Resenhe o Viamão e ganhe a sua geladeira!

Já que está na moda falar de geladeiras, aqui vai mais uma:

Promoção Viamão Lotado

É isso aí: faça uma resenha do Viamão Lotado, blog da dupla Janio Sarmento e Daniel Becher, e concorra à sua mini-geladeira usb!

Você tem até 14 de agosto para participar. Tempo de sobra para conhecer o Viamão Lotado, acompanhar os textos desses feras e fazer a sua crítica, positiva ou negativa (sim, negativa também vale – ninguém tem obrigação de fazer resenha positiva sobre o que quer que seja).

Regras detalhadas aqui: Tenha sua geladeirinha USB, sem precisar de “mimimi”.

O Viamão é um metablog, ou seja, um blog dedicado a falar sobre blogs. Janio e Becher compartilham suas experiências e opiniões sobre monetização, WordPress (a melhor plataforma para blogs), blogosfera, ferramentas para blogueiros e quetais. Tudo isso num texto simples e caprichado. Leitura essencial para blogueiros que já sabem o bê-a-bá e querem se aprofundar sem perder-se no meio de inúmeros blogs de qualidade duvidosa.

Adoro as duas figuras, considero-os amigos, sou cliente do Janio há mais de ano, valho-me do conhecimento dos dois o tempo todo para melhorar o DF. É claro que só tenho elogios ao Viamão – nem poderia ser diferente.

Conheça o blog, tire suas próprias conclusões, faça a resenha e concorra à geladeirinha!

Eu não conheço o Políbio Braga

O Políbio Braga abriu um processo contra o Nova Corja, mas eu não conheço o Políbio Braga nem seu site, seu blog ou seu jornal. Nunca ouvi falar em Políbio Braga, você já?

Então entre aqui e conheça tudo o que eu sei do Políbio Braga.

(O texto acima e a idéia de criar o protesto são do Bender.)

Não entendeu? O tal Políbio Braga é um jornalista e advogado que resolveu processar o blog Nova Corja, escrito por Valdevino Silva, também jornalista. O que Valdevino fez de errado? Nada. Como cidadão, usa seu próprio blog para exercer seu direito à livre manifestação do pensamento. Como jornalista, tem o dever de informar – doa a quem doer, como diria Boris Casoy.

Na realidade, nem sei se esse tal Políbio tem o rabo preso ou não; o que sei é que quando alguém – blogueiro, jornalista, jornaleiro, bloguista, o raio que seja – é processado por exercer o direito constitucional de dizer o que pensa sobre outra pessoa, há algo de errado.

Aliás, já reparou como há um movimento esquisito – para dizer o mínimo – no ar? Uma tendência à censura? Uma vontade de estabelecer uma ditadura branca? Já tentaram silenciar o Judiciário, o Ministério Público e, mais recentemente, os jornalistas. Exageros à parte, cometidos por uns poucos membros das citadas classes, ainda vivemos em um Estado Democrático de Direito. Puna-se o exagero quando ocorrer. Tomar “medidas preventivas” contra a liberdade de manifestação é o mesmo que inverter o brocardo e proclamar “culpado até prova em contrário”.

A bola da vez é a internet. O Sarney conseguiu tirar do ar o blog da Alcinéa Cavalcante, lembra da confusão? Nem vou citar casos como o da Cicarelli ou o da Preta Gil que, no fim das contas, são menores se comparados ao da Alcinéa versus Sarney, embora tenha-se feito mais barulho em torno deles.

A coisa ainda pode piorar – vide o tal projeto de lei do Azeredo, que parte do pressuposto de que todo mundo que está na web é mal-intencionado, para não dizer criminoso. Aliás, já que estamos falando disso, que tal participar do abaixo-assinado pelo veto ao projeto de cibercrimes? O link traz um bom texto sobre as conseqüências nefastas caso esse projeto se torne lei, vale a pena ler.

Seja lá como for, só sei do seguinte: eu não conheço o Políbio Braga.

Minha Geladeira

A Liliana começou, o Janio continuou e eu também entro na onda. Apresento-lhe a minha geladeira (clique para ampliar):

Minha Geladeira

Minha Geladeira - Ímãs

Na época, custou exatamente uma viagem à Serra Gaúcha. Ou eu gelava em Gramado, ou gelava o iogurte,  a água, as verduras e tudo o mais.

A anterior era uma tal Bluesky, comprada por 400 reais no Carrefour e com uma única porta, com um congelador vagabundo dentro que mal comportava uma garrafa de vodca – isso quando estava sem as dezenas de camadas de gelo usuais. Coisa de quem vai morar sozinha e precisa mobiliar metade da casa de uma vez. Apesar dos pesares, resistiu bravamente por 5 anos e 2 mudanças.

A atual tem 4 anos e é linda-maravilhosa-salve-salve – e, obviamente, frost free. Esse tal de frost free, aliás, deveria entrar para a lista de invenções maravilhosas do século XX.

