Que álbum da Legião Urbana é você?

O teste está aqui.

Meu resultado:

Você é o álbum AS QUATRO ESTAÇÕES. Sensível, muito intenso e com uma personalidade forte, você faz o que bem entende, sem se preocupar muito com a opinião dos outros.

Meio verdade. Mas é claro que tudo depende do dia. Esse teste já me deu umas três respostas diferentes. É simplório, mas vale como curiosidade para os fãs da banda.

Intuição e outras coisinhas

Intuição é aquela voz interior que você só sabe que devia ter escutado quando já quebrou a cara.

* * *

Sabe, eu acredito que existe uma lei cármica. Acredito, também, que ela é amiguinha da Lei de Murphy. As duas andam de mãos dadas, passeiam juntas pra lá e pra cá, vão ao cinema e ao Mc Donald’s todo sábado.

Por isso é que a lei cármica só funciona para o mal.

É assim: se você faz uma coisa ruim pra alguém (vamos, sem hipocrisias – todos magoamos os outros de vez em quando), um outro alguém vai fazer a mesma coisa ruim pra você. Se você faz uma coisa boa, esqueça qualquer possibilidade de retribuição.

Olha, eu só espero que as pessoas que já aprontaram comigo recebam o troco. Só isso.

* * *

– Ai, minha vida está tão bagunçada…

– Há! Agora me conta uma novidade!

– …

(Precisava tanta sinceridade, precisava?!)

Coisa Mais Linda

Ficha técnica

Brasil, 2005. Documentário. 126 minutos. Direção: Paulo Thiago. Com Carlos Lyra, Cacá Diegues, Roberto Menescal, Joyce, Paulo Jobim, Arthur da Távola, Nélson Motta.
Um painel histórico, musical e informativo, sobre como ocorreu o movimento musical chamado Bossa Nova, que teve início nos anos 50 e atingiu seu ápice em 1962, com a confirmação de sua internacionalização.

Mais informações: Adoro Cinema.

Comentários

5 estrelas

Paulo Thiago constuiu um belíssimo panorama sobre a Bossa Nova. Carlos Lyra e Roberto Menescal são os condutores da história. Ao longo de duas horas, destacam-se diversos artistas fundamentais para o surgimento e afirmação desse novo estilo musical, legitimamente brasileiro: Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Newton Mendonça, Ronaldo Bôscoli, Nara Leão, Joyce, Wanda Sá, João Gilberto e vários outros. Miele, Arthur da Távola e Tárik de Souza são alguns dos nomes que contribuem para a reconstituição histórica.

São duas horas de poesia pura, com direito a momentos emocionantes, como quando Paulo Jobim, tão parecido com o pai, executa algumas canções de Tom, ou quando Menescal conta que a belíssima música Ah! Seu eu Soubesse foi feita em homenagem a Nara, após a sua morte (preste atenção à letra e você também se emocionará). Há, ainda, algumas passagens engraçadas: a origem do banquinho associado à Bossa Nova provoca risos, e mais ainda a explicação sobre o motivo de ser a Bossa Nova um gênero tão intimista.

Faz falta a participação em carne e osso de João Gilberto. Provavelmentea ausência se deve ao seu caráter sabidamente arredio.

Eu, que não vivi a época da Bossa Nova, mas escuto o gênero desde pirralhinha (e sempre foi um dos meus preferidos), amei o documentário. Fez-me sentir nostalgia por uma época que não vivi.

Agora, se você é como uma criatura que estava na fila comprando ingresso e, alertada de que o filme começara há meia hora, respondeu “Ah, é documentário mesmo, meia hora não faz diferença”, então nem perca seu tempo. Se a tal meia hora não fizesse diferença, não estaria lá. Mania que as pessoas têm de levarem mais a sério filmes de ficção do que históricos.

Coisa Mais Linda é um serviço prestado à memória musical de um país caracterizado por esquecer tudo rapidamente. A edição é bem cuidada e inclui diversas imagens da época, além de tomadas lindíssimas da cidade do Rio de Janeiro – a Bossa Nova, falando de céu, sol, mar e amor, só poderia mesmo ter nascido na Cidade Maravilhosa.

Sem querer ser chata, mas já sendo: do que é que os futuros documentaristas vão falar quando olharem para o panorama musical dos anos 90 e 2000? É o Tchan? Tati Quebra-Barraco?