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	<title>Dia de Folga &#187; consumo</title>
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	<description>opinião com gelo e laranja</description>
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		<title>Listas, listas e mais listas.</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 13:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[listas]]></category>
		<category><![CDATA[organização]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/listas-listas-e-mais-listas/">Listas, listas e mais listas.</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
No texto de fevereiro sobre o ano sem comprar, comentei da listinha que estou fazendo das coisas que pretendo comprar ano que vem. A Karla comentou sobre o amor que ela tem por listas e, devo confessar, partilho o sentimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/listas-listas-e-mais-listas/">Listas, listas e mais listas.</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p><img class="alignright" title="Checklist" src="http://diadefolga.com/img/checklist-1.jpg" alt="Checklist" width="258" height="300" />No <a title="Um Ano Sem Comprar - Fevereiro | Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-fevereiro/" target="_blank">texto de fevereiro sobre o ano sem comprar</a>, comentei da listinha que estou fazendo das coisas que pretendo comprar ano que vem. A <a title="Ninho Studio - facebook" href="http://www.facebook.com/NinhoStudio" target="_blank">Karla</a> comentou sobre o amor que ela tem por listas e, devo confessar, partilho o sentimento.</p>
<p><strong>Faço listas de tudo</strong>:</p>
<ul>
<li>filmes que vi a cada ano</li>
<li>livros lidos, também por ano</li>
<li>filmes que quero ver</li>
<li>livros que quero ler</li>
<li>musicais que quero assistir</li>
<li>sonhos de consumo</li>
<li>posts que quero escrever</li>
<li>coisas que quero ver quando visito alguma cidade</li>
<li>listas em sites de compra, como Submarino e Amazon</li>
<li>listas de listas, como esta</li>
<li>etc. etc. etc.</li>
</ul>
<p>Já fiz lista de roupas que precisava comprar, de resoluções de ano novo (que não faço mais há anos), de coisas para arrumar nos blogs (essa está zerada há muitos meses)&#8230; Faço lista de compras de supermercado. Tenho as mais diversas <a title="Listas - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/tag/listas/" target="_blank">listas publicadas no <em>Dia de Folga</em></a>. Listo prós e contras para tomar decisões (hábito aprendido com a <a title="Gilmore Girls - IMDB" href="http://www.imdb.com/title/tt0238784/" target="_blank">Rory</a>).</p>
<p>Mantenho a maioria delas no <a title="Evernote" href="http://evernote.com/" target="_blank">evernote</a> e também jogo lá anotações que sozinhas formam uma lista, como a pasta das receitas que quero testar. Alguns painéis do meu <a title="Pinterest" href="http://pinterest.com/lumonte/" target="_blank">pinterest</a> também funcionam como listas. O <a title="Delicious" href="http://delicious.com/lumonte" target="_blank">Delicious</a> é uma lista de links. Há uma infinidade de <a title="Online To Do Lists Compared" href="http://techcrunch.com/2006/05/08/do-more-online-to-do-lists-compared/" target="_blank">serviços online para a criação de listas</a> e já usei alguns deles. Tem também o <a title="Wishlistr" href="http://www.wishlistr.com/" target="_blank">Wishlistr</a>, o <a title="Wishlist.com" href="http://wishlist.com/" target="_blank">Wishlist.com</a>&#8230;</p>
<p>Ao contrário do que você possa pensar, não faço tantas listas pensando em aumentar a produtividade, ou só para ser mais organizada. <strong>Faço listas porque gosto</strong>, porque me dão prazer, porque me divirto ao escrevê-las e ao riscar itens cumpridos. A organização é um bônus.</p>
<p>Semana passada, li uma proposta interessante: <a title="How &quot;do not need&quot; lists can save you a buck." href="http://mybrokencoin.com/how-do-not-need-lists-can-save-you-a-buck/" target="_blank">listar as coisas que eu <strong>não preciso comprar</strong></a>. Às vezes, quando gostamos muito de algum item específico, compramos mais do que damos conta de usar. Já fui assim com itens de papelaria, maquiagem, livros, chás&#8230; Desde 2010, estou bem controlada &#8211; e mais ainda agora, com o ano sem compras.</p>
<p>Você pode aproveitar a ideia: passe por cada cômodo da sua casa, abra das gavetas e armários e descubra quais são as coisa que você não precisa comprar. Talvez você tenha um estoque enorme de hidratantes ou sabonetes, talvez tenha mais tipos de macarrão do que dará conta de comer nos próximos meses, ou a quantidade de camisas brancas no armário seja excessiva. Vá reparando e preenchendo sua lista das não-necessidades. Esse é um exercício bem interessante para ver pra onde estão indo o dinheiro e o espaço da casa.</p>
<p>Você também gosta de listas? Tem o hábito de fazê-las? Como as anota? Caderninho, agenda, serviços online?</p>
<p style="text-align: right;"><em>Imagem: <a title="stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/photo/1277878" target="_blank">Fanginhoon</a>, royalty free.</em></p>

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</ul>

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		<title>Um Ano Sem Comprar &#8211; Fevereiro</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 13:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[minimalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-fevereiro/">Um Ano Sem Comprar &#8211; Fevereiro</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Fevereiro foi o mês de investir em fotografia, um dos meus hobbies. Também aproveitei para começar uma lista das coisas que pretendo comprar em 2013, quando acabar o ano sabático.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-fevereiro/">Um Ano Sem Comprar &#8211; Fevereiro</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p>Fevereiro foi o mês de investir em <strong>fotografia</strong>, um dos meus hobbies &#8211; e <a title="Um Ano Sem Comprar - Um Ano Sabático | Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-um-ano-sabatico/" target="_blank">uma das exceções que abri ao ano sem compras desde o início</a>.</p>
<p>Ultimamente ando sem vontade de sair pra fotografar. Em parte, porque estou meio enjoada de ver sempre as mesmas coisas em Brasília, e com pouca criatividade para pensar em locações e ângulos novos; em parte porque o clima não tem ajudado, com essa alternância entre dias escaldantes e chuvas torrenciais dos últimos meses.</p>
<p>Então, tenho aproveitado para <strong>revisar, retocar e apagar fotografias de passeios anteriores</strong>. É um trabalho lento mas divertido, quase como se eu viajasse novamente olhando as fotos , catalogando, escolhendo as melhores, pensando nas legendas que vou colocar depois de imprimi-las&#8230;</p>
<p>Parênteses: sim, imprimo minhas fotos favoritas. Não gosto de tê-las só em meio digital, e ontem lembrei-me de uma das razões pra isso: eu devia ter as fotos de uma viagem feita em 2011 em três dispositivos diferentes (<strong>três!</strong>) e, quando fui procurar, não estão em lugar nenhum &#8211; a pasta sumiu, tomou doril&#8230;  como ainda não tinha feito a seleção para imprimir, nem as fotos em papel eu tenho. Oh céus, oh vida, oh azar.</p>
<p>Voltando ao assunto: no fim do ano passado, comecei a me interessar por <strong>fotolivros</strong>. São bonitos, práticos, ocupam menos espaço que álbuns convencionais e, como a partir da vigésima página você paga a mais por cada uma, forçam uma escolha bem exigente das fotos &#8211; entram só as melhores, mesmo. Em fevereiro montei e mandei imprimir meu primeiro fotolivro.</p>
<p>Só que&#8230; pra montar o fotolivro, tive que comprar uma coisinha, sabe&#8230; um software. Pesquisei horrores, testei 18 programas diferentes &#8211; entre pagos e gratuitos &#8211; e o melhor deles, disparado, sem qualquer dúvida, cutando os traseiros dos concorrentes, foi o <strong><a title="LumaPix" href="http://site.lumapix.com/" target="_blank">FotoFusion, da LumaPix</a></strong>. E eu jurava que tinha criado uma exceção para insumos fotográficos, mas vi hoje que minha exceção foi especificamente para a compra de uma lente fotográfica&#8230;</p>
<p>Bem, agora já era. <strong>Estou feliz com a aquisição</strong>. Já montei o segundo fotolivro e estou em vias de começar o terceiro. O programa não é tralha, não é inútil e não podia ser substituído por algo que eu já tivesse. E provavelmente não vou mesmo comprar a lente esse ano, já que não estou empolgada pra fotografar por aí, então vou considerar que ficam elas por elas (na verdade, saí no &#8220;lucro&#8221;, porque a lente é bem mais cara do que o software).</p>
<p>No mais, ando precisando de um descascador de legumes, de um cortador de ovos, de um copo graduado&#8230; Em fevereiro, comecei a fazer uma <strong>lista das coisas que desejo comprar ano que vem</strong>. Não que pretenda estourar o limite do cartão de crédito em 2013, nem &#8220;compensar&#8221; o ano sábatico. Só acho que essa lista ajudará a organizar as compras futuras e separar o que é necessidade do que é simples capricho. Quando a reler, no ano que vem, certamente perceberei que anotei algumas coisas das quais acabei nem sentindo falta o ano todo. Isso me ajudará a consumir racionalmente.</p>
<p>Mas provavelmente comprarei o copo graduado <strong>logo</strong>, porque as marcações do meu estão praticamente ilegíveis!</p>
<p><em>Leia os outros relatos mensais no fim do texto de abertura deste projeto: <a title="Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-um-ano-sabatico/" target="_blank">Um Ano Sem Comprar &#8211; Um Ano Sabático</a>.</em></p>

