Faça Você Mesmo

Toda semana, recebo no email de contato alguma dúvida sobre WordPress. Não sei grande coisa mas, bem ou mal, já são mais de dois anos usando a ferramenta. Aprendi um ‘cadinho nesse período e tenho o maior prazer em solucionar dúvidas de iniciantes. O WordPress é uma plataforma excelente, quero mais é que sua base de usuários se expanda, e que jeito melhor de conseguir isso que tirando as dúvidas dos neófitos? (Ah, se os fanboys do linux pensassem assim.)

Acontece que 90% das perguntas que me chegam são tão básicas que uma simples pesquisa naquele que tudo sabe retornaria a resposta. Ao invés de gastar alguns segundos pesquisando por lá, o usuário prefere abrir sua caixa de entrada, digitar meu email, redigir uma explicação, expor sua dúvida e aguardar alguns dias pela resposta. Vá lá, eu não me importo: faço a pesquisa para o sujeito e envio a resposta que ele mesmo teria obtido sem dificuldades.

Só que isso é contraproducente para o leitor e para mim. Sabe aquela história de ensinar a pescar, ao invés de dar o peixe? Então. Pelo fim do assistencialismo e pela melhor distribuição do conhecimento (até parece plataforma de campanha política), resolvi traçar um pequeno caminho das pedras para os novatos em WordPress.

Aprenda Inglês

Ao menos o mínimo para encontrar traduções num dicionário bilíngüe.

O WordPress conta com milhares de usuários espalhados pelo mundo inteiro. São eles que tiram as dúvidas uns dos outros, desenvolvem plugins e inventam gambiarras. Obviamente, essa Babel se comunica usando o idioma de Shakespeare.

Não dá pra fugir: o inglês é a língua oficial da internet (podia ser pior – já pensou se fosse o mandarim?). Se você não se vira nesse idioma, claro que pode se aventurar no WordPress (existe suporte em português e no fim do artigo faço referência a ele), mas as dificuldades serão maiores. Considere usar o WordPress.com ou o Blogspot/Blogger, boas plataformas gratuitas com versões em português. Elas darão muito menos autonomia, flexibilidade e recursos, mas sua vida será mais fácil.

Ou se joga e aprende inglês na marra. Quem ganha é você.

Desencane do PHP

A linguagem de programação do WordPress é o php. A boa notícia é que você não precisa saber lhufas disso.

No início, poderá ser assustador editar um arquivo do tema e ver aquela sopa de letrinhas coloridas. Com o tempo, você aprenderá o suficiente para não fazer bobagem. Até lá, sempre que for editar um arquivo, faça uma cópia de segurança.

O Google É Seu Amigo

Bart Simpson e o GoogleEsse mantra é repetido exaustivamente em listas de discussão e deve ficar gravado na sua mente com mais nitidez que o resultado de 2+2. Listeiros costumam presentear autores de perguntas dispensáveis com a sigla STFG – Search The F*cking Google ou com um link bem eloqüente (ou sua versão em português).

Não se melindre se receber uma dessas respostas. A intenção do listeiro é a melhor possível: poupar o seu tempo e o dele.

Experimente fazer a busca usando palavras-chaves ligadas à sua dúvida, mais o termo “wordpress”. Se, por exemplo, os acentos dos seus textos ficaram bagunçados após alguma instalação do WordPress, pesquise por caracteres acentuados wordpress ou caracteres especiais wordpress (pense sempre em sinônimos). Busque, se necessário, a solução em inglês: charset problem wordpress (embora esse seja um típico caso em que páginas em português são mais úteis, por razões óbvias).

Se procura um plugin para executar determinada função, como a inserção das imagens dos comentaristas nos respectivos comentários, acrescente a palavra “plugin” à pesquisa: wordpress plugin imagem comentarista; wordpress plugin foto comentário; wordpress plugin avatar comentaristas; wordpress plugin image comments author (sinônimos, gente, sinônimos). Aspas também ajudam a restringir a pesquisa: “wordpress plugin” avatar “comment author”.

Se ao instalar o WordPress, fazer upgrade ou adicionar um plugin você receber uma mensagem de erro, use-a como argumento de busca no Google. Se mais gente teve o problema, alguém deve ter encontrado a solução. Se ninguém reportou o mesmo erro, considere que o problema pode estar no seu servidor ou na sua instalação. Refaça o upload dos arquivos, confira se o seu servidor possui os requisitos mínimos para rodar WordPress, verifique se o plugin que deseja utilizar é compatível com sua versão da plataforma.

Beba na Fonte

O WordPress tem uma excelente compilação de dicas, informações e orientações, o WordPress Codex. Se você se pergunta como listar categorias em ordem alfabética, o que é loop ou como trocar o layout do blog, encontrará as respostas no Codex. Aliás, você encontrará quase tudo sobre o WordPress no Codex.

Algumas páginas que merecem destaque

A ferramenta de pesquisa do Codex, por outro lado, não é das melhores. Vale mais usar o Google, adicionando os termos “codex” e “wordpress” à sua pesquisa.

Existe, ainda, um fórum de suporte muito ativo e um diretório de plugins que reúne boa parte dos acessórios para WordPress.

Temas à Vontade

“Tema” é o nome dado ao conjunto de arquivos que determina a aparência do blog movido a WordPress. O tema-padrão é o Kubrick, entregue já na instalação da plataforma, bem construído e com algumas funções “de fábrica”. A instalação também traz o tema Classic, um dos piores possíveis.

Centenas (milhares?) de temas são encontrados gratuitamente pela web. Você pode escolher o que mais se adapta ao seu gosto e às necessidades do seu blog e, inclusive, pode modificá-lo à vontade. É comum encontrar blogs que, no rodapé, informam que “Este blog usa o tema X, de Fulano de Tal, modificado”. É questão de respeito pelo trabalho alheio manter-se o nome e o link do autor do tema original.

