De novo, os cabelos

Descobri, após uma boa pesquisa (orkut também é “cultura”), que só conseguirei deixar meus cabelos da cor exata que desejo se, antes de tudo, usar um descolorante. Ou água oxigenada, mesmo. Deixar o cabelo branquinho, para só depois aplicar a tinta vermelha. Aí, a cor ficará realmente viva.

Só que água oxigenada detona o cabelo. E o meu é meio sensível. Descobri isso após usar o xampu tonalizante e demorar duas semanas pra conseguir recuperar a textura natural.

Ó, dúvida cruel.

Tá, eu sei – cabelo cresce. Mas será que vale a pena arriscar tamanho estrago?

E ainda existe a teoria de que o xampu tonalizante, por conter mais “química” para fixar os pigmentos, agride mais que água oxigenada + tintura de verdade. Só não sei se acredito.

E agora, quem poderá me ajudar?

Ah, sim. Depois de vários meses navegando entre Zélia Duncan, Capital Inicial, Skank, Kid Abelha e outros, a trilha sonora do meu carro voltou para Legião Urbana. O Acústico MTV, pra ser exata. Já estraguei um, no começo do ano, de tanto ouvir. Vício é uma coisa triste, mesmo.

Atualização: para revitalizar a cor dos seus cabelos, recomendo Koleston Wella Care Revitalizador da Cor. Ultimamente, tenho usado a tintura semipermanente Soft Color Vermelhos Especiais, que dá um resultado excelente e não agride os cabelos. Já usei a Koleston Vermelho Super Intenso, que também é ótima.

Papo multimídia

– Adoro o som da Danni Carlos. Ontem, descobri que adoro só o som, mesmo. A entrevista dela no Jô Soares foi, no mínimo, decepcionante.

– Por outro lado, outro dos convidados de ontem foi o escritor e crítico literário Silviano Santigado. Entrevista interessante e inteligente, como há muito eu não via naquele programa.

– A propósito, sou só eu que acho, ou aquele terno de veludo cotelê verde do Jô é realmente medonho?

– E dois programas da tv aberta (não, não tenho tv a cabo, preciso contentar-me com Globo, SBT e afins) têm se mostrado, no mínimo, curiosos. O primeiro é o Saca-Rolha, apresentado por Marcelo Tas, Lobão e Mariana Weickert, na Rede 21, Às 22h30m. Meia hora de um talk show que, por menos útil que se mostre, consegue atrair a atenção pelo exotismo dos apresentadores. O outro programa, no ar há mais tempo, é o Fora do ar, veiculado pelo SBT todas as quartas-feiras às 23h e apresentado por Adriane Galisteu, Cacá Rosset, Hebe Camargo e Jorge Kajuru. Os quatro comentam fatos da semana em tom crítico, sem aliviar ninguém. As opiniões mostram-se, às vezes, um tanto polêmicas e até retrógradas – o que é um ótimo material para debate entre amigos no dia seguinte.

– Na última quarta-feira, por exemplo, Cacá citou uma frase do Clube da Luta como se fosse sua para criticar os publicitários. A frase: “A publicidade nos faz trabalhar em empregos de que não gostamos para comprar coisas das quais não precisamos.” O motivo da citação: criticar e condenar todos os publicitários, defendendo a idéia de que seria melhor se não existissem. Claro que o objetivo maior era polemizar.

Ligeirinhas

– Crise de identidade é quando me chamam de “ruiva” e demoro pra me tocar que é comigo que estão falando (em tempo: estou amando isso!).

– Confusão acontece quando tento entender por que vivem me perguntando se sou gaúcha, afirmando que tenho sotaque do Sul – báh, tchê, esse povo nunca ouviu um gaúcho falando (acho lindo o sotaque – gaúchos, não se ofendam, plisi).

– Missão impossível é fazer apigreide num computador de mil-novecentos-e-guaraná-de-rolha – nada existe, nada serve, nada é compatível.

– Mas ele voltou ontem, finalmente, depois de alguns dias no hospital (ele é membro da família, entende). Eu já estava morrendo de saudades. Só que fiquei com tanto medo de alguma coisa não funcionar direitinho, que ainda nem liguei o bendito. Sabe quando você recebe resultado de exame médico e não quer abrir com medo de má notícia? Pois é.

– Sou capaz de ficar hooooras dentro de um laboratório minúsculo, ouvindo um bando de gente falar e brincar sobre informática, participando da conversa e, realmente, divertindo-me. Acabei até ganhando desconto maior e brindes. Agora, não me peça para ficar 15 minutos numa oficina mecânica. É por isso que eu cuido do computador do meu querido pai e ele cuida do meu carro. Trato perfeito.

– Placa-mãe que aceite memória DDR da próxima vez, por favor.