista em ignorar o telespectador. Intervalos comerciais de seis, e até oito minutos são comuns (sim, já cronometrei). Falta de som ou falta de sinal acontecem com mais freqüência que em outros canais. Outro dia, a transmissão estava tão desbotada – não era a minha tv, eu testei – que a cor dos Simpsons era… cor-de-pele.

Aliás, falando em Os Simpsons, realiza a cena: exibição do desenho animado após a meia-noite. Acabou o primeiro episódio, começou o segundo… em espanhol. Esquisito, despropositado, mas tudo bem, dá pra entender. Vem o primeiro intervalo e… surpresa! A Fox tirou o episódio do ar, na metade e, obviamente, sem nenhum aviso.

Bacana, hein?

Depois de tudo isso, ainda tem gente que grita “crime! pirataria!” quando o telespectador resolve baixar episódios e legendas – aos quais tem o direito de assistir, já que paga todo mês por eles – para ver da forma que mais lhe agrada, no horário mais conveniente.

Você vai me dizer: “ah, pára de ver a Fox, se ela te incomoda tanto”. Já parei, há muito tempo (exceto pelos Simpsons, de vez em quando). Só que minha liberdade de parar de ver o canal não anula minha liberdade de, como consumidora, reclamar.

A propósito, o que falta em várias esferas do nosso dia-a-dia é reclamação. O conformismo é característica do brasileiro, infelizmente (e eu me incluo nessa, em alguns aspectos).

Sex and the City – O Filme

Ficha Técnica

  • Título original: Sex and the City
  • País de origem: EUA
  • Ano: 2008
  • Gênero: Comédia Romântica
  • Duração: 148 minutos
  • Direção: Michael Patrick King
  • Roteiro: Michael Patrick King, baseado em personagens do livro de Candace Bushnell.
  • Elenco: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon, Chris Noth, Candice Bergen, Jennifer Hudson.
  • Sinopse: Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) é uma escritora de sucesso que vive em Nova York. Ela e suas amigas Samantha Jones (Kim Cattrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) são bem-sucedidas profissionalmente e buscam, também, o sucesso amoroso.

Comentários

Sex and the City - O Filme Quando Sex and the City[bb]o seriado – acabou, fiquei com aquela sensação de “mas já?!”. Claro, toda série precisa acabar um dia (menos E.R., aparentemente). A bem da verdade, houve um bom desfecho para as personagens. É que acompanhar Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte por 6 anos foi tão bom que a vontade era de ver mais: Carrie e Big vão mesmo dar certo juntos? Miranda vai se acostumar à vida fora de Manhattan? Samantha agüentará um relacionamento monogâmico? Charlotte será, digamos, menos Charlotte?

Sex and the City – O Filme foi feito exatamente para responder todas essas dúvidas.

Sim, é um filme para fãs. Até conheço gente que não assistia à série e gostou do filme, mas ele foi todinho pensado em quem acompanhou os episódios. Isso já fica claro na abertura, um belo flashback dos seis anos de série. A última cena também traz uma ótima piada interna, a respeito do drink preferido das moças, o Cosmopolitan.

Charlotte está mais histérica e irritante do que nunca; Samantha apresenta facetas que nem suspeitávamos; Carrie ainda se encanta com marcas e grifes (e Sarah Jessica Parker está assustadoramente magra) e Miranda continua sendo a personagem com quem mais me identifico (inclusive quando ela faz besteira).

E Big… bem, Big continua um charme.

A primeira pergunta dos fãs é respondida logo no início: Carrie e Big (sim, ele tem nome, é John e não foi revelado no filme, mas no último episódio do seriado – mas é mais legal chamá-lo Big) estão procurando um apartamento para morarem juntos, após 4 anos de relacionamento. As outras respostas? Bem, veja o filme. Afinal, 148 minutos equivalem a uns 6 episódios, o suficiente para saciar todas as curiosidades.