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</ul>

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		<title>Você planeja seu orçamento doméstico?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 14:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/voce-planeja-seu-orcamento-domestico/">Você planeja seu orçamento doméstico?</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Embora minha saúde financeira vá muito bem, minha organização financeira é inexistente - ou melhor, era. Comecei a usar uma planilha de orçamento doméstico e compartilho algumas dicas com você.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/voce-planeja-seu-orcamento-domestico/">Você planeja seu orçamento doméstico?</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p>Eu não planejo há quase 10 anos.</p>
<p>Isso não chega a ser um problema porque sempre me sobra algum dinheiro no fim do mês (na verdade, parei de fazer orçamento doméstico exatamente quando o dinheiro começou a sobrar). Por outro lado, dia desses peguei-me pensando: <strong>quanto preciso para viver, de fato?</strong> Se acontecer uma catástrofe ou se eu quiser pôr em prática um Plano B, qual é o mínimo necessário para pagar as minhas contas?</p>
<p>A resposta a essa pergunta foi ridícula: não sei.</p>
<p>Sei que preciso de menos do que eu ganho, mas quanto é esse &#8220;menos&#8221;?</p>
<p>Não sei.</p>
<p><a title="Mania de Organizar" href="http://maniadeorganizar.com" target="_blank">Viciada em organização como sou</a>, tive de admitir que <strong>minha organização financeira não é boa, mesmo que minha saúde financeira seja</strong>.</p>
<p>Então, criei vergonha na cara e comecei a testar planilhas eletrônicas de orçamento doméstico. Claro que eu poderia começar uma do zero, completamente personalizada, mas não tenho a menor paciência para montar uma planilha do nada. Também poderia simplesmente usar um caderninho, mas o apelo de uma planilha eletrônica que me poupasse dos cálculos chatos era mais forte.</p>
<p>Aí, entrou uma outra questão. Uso diariamente dois computadores diferentes. Eventualmente, ainda uso um terceiro (um netbook). Se a planilha estivesse apenas em um dos dispositivos, fatalmente eu esqueceria de anotar um gasto ou outro; se estivesse nos três, teria um trabalho extra para mantê-las sincronizadas (usá-la num pendrive também se caracteriza como &#8220;trabalho extra&#8221;).</p>
<p>A melhor solução seria usar <strong>uma planilha que pudesse ser atualizada de qualquer computador com internet, estando sempre sincronizada</strong>. E que lugar melhor para isso que o <a title="Google Docs" href="http://docs.google.com/" target="_blank">Google Documents</a>?</p>
<p>Só que nem toda planilha funciona bem no Google Docs &#8211; algumas perdem fórmulas, outras perdem formatação. Felizmente, isso também não é problema: existem centenas de <a title="Google Documents Templates" href="https://docs.google.com/templates" target="_blank">templates para o Google Docs</a> e entre eles estão vários modelos de planilhas para orçamento doméstico, com total compatibilidade com o Docs.</p>
<p><strong>Escolhida a ferramenta</strong>, chegou a hora de testar alguns desses templates até achar o que me fosse mais satisfatório. E o vencedor foi&#8230; o <strong><a title="Planejador de Orçamento Pessoal" href="https://docs.google.com/previewtemplate?id=0AhDiyYYsekLLdGZMQzN0NnhyM0NsdTM0LTJGa1R3eFE&amp;mode=public" target="_blank">Best Personal Budget Planner</a></strong>. Esse modelo é completo, cheio de gráficos que ajudam a identificar os maiores gastos, fácil de atualizar e, ainda por cima, bonito! Nada pior que trabalhar em um arquivo feio, bagunçado, apertado ou com letras brancas sobre fundo preto.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 501px"><img class="  " title="Guia do planejamento doméstico mensal." src="http://diadefolga.com/img/planilha-mensal.jpg" alt="Guia do planejamento doméstico mensal." width="491" height="327" /><p class="wp-caption-text">Planejamento doméstico mensal do Best Budget Planner.</p></div>
<p>O passo seguinte foi salvar o <a title="Planejador de Orçamento Pessoal" href="https://docs.google.com/previewtemplate?id=0AhDiyYYsekLLdGZMQzN0NnhyM0NsdTM0LTJGa1R3eFE&amp;mode=public" target="_blank">Best Personal Budget Planner</a> com outro nome e adequá-lo ao meu uso, mudando os nomes de algumas categorias e seguindo as regras de uso da última aba (a planilha tem sete abas, a última dedicada exclusivamente a instruções).</p>
<p>Estou usando a planilha há pouco mais de uma semana e continuo encantada com os seus recursos. Ela é tão completa que pode intimidar no começo, mas rapidinho você pega o jeito &#8211; e <strong>a eficiência do sistema compensa qualquer dificuldade inicial de uso</strong>.</p>
<p>Se você ainda não faz um planejamento do orçamento doméstico, considere o seguinte:</p>
<ol>
<li><strong>Que ferramenta é mais fácil pra você?</strong> Caderno? Planilha eletrônica? Um serviço online de planejamento doméstico, como o <a title="Mint" href="https://www.mint.com/" target="_blank">Mint</a>? Um app para iPhone? Escolha.</li>
<li>Feita a escolha, <strong>teste diferentes modelos, sistemas e aplicativos</strong> que se apliquem a ela. Analise sua facilidade de uso e, por que não, sua beleza. Dê-se algumas semanas para fazer um teste completo.</li>
<li>Aqui pode ser o momento de <strong>rever</strong> a escolha feita no primeiro item.</li>
<li><strong>Ferramenta em mãos, coloque-a em uso</strong>. O melhor momento é no dia do seu próximo pagamento.</li>
</ol>
<p>Se também quer usar o <a title="Planejador de Orçamento Pessoal" href="https://docs.google.com/previewtemplate?id=0AhDiyYYsekLLdGZMQzN0NnhyM0NsdTM0LTJGa1R3eFE&amp;mode=public" target="_blank">Best Personal Budget Planner</a>, observe essas dicas:</p>
<ol>
<li>Sim, a planilha está toda em inglês, mas na verdade são poucas palavras e textos curtos &#8211; mesmo que você não domine o idioma, vale gastar uns minutinhos no <a title="Google Translate" href="http://translate.google.com" target="_blank">tradutor do google</a> para superar essa barreira. Estou traduzindo-a aos poucos, conforme preencho os valores diários e/ou planejados para cada categoria de gastos.</li>
<li><strong>É essencial ler a aba SETUP</strong> (a última guia) para configurar a planilha e tirar o melhor proveito dela.</li>
<li><strong>Você deve escolher entre usar a aba</strong> <em>Quick Budget</em> ou a <em>Budget by Month</em>. Elas são excludentes. Preferi a segunda, por ser bem mais completa.</li>
<li>Depois de escolher uma dessas duas abas, <strong>lance nela os valores previstos para o mês em cada categoria</strong> &#8211; tanto os valores a receber quanto os pagamentos a fazer. Veja bem: esses são os valores <strong>previstos</strong> para o mês, não os efetivamente realizados.</li>
<li><strong>Na guia <em>Tracking</em>, você deve lançar os valores efetivamente recebidos e os gastos efetivamente realizados</strong>.</li>
<li>Na aba <em>Comparison</em>, você tem automaticamente a<strong> comparação dos valores previstos com os realizados</strong>, e pode se ajustar durante o mês, ou pensar num planejamento melhor para o mês seguinte.</li>
<li>A aba <em>Daily Spendings</em> é o &#8220;pulo do gato&#8221;, a melhor parte dessa planilha. Nela, você anota as despesas e as entradas diariamente &#8211; assim não corre o risco de esquecer nada. Ela não é interligada a nenhum das outras abas, o que quer dizer que <strong>você precisa copiar as somas mensais para o <em>Tracking</em></strong>. Meu conselho é o seguinte: preencha os gastos diariamente e copie as somas de cada categoria (que a planilha faz automaticamente, na última coluna) para o <em>Tracking</em> uma vez por semana, para ter uma análise constante dos seus gastos &#8211; <strong>não deixe para o último dia do mês</strong>, ou pode ter uma surpresa desagradável.</li>
<li>Siga as instruções acima dos gráficos para configurá-los adequadamente.</li>
</ol>
<p>Garanto que é mais fácil do que parece. <img src='http://diadefolga.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Você faz algum tipo de controle do orçamento doméstico? Que ferramenta prefere? Compartilhe!</strong></p>

