
Umberto Eco em 2005.
O autor de O nome da Rosa nasceu em 5 de janeiro de 1932, em Alexandria (Itália).
Além de escritor de renome, Umberto Eco é filósofo e linguista. Seu currículo traz cinco romances e algumas dezenas de escritos nas áreas da filosofia, da linguística e da semiótica. Entre eles estão o ótimo Como se faz uma tese, leitura imprescindível para quem precisa apresentar monografia de conclusão de curso.
Sua obra mais conhecida é, sem dúvida, O Nome da Rosa, que ganhou ainda mais destaque após sua adaptação para o cinema, com o incomparável Sean Connery no papel principal. O filme é belíssimo, certamente, mas não consegue traduzir a grandeza do romance.
Alguns acharão enfadonha a escrita de Umberto Eco e o excesso de trechos em latim – a dica é saltar, sem piedade, as citações latinas, já que ao prosseguir na leitura encontram-se as explicações sobre ela.
Há quem diga que o título do romance alude a uma passagem de Shakespeare em Romeu e Julieta, cujo cerne e a desavença entre duas famílias, impossibilitando a união de seus filhos. Julieta diz a seu amado que nomes são meras convenções:
O que é um nome? Esta flor a que chamamos rosa Por qualquer outro nome cheiraria tão docemente. Ato II, Cena II.
Na verdade, o título deriva da última linha do livro:
Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus
Em português:
A rosa permanece fresca apenas no nome, e nós temos apenas o nome.
Segundo o site Ask Matafilter, Eco tentou desfazer o equívoco:
Pareceu-me um bom título porque era genérico, e porque no curso da história do misticismo e da literatura, atribuiu-se à rosa tantos diferentes significados, frequentemente contraditórios, que eu esperava que não permitisse interpretações de mão única. Mas foi inútil: todos tentam encontrar um sentido preciso e muitos o viram como referência ao trecho “Uma rosa por qualquer outro nome”, de Shakespeare, o que é exatamente o oposto do pretendido.
Referências
- Umberto Eco – Wikipédia
- O Nome da Rosa – Adoro Cinema
Imagem de Università Reggio Calabria via Wikipédia. GFDL.





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