Fã como sou da série, o filme precisaria ser muito ruim para me desagradar. O fato é que ele é muito bom. Os atores reprisam perfeitamente seus papéis, Jennifer Hudson (ganhadora do Oscar pelo papel coadjuvante em Dreamgirls) faz uma participação bacana – sem nada de mais – e o glamour do seriado foi plenamente captado, para desgosto dos que rotulam Sex and the City como um desfile de marcas. O foco da série, como o do filme, sempre foi a amizade das quatro protagonistas que, entre sucessos e insucessos profissionais e amorosos, permanecem lado a lado. Coisa rara no universo feminino, diga-se de passagem.

Sex and the City – O Filme tem, ainda, a qualidade de dosar comédia e drama com primor. Risadas estão garantidas e, se você for do tipo emotivo, algumas lágrimas também.

Cotação: 5 estrelas

Curiosidades

Sex and the City – O Filme representa um ano na vida das personagens.

No site oficial do filme (em inglês), há um testezinho para descobrir seu “par perfeito”. Fiz o teste e deu Mr. Big na cabeça:

Ele é um homem confiante e influente que aproveita as melhores coisas, mas também o filho obediente que acompanha a mãe à igreja aos domingos. Ele é esquivo, o que é tão irresistível quanto frustrante. Big pode ser imprevisível e parece totalmente inacessível – e deixa você pra baixo ocasionalmente – mas então dá um jeito de surpreendê-la, expondo-se quando você menos espera.

Eu sei, esses testes são bobos, mas são engraçadinhos.

Além da Tela

Foram usados mais de 300 figurinos ao longo das filmagens. 300 também é o número de jóias que a H. Stern emprestou.

A série mostra a vida de 4 mulheres na casa dos 30; no filme, elas já estão na casa dos 40 (e além). Eis a idade dos protagonistas:

  • Sarah Jessica Parker (Carrie): 43
  • Kim Cattrall (Samantha): 51
  • Kristin Davis (Charlotte): 43
  • Cynthia Nixon (Miranda): 42

Chris Noth (Big) foi uma surpresa: o galã tem 53 anos! Jennifer Hudson é a caçula, com 26.

Serviço

Agência A1.Brasil homenageia blogueiros

A página é feita em (argh) flash, por isso só fiquei sabendo da iniciativa graças ao pingback do blog Cê Inove Já!: desde a semana passada e até 25 de julho, a agência A1.Brasil, que tem entre seus clientes a AGF Seguros e o Bradesco, faz uma homenagem aos blogueiros. A explicação está na sessão de notícias do site:

Em homenagem ao mês internacional dos blogueiros, a A1.BRASIL, agência de mídia interativa, disponibilizará em seu site links para os principais blogs do País. Até dia 25 de julho, quem acessar o site www.a1.com.br automaticamente encontrará uma relação de blogs interessantes para visitar, seja da área de tecnologia, moda, economia, publicidade etc. “Vamos buscar blogs com conteúdos importantes e que estejam ligados à inovação, modernidade e utilidade, conceitos que fazem parte da filosofia da nossa agência”, afirma Priscila Tortorette, diretora geral da A1.BRASIL.

A data é comemorada mundialmente desde 2004 e possui um blog internacional dedicado ao tema: www.inweday.org. A adesão tem crescido ano a ano. Só em 2006, a iniciativa contou com 500 blogueiros de 40 países.

Os blogueiros que também estiverem interessados em apresentar seus trabalhos no site da agência podem participar indicando suas páginas para blog@a1.com.br.

Segundo pesquisa Intel, o Brasil é o quinto maior grupo em leitores de blogs e o terceiro em blogueiros. Dos 170 milhões de blogueiros espalhados pelo mundo, 5,9 milhões estão no Brasil.

O Dia de Folga está ao lado de muita gente boa, como o Cocadaboa, Interney Blogs, Poltrona, Revolução Etc, Verdade Absoluta e outros tantos (visite o site para ver a relação completa). Eu, claro, estou orgulhosa com a homenagem – não apenas por ser citada, mas porque a campanha reforça o fato de que blogs cresceram e estão amadurecendo.

Como nem tudo é perfeito, o Kibe Loco também está la. 😛

Agora, cá entre nós: você sabia que 14 de junho é o Dia Internacional do Blogueiro? Nem eu.