Café em Cubinhos

Já pensou em usar suas forminhas de gelo para fazer cubos de café?

Café em Cubinhos
Preparando os cubinhos.

Sei que parece bizarro, mas a coisa funcionou à perfeição para mim. Adoro leite com café (nessa ordem mesmo: mais leite que café), mas é rara a manhã em que tome uma caneca. O lance é que minha cafeteira francesa é das grandes, de 800 ml., e preparar menos de 200 ml. nela é virtualmente impossível. Para uma caneca de leite com café, preciso de uns 80 ml. Vai daí que nunca faço.

Café em Cubinhos
Prontos para usar.

Há algumas semanas, vi essa ideia de congelar café no Instructables e resolvi testar. Preparei uma jarra (tomei um bom tanto), preenchi uma forma de gelo e, sem esperar esfriar, levei ao congelador. À noite, transferi os cubinhos para um saco de fecho hermético (ziploc) porque, afinal de contas, só tenho duas formas de gelo e não iria deixar uma permanentemente a serviço do café.

Nesse momento, estou tomando uma xícara de leite com café e um pouco de xarope de baunilha – um perfeito latte que me custou um minuto e meio, ou seja, o tempo de esquentar o leite no microondas. O café congela e derrete às mil maravilhas, sem formar minicristais d’água (como acontece com o leite). Claro que não vou degelar esse café para bebê-lo puro, mas na mistura ele ficou excelente!

Café em Cubinhos
Antes de levar ao microondas.
Café em Cubinhos
Perfeito em um minuto e meio.

Hmmmmm… delícia! Quer provar?

Fuuuuuurminator!

Rasqueadeira.
Exemplo de rasqueadeira.

Logo que adotei minha primeira gata, fiz uma compra monstruosa de enxoval – e absolutamente inútil. Tanto que, na semana seguinte, devolvi vários itens que foram rigorosamente desprezadas pela Mel.

Uma das coisas que comprei e nunca usei foi uma rasqueadeira como a da foto ao lado – uma espécie de pente ou escova para gatos. A Mel simplesmente odiava aquele treco e, tudo bem, ela quase não tinha pelos mesmo, então eu nem insistia.

Aí, veio a Cacau. Gata de pelo curto também, mas com uma quantidade absurda de subpelo – que a deixa linda, macia e fofinha, e deixa minha casa e minhas roupas parecendo uma continuidade dela. Tentei usar a rasqueadeira, mas ela parecia odiá-la com ainda mais vigor que a Mel. Também, olha a aparência do negócio… imagina um monte de agulhas fininhas raspando a sua pele. Não deve ser muito bacana.

Furminator
A minha furminator.

Passa o tempo e acho um vídeo no youtube de um negócio que prometia maravilhas, um tal de furminator, o “exterminador de pelos”. Produto importado, caro (veja, uma rasqueadeira comum custa uns 15 reais; o tal do furminator metido a besta custava quase cem realezas em 2009) e “sabe-se lá se funciona”, mas era tanto o pelo da Cacau que resolvi pagar pra ver.

E não é que o treco é bom?!

Não sei exatamente qual é a mágica. Provavelmente, são as cerdas metálicas bem juntinhas que agarram o pelo melhor que aqueles pentes largos; além disso, como são curtas e não são tão finas, não devem arranhar a pele dos gatos. Fato é que a Cacau adora ser escovada com o tal do furminator (a Mel tinha as suas fases). Basta pegá-lo e dar umas batidinhas na cama que ela vem correndo, se deita de lado, depois vira para o outro lado pra eu completar o trabalho… num dia inspirado, isso pode durar quase meia hora. Às vezes ela não está com tanto saco assim, e aí dou só uma escovadela básica de minuto e meio – já é o suficiente para tirar muito pelo.

A furminator em ação aqui em casa.
A furminator em ação.

Não forço, não seguro a Cacau e, claro, tomo cuidado pra não machucá-la. Sempre sou gentil. Ela está sem paciência? Ok, eu tento de novo outro dia. Procuro transformar a escovação num momento de carinho e mesmo assim consigo tirar pelo suficiente para estufar um bicho de pelúcia.

Dá pra encontrar a furminator no Mercado Livre e você pode ver um vídeo comparando a furminator a uma escova comum no youtube. Para gatos de pelo longo, suponho que a delicadeza na escovação deva ser ainda maior, por causa dos eventuais nós, mas os benefícios também serão maiores.

Cabe lembrar que a furminator só tira os pelos que já cairiam naturalmente. Ao contrário do que alguns dizem por aí, ela não é uma tosquiadeira. As cerdas não têm corte. Vale dizer, também, que os benefícios não são somente estéticos, mas também dizem respeito à saúde do felino, já que a escovação constante evita a formação de bolas de pelo e facilita a higiene regular do gato.