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</ul>

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		<title>Um Ano Sem Comprar &#8211; Janeiro</title>
		<link>http://diadefolga.com/um-ano-sem-compras-janeiro/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 10:36:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[minimalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-compras-janeiro/">Um Ano Sem Comprar &#8211; Janeiro</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Apesar da vontade de fazer comprinhas para a casa e de quase ter sucumbido sem sequer perceber, meu primeiro sem compras foi mais tranquilo do que eu imaginava. Achava que a tortura das liquidações seria maior, achava que o primeiro mês seria pior, mas tudo ficou dentro do razoável. Será que vai ficar mais difícil com o passar do tempo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-compras-janeiro/">Um Ano Sem Comprar &#8211; Janeiro</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p>Apenas essa semana ocorreu-me compartilhar mês a mês <a title="Um Ano Sem Comprar - Um Ano Sabático | Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-um-ano-sabatico/" target="_blank">minha experiência de um ano sem compras</a>. Deixei um comentário no <a title="Um Ano Sem Compras" href="http://umanosemcompras.blogspot.com" target="_blank">blog da Marina</a> dizendo que os textos dela são uma inspiração e acabei me lembrando de algumas pessoas que me falaram o mesmo quando comecei o desafio&#8230; então, nada mais justo que dividir como tem sido esse caminho, não é? Assim, <strong>uma vez por mês vou fazer uma atualização do desafio por aqui</strong>.</p>
<p>Mal tinha começado o desafio, e quase deslizei &#8211; e pior, inconscientemente! Estava no supermercado quando vi uma colher de servir sorvete fofa, laranja (adoro a cor!), por menos de 20 reais. Sem nem pensar, pus no carrinho. Minha sorte foi que, antes de passar no caixa, eu me toquei do vacilo: &#8220;ei, ano sem compras, não posso levar esse supérfluo!&#8221;. Diga-se de passagem que já tenho uma colher de sorvete, teoricamente ótima, mas nunca me entendi muito bem com ela.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 264px"><a title="Matéria sobre Minimalismo" href="https://skydrive.live.com/redir.aspx?cid=8168b03d4002c963&amp;resid=8168B03D4002C963!107&amp;parid=8168B03D4002C963!105" target="_blank"><img class=" " title="Minimalismo - Saber Viver" src="http://diadefolga.com/img/saber-viver.jpg" alt="Minimalismo - Saber Viver" width="254" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ler a reportagem.</p></div>
<p>Enfim. Deixei a colher. No mesmo supermercado, tinha visto um conjunto de petisqueiras de cerâmica lindo por uns 20 reais e quase morri de paixão. Nesse dia, acabei me dando conta de que o mais difícil, durante o ano, não será abrir mão de comprar maquiagem, roupas, sapatos, nada disso &#8211; porque, a bem da verdade, desde 2010 eu tenho diminuído os gastos com esses itens. <strong>O mais difícil será deixar de comprar coisinhas para a minha casa</strong>. Sei não, mas acho que eu comprava mimos para a casa numa base quase semanal, sem sequer dar-me conta.</p>
<p>Poucos dias depois dessa constatação, fui entrevistada para uma matéria sobre minimalismo pro Correio Braziliense. O Max achou meu blog, sugeriu a entrevista e, de quebra, indiquei duas amigas que me servem de exemplo nessa revisão de hábitos de consumo: a <a title="Ninho Studio" href="http://www.facebook.com/NinhoStudio" target="_blank">Karla</a> (arquiteta que está encarregada do projeto do meu futuro lar, doce lar) e a <a title="Comida, Diversão e Arte" href="http://www.blogdenosdois.com/" target="_blank">Vanessa</a> (ex-dona de um Ka rosa &#8211; foi por causa dele que nos conhecemos! -, gateira e viajante de carteirinha). Elas também foram entrevistadas e a matéria ficou bem bacana &#8211; se você não leu, é só clicar na foto ao lado (se um plugin for solicitado, ignore e clique no link &#8220;baixar&#8221; que estará à direita &#8211; é um pdf). Quando o jornalista me perguntou qual era a parte mais difícil da brincadeira, respondi que era justamente abandonar as comprinhas para a casa.</p>
<p><em>(Uma correção: onde se lê &#8220;Quanto mais &#8216;destralho&#8217; na casa, mais leve fica o meu dia a dia&#8221;, leia-se &#8220;<strong>Quanto mais destralho a casa</strong>, mais leve fica o meu dia a dia&#8221; &#8211; &#8220;destralho&#8221;, aqui, é conjugação do verbo &#8220;destralhar&#8221;</em> <img src='http://diadefolga.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> <em>)</em></p>
<p>Outra coisa que não é muito fácil é passear no shopping. Não tem jeito, aquele treco é feito para o consumo e é impossível sair sem vontade de alguma coisa. E as benditas faixas anunciando as liquidações de janeiro?! Vontade de provar tudo&#8230; mas provar pra quê, se não compraria nada? Se não preciso de nada?</p>
<p>Por fim, teve uma visitinha a um brechó com uma amiga. Vi um vestido roxo (uma das minhas cores favoritas para roupas), com saia evasé (amo!), de tricô (perfeito para o inverno&#8230;) e baratinho, 50 reais. Ai! Nem experimentei. Talvez devesse ter provado para, vendo-o no corpo, julgá-lo horrível, mas vai que ele ficasse perfeito, né?</p>
<p>Depois desse dia, decidi que posso até entrar em lojas para acompanhar amigas durante esse ano, mas sem tocar em nada. De preferência, com as mãos amarradas para trás e uma venda sobre os olhos.</p>
<p>Apesar de tudo isso, devo admitir que <strong>janeiro foi mais tranquilo do que eu imaginava</strong>. Achava que a tortura das liquidações seria maior, achava que o primeiro mês seria pior, mas tudo ficou dentro do razoável. Será que vai ficar mais difícil com o passar do tempo?</p>

