FlyLady

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Em resumo, FlyLady é um método de organização e limpeza da casa. Há anos ouço falar, mas nunca tive vontade de segui-lo. A uma, porque achava mais fácil não ter rotina; a duas, porque imaginava que o sistema FlyLady era muito engessado.

Bem, numa primeira olhada, é engessado mesmo. Há regrinhas, listas, um cronograma de organização semana a semana etc. e tal. Só que a grande maravilha é que você pode adaptar tudo isso segundo as suas necessidades e interesses. Pode pinçar só uma dica ou outra, em vez de pegar o pacote completo.

Quanto a ser mais fácil manter a limpeza da casa sem uma rotina… não, não é. Isso até funcionava no meu quarto-e-sala de 30 metros quadrados, mas agora, num apartamento com mais que o dobro disso, comecei a me sentir sobrecarregada, como se fosse impossível manter a casa limpa sozinha (não tenho faxineira há um ano e meio e pretendo continuar assim).

No apartamento antigo, eu simplesmente resolvia “vou limpar a casa agora”. Em duas horas, estava tudo pronto. Na casa atual, isso é impossível, e começou a parecer que só usando um dia inteiro eu conseguiria limpar tudo. E quem tem um dia inteiro para usar? Quem quer passar o sábado fazendo faxina? Eu é que não.

Aí é que entra o método FlyLady, com o fracionamento da casa em zonas, uma rotina diária de manutenção básica e uma rotina semanal para cuidar dos detalhes cômodo a cômodo, ao longo do mês. Estou experimentando há três semanas e adorando. Fiquei mesmo fã.

Uma vez por semana, vou dar aqui algumas orientações baseadas na FlyLady – um misto das dicas do método com o meu próprio uso dele. Se quiser segui-las, você não precisa – nem deve – implementar tudo de uma vez. Vá escolhendo o que acha mais útil ou fácil, no seu próprio ritmo. Uma coisa que a FlyLady sempre repete: “baby steps”. Um passinho de cada vez. E transforme a limpeza da casa em algo divertido. 😉

Não guarde o que não serve.

Você guarda roupas pensando que, um dia, emagrecerá e voltará a usá-las?

Pode ser que você emagreça mesmo, mas aí, provavelmente vai querer roupas novas, mais adequadas com seu estado de espírito, seu gosto e a moda que virá.

Enquanto isso, destralhe! Roupas que não servem só servem (com o perdão do trocadilho) para causar frustração toda vez que você olha para elas.

Um Ano Sem Comprar – Maio

Maio foi o período mais complicado em termos de gastos. Não comprei nenhum item pessoal (nenhum mesmo, nenhuma exceção às regras estabelecidas para o ano sabático), mas foi um mês repleto de aquisições para a casa nova (boa parte em pagamentos parcelados):

  • material de pintura para as paredes
  • cortinas
  • boxes e espelhos
  • fogão de 5 bocas
  • lava-e-Seca
  • colchão
  • mesa
  • poltrona
  • varal
  • ventilador
  • barra para acessórios de cozinha
  • além da mão-de-obra da reforma.

Eu poderia ter ficado com meu fogão de 4 bocas. Apesar dos 10 anos de uso, ele estava em ótimo estado. Só que há anos queria um fogão com forno maior e aproveitei a redução do IPI para a linha branca.

Meu colchão também tinha 10 anos, o que é considerado um bom período de uso e a troca era aconselhada. Além disso, mudou o tamanho da cama (de casal para queen) e ficaria muito esquisito manter um colchão menor. Não tive que me preocupar com a roupa de cama: o Sr. e a Sra. Monte me presentearam com um enxoval novinho.

Uma lavadora de roupas é item de primeira necessidade. Como não tinha nenhuma (morava em um prédio com lavanderia coletiva), aproveitei para comprar uma lava-e-seca que quebrará um galhão quando chegarem as chuvas, especialmente levando-se em conta que o varal do apartamento é bem pequeno.

A mesa foi trocada por uma maior (de seis lugares) e mais de acordo com meu gosto (a anterior tinha sido escolhida com um ex). As quatro cadeiras foram mantidas por tempo indeterminado.

Outra compra também adiada: o depurador de ar que ficaria sobre o fogão. Aliás, acho que essa compra foi cancelada para todo o sempre. Vivi muito bem até hoje sem um treco desses e a nova cozinha tem uma ventilação bem decente. Não faço frituras, o que me faz pensar que o depurador é realmente dispensável.

Montar casa dá trabalho (foram dias e dias batendo perna e pesquisando preços de cada um desses itens) e despesas. E muito stress com fornecedores que não cumprem prazos, lojas que atrasam a entrega, serviços que não são executados a contento. A coisa ainda pioraria em junho – não quanto aos gastos, mas quanto ao nível de stress. Felizmente, junho também traria o fim dessa loucurada toda.

Imagino como estariam minhas finanças se eu não tivesse parado de comprar roupas, maquiagem etc. no começo do ano…

Leia os outros relatos mensais no fim do texto de abertura deste projeto: Um Ano Sem Comprar – Um Ano Sabático.