Tem um Moleco Viajante aqui em casa!

Adoro itens de papelaria em geral e cadernos em particular. Acho uma pena não precisar de pilhas e pilhas de cadernos, blocos e agendas na minha rotina, até porque organizo boa parte dela com ferramentas online. Para as horas em que os meios digitais não dão conta, no entanto, tenho um bloquinho na bolsa, uma caderneta na mesa de cabeceira e papéis de rascunho na gaveta da escrivaninha. E não resisto: sempre arranjo alguma coisinha pra comprar na papelaria.

Claro que, com esse perfil, eu tinha que ser fã do moleskine.

Moleskines são cadernos com mais de um século de história recheada de usuários ilustres como Picasso e Hemingway. O modelo mais tradicional é de bolso e sem pauta, perfeito para andar em todo canto e comportar todo tipo de conteúdo: prosa, poesia, desenhos, o que seu dono desejar.  A encadernação de costura que permite uma abertura de 180°, as bordas arredondadas e o elástico que mantém o caderninho bem fechado são algumas das razões que fazem a fama dos moleskines, ao lado da tradição que carregam.

No exterior, são baratos: com menos de 10 dólares, compra-se um dos modelos simples. Aqui no Brasil, são raros e caros. A Livraria Cultura passou a vendê-los recentemente, a preços menos extorsivos que os que já vi por aí (o cahier plain journal sai por 32 reais no site da Cultura).

A saída pra muita gente ainda é comprar um moleskine “genérico”.  Eu tenho um, feito especialmente para a OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), não sei por quem (não havia indicação alguma nas páginas) e que, na verdade, custou-me bastante caro. Comprei mais pela OSESP que por economia.

Moleco Viajante!
Moleco Viajante!

Em outubro, o Alessandro Martins contou que havia surgido uma nova opção de moleskine genérico no Brasil. É o moleco, em tamanho ligeiramente menor e mais fino que o original (o que achei ótimo) e com um diferencial muito bacana: o uso de papel reciclado para a capa e o miolo.

Enquanto eu pensava em compra um moleco, o Marcelo, do blog Dois Espressos, teve uma daquelas sacadas que fazem a gente tirar o chapéu e pensar “eu gostaria de ter tido essa idéia”: 5 molecos viajantes estão rodando o país, recebendo anotações, desenhos, fotos e o que mais passar pela cabeça dos participantes.

E, olha só: eu, fã de moleskines originais e genéricos, tive a felicidade de abrir o terceiro moleco viajante!

O texto já está pensado e o próximo destino é certo – ainda esta semana, o moleco deixa Brasília rumo a São Paulo (vou manter um pouquinho o suspense sobre o exato destinatário).

O bacana mesmo será quando os cinco cadernos estiverem tomados de idéias itinerantes. Quem receber o caderno já perto do fim terá algumas horas de entretenimento.

Quer seguir os molecos e, quem sabe, receber um deles para deixar seu registro? Acompanhe as viagens, veja o flickr com as adições de cada participante e torça para entrar na brincadeira. Enquanto isso, assista ao vídeo das viagens dos molecos – até na Lua eles andaram, veja só.

PS: na dúvida sobre qual categoria melhor recebia este artigo, escolhi as Crônicas tão-somente porque minha contribuição deve seguir esse rumo.

Presente de Natal pra quem mora longe

A dica chega em cima da hora, mas vale guardá-la pra uso futuro. Só que o potencial presenteado ou, mais provavelmente, presenteada, tem de morar longe mesmo. De preferência na Europa (Canadá, Israel, Japão e alguns outros países também estão valendo).

Mês passado, a Angel me convidou pra dar uma navegada por um site de vendas da Natura voltado para o exterior. Já conhecia o site convencional. Compro os produtos com alguma regularidade, gosto da qualidade e da preocupação da empresa com o meio ambiente. O livreto de produtos é de papel reciclado, vários itens têm refil para diminuir o consumo de matéria-prima e desde 2006 a Natura aboliu completamente os testes em animais.

Divago. Voltando ao assunto.

O site que a Angel me pediu pra testar foi a Natura Brasil – Virtual Store. E é o seguinte: ele é uma mão na roda pra presentear quem mora longe, e também (eu diria principalmente) para quem está morando no exterior e sente saudade de algum produto da marca.

Não está tudo lá, é verdade. Falta, por exemplo, o Sève, favorito de muita gente (mas os óleos trifásicos, que prefiro, estão por lá). Vi a linha Chronos (face), a Eko (banho e corpo), a linha infantil, entre outras. De maquiagem (ca-la-ro que fui direto na maquiagem), tem a Diversa que, se bem me lembro, é a linha mais sofisticada do catálogo.