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</ul>

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		<title>Desafio da Despensa</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 15:26:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
		<category><![CDATA[minimalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/desafio-da-despensa/">Desafio da Despensa</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
A ideia é, por um mês, "comprar" primeiro na sua geladeira e no seu armário, em vez de correr para o supermercado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/desafio-da-despensa/">Desafio da Despensa</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p>Adoro inventar moda na cozinha. Vejo uma novidade no supermercado e já quero comprar pra testar, criar uma nova receita (algumas delas acabam vindo para o blog, você sabe), aprender a preparar este ou aquele prato.</p>
<p>Além disso, tenho as minhas fases: a fase da massa, do peixe, da carne moída, do ovo&#8230; quando entro numa dessas fases, passo a semana fazendo variações sobre o mesmo tema. O efeito colateral é que acabo me empolgando nas compras e enchendo a despensa de massas diferentes, ou entupindo o congelador de peixes. Aí, a fase passa e aquilo fica ali, acumulado (e nem me fale nos ovos que estragam na geladeira).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a title="270120121309.jpg by Lu Monte, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/lucianamonte/6771073121/" target="_blank"><img title="Armário - Desafio da Despensa" src="http://farm8.staticflickr.com/7155/6771073121_8aaf29cddb.jpg" alt="Armário - Desafio da Despensa" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Quatro pacotes de macarrão... Havia cinco antes de começar o Desafio.</p></div>
<p>Olha que meu espaço nem é grande: uma geladeira duplex que era o menor modelo <em>frost free</em> existente quando foi comprada, uma prateleira pequena (mas muito alta), uma gaveta e um canto do armário para os enlatados &#8211; a isso se resume minha despensa. Mesmo assim, tem coisas suficientes pra manter-me por um mês&#8230; não é à toa que me interessei pelo <strong><a title="Good (Cheap) Eats" href="http://goodcheapeats.com/2011/12/join-me-for-a-pantry-challenge/" target="_blank">Pantry Challenge</a></strong> quando li a respeito, há algumas semanas.</p>
<h3>O que é o Desafio da Despensa</h3>
<p>Nas palavras da Jessica, idealizadora da coisa (e na minha tradução):</p>
<blockquote><p>O Desafio da Despensa é focar, por tempo limitado, em &#8220;alimentar-se da despensa&#8221;. Em vez de fazer compras normalmente, eu foco no que já possuo. Crio minhas refeições com os ingredientes que tenho evitado. Às vezes é algo trabalhoso, às vezes simplesmente tive preguiça de ser criativa. O Desafio da Despensa me ajuda a lidar com esses itens &#8211; e me mostra o que não comprar novamente.</p></blockquote>
<p><strong>Quais as vantagens do Desafio:</strong></p>
<ul>
<li>Esvaziar a despensa, recuperando o espaço perdido.</li>
<li>Favorecer uma faxina nos armários e na geladeira quando finalmente estiverem mais vazios.</li>
<li>Estimular a criatividade.</li>
<li>Reduzir o desperdício.</li>
<li>Poupar algum dinheiro.</li>
<li>Aprender o que não agrada, portanto não deve ser comprado novamente.</li>
</ul>
<h3>O que NÃO É o Desafio da Despensa</h3>
<ul>
<li>Uma total abstinência das compras.</li>
<li>Ter uma alimentação sem graça.</li>
<li>Passar fome, sofrer privação ou torturar a si mesmo.</li>
<li>Comer só enlatados.</li>
</ul>
<h3>As Regras do Desafio</h3>
<p>Regras? Bem, melhor chamar de linhas gerais ou sugestões.</p>
<p><strong>A ideia é, por um mês, &#8220;comprar&#8221; primeiro na sua geladeira e no seu armário, em vez de correr para o supermercado</strong>. Recorrer ao mercado não é proibido, claro. <strong>Você ainda precisará de alimentos frescos</strong> como verduras, frutas e ovos. Se você está acostumado a tomar leite todo dia e ele acabar no meio do mês, compre! Por outro lado, se você precisa de requeijão para fazer um arroz cremoso&#8230; que tal tentar improvisar com o que tem em casa, como queijo meia-cura ralado e creme de leite? Eu fiz exatamente isso e ficou muito bom!</p>
<p>Comecei o Desafio no dia 15 de janeiro. Até agora, estou indo muito bem. Finalmente abri o pacote de filé congelado de tilápia e, embora não tenha ficado tão gostoso na primeira tentativa, na segunda já ficou uma delícia. Fiz o tal arroz cremoso dia desses, e o que sobrou foi acrescido de azeitonas, presunto picado e molho de tomate e virou um delicioso arroz de forno. Nada se perde, tudo se transforma.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a title="270120121307.jpg by Lu Monte, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/lucianamonte/6771072773/" target="_blank"><img title="Congelador - Desafio da Despensa" src="http://farm8.staticflickr.com/7153/6771072773_89c226f6dc.jpg" alt="Congelador - Desafio da Despensa" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Quatro pacotes de peixe (dois caminhando para o fim) e um de camarão, além de outras coisas.</p></div>
<p>Ainda há pilhas de comida no congelador e no armário, e começo a acreditar que um mês não será suficiente para eliminá-las&#8230;</p>
<p>O fundamental é estimular a criatividade, explorar alternativas, divertir-se! <strong>O Desafio não existe para limitar, mas para expandir</strong>.</p>
<p>O que achou da proposta? Vai implementá-la na sua casa?</p>

