Crie o tempo para fazer o que você ama todos os dias.

Não é fácil, né? O trabalho, a família, o trânsito, as obrigações sociais, o curso, a academia… ufa, acabou o dia, acabou a semana, acabou o mês, acabou o ano.

E você não fez nada do que realmente queria fazer. Não se dedicou àquele projeto, não cumpriu a resolução de ano novo de voltar a ir ao cinema, não retomou aquele hobby que te fazia tão bem.

Nunca dá tempo.

Bem, que tal criar o tempo?

Que tal dedicar pelo menos meia hora do dia, todos os dias, a fazer algo pra você, simplesmente porque você ama fazer?

Que tal, por apenas meia hora, deixar de lado as obrigações, as cobranças, a necessidade de deixar tudo em dia, e fazer algo apenas porque te dá prazer?

Se isso te parece um luxo, é hora de mudar de ideia. Fazer o que você ama significa – sei que soará piegas, mas… fazer o que você ama significa amar-se, e só quem se ama pode cuidar dos outros, trabalhar bem, produzir.

Pensando nisso, o Leo Babauta propõe um desafio: durante o mês de maio, tirar meia hora por dia, todos os dias, para fazer o que você ama. Pode ser desenvolver uma habilidade, ler, dar uma volta, meditar, escrever, blogar… qualquer coisa, desde que seja feito única e simplesmente porque você ama fazer, não porque precisa.

“Mas onde vou arranjar o tempo?”. Tire meia hora da tv ou das redes sociais. Use parte da sua hora de almoço. Acorde mais cedo. É só meia hora do seu dia. Se você escolheu algo que ama de verdade, já tem a motivação necessária pra arranjar o tempo.

Maio está no comecinho, portanto ainda dá tempo de embarcar no desafio. Se você quiser, pode compartilhar no twitter usando a hashtag #dowhatyoulovedaily.

Estou dedicando meia hora do meu dia, todos os dias, ao lettering, meu mais novo hobby (eu sei, eu disse que não arranjaria outro hobby mas, em minha defesa, ele pode ser considerado uma vertente do desenho, que comecei a praticar em 2017… oh céus, a verdade é que falhei miseravelmente no objetivo de não inventar um novo hobby em 2018). Tenho acordado um pouco mais cedo pra achar o tempo e me divirto horrores com papéis, canetas e aprendizado.

Quem aceita o desafio?

Chega de hobbies!

De vez em quando acontece a tal da sincronicidade: você tem uma ideia, cria um plano e aí, logo em seguida, alguém te fala praticamente a mesma coisa ou você lê em algum lugar exatamente a mesma ideia. Assim que começou o ano, fiz uma resolução: nada mais de hobbies! Um ou dois dias depois, o Leo Babauta fez um post traduzindo meus pensamentos.

Não pretendo largar todo e qualquer hobby, de jeito nenhum! Simplesmente, não vou inventar novos. A ideia é aprofundar os principais – o que nunca foi uma tarefa muito fácil pra mim. Sou useira e viseira em ir atrás de novos interesses. Alguns duram por anos, outros por apenas algumas semanas. Enjoo logo das “modas” que eu mesma invento.

O resultado? Pouca profundidade em um monte de assuntos – o que, pra ser honesta, não me incomoda – e gastos supérfluos aos montes. Porque, claro, cada novo passatempo vem acompanhado das suas necessidades, gerando “investimentos” em cursos, equipamentos, materiais diversos, espaço em casa… isso não é nada minimalista.

(Nem vou falar da “perda de tempo” porque isso também não me incomoda: tempo usado para adquirir novos conhecimentos ou habilidades é tempo bem usado, sempre.)

No fim das contas, pouquíssimos interesses me acompanham ao longo dos anos. Basicamente, livros, filmes e seriados. Viajar? Não considero que seja um hobby. É uma coisa que adoro fazer – como adoro tomar sorvete – mas não chega a ser um passatempo, não.

Minha resolução de ano novo, então, é não inventar novos hobbies; em vez disso, vou dedicar meu tempo livre em 2018 a aprofundar os passatempos que cultivo há anos. O plano é ler bastante (pelo menos dois livros por mês, de preferência quatro), ver muitos filmes (um por semana) e curtir seriados (sem metas nesse caso – quando eu atingir a meta, eu dobro a meta).

O Leo Babauta – ou melhor, outro blogueiro de quem ele pegou a ideia – chamou isso de “Depth Year“, ou “Ano em Profundidade“. A ideia é “ir mais fundo, não mais vasto” (“go deeper, not wider”).

Pra mim, isso quer dizer não investir tempo nem gastar dinheiro com passatempos novos em 2018. Nada de despesas com equipamentos e cursos, nada de horas e horas pesquisando novos assuntos, nada de ir atrás de novos interesses. O post do Leo Babauta, na verdade, abrange outros aspectos, não apenas hobbies. Além disso, ele também está determinado a não comprar livros em 2018, promessa que nem me arrisco a fazer. No meu caso, quero só um pouco de foco e profundidade nas minhas horas livres.

Gostaria de dizer que essa é uma resolução permanente, que nunca mais vou me aventurar em passatempos novos, que vou me dedicar apenas às coisas que desde a infância consistentemente me interessam, mas duvido muito que consiga manter essa pegada pra sempre. Então, um ano de cada vez. Ano que vem eu vejo como a coisa rolou e como vai ficar.

(A pegadinha é que, no fim de 2017, enveredei por duas novas atividades: tentar aprender a desenha algo além de casinha com chaminé e ressuscitar meu francês, em coma há uns quinze anos. Estou contando isso como aprendizado, não como hobby. E, pra ser franca, em janeiro ainda não consegui retomar esses estudos.)