Akismet, o plugin mais essencial de todos os tempos

Sexta-feira passada o Akismet me avisou: foram detidos mais de 10.000 spams travestidos de comentários desde que o ativei, há coisa de mais ou menos um ano (clique na imagem se quiser ampliá-la).

O que seria da blogosfera sem o Akismet?

Sim, demorei tudo isso, embora use o WordPress há mais de dois anos. O Dia de Folga quase não recebia spams no início. Hoje, chegam uns 60 por dia, sem contar os que o URL Nuker elimina sumariamente, mas que também entram na estatística do Akismet. Aliás, desses 10.000 spams, 3.171 foram apagados imediatamente pelo URL Nuker, instalado há três meses e meio. A dobradinha é eficiente e fundamental para poupar meu tempo e paciência.

Se não se pode acabar com os spammers, ao menos serve de consolo saber que existem ótimas ferramentas que os mantêm no seu devido lugar: o lixo.

P.S.: a versão mais aceita sobre a origem do termo “spam” significando mensagem não-solicitada é relacionada a um quadro hilariante do grupo humorístico inglês Monty Python. Excelente dica do blog O Fim da Várzea. SPAM é uma marca de carne de porco enlatada, tendo sido um dos poucos alimentos que não foram racionados durante a Segunda Guerra Mundial.

Feeds no Orkut

O Google tem feito constantes mudanças no orkut nos últimos meses, depois de deixá-lo quase abandonado nos seu primeiros anos de vida.

Primeiro, veio a integração com o Google Talk, que alavancou o comunicador instantâneo e permitiu que competisse com o ainda reinante msn. Depois, a possibilidade de compartilhamento de vídeos, também interessante para promover outro produto adquirido recentemente pelo todo-poderoso, o youtube.

Essa semana, o orkut ganhou um novo e interessante recurso: agora, é possível integrar ao seu perfil o conteúdo dos seus blogs, fotologs, contas do Flickr e do Picasa – tudo facílimo, por meio de feeds.

Isso aproxima o orkut de concorrentes muito mais versáteis, como o Multiply e o MySpace (que aterrissará na terra brasilis em breve), que possuem suas próprias ferramentas para compartilhamento de fotos e criação de blogs, promovendo muito mais interatividade do que o voyeurismo orkutiano.

O procedimento é muito simples: basta clicar em “editar feeds”, no menu abaixo da foto do seu perfil, inserir o link do feed e pronto. No caso do Picasa e do Blogger, nem isso é necessário – a integração é instantânea.

Como nas melhorias anteriores, aqui também parece existir a intenção de dar mais visibilidade a um produto do Google. O buscador adquiriu há poucas semanas o FeedBurner, serviço excelente e gratuito de geração de feeds. Popularizando o uso dos feeds no orkut, o Google dá o primeiro passo para torná-los economicamente interessantes, por meio do AdSense. Esse palpite, provavelmente certeiro, não é idéia minha, mas do Norberto Kawakami.

Se vai dar certo? Tenho minhas dúvidas. O usuário médio da web não está familiarizado com o feed. O usuário médio do orkut não está familiarizado com a web. Sem contar que a massa do orkut está a fim mesmo é de fofoca, nada mais.

De todo modo, não custa tentar. Ao blogueiro que tem perfil no orkut, aconselho que coloque seu feed por lá. A maior exposição do blog pode, inclusive, gerar ganhos extras, já que os links para programas de afiliados como o JáCotei aparecem normalmente nos feeds (os do Buscapé, diga-se de passagem, também aparecem, mas os cliques não são pagos pelo programa leonino).

Se quiser ter uma idéia de como isso tudo funciona na prática, dê uma olhada no meu perfil, que já traz o Dia de Folga, o Desconexidades, minhas galerias no Picasa e o álbum no Flickr. Aliás, a inserção do conteúdo do Picasa e do Flickr merece destaque, já que acaba com uma queixa freqüente dos usuários do orkut: o espaço para fotos, restrito a 12 imagens. A integração com o Picasa ficou particularmente bonita.