Usando com cuidado, a furminator ajuda a manter o gato e a casa bonitos e livres de bolas de pelo… e ainda fortalece os laços entre humanos e bichanos. Recomendo!

(Em tempo: aquele nome que você vê pela metade no cabo da minha furminator é o do importador, que costumava comprar, reembalar e distribuir em petshops; faz séculos que não vejo com essa marca.)

Um Ano Sem Comprar – Janeiro

Apenas essa semana ocorreu-me compartilhar mês a mês minha experiência de um ano sem compras. Deixei um comentário no blog da Marina dizendo que os textos dela são uma inspiração e acabei me lembrando de algumas pessoas que me falaram o mesmo quando comecei o desafio… então, nada mais justo que dividir como tem sido esse caminho, não é? Assim, uma vez por mês vou fazer uma atualização do desafio por aqui.

Mal tinha começado o desafio, e quase deslizei – e pior, inconscientemente! Estava no supermercado quando vi uma colher de servir sorvete fofa, laranja (adoro a cor!), por menos de 20 reais. Sem nem pensar, pus no carrinho. Minha sorte foi que, antes de passar no caixa, eu me toquei do vacilo: “ei, ano sem compras, não posso levar esse supérfluo!”. Diga-se de passagem que já tenho uma colher de sorvete, teoricamente ótima, mas nunca me entendi muito bem com ela.

Minimalismo - Saber Viver
Clique para ler a reportagem.

Enfim. Deixei a colher. No mesmo supermercado, tinha visto um conjunto de petisqueiras de cerâmica lindo por uns 20 reais e quase morri de paixão. Nesse dia, acabei me dando conta de que o mais difícil, durante o ano, não será abrir mão de comprar maquiagem, roupas, sapatos, nada disso – porque, a bem da verdade, desde 2010 eu tenho diminuído os gastos com esses itens. O mais difícil será deixar de comprar coisinhas para a minha casa. Sei não, mas acho que eu comprava mimos para a casa numa base quase semanal, sem sequer dar-me conta.

Poucos dias depois dessa constatação, fui entrevistada para uma matéria sobre minimalismo pro Correio Braziliense. O Max achou meu blog, sugeriu a entrevista e, de quebra, indiquei duas amigas que me servem de exemplo nessa revisão de hábitos de consumo: a Karla (arquiteta que está encarregada do projeto do meu futuro lar, doce lar) e a Vanessa (ex-dona de um Ka rosa – foi por causa dele que nos conhecemos! -, gateira e viajante de carteirinha). Elas também foram entrevistadas e a matéria ficou bem bacana – se você não leu, é só clicar na foto ao lado (se um plugin for solicitado, ignore e clique no link “baixar” que estará à direita – é um pdf). Quando o jornalista me perguntou qual era a parte mais difícil da brincadeira, respondi que era justamente abandonar as comprinhas para a casa.

(Uma correção: onde se lê “Quanto mais ‘destralho’ na casa, mais leve fica o meu dia a dia”, leia-se “Quanto mais destralho a casa, mais leve fica o meu dia a dia” – “destralho”, aqui, é conjugação do verbo “destralhar” 😉)

Outra coisa que não é muito fácil é passear no shopping. Não tem jeito, aquele treco é feito para o consumo e é impossível sair sem vontade de alguma coisa. E as benditas faixas anunciando as liquidações de janeiro?! Vontade de provar tudo… mas provar pra quê, se não compraria nada? Se não preciso de nada?

Por fim, teve uma visitinha a um brechó com uma amiga. Vi um vestido roxo (uma das minhas cores favoritas para roupas), com saia evasé (amo!), de tricô (perfeito para o inverno…) e baratinho, 50 reais. Ai! Nem experimentei. Talvez devesse ter provado para, vendo-o no corpo, julgá-lo horrível, mas vai que ele ficasse perfeito, né?

Depois desse dia, decidi que posso até entrar em lojas para acompanhar amigas durante esse ano, mas sem tocar em nada. De preferência, com as mãos amarradas para trás e uma venda sobre os olhos.

Apesar de tudo isso, devo admitir que janeiro foi mais tranquilo do que eu imaginava. Achava que a tortura das liquidações seria maior, achava que o primeiro mês seria pior, mas tudo ficou dentro do razoável. Será que vai ficar mais difícil com o passar do tempo?

Leia os outros relatos mensais no fim do texto de abertura deste projeto: Um Ano Sem Comprar – Um Ano Sabático.