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</ul>

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		<title>McDonalds, Bolívia e o isso tem a ver com a gente.</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 17:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/mcdonalds-bolivia-e-o-que-isso-tem-a-ver-com-a-gente/">McDonalds, Bolívia e o isso tem a ver com a gente.</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
O McDonald's fechou na Bolívia por uma questão predominantemente cultural - é isso o que o documentário "Por que quebro McDonal's?" aborda. Que tal aproveitarmos a deixa para refletir sobre nossos hábitos alimentares?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/mcdonalds-bolivia-e-o-que-isso-tem-a-ver-com-a-gente/">McDonalds, Bolívia e o isso tem a ver com a gente.</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p>Em dezembro passado, uma das notícias mais comentadas na minha timeline do twitter foi o fechamento do McDonald&#8217;s na Bolívia. Pra início de conversa, dois esclarecimentos:</p>
<ul>
<li>O McDonald&#8217;s <strong>não </strong>fechou no fim de 2011. Na verdade, foi em <strong>2002</strong>. Acontece que foi lançando em dezembro passado um <strong>documentário analisando o fechamento</strong> (falo dele logo mais) e os desavisados acharam que tudo era absoluta novidade. Pesquisa, oi?</li>
<li>Os comunistas de plantão (eles <strong>ainda</strong> existem, por incrença que parível) apressaram-se a dizer que isso era uma vitória em cima do capitalismo feio-bobo-e-chato blá blá blá. Parece que não acompanham a História. Regimes políticos são incapazes de modificar gostos, hábitos ou padrões culturais. Conseguem, no máximo, sufocá-los, reprimi-los. Um dia a barragem racha, como aconteceu, na ex-União Soviética e em toda a cortina de ferro.</li>
</ul>
<p>O que aconteceu na Bolívia não foi uma questão política, mas <strong>predominantemente cultural</strong>, e ligeiramente econômica.</p>
<p>Ligeiramente econômica porque uma refeição na franquia custava o triplo de um almoço tipicamente boliviano, segundo o documentário. Baita diferença, não? Só que aqui no Brasil o McDonald&#8217;s também é bastante caro, e as lojas só se multiplicam. Você pode argumentar que as classes média e alta bolivianas são menores que as nossas, mas a rede de lanchonetes lá era bem pequena: oito lojas espalhadas pelas três maiores cidades do país. Não acredito, portanto, que a insuficiência de público devia-se ao preço.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a title="Cheddar McMelt by Lu Monte, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/lucianamonte/6312179180/" target="_blank"><img title="Cheddar McMelt" src="http://farm7.staticflickr.com/6113/6312179180_b14df4efe3.jpg" alt="Cheddar McMelt" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das minhas refeições nada saudáveis.</p></div>
<p>E não era mesmo essa a razão. A explicação para, em cinco anos (de 1997 a 2002), o McDonald&#8217;s não ter decolado na Bolívia é que o povo boliviano é <strong>profundamente ligado à sua culinária local</strong>. Valoriza-a, preserva-a, tem orgulho dos seus pratos. <em>Fast food</em> não é pra eles: por lá, comer é um ato demorado, que se inicia pelo preparo lento da comida.</p>
<p>É isso o que explica o documentário <em><strong>Por que quebro McDonald&#8217;s?</strong>. </em><a title="youtube" href="http://www.youtube.com/watch?v=pZOe5CZ6G5Y" target="_blank">Como esclarece o cineasta Fernando Martínez</a>, o filme <em></em> é principalmente sobre a cozinha boliviana, e a cozinha boliviana está profundamente arraigada à cultura do país. Segundo ele, &#8220;o documentário é um pretexto para falar da cultura boliviana&#8221;.</p>
<p>Isso lembra o movimento <em>slow food</em>, iniciado na Itália em 1986 para defender uma maior qualidade na escolha e preparo dos alimentos, desde o uso de produtos regionais até a volta aos hábitos alimentares pré-<em>fast-food</em>. Lembra também a <a title="Prazeres da Mesa" href="http://prazeresdamesa.uol.com.br/exibirMateria/3324/carta-de-sao-paulo-por-uma-cozinha-sustentavel" target="_blank">Carta de São Paulo</a>, movimento iniciado por <em>chefs</em> que buscam a valorização dos produtores locais e o respeito na elaboração da comida e no ato de comer.</p>
<p>Só que na Bolívia não foi preciso a criação de um movimento para revalorizar a cozinha local, simplesmente porque ela nunca foi depreciada.</p>
<p>A antiga dieta do brasileiro, baseada em salada, arroz, feijão e bife, é saudável e equilibrada. Acontece que cada vez mais nos rendemos às comidas congeladas, aos pacotes de supermercado e, claro, ao <em>fast food</em>, tudo em nome da praticidade. Não é à toa que <strong>os índices de obesidade têm crescido, especialmente entre crianças</strong> (que, claro, aprendem a comer errado com os pais). Ah, mas a gente não pode desacelerar, não pode parar pra comer melhor, não dá, não há tempo, vamos nos atrasar&#8230; Se continuarmos com essa síndrome de coelho da Alice, logo mais teremos de diminuir o ritmo não por opção, mas por <strong>inúmero problemas de saúde</strong> causados por maus hábitos alimentares.</p>
<p>Não é melhor tirar um tempinho a cada dia para comer decentemente?</p>
<p><em>Em tempo: este texto não é uma campanha anti-McDonald&#8217;s. Adoro Cheddar McMelt e saí de <a title="Super Size Me - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/super-size-me-a-dieta-do-palhaco/" target="_blank">Super Size Me</a> morrendo de vontade de comer fast food. Só que não faço disso um hábito &#8211; uma vez por mês já é demais.</em></p>
<h3>Referências</h3>
<ul>
<li><a title="Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Slow_Food" target="_blank">Slow Food &#8211; Wikipédia</a></li>
<li><a title="El país en el que las empanadas tumbaron a McDonald's " href="http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2011/11/111031_bolivia_fracaso_mc_donalds_lav.shtml" target="_blank">Reportagem da BBC sobre o documentário (em espanhol)</a></li>
<li><a title="youtube" href="http://www.youtube.com/watch?v=ffmUnP2yTsg" target="_blank">Trailer oficial do filme <em>Por que quebro McDonald&#8217;s?</em></a></li>
<li><a title="Terra" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5287194-EI306,00-Epidemia+de+obesidade+infantil+no+Brasil+preocupa+medicos.html" target="_blank">Epidemia de obesidade infantil no Brasil preocupa médicos</a></li>
<li><a title="ABESO" href="http://www.abeso.org.br/lenoticia/255/adultos-obesos-ja-sao-13-porcento-no-brasil.shtml" target="_blank">Quase metade dos adultos brasileiros têm sobrepeso; 13% são obesos</a> (dados de 2009).</li>
</ul>

