O CCBB de Brasília traz a partir de hoje uma programação tão ligeira quanto interessante.
Semana do Vietnã: comemorando os 20 anos das relações diplomáticas Brasil-Vietnã, o CCBB exibe três longas: Não Me Queime, Era uma vez e Meninas do Bar. As sessões são sempre às 20:30, de 20 a 22 de outubro. Hoje mesmo, às 21 horas, também há um espetáculo de dança e música típicas vietnamitas, no teatro do CCBB. A mostra inclui, ainda, uma exposição de fotografias sobre o povo e o país no foyer do teatro, até o dia 23.
Ver Ciência: o projeto Ver Ciência já está na 15ª edição e visa a promover a disseminação do conhecimento científico por meio de programas de tv. O CCBB de Brasília traz várias exibições:
20 a 21 de outubro: documentários sobre cientistas brasileiros, como Carlos Chagas e Paulo Freire;
22 de outubro: homenagem aos 150 anos da obra A Origem das Espécies, de Darwin, com quatro documentários inéditos sobre o cientista, produzidos pela BBC;
23 de outubro: programação dedicada ao Ano Internacional da Astronomia;
24 de outubro: comemora-se o Ano da França no Brasil com dois programas
24 e 25 de outubro: seis programas “Para Gostar de Ciência“.
Sim, passeios no plural. Porto de Galinhas vai além das famosas piscinas naturais.
Cachoeira do Urubu
Foi uma grande surpresa descobrir, por exemplo, que há cachoeiras de fácil acesso (detalhe fundamental para mim, que não sou nada aventureira), como a do Urubu, a cerca de uma hora de carro de Porto. O caminho pode ser percorrido de jipe, como fizemos no Porto Cai na Rede. Wrademir foi nosso motorista e alegrou a viagem. Fizemos três paradas para apreciar as lindas paisagens, tomar banho na Cachoeira da Purificação e comer um almoço caseiro delicioso num restaurante na Cachoeira do Convento (valeu, Nosphie, pelos nomes dos locais!).
Moenda do Engenho Canoas
A história do Brasil está por toda a parte no litoral de Pernambuco (quem não se lembra das invasões holandesas e da Batalha dos Guararapes, marco da formação do povo brasileiro?) e o Engenho Canoas, datado de meados do século XIX,está lá pra confirmá-la. O engenho funciona até hoje, prega a sustentabilidade e produz rapadura e cachaça.
Também vale visitar a Praça do Baobá, no distrito de Nossa Senhora do Ó. No centro da praça, a árvore que lhe dá nome ergue-se majestosa, ostentando cerca de 200 anos e um tronco de mais de quatro metros de diâmetro. Ao redor, bancas de artesanato local enchem os olhos de cores.
Galinhas na Praça do Baobá
Aliás, quem curte artesanato deve reservar um tempinho e passar pelo ateliê do artista Carcará, responsável pela identidade visual entre Porto e as galinhas que lhe dão nome. Entalhadas em troncos de coqueiro de 1,60 m. de altura, elas alegram a vila. No ateliê dá pra comprar galinhas menores para levar de lembrança, além de quadros com outros temas feitos em madeiras que iriam para o lixo, num belo trabalho de reciclagem.
Agora, não tem jeito mesmo: o forte de Porto de Galinhas são as praias. Quem pensa que é preciso sair do Brasil para conhecer cenários paradisíacos está muito, muito enganado.
Tranquilidade em Muro Alto
O passeio mais clássico da região é para conhecer, mergulhar e relaxar nas piscinas naturais lotadas de peixes multicoloridos. Convém ir de jangada na primeira vez, para aprender que não se deve pisar nos ouriços (são venenosos) e que lugares cercados devem ser respeitados em nome da preservação ambiental. O jangadeiro empresta máscara de mergulho, mas, se puder, leve seu jogo de máscara e snorkel para ver os peixinhos com mais tranquilidade (evite as nadadeiras, ou “pés-de-pato”, pois podem danificar os corais).
Ao norte de Porto de Galinhas fica Muro Alto, com águas calmas e rasas protegidas por um paredão de corais. Há bem menos muvuca por lá e os hotéis à beira-mar são uma excelente opção para quem quer sossego. Claro está que o turista pode aproveitar a faixa litorânea mesmo se não estiver hospedado num dos hotéis.
Pôr-do-sol em Maracaípe
Já ao sul de Porto, a natureza reserva ondas dignas de surfe em Maracaípe, onde chegamos de bugue (a outra opção é caminhar pelas praias). Lá, o bacana é pegar uma jangada, passar pelos manguezaise conhecer o Projeto Hippocampus, que permite que os turistas vejam os cavalos-marinhos bem de perto e tenta, ao mesmo tempo, controlar o impacto ambiental dessas visitas, conscientizando os jangadeiros sobre quão frágeis são esses animais. O pôr-do-sol na região é um espetáculo à parte.
A Praia dos Carneiros, também ao sul de Porto de Galinhas, é um verdadeiro cartão postal: mar azul de um lado, coqueiros de outro, uma faixa de areia branquinha no meio, sombra e água de coco fresca. Chegamos de catamarã e aproveitamos pra beliscar camarões, patolas e casquinhas de caranguejo num dos botecos locais. A água do mar é muito tranquila (embora mais funda) e quase sem correnteza, pra lá de relaxante.
Chegando à Praia dos Carneiros
Porto de Galinhas, quem diria, também tem vida noturna. Não conheci o bar Santeria, mas quem foi adorou a banda de rock, atração dos sábados à noite. O local conta com um mezanino refrescado pela brisa do mar. Ah, se arrependimento matasse… quem mandou ficar no hotel?
Bem, quem mandou foi o cansaço. Foram quatro dias intensos, entre percursos nem sempre curtos e muita coisa pra ver. Se você quiser conhecer todas essas maravilhas, reserve uns seis dias e faça tudo com calma, enchendo os olhos de belezas e os pensamentos de histórias pra contar.
O Blog Action Day deste ano convoca blogueiros, twitteiros, facebookeiros etc. e tal a debaterem sobre as mudanças climáticas e suas consequências. Já publiquei diversos textos aqui no DdF relacionados ao tema. Veja alguns:
Como novidade, incluo uma dica bacana: a Tetra Pak, fabricante daquelas caixinhas longa-vida pra sucos, leite e quetais, usou o Google Maps para criar uma Rota de Reciclagem para as embalagens. Você informa seu endereço e o mapa indica pontos de coleta, cooperativas e estabelecimentos que pagam pelo material (mas, normalmente, só se você tiver muito material – o foco desses locais são as cooperativas).
Além do ganho com a economia de matéria-prima, a reciclagem tem o mérito de evitar que as embalagens acabem em lixões, onde não só levariam décadas para se decomporem como também ocupariam um espaço considerável, fazendo surgir a necessidade de lixões maiores, com todos os problemas que acarretam.
Ninguém deseja voltar ao tempo das vendas a granel e dos alimentos não-pasteurizados. Conforto é tudo de bom, sim. Se podemos minimizar o impacto desse conforto no meio ambiente, por que não fazê-lo?
Em tempo: vários dos pontos de coleta listados na rota de reciclagem aceitam outros tipos de lixo seco. É o caso do Pão de Açúcar, que tem recipientes separados para papel, plástico, vidro, alumínio e metais diversos. As embalagens longa-vida podem ser recicladas como plástico ou como alumínio.