Na lateral, uma pequena coleção de ímãs. Alguns são recordações de viagens (as únicas lembrancinhas que julgo aceitáveis são ímãs e postais); outros são só gostos – destes, a maior parte veio da maravilhosa feirinha da Benedito (Alê, te devo essa – foi uma das melhores dicas de viagem que já me deram!).

Ah, você está se perguntando por que estou falando de geladeira? Senta que lá vem a história…

Um ônibus azul desgovernado resolveu dizer que quem divulga uma ação superbacana como a da Coca-Cola ao promover uma bebida nova é “blogueiro de aluguel”. A ação consistia no envio de uma geladeirinha e uma garrafa da bebida a 9 blogueiros selecionados. Foi simpática, bem bolada e não, não foi exigido nada em troca dos blogueiros. É claro que, se eu ganho uma coisa legal, vou falar a respeito. Blogs existem, entre outras coisas, pra falarem sobre o que é legal – seja um filme, um livro, um presente de aniversário ou um mimo enviado por uma empresa. Mas o tal ônibus azul resolveu encrencar, atacando irresponsavelmente os blogueiros agraciados.

Se quiser entender melhor o que aconteceu, siga os links:

Nesses textos, há outros links que dão mais informações.

Eu quero mais é que o ônibus azul se exploda ou, melhor ainda, vire fóssil. E que venham outras ótimas iniciativas como a da Coca-Cola.

(Eu nem ia escrever sobre o assunto, mas gostei tanto do meme da Liliana…)

A Fox e o desrespeito

A Lu Freitas lembrou: dia 1ºde julho fez um ano que o canal Fox, transmitido somente em pacotes de televisão por assinatura, tomou a antipática decisão de dublar quase toda a sua programação. O blog TeleSéries liderou um movimento para marcar a data.

Fox - um ano de desrespeito ao telespectador

Na época, a Fox alegou que uma pesquisa com sua audiência indicava a preferência por programas dublados.

Como assim, Bial?

Então, todos os outros canais de televisão por assinatura têm prejuízo? Universal Channel, Warner, People & Arts, AXN etc. etc. e tal, todos os canais que têm grade de programação majoritariamente legendada estão contrariando sua audiência? Só a Fox está certa?

Televisão por assinatura não é pra todo mundo. Antes que comunistas de cartilha me chamem de reacionária ou elitista, diga-me: quem tem 100 reais, no mínimo, pra pagar mensalmente pela tv a cabo? A verdade é que, no Brasil, somente uma certa classe (econômica e/ou cultural) pode dar-se a esse luxo.

Essa mesma elite freqüenta cinemas, lê romances e navega na internet. É um público que pode até não estar familiarizado com outros idiomas, mas, certamente, é alfabetizado e plenamente capaz de acompanhar legendas.

É essa turma que valoriza o trabalho dos atores originais, que escuta o timbre manso do Robin Williams em Tempo de Despertar e, na hora, já se lembra de Sociedade dos Poetas Mortos, que adora a voz rouca do Al Pacino – ainda mais em Advogado do Diabo –, que acha bacana ouvir a Cameron Diaz em Shrek.

Ah, é uma pequena parte da população? Sim, mas essa minoria compõe a maioria que paga, todo mês, por um pacote especial de televisão, e espera ser respeitada. Não é favor algum levá-la em consideração; antes, é obrigação dos prestadores de serviço que vivem do dinheiro dessa parcela. No mínimo, a opção de som original com legendas deveria estar acessível.

Vindo da Fox, esse desrespeito nem surpreende – a emissora é especialista em ignorar o telespectador. Intervalos comerciais de seis, e até oito minutos são comuns (sim, já cronometrei). Falta de som ou falta de sinal acontecem com mais freqüência que em outros canais. Outro dia, a transmissão estava tão desbotada – não era a minha tv, eu testei – que a cor dos Simpsons era… cor-de-pele.

Aliás, falando em Os Simpsons, realiza a cena: exibição do desenho animado após a meia-noite. Acabou o primeiro episódio, começou o segundo… em espanhol. Esquisito, despropositado, mas tudo bem, dá pra entender. Vem o primeiro intervalo e… surpresa! A Fox tirou o episódio do ar, na metade e, obviamente, sem nenhum aviso.

Bacana, hein?

Depois de tudo isso, ainda tem gente que grita “crime! pirataria!” quando o telespectador resolve baixar episódios e legendas – aos quais tem o direito de assistir, já que paga todo mês por eles – para ver da forma que mais lhe agrada, no horário mais conveniente.

Você vai me dizer: “ah, pára de ver a Fox, se ela te incomoda tanto”. Já parei, há muito tempo (exceto pelos Simpsons, de vez em quando). Só que minha liberdade de parar de ver o canal não anula minha liberdade de, como consumidora, reclamar.

A propósito, o que falta em várias esferas do nosso dia-a-dia é reclamação. O conformismo é característica do brasileiro, infelizmente (e eu me incluo nessa, em alguns aspectos).