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</ul>

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		<title>Um Ano Sem Comprar &#8211; Um Ano Sabático</title>
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		<comments>http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-um-ano-sabatico/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 18:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[minimalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-um-ano-sabatico/">Um Ano Sem Comprar &#8211; Um Ano Sabático</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Quando falei da minha vontade de editar a vida, fiquei surpresa com a quantidade de comentários positivos que recebi (não só no blog, mas também pelo twitter e facebook). Agora, conto como tudo começou e dou os detalhes no meu ano sabático de compras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-um-ano-sabatico/">Um Ano Sem Comprar &#8211; Um Ano Sabático</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p>Quando falei da minha vontade de <a title="Editando a Vida - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/editando-a-vida/" target="_blank">editar a vida</a>, fiquei surpresa com a quantidade de <strong>comentários positivos</strong> que recebi (não só no blog, mas também pelo twitter e facebook). Como essa é uma ideia que me acompanha há vários meses, já tinha comentado a respeito por aí e nem sempre ganhei respostas positivas. De algumas pessoas, recebi até um tom de agressividade, como se elas se sentissem atacadas por mim e fossem obrigadas a se justificar.</p>
<p>Felizmente, antes que eu me sentisse a única doida do universo, houve quem me desse força &#8211; sem contar que há uma muitos blogs escritos por <strong>pessoas que repensam o consumo e o consumismo</strong>, e são verdadeiras inspirações.</p>
<h3>Como tudo começou</h3>
<p><strong>Passei a analisar meus hábitos de consumo no início de 2010</strong>. Quando visitei minha amiga-irmã <a title="Blosque" href="http://blosque.com" target="_blank">Nospheratt</a>, em abril de 2010, muitas das nossas conversas transformaram-se em reflexões e mudaram minha forma de ver as coisas.</p>
<p>Na mesma época, comecei a ler o blog <a title="mnimalist" href="http://mnmlist.com/" target="_blank">mnimalist</a>. Embora o Leo Babauta seja radical (e eu não tenha simpatia por nenhum tipo de radicalismo), várias críticas que ele faz à sociedade de consumo são relevantes.</p>
<p>Depois, conheci o <a title="Hoje Vou Assim Off" href="http://hojevouassimoff.com.br" target="_blank">Hoje Vou Assim Off</a> e a proposta de <strong>recessionismo fashion</strong> da Ana. Eu tinha passado os últimos três ou quatro anos comprando mais roupas do que precisava, sempre naquela de &#8220;não posso perder essa liquidação&#8221; ou &#8220;essa saia é linda demais pra não levar&#8221;. Resultado: um armário abarrotado e eu usando sempre as mesmas peças &#8211; havia roupas compradas dois anos antes que ainda tinha etiqueta! <a title="Eu tenho muita coisa - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/eu-tenho-muita-coisa/" target="_blank">Eu tinha muita roupa</a>, muito mais do que precisava. Decidi parar de comprar e usar tudo que eu tinha em sete meses &#8211; o que não fosse usado, seria doado. <strong>A experiência foi fantástica</strong> e em breve farei um relato dela.</p>
<p>No início de 2011, li uma matéria sobre desapego na revista <em>Vida Simples</em> e comecei outro desafio: os <strong><a title="50 desapegos - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/50-desapegos/" target="_blank">50 desapegos</a></strong>. Passei adiante (mais) roupas, cds, dvds, material de artesanato, utensílios de cozinha&#8230; Joguei fora papéis, ferramentas enferrujadas, brincos quebrados. Foi gratificante ver o resultado: uma casa mais leve e organizada.</p>
<p>Falando em organização, criei um blog, o <a title="Mania de Organizar" href="http://maniadeorganizar.com" target="_blank">Mania de Organizar</a>, dedicado ao tema. A sra. Monte não me deixaria dizer que sou organizada &#8220;desde sempre&#8221;, porque a verdade é que meu armário era uma bagunça quando eu era pirralha. O hábito da organização surgiu da necessidade, quando passei a morar sozinha e num espaço bem pequeno. Não demorou muito para que organizar se tornasse um prazer e um passatempo para mim.</p>
<p>Durante 2011, encontrei cada vez mais blogs sobre <strong>organização, consumo e minimalismo</strong> &#8211; esses três assuntos caminham juntos e, em outro texto, falarei dessa relação. Um dia, achei o <a title="Um Ano Sem Compras" href="http://umanosemcompras.blogspot.com/" target="_blank">Um Ano Sem Compras</a>. Os textos da Marina são excelentes, trazem reflexões sobre o consumismo, mostram como é difícil mudar velhos hábitos e resistir às compras por impulso&#8230; Li o blog de cabo a rabo, sempre pensando: será que dou conta? E <strong>resolvi tentar um 2012 sem compras</strong>.</p>
<h3>Ano Sabático?</h3>
<p>Sim, <strong>ano sabático no tocante aos hábitos de consumo</strong>. Um período sabático é, por definição, um tempo dedicado à reavaliação &#8211; você pode fazer um sabático para refletir, analisar e reavaliar toda a sua vida, ou a sua carreira, ou seus relacionamentos etc. Seu sabático pode durar dois dias ou dois anos.</p>
<p><strong>2012 será meu sabático de compras</strong>. Pelo que tenho acompanhado da jornada da Marina, não se trata simplesmente de decidir não comprar e pronto; manter a decisão exige esforço e acaba levando a um maior autoconhecimento: quais são meus padrões?; quais são meus impulsos?; o que me faz falta, e por que sinto falta dessas coisas?</p>
<h3>Um ano sem comprar NADA?</h3>
<p>Não, não é bem assim. Como todos que encaram essa proposta, tenho as minhas <strong>exceções.</strong></p>
<p><strong>O que posso comprar</strong>:</p>
<ul>
<li><strong>Uma lente fotográfica</strong>, porque no fim de 2011 ganhei o corpo de uma Canon EOS 500.</li>
<li><strong>Equipamentos para praticar pilates em casa</strong>, um plano para o segundo semestre.</li>
<li><strong>Um netbook</strong> (porque o meu está sem bateria há meses).</li>
<li><strong>Serviços</strong>: restaurante, cabeleireiro, médicos, veterinária (tenho uma gata), internet, revelação de filmes etc. A ideia é não consumir bens materiais; não é viver como uma ermitã.</li>
<li><strong>Experiências</strong>: &#8220;experiências&#8221; são aquelas coisas que não ocupam espaço, mas contribuem para a felicidade. A lista é pessoal &#8211; a minha engloba viagens, vinhos, queijos, saídas com os amigos, idas ao teatro etc. Estou fazendo essa experiência para ser <em>mais </em>feliz, não o contrário.</li>
<li><strong>Itens de consumo constante e inevitável</strong>: alimentos, produtos de higiene pessoal, material de limpeza, remédios, combustível, tênis (eu pratico corrida e, seu meu tênis furar, será inevitável comprar outro).</li>
<li><strong>Presentes</strong> (para outros, não para mim mesma, claro!).</li>
</ul>
<p><strong>O que não posso comprar</strong>:</p>
<ul>
<li><strong>roupas</strong></li>
<li><strong>sapatos</strong></li>
<li><strong>acessórios</strong></li>
<li><strong>cosméticos</strong></li>
<li><strong>livros</strong></li>
<li><strong>cds</strong></li>
<li><strong>dvds</strong></li>
<li><strong>eletrônicos (a não ser para reposição por quebra)</strong></li>
<li><strong>revistas (isso vai ser difícil)</strong></li>
<li><strong>e tudo que não se encaixar na lista de exceções.</strong></li>
</ul>
<h3>Por que estou fazendo isso?</h3>
<p>Sempre que comento que não vou comprar nada em 2012, a primeira pergunta que ouço é &#8220;por quê?&#8221;. Eis as respostas:</p>
<ul>
<li><strong>Porque eu quero</strong>. Ninguém está me obrigando. Não tenho dívidas. Meu saldo não está no vermelho. Não vou picar meus cartões de crédito.</li>
<li><strong>Para ver se consigo</strong>. Nunca fui uma compradora desenfreada a ponto de gastar mais do que podia, mas em diversos momentos comprei mais do que precisava. Tive a fase dos casacos, a dos cds, a das maquiagens, a dos esmaltes&#8230; Quero ver se consigo passar um ano inteiro sem ter um surto consumista.</li>
<li><strong>Porque será um desafio</strong>. Embora tenha reduzido muito meu consumo em 2011, dei-me ao luxo de comprar um sapatinho lindo e a coleção completa de <em>Friends</em>, por exemplo. Como será quando eu quiser <em>muito </em>alguma coisa durante 2012?</li>
<li><strong>Porque será um processo de autoconhecimento</strong>, a julgar pelos textos da Marina e de outros blogueiros que encaram desafios semelhantes.</li>
<li><strong>Para usar melhor tudo que já tenho</strong>: minhas roupas, meus sapatos, a maquiagem, os dvds&#8230;</li>
<li><strong>Para poder falar sobre o tema</strong>. Consumo consciente é um tema que me interessa cada vez mais. Suas implicações no conjunto de valores pessoais e no meio ambiente são dois dos aspectos que mais me cativam.</li>
<li><strong>Porque acredito que <a title="Less Stuff = More Happiness" href="http://www.ted.com/talks/graham_hill_less_stuff_more_happiness.html" target="_blank">menos coisas geram mais felicidade</a>.</strong></li>
</ul>
<h3>Virei minimalista?</h3>
<p>Não. Essa proposta me lança no mundo do <strong><a title="The Minsumer Moviment - Miss Minimalist" href="http://www.missminimalist.com/2010/04/the-minsumer-movement-a-quiet-revolution/" target="_blank">consumo mínimo</a></strong>, não do minimalismo. Ainda tenho coisas demais pra poder me considerar minimalista e, embora continue em eterno processo de desapego, não creio que chegue ao ponto de viver com apenas 100 itens. Ou 50. Nem pretendo dar <em>todos</em> os meus livros e dvds.</p>
<p>Como eu disse lá em cima, radicalismos me desagradam e há muito radicalismo entre os minimalistas. Li certa vez que alguns chegam a competir para ver quem tem <em>menos</em> coisas &#8211; o que é o exato oposto do consumismo, em que se compete para ver quem tem <em>mais</em> coisas. <strong>A virtude, como sempre, está no meio</strong>.</p>
<p>Há, contudo, vários minimalistas que não se livram de absolutamente tudo. Esses procuram o equilíbrio e são os que dão os <em>insights</em> mais bacanas. Aos poucos vou compartilhando textos e referências por aqui.</p>
<h3>Acompanhe a experiência</h3>
<p>A cada mês, publico um texto sobre a experiência de ficar sem comprar durante um ano. Você pode ver todos eles aqui:</p>
<ul>
<li><a title="Um Ano Sem Comprar - Janeiro | Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-compras-janeiro/" target="_blank">Janeiro</a></li>
<li><a title="Um Ano Sem Comprar - Fevereiro | Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/um-ano-sem-comprar-fevereiro/" target="_blank">Fevereiro</a></li>
</ul>
<h3>O que você acha disso tudo?</h3>
<p>Falei demais &#8211; e não cheguei nem perto de esgotar o assunto. Agora é sua vez de falar. O formulário de comentários é serventia da casa. <img src='http://diadefolga.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>