Fazer pequenas alterações num tema é muito mais fácil que criá-lo do zero. Se você não tem familiaridade com folhas de estilos, vasculhe a web atrás de um layout que o agrade e faça os ajustes aos poucos. Com o tempo, passará a dominar as regrinhas de CSS e ficará à vontade para criar seus próprios temas.

O tema do Dia de Folga é feito por mim, o que não quer dizer que eu entenda do riscado. Aprendi na tentativa-e-erro e ainda sofro a cada reformulação. Se você tiver alguma dúvida, posso tentar ajudar, mas não garanto o resultado.

Bons lugares para pesquisar sobre temas e folhas de estilo

Temas para todos os gostos

Faça seu próprio tema, mesmo sem entender lhufas de folha de estilos

Tradução para o Português

Algumas partes de temas e plugins têm de ser traduzidas na unha. Felizmente, quase tudo (inclusive o painel de administração) pode ser traduzido automaticamente, bastando o upload de um arquivinho que você encontra no Bagulhos ou no tajiquan.pro. Essas almas caridosas pegaram o arquivo nativo do WordPress e tiveram a pachorra de traduzir linha por linha. Você também pode fazer sua própria tradução – ambos os sites ensinam como fazer e oferecem o arquivo original para download.

Informações em Português

Existem boas fontes de pesquisa sobre o WordPress em português:

Atualmente, muitos blogs brasileiros rodam WordPress e é comum que seus autores escrevam um ou outro artigo sobre a plataforma. Se você não domina o inglês, vale a pena googlar em português primeiro.

16 thoughts on “Faça Você Mesmo

  1. Nossa, Lu, nem fale!!! Recebo uma pancada de e-mails com dúvidas sobre WordPress, webdesign, Blogger e blogagens em geral, acho que por causa do meu site de templates. Vou começar a encaminhar vários desses para cá! 😉 *rsss

    Só espero mesmo que mais pessoas se animem a ir atrás dessas coisas que são “mais simples”, descubram o quanto é gostoso e recompensador ver depois o que ela mesma fez, porque – não sei se acontece com você – mas muitos (e tô dizendo muitos meeesmo) dos que vêm me pedir ajuda infelizmente não estão nem um pouco interessados em aprender sozinhos, querem o peixe pescado, assado e picado em um prato na mão deles. Pior ainda aqueles que querem que a gente (no meu caso eu, que trabalho com web) trabalhe de graça, a velha história do “pede a mão e quer o braço todo”. Eu costumo pedir ajudinhas e opiniões também, como esses dias mesmo tava falando contigo sobre os anúncios, o novo layout do meu blog… mas procuro não exagerar, corro atrás da maioria das coisas sozinha e, se por acaso, me dizem que não dá, tudo bem, não saio xingando como já aconteceu algumas vezes comigo quando tentei dar um toque vendo esse tipo de exagero…

    Nossa, me empolguei… escrevi demais! Hahahahah!
    Estou com um post no forno sobre este assunto, acho que acabei incorporando… 😉

    Beijinhos!!!

  2. Realmente, lu, ensinar a pescar é muito melhor que entregar o peixe.

    obs: pra galera iniciante seu post está perfeito. quando aparecer uma figura dessas lá no blog já responderei com o link para cá.

    Xêro e excelente quarta.

    😉

  3. Lu que atitude maravilhosa!
    É uma pena que não vai servir exatamente para os preguiçosos que em vez de procurar te enviam e-mail…
    eles não vão chegar nem no APRENDA INGLÊS, quanto mais no INFORMAÇÕES EM PORTUGUÊS hehehehehe
    Abração

  4. auahuahauha… não era a toa que eu sempre olhava pra vc no 2º ano e pensava: que menina inteligente da porra!

  5. Tá vendo, esse texto também podia ser meu! hahaha

    Como a Luma, vou começar a mandar os coleguinhas pra este post! 🙂

    Abraço, Lu!

  6. cara… ótimo post
    eu estava rastreando os post lá no feed e vim comentar uma coisa com vc
    há tempos atrás, eu tinha pensado em mudar o blog antigo pro wordpress, cheguei até a criar
    Mas eu não tive paciência de aprender a mecher nele.. achei tudo complicado e preferi ficar no blog mesmo
    :o)
    comédia, hãm?

  7. Gente, que bom que o artigo agradou! Espero que seja útil quando fizerem alguma pergunta simples a vocês.

    Jonny, até que esse texto foi rápido – é a prática de responder aos emails sobre o tema.

    Luma, também já topei com uns tipos mais abusados, que queriam tudo rigorosamente mastigado. Só faltava pedirem “ah, faz um blog pra mim?”. Esses, eu corto logo. Não me importo em responder dezenas de dúvidas, desde que a pessoa do outro lado se mostre interessada em aprender.

    Neto, eu vivo mandando a galera pro portal, ou melhor, direto pro fórum. 😛

    Carol, a gente apanha no começo e, de vez em quando, ainda tem um trabalho extra, mas vale a pena!

  8. Ai ai ai… Agora fiquei com vergonha! Acabei de te enviar um e-mail com uma dúvida ultra-básica!!!!
    Deixa… já estou googleando! hehehe
    beijo:)

  9. Lu, adorei as dicas e ler quem vc é. Em particular achei sua forma de escrever muito bacana. Marquei como link favorito. Estou montando um blog sobre pessoas e lugares e estou apanhando ainda pra chegar ao ponto em que acho que estará legal. Ler sua história me deu ânimo já que o resultado pode ser algo bacana como esse seu blog.

    By the way….tb é o Direito que paga minhas contas… 😎

Comments are closed.