A navegação não é das mais fáceis e exige alguma atenção. O formulário de busca ajuda, mas clique em “ok” – o enter não funciona. Quase me perco enquanto buscava o gloss, por causa de uma imagem de batom exibida com a legenda errada. Esses detalhes podem dificultar a vida de quem não está tão costumado à internet.

O site não entrega no Brasil, mas seria lógico que aceitasse um endereço brasileiro para pagamento – não aceita. Por enquanto, o jeito é colocar um endereço estangeiro falso e pagar. A Angel me informou que a empresa já está ciente do problema.

O frete é bem acima do que estamos acostumados a pagar em sites como Submarino e Americanas. Lembre-se, a entrega é internacional. A dica é ficar de olho nas promoções de frete grátis, que são frequentes.

A loja virtual traz, ainda, quilos de informações sobre a Natura. Nesse ponto, achei até que ganha do site nacional, porque as informações estão mais “na cara” de quem visita a loja.

Natura Diversas - duo de sombras, blush e gloss
Natura Diversas - duo de sombras, blush e gloss.

No geral, o site é bacana e fazer o test drive foi um prazer. Já passei a dica para uma amiga com parentes na Europa. Fica agora a informação pra você, e uma foto dos mimos que a Angel me mandou por ter participado do teste. O estojo de sombras e blush é superprático (finalmente estou me lembrando de usar blush). O gloss é, simplesmente, um arraso. Estou apaixonada por ele, de verdade. Andava carente de um bom gloss.

(Tem foto melhor na câmera “oficial” – essa é do celular. Depois faço a troca.)

Ah, em tempo: a Geórgia cuida desse projeto junto com a Angel.

LuluzinhaCamp em Brasília arrasou

Começou com a A Srta. Bia. Sim, porque se não fosse a animação dessa garotinha adorável e tal, o primeiro LuluzinhaCamp em Brasília (que calhou de ser o primeiro regional, também) não teria acontecido. Imagina, não tenho gás nem pra organizar festinha de aniversário, que dirá evento multinerdeiro?

Mas a Srta. Bia deu corda, nós trocamos idéias e listas de contatos e criamos o grupo de discussão do LuluzinhaCamp-Bsb. A partir daí, ficou fácil. As blogueiras/twitteiras/flickeiras/blipeiras locais abraçaram a idéia, deram sugestões e o encontro aconteceu de verdade, no último domingo (07 de dezembro de 2008). E foi melhor que a encomenda.

Torta Suflair do Balaio, local do LuluzinhaCamp-Bsb.
Torta Suflair do Balaio (201 Norte), local do LuluzinhaCamp-Bsb.

Tem post detalhado e gostoso como torta suflair no LuluzinhaCamp, escrito pela Srta. Bia. Tem lista (e links) das lulus que compareceram. Vai lá e confere como foi nossa festa. Quem sabe você se anima e organiza um LuluzinhaCamp aí na sua cidade? Não precisa de muito, não: um local pra receber (nós usamos o espaço superior de um bar/restaurante), pelo menos duas mulheres interneteiras e a vontade de se ver pessoalmente.

Esse lance de ver-se pessoalmente muda tudo, sabe? É bacana fazer amizades virtuais, mas a graça mesmo está em encontrá-las ao vivo e a cores, ligar o rosto ao blog e celebrar o que há de melhor na internet: as pessoas. (Sim, eu sei, elas também são o que há de pior, mas a gente escolhe nossos caminhos, certo?)

O LuluzinhaCamp é pra isso mesmo: um excelente pretexto pra encontrar cara a cara as mulheres que vamos conhecendo por aí. Sem outras agendas, sem interesses escusos, com o propósito principal de curtir umas horinhas de companhia feminina.

Início do LuluzinhaCamp-Bsb
Tarde de 07 de dezembro, início do LuluzinhaCamp-Bsb.

Porque vamos amadurecendo e percebemos que, por mais que se fale sobre os males das amizades entre mulheres (eles existem, é verdade), há coisas boas e belas nesse tipo de relacionamento que não há em amizades entre gêneros. Esse foi um dos presentes que ganhei em 2008: redescobrir o prazer da convivência feminina.

E sim, LuluzinhaCamps são diferentes de BlogCamps. Salta aos olhos a colaboração. As coisas fluem mais facilmente. Há menos umbiguismo e mais vontade de compartilhar, sem segundas intenções.

Outros Lulus estão pra acontecer pelo Brasil:

Aqui em Brasília, no dia 20, faremos um micro-luluzinhacamp, no Balaio Café (201 Norte), para encontrarmos virtualmente as mulheres de Sampa.

Quer organizar o seu LuluzinhaCamp? Associe-se à lista de discussão, comece a entrar em contato com outras lulus da sua cidade, dê uma olhada nessas dicas e divirta-se tanto quanto nós!