Desconexidades

Estou de blog novo. Quem vê, até pensa que ando com tempo de sobra para blogar.

O Dia de Folga continua, claro. O novo espaço surge para preencher a vontade que tenho de escrever bobagens que não cabem mais por aqui.

Também é uma chance de experimentar o WordPress.com, de testar o funcionamento dos widgets e de tentar me acostumar a um tema de três colunas, que sempre acho lindo no blog dos outros, mas não consigo implementar no DF.

De quebra, foi uma ótima experiência para aplicar os conceitos que a Nospheratt vem desenvolvendo na sua série sobre a Marca de um Blog. É muito mais fácil definir a marca de um blog nascituro que desvendá-la em um com estrada (mas continuo tentando, Nosphie! 😉 )

Esterilizando vidros para conservas

Vidro de PimentaJá coloquei no blog uma receita de picles e tenho engatilhadas mais duas conservas para compartilhar. Independentemente do preparo, contudo, há sempre uma regrinha básica a ser seguida: o vidro que receberá a conserva precisa ser esterilizado para que ela dure mais.

Aí surge a dúvida: como esterilizar um vidro de conserva?

Lavagem prévia

Antes de mais nada, lave muito bem o vidro e a tampa. Se for reaproveitar embalagens, retire o rótulo (se precisar, deixe de molho em água quente para que a cola amoleça). Marcas de lote e validade diretamente no vidro saem facilmente com o lado áspero da bucha.

Verifique o estado da tampa: se for de metal, certifique-se de que não há pontos de ferrugem. Se houver borracha de vedação, confira se está em bom estado – se estiver rachada ou desmanchando, é melhor tirá-la fora de uma vez.

Enxágüe bem o vidro e a tampa para eliminar qualquer resquício de detergente.

Esterilizando no fogão

O vidro: no fundo de uma panela, coloque um pano limpo dobrado. Sobre o pano, apóie o vidro (ou os vidros, se a panela for grande o suficiente). Encha com água – o vidro também deve ser preenchido, e deve permanecer aberto. A panela precisa ser alta o suficiente para que a água cubra todo o vidro. Leve a panela ao fogo alto. Espere ferver e marque 20 minutos.

A tampa: se for de metal, a tampa pode ser levada ao fogo junto com o vidro. Se for de plástico, coloque-a na água fervente apenas durante os últimos 5 minutos.

Espere a água da panela esfriar um pouco antes de tentar retirar o vidro, a não ser que sua cozinha seja equipada a ponto de ter pinças próprias para retirá-lo.

Esterilizando no forno

O vidro: se você não tiver uma panela grande o bastante para comportar o recipiente da futura conserva, pré-aqueça seu forno em temperatura alta, coloque o vidro dentro de uma assadeira e leve ao forno por 20 minutos.

A tampa: tampas de plástico ou com vedação de borracha correm o risco de derreter no forno. Esterilize-as usando uma panela de água fervente. Tampas de plástico ficam na fervura por 5 minutos; tampas de metal, por 20 minutos.

Método Tabajara

Antes de aprender sobre a esterilização pelo forno, e como não tinha uma panela grande o suficiente para meus vidros, eu costumava, simplesmente, jogar água fervente sobre os vidros e as tampas muito bem lavados, até que transbordassem. Depois de uns 15 minutos, escorria a água e considerava o vidro “esterilizado”. Embora não seja a forma correta, essa saída estratégica pela esquerda mantinha minhas conservas por uns três meses (sempre dou cabo delas antes disso).

Dicas Finais

O vidro e a tampa devem secar ao natural, para evitar os fiapos do pano de prato.

Não apóie o vidro quente diretamente sobre uma superfície fria, pois ele pode trincar.

Algumas conservas só podem ser montadas após o vidro esfriar. Tenha paciência e siga corretamente as indicações de preparo, para não comprometer o resultado.

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