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	<li><a href="http://diadefolga.com/editando-a-vida/" title="Editando a Vida">Editando a Vida</a></li>
	<li><a href="http://diadefolga.com/50-desapegos/" title="50 desapegos">50 desapegos</a></li>
</ul>

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		<title>Editando a Vida</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 14:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[minimalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/editando-a-vida/">Editando a Vida</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Em 2012, um novo assunto aparecerá bastante por aqui: o minimalismo. Não me refiro a arquitetura minimalista, ou culinária minimalista, mas a uma vida minimalista. Nesse momento, estou aprendendo a olhar minhas coisas de modo diferente e a analisar o consumo e o consumismo sob outra ótica. Quer aprender junto comigo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/editando-a-vida/">Editando a Vida</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><img class=" " title="De que você precisa?" src="http://diadefolga.com/img/carrinho-de-supermercado.jpg" alt="De que você precisa?" width="240" height="184" /><p class="wp-caption-text">De que você precisa?</p></div>
<p>Em 2012, um novo assunto aparecerá bastante por aqui: o <strong>minimalismo</strong>. Não me refiro a arquitetura minimalista, ou culinária minimalista, mas a uma <strong>vida minimalista</strong>.</p>
<p>Não, não vou reduzir meus pertences a uma lista de 100 itens, nem vou abandonar meu emprego, vender meu carro ou mudar-me para uma casa menor. Tenho lido bastante sobre o tema há meses (e praticado um bocado também) e se tem algo que aprendi é que <strong>o minimalismo não precisa ser radical</strong>. Trata-se, mais propriamente, de saber o que é importante &#8211; de saber que <em>coisas</em> não são importantes, <em>experiências </em>é que são. Buscar uma vida minimalista é perceber que as <em>minhas coisas</em> consomem tempo, dinheiro e espaço que poderiam ser melhor direcionados. É entender que o consumismo não prejudica apenas o meio-ambiente, essa expressão que pra muita gente parece distante e abstrata, mas afeta a vida cotidiana. É <strong>aprender a consumir racionalmente</strong>.</p>
<p>Como aperitivo do que vem pela frente, deixo três referências:</p>
<p>1. O blog <strong><a title="Um Ano Sem Compras" href="http://umanosemcompras.blogspot.com/" target="_blank">Um Ano Sem Compras</a></strong>, nascido do desafio que a Marina se propôs e lotado das reflexões que ela tem feito sobre o assunto. E sim, vou fazer de 2012 meu ano-sem-compras.</p>
<p>2. O vídeo <strong><a title="TED" href="http://www.ted.com/talks/graham_hill_less_stuff_more_happiness.html" target="_blank">Less stuff, more happiness</a></strong> (tem legendas em português). Em menos de 6 minutos, Graham Hill resumiu brilhantemente o conceito de vida minimalista. Foi do seu projeto <a title="Life Edited" href="http://lifeedited.treehugger.com/" target="_blank">Life Edited</a> que retirei o título desse texto.</p>
<p>3. A <strong><a title="The Minsumer Momemen: A Quiet Revolution - Miss Minimalist" href="http://www.missminimalist.com/2010/04/the-minsumer-movement-a-quiet-revolution/" target="_blank">explicação da Miss Minimalist sobre consumo mínimo</a></strong>:</p>
<blockquote><p>O instinto do consumo está enraizado na sobrevivência e é difícil de ser contido. Os fabricantes exploram esse fato e continuamente nos apresentam novas &#8220;necessidades&#8221; para suprimir nosso sentimento de realização. Eles tentam nos convencer de que nossas vidas são incompletas sem o mais recente aparelho; que nossas casas estão desatualizadas e devem ser &#8220;melhoradas&#8221;; que nossos carros devem ser novos e nossas roupas devem estar na moda.</p>
<p>Bem, nós declaramos &#8220;Basta!&#8221; Recusamo-nos a passar a melhor parte das nossas vidas desejando, adquirindo e pagando por coisas. Não somos Consumidores ou Anti-Consumidores, mas Consumidores Mínimos [observação: a autora cunhou a palavra <em>minsumers</em> para resumir esse conceito]. Nossa estratégia é simples:</p>
<ul>
<li>Minimizar nosso consumo ao que atende nossas necessidades.</li>
<li>Minimizar o impacto do nosso consumo no meio-ambiente.</li>
<li>Minimizar o efeito do nosso consumo sobre a vida das outras pessoas.</li>
</ul>
<p>Para tanto, não vamos gastar nosso dinheiro ou os recursos do planeta em coisas frívolas. Vamos reutilizar e reaproveitar o que podemos, e preferir coisas usadas a novas. Vamos evitar artigos feitos com a exploração da mão-de-obra ou com a violação dos direitos humanos. Vamos suportar nossas economias locais e trabalhar para criar comunidades sustentáveis. [observação: não faço a <em>mínima</em> ideia de como implementar alguns desses itens.]</p></blockquote>
<p>Honestamente, não sou minimalista. Não sei se serei. Nesse momento, estou aprendendo a olhar minhas coisas de modo diferente e a analisar o consumo e o consumismo sob outra ótica. Quer aprender junto comigo?</p>
<p style="text-align: right;"><em>Imagem: <a title="stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/photo/1071221" target="_blank">jrdurao</a>, royalty free.</em></p>

