Mais um LuluzinhaCamp-Bsb!

Eu e a Srta. Bia tivemos o prazer imenso de receber, mais uma vez, as lulus de Brasília. O encontro reuniu 12 mulheres interneteiras no Balaio Café (201 Norte), com direito a wi-fi e muito bate-papo.

Os detalhes do encontro você lê no blog do LuluzinhaCamp. As imagens estão no Flickr da Srta. Bia (desta vez, fiz poucos registros fotográficos).

A nossa alegria, você confere aqui mesmo:

@lumonte e @srtabia
Foto da Srta. Bia (sim, ela faz ótimos autorretratos).

Veja também as fotos dos outros LuluzinhaCamps que rolaram na véspera do Dia Internacional da Mulher.

Agradecemos a presença de todas e esperamos reunir ainda mais mulheres de Brasília no próximo encontro local!

Doe ração com um clique

Vi a dica no blog Sustentável: no site Freekibblekat (em inglês), você responde a uma perguntinha de múltipla escolha, aprende mais sobre gatos e, a melhor parte, doa 10 porções de ração para um gatinho faminto (errando ou acertando a resposta).

A Larissa conta que o site foi criado por uma menina de 12 anos! Inspirador, não? A parceira com uma fabricante de ração garante as doações.

Para quem prefere ajudar cachorros, tem o Freekibble. E por que não ajudar os dois?

Sim, sim, as doações são para o exterior. Com tanta entidade local precisando, blá blá blá. Sou 100% favorável a ajudar quem está mais perto, mas, veja bem, nesse caso você só precisa clicar com o mouse… não custa nada, literalmente.

Já guardei o site nos Favoritos do navegador, para clicar e doar diariamente.

Folgando na Rede # 19

Novas

Rede arco-írisDizem que o ano começa mesmo só depois do carnaval. Que tal aproveitar e começar com uma boa ação? O alto índice de acidentes no carnaval sempre reduz drasticamente os estoques dos bancos de sangue. A Rô Martins alerta para o problema e divulga o Clube 25, uma campanha da Cruz Vermelha voltada para o público jovem, com a finalidade de formar adultos doadores. O vídeo da campanha é muito bem bolado:

Mais um concurso rolando na web e, claro, na blogosfera (ninguém enjoa disso, não?). Mais uma vez, com um tom sexista: o concurso Os Melhores da Websfera, entre suas categorias, traz uma tal “Webmusa”, que escolherá “a menina mais gata/gostosa/simpática da internet brasileira”. Veja bem: o conteúdo não importa, importa ser gostosa (vamos combinar que esse “simpática” está aí só pra dar um ar politicamente correto à categoria?). Curiosamente, não há uma categoria para eleger o “Webmuso”. Por que será? Leia mais nos blogs Escreve, Lola, Escreve e Duas Fridas.

Para os fãs de seriados, uma fonte de informações a menos: o Séries Etc. despediu-se dos seus leitores. Aliás, um blog bacana sobre o tema é o TeleSéries.

Promoção e pra mocinha que gosta de animais, Joaninha sorteia o livro Dia Trinta e Três. Basta contar, no seu blog, sua história com um cachorro ou um gato, e avisar lá no post (de preferência, via trackback). A promoção vai até 17 de março.

Aqui no DdF, continua a promoção que sorteará os livros A Conversa Chegou À Cozinha e O Mundo É O Que Você Come. Veja os detalhes e participe.

Dica de blog: Sustentável. Larissa, a autora, divulga iniciativas que podem tornar o mundo melhor e convida os leitores a se inspirarem e contribuírem. O blog é novo (tem menos de um mês) e a idéia é muito bacana – espero que tenha vida longa!

Do Arquivo

A diferença entre um bom livro e um grande livro.

Lista de tarefas no Gmail (ou: a pá de cal no meu Remember The Milk).

Episódios completos de McGyver, Star Trek e Barrados no Baile no YouTube.

Contornando as restrições de traffic shaping na banda larga.

Resposta à pergunta de algumas pessoas

(Este texto é de Francisco José Papi. Encontrei-o na comunidade Gatos – Manual de Instruções. É de livre reprodução. Vai dedicado a todos os protetores, que fazem um trabalho difícil, abnegado e incompreendido. Especialmente, vai para Kelly e Sandra, que me presentearam com Mel e Cacau.)

“Por que não vão defender as crianças com fome?”

Questão interessante.

Vamos ver se essa eu consigo responder de modo didático.

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo:

As Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.

Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário, diria “Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?”, ou “Venham defender comigo as crianças com fome!”, ou “Não, obrigada, vou defender as crianças com fome”.

Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

É curioso a Pessoa Que Não Ajuda, não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam.

É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.

É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das Pessoas Que Ajudam e o nome disso é “prepotência”.

2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as “crianças com fome”. Nem tampouco os “velhos”, os “doentes” ou os “despossuídos”. E sabe por que?

Porque “crianças com fome” ou “velhos” ou qualquer outro destes é abstrato demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam “os velhos”, elas ajudam “os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês”.

Elas não ajudam “as crianças com fome”, elas ajudam “as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado”.

Elas não ajudam “os doentes”, elas ajudam o “Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes”.

Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as “crianças com fome” baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar.

Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.

Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.

Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.

Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.

Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.

Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.

Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as “crianças com fome” são as Pessoas Que Não Ajudam .

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito. (Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).

O fato de uma Pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo “humanos versus animais”.

Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.

Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você “não curte”, elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes ações para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

Então, como dizia meu avô, “muito ajuda quem não atrapalha”.

Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de “crianças com fome”, se assim preferem os que não ajudam).

(Este texto pode e deve ser reproduzido) – Escrito em 13.04.2005