Devedeclube

– Já que ando mesmo sem tempo para ir ao cinema, resolvi aderir à locadora. Provavelmente, vão começar a aparecer comentários de devedês por aqui, além de filmes em cartaz. Já até mudei o nome da categoria correspondente.

– Quase todas as locadoras do Sudoeste são um lixo. Depois, ninguém entende por que ainda tenho minha vida centrada na Asa Sul.

– Felizmente, graças a uma amiga (obrigada, Vanessa!), descobri uma locadora baratinha (R$3,50 por dois dias) que, pasme, tem filmes de catálogo. Nas outras da região, só lançamento.

– E me diz: quem é o louco que pega Clube da Luta, Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, Cães de Aluguel e Pulp Fiction ao mesmo tempo?! Por via das dúvidas, vou manter-me longe das salas de cinema pelos próximos dias.

– Como disse um colega, quando comentei, só faltou mesmo Um dia de fúria para fechar o pacote do cidadão insano acima.

– Acabei alugando De olhos bem fechados e Mulheres à beira de um ataque de nervos.

Descobertas recentes

Ainda tem muito o que acertar nesse template, mas chego lá, especialmente se puder contar com os pitacos e os plugins dos usuários WordPress – como o Orlando, que deu a dica para deixar os meses e os dias da semana em português. O Letras com Garfos é o primeiro blog não-brasileiro da minha listinha. Além de ter um conteúdo interessante, vale pela curiosidade de se ler o “português de Portugal”.

A Aninha também está blogando com o WordPress, correndo atrás dos recursos desse programinha e fugindo de mal-entendidos. Boa sorte para nós duas.

Casa nova!

Sejam muito bem-vindos! Ainda estou arrumando os detalhes… mas, se esperar tudo ficar ao meu gosto, não inauguro este espaço nunca!

Depois de quase três semanas de trabalho, eis o resultado. O blog, agora, é parte de um site. Transferi para cá as fotos que tinha no www.diadefolga.pop.com.br. O weblogger também foi aposentado – agora, uso uma plataforma própria, o WordPress.

Foi uma semana de pesquisa até, finalmente, registrar o domínio e contratar a hospedagem. Mais uma semana tentando configurar o Movable Type. Quando esgotei minha paciência (e, provavelmente, a do administrador da hospedagem), comecei a procurar outro programa. O WordPress é largamente elogiado por seus usuários pela sua praticidade e por ser atualizado com frequência. Além disso, seu código é aberto, o que motiva muita gente a fazer plugins interessantíssimos. Decidi testar.

Escolha feita, veio o medo de mais uma instalação frustrada. Qual o quê! Em cinco minutos, o programa estava rodando.

Seguiu-se o desafio de personalizar o template. Primeiro, o WordPress usa folha de estilos – o que é ótimo depois de tudo arrumado, mas rendeu-me um pouquinho de trabalho pela falta de familiaridade com CSS. Em seguida, o maior problema: o código é todinho em php. Um choque para quem nunca passou do html e usou o primeiro javascrip na semana passada. Confesso que quase desisti. Nada, porém, que um pouco de paciência não dê jeito. O maior risco é, pela falta de conhecimento, alterar alguma linha importante, o que fiz algumas vezes. Basta manter um arquivo de backup e tudo se resolve.

As últimas horas foram dedicadas a achar plugins e personalizar os seus templates.

No fim das contas, um fim-de-semana com menos (muito menos!) horas de sono que o recomendável. Valeu, pois a casa já está pronta para receber visitas!

Peço encarecidamente que informem qualquer problema que tenham, especialmente na seção de comentários.

No mais, entrem e fiquem à vontade! Se quiserem, façam uma visitinha às outras páginas.

A casa é nossa!

Atualização – 21 de agosto de 2006

Estou transferindo para este endereço as receitas e resenhas de filmes publicados no weblogger. Na verdade, os textos já estavam disponíveis via WordPress, mas em forma de páginas e não de “posts”. Os “posts” são mais facilmente organizáveis e permitem uma personalização por categoria muito interessante, que será implementada.

Enfim, para não bagunçar toda a cronologia do Dia de Folga, optei por bagunçar apenas o dia seguinte à sua abertura no WordPress, 17 de maio de 2005. Assim, todas as resenhas de cinema e receitas serão republicadas nesta data. Emobra soe meio artificial, trata-se de dois assuntos para os quais a data de publicação é realmente irrelevante; o que importa, de fato, é que entrem na estrutua do blog.

Mudei de idéia: os textos transferidos para cá serão marcados com a data de publicação original. 😉

Divirtam-se!

A Outra Face da Raiva

Ficha técnica

The Upside of Anger. EUA/Alemanha, 2005. Drama. 118 min. Direção: Mike Binder. Com Joan Allen, Kevin Costner, Erika Christensen, Evan Rachel Wood.

Terry Wolfmeyer (Joan Allen) é uma mulher tranquila, que passa por uma verdadeira transformação emocional após seu marido desaparecer sem qualquer explicação. Obrigada a justificar a todos sua ausência, ela passa a beber para controlar sua raiva e se desentende cada vez mais com suas filhas Andy (Erika Christensen), Emily (Keri Russell), Lavender (Evan Rachel Wood) e Hadley (Alicia Witt). É quando ela conhece Denny (Kevin Costner), um vizinho charmoso e beberrão com quem inicia um relacionamento.

Mais informações: Adoro Cinema.

Comentários

3 estrelas

A raiva, para algumas pessoas, é a única saída para lidar com a dor. A Outra Face da Raiva concentra-se nessa saída – daí o título – mas traz outras, também: a negação, a ironia, a doença de fundo emocional, a bebida, a arte. Todas fugas diante da solidão e da carência. Reações que, na verdade, tendem a aumentar essa mesma solidão e essa mesma carência da qual se deseja tanto fugir.

Apesar do tema forte, o roteiro está longe de ter a densidade de Closer, por exemplo. Não vem recheado de grandes diálogos, contentando-se com a superficialidade do tema. Lá pelos últimos minutos, tem-se algumas frases mais interessantes, como essa: “As pessoas não sabem amar. Mordem em vez de beijar. Batem em vez de acariciar”. A pedra de toque é que o medo de se envolver é tão grande que sobrepuja o desejo desse mesmo envolvimento.

O filme é despretensioso até no orçamento – pouco mais de 13 milhões de dólares. O grande destaque fica para o elenco, muito afinado, com Kevin Costner no papel de um anti-galã, Joan Allen e as quatro atrizes que fazem suas filhas excelentes nos papéis.

Por simples que seja, é capaz de provocar alguma reflexão: por que fugimos tanto? Quais os mecanismos dessa fuga? De que temos tanto medo, afinal?