O BlogCamp foi…

…melhor que a encomenda!

Não sou tímida nas CNTP e, depois de não sei quantos orkontros, aprendi que conhecer um monte de gente ao mesmo tempo é divertido, passados os primeiros 5 minutos de pânico. Mesmo assim, confesso que quase amarelei. Gente demais pra ver de uma vez só e, ainda por cima, blogueiros. Medo, muito medo nessa hora.

Fui, apesar disso. E foi como sempre: passados os primeiros 5 minutos (repetidos algumas vezes, a cada nova rodinha), senti-me à vontade, com aquela familiaridade comum a encontros movidos pela internet desde os tempos da BBS (da qual só ouvi falar, não tenho tanta idade). No caso dos blogs, a coisa é ligeiramente diferente, já que a interação não se dá em forma de diálogo como no IRC ou orkut. Disso resulta que, às vezes, você lê determinado blog por anos e o(a) dono(a) nem sabe da sua existência, e vice-versa. Por outro lado, blogueiros são seres comunicativos e articulados, o que ajuda a quebrar o gelo rapidinho.

O melhor do BlogCamp Brasil 2007 aconteceu fora das desconferências. Conhecer gente ao vivo e a cores continua sendo uma das coisas mais interessantes da face da Terra. Os almoços, botecos e cafés foram o ponto alto. Sobre as desconferências? A melhor parte foi a dancinha do Edney. A segunda melhor coisa foi a idéia de um wiki sobre blogs, feito para e por blogueiros, que já está no ar.

Admito que não tive paciência para boa parte das discussões travadas. Quando me falam em querer organizar a blogosfera, meu espírito anárquico se arrepia. Acho impossível e infundado querer enquadrar tantos e tão diferentes blogs dentro de uma forma única. Deixem correr, gente. No fim, tudo dá certo.

Outros temas abordados foram redes sociais, proteção do blogueiro de acusações de crimes contra a honra, direitos autorais na internet e a licença Creative Commons. Nem de férias consegui escapar do direito. Na segunda-feira seguinte, acabei comprando um livro que aborda algumas dessas questões, Direitos autorais na internet e o uso de obras alheias.

Sim, houve papos sobre monetização (aka “ganhar dinheiro com blogs”), mas quem não tinha interesse encontrava outra sala com um tópico diferente. É injusto afirmar que esse foi o tema principal do BlogCamp, como fez o Estadão – que no mesmo texto disse que “a palavra que mais se falou foi ‘Estadão’.” – tá, só porque eles querem. Mania de insistir nessa “guerra”.

Claro que não deu pra falar de tudo. Claro que podiam ter surgido outros tópicos interessantes. Mas, caramba, foram só dois dias de evento. Não dá pra esgotar o mundo de assuntos que circundam os blogs em dois dias. O BlogCamp é um começo, uma provocação, não um fim em si mesmo.

Da coisa mais chata que aconteceu, já falei abaixo. Ajuda, galera!

Parabéns ao Manoel Netto, à Lu Freitas e ao Gabriel Tonobohn que organizaram o BlogCamp. Valeu, Marco Gomes, pelo coffee break, delicioso apesar da ausência do café

Eu queria sair listando o povo legal que conheci por lá, mas tenho certeza de que deixaria gente de fora, então adotei outro modus operandi: listar quem escreveu sobre o BlogCamp. Quem não foi ao evento pode formar um painel interessante a partir desse mundo de artigos.

Artigos

Fotos

Vídeos

Ainda não deu pra ti? Então pesquise mais artigos pelo Technorati e pelo BlogBlogs e fotos via Flickr.

Taí, eu não ia escrever nada sobre o BlogCamp por causa do meu atraso de mais de uma semana, mas até que saiu um texto grandinho.

Eu podia tá roubando…

Essa em tenho de contar agora. O BlogCamp foi excelente e tal, mais tarde faço uma entrada com os links para os textos dos blogueiros participantes – porque, depois de uma semana, todo mundo já deve ter escrito sobre o evento, menos eu.

Acontece que houve um lance muito, muito chato. Quando saímos para almoçar no sábado, algum filho de uma ronca-e-fuça entrou no local cedido para o evento, e furtou o projetor que estava preso ao teto da sala principal. O prejuízo é de cerca de R$3.700,00. Está rolando uma vaquinha virtual para diminuir esse rombo. É fácil contribuir: basta clicar no botão abaixo

Faça sua doação para restituir o projetor

e doar qualquer quantia, via cartão de crédito, transferência online ou boleto bancário. A conta está no nome do Manoel Netto, um dos organizadores do BlogCamp.

Sobrou um dinheirinho do fim-de-semana? Tem o correspondente a uma entrada de cinema, ou meia-entrada, ou a pipoca pequena, sobrando na carteira? Algumas moedas na gaveta da sala? Qualquer valor ajuda. Sério mesmo.

Em pouco mais de uma semana, a blogosfera já se mobilizou para obter quase todo o montante. A sua contribuição é fundamental para que esse “quase” suma da sentença. Dê esperanç… ops, essa é outra campanha. Enfim, ajude. Não são aceitos vale-transporte ou ticket-refeição, mas o valor em dinheiro é muito bem-vindo.

BlogCamp e Férias

Daqui a exatamente uma hora, parto em direção ao aeroporto de Brasília, rumo a São Paulo. Sabe-se lá que horas chegarei na terra da garoa… lembra quando a gente podia fazer compromissos para meia hora após o desembarque? Bons tempos, aqueles.

Além do BlogCamp, vou esticar a viagem e passear por São Paulo. Volto somente no dia 02 de setembro.

Pretendia deixar uns 4 artigos agendados, mas o tempo e o excesso de trabalho conspiraram contra mim. Assim, em princípio, o Dia de Folga ficará sem atualizações durante a próxima semana. Se sobrar um tempinho, mando alguma novidade direto do BlogCamp. Talvez meu twitter receba umas novidades, também.

Aproveitem a folga e visitem os textos antigos. 🙂

Quem entende a Record?

Posso compreender a preferência da Rede Record por exibir House dublado e posso até aceitar que essa dublagem seja sofrível. Sei lá por que razão pularam a primeira temporada, tudo bem. Passar à meia-noite uma série excelente? Vá lá, eles devem entender de grade de programação melhor que eu – e, afinal, se derem sorte, pegam a audiência que assiste à temporada mais recente no Universal Channel às 23 horas (tem funcionado comigo). Nem vou reclamar do “Doutor” que inseriram no nome da série. Fizeram muito pior com Monk, que ganhou o subtítulo cafona “Um Detetive Diferente”.

Agora, o que não dá pra entender é como a Record abre mão de 15 minutos de anúncios comerciais a cada episódio.

15 minutos – 30 anunciantes, ou 20, que seja – por episódio. 15 minutos que poderiam trazer dinheiro à emissora e, quem sabe, mostrar-lhe que sim, vale a pena exibir boa programação na tv aberta. 15 minutos que a rede ignora, preferindo colocar um telejornal sem graça que repete o que todos os outros já disseram ao longo do dia.

Eu sei, deveria ficar contente por assistir a menos propaganda a cada episódio. Mas é que eu queria mesmo compreender o que se passa na cabeça dos engomadinhos que controlam os canais abertos.

Possivelmente, é mais fácil entender a vida, o universo e tudo o mais.