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</ul>

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		<title>A Histeria Natalina</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 19:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[datas comemorativas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/a-histeria-natalina/">A Histeria Natalina</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
"Jingle Bells, Jingle Bells, já chegou o Natal"... e sabe o que mais chegou? A histeria coletiva. Todo ano vejo a mesma coisa. Não é à toa que tanta gente chega absurdamente estressada aos dias das festas, incapaz de aproveitar o que quer que seja e com um pavio tão curto que não precisa muito para surgirem as tradicionais brigas familiares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/a-histeria-natalina/">A Histeria Natalina</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p><em>Jingle Bells, Jingle Bells, já chegou o Natal</em>&#8230; e sabe o que mais chegou? A histeria coletiva.</p>
<p>Todo ano é a mesma coisa.</p>
<p>O trânsito fica ainda mais caótico porque as pessoas querem resolver a vida em uma semana. A maioria delas está com a cabeça no mundo da lua &#8211; ou melhor, nos presentes, nos gastos&#8230; ai, os gastos! &#8220;Como vou pagar por isso? Será que encontro mais barato em outro lugar? Fulano disse que viu o celular que meu filho quer em promoção, e a loja nem é tão longe assim, fica só a uns 30 quilômetros daqui. Internet, internet, preciso de internet pra pesquisar os preços &#8220;- ufa!</p>
<p>Canso só de escrever, aliás, só de pensar nesse frenesi.</p>
<p>Vejo as filas quilométricas de carros com gente ansiosa para entrar em estacionamentos lotados, acotovelar-se nos corredores dos shoppings, correr de uma loja a outra, encarar filas monstruosas para pagar (caro) pelos cobiçados presentes&#8230; cobiçados por quem, mesmo? Pode ser que o presenteado goste, mas há uma boa chance que aquilo vire mais um excesso, mais uma tranqueira sem uso. E você investiu tanto tempo, esforço e dinheiro para agradá-lo, não é mesmo? E tinha que ser agora, no natal, sem falta!</p>
<p>Diga, por que você se esforçou tanto? Foi por amor? Sim, em alguns casos foi. Em outros tantos (a maioria, arrisco-me a dizer), foi apenas para cumprir uma obrigação social. Nem vou falar do consumismo, da hiper-exposição a anúncios, da pressão interna e externa para comprar, comprar, comprar e comprar um pouco mais. Estamos cansados de saber que é assim que o mercado funciona.</p>
<p>E você se rende ao mercado. Normalmente nem percebe essa loucura toda, sequer toma uma decisão consciente de participar desse fenômeno. Quando tudo acaba, o resultado é cansaço, estresse, endividamento e, ainda por cima, um gostinho amargo de que não fez o suficiente, não deu o melhor presente, esqueceu de alguém, desagradou não sei quantos, não cumpriu sua obrigação a contento. Jura que vai fazer diferente no ano seguinte &#8211; pelo menos, vai antecipar as compras! &#8211; mas lá no fundo sabe que tudo se repetirá.</p>
<p>Não é à toa que tanta gente chega absurdamente estressada aos dias das festas, incapaz de aproveitar o que quer que seja e com um pavio tão curto que não precisa muito para surgirem as tradicionais brigas familiares.</p>
<p>Minha família é pequena. De comum acordo, abolimos os presentes de natal há vários anos. Confesso, um tanto envergonhada, que não gostei da decisão logo de cara. Hoje, no entanto, sinto-me privilegiada. Fico verdadeiramente feliz quando percebo que estou fora dessa roda vida, que estou livre da neurose, que posso ter um fim de ano decente, até sossegado. Ao meu redor, as pessoas estão ensandecidas, correndo feito baratas tontas, histéricas mesmo. Assisto a tudo como se fosse um filme em <em>fast foward </em>e fico me perguntando: como elas aguentam?! Como não piram no meio da rua, como não saem batendo o carro, esbravejando e xingando o mundo?? (Bem, algumas fazem exatamente isso.)</p>
<p>Não vou aqui dizer pra você fazer o mesmo que fizemos na minha família. Não vou dizer que esse consumismo todo é vicioso, venenoso e destruidor. Não vou dizer que é preciso mudar os valores, as prioridades e o estilo de vida que tem predominado nas últimas décadas.</p>
<p>Cada um faz o que quer. Cada um escolhe o que acha melhor.</p>
<p>Desde que seja uma escolha.</p>
<p>Você já pensou que <em>tem</em> uma escolha?</p>
<p>Já pensou que as coisas <em>não precisam</em> ser assim?</p>
<p>Que as festas de fim de ano podem ser mais leves?</p>
<p>Que a falta de presentes <em>não</em> significaria falta de amor (da mesma forma que presentes <em>não</em> significam amor)?</p>
<p>Que talvez valha a pena tentar algo diferente no ano que vem?</p>

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</ul>

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		<title>Também vou falar da Hope.</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 17:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/tambem-vou-falar-da-hope/">Também vou falar da Hope.</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Mas não será um texto sobre a propaganda recentemente veiculada para a empresa. Também não gostei, mas muita gente boa já escreveu a respeito. Acontece que uma coisa é publicidade, outra é produto e outra bem diferente é atendimento ao consumidor. O produto da Hope é muito bom, e o atendimento pós-venda mostrou-se excelente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/tambem-vou-falar-da-hope/">Também vou falar da Hope.</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p>Mas não será um texto sobre a propaganda recentemente veiculada para a empresa. <strong>Também não gostei</strong>, mas muita gente boa já escreveu a respeito. Confira, por exemplo, o <strong><a title="Gisele Bundchen e a minha calcinha - Groselha News" href="http://srtabia.com/2011/09/gisele-bundchen-e-a-minha-calcinha/" target="_blank">excelente texto da Srta. Bia</a></strong>.</p>
<p>Acontece que <strong>uma coisa é publicidade, outra é produto e outra bem diferente é atendimento ao consumidor</strong>. Se uma empresa falha no primeiro item, tem de ser muito boa nos dois últimos para que eu não deixe de consumir. Agora, se falha no produto ou no atendimento, pode ter a propaganda mais perfeita do mundo que jamais terá novamente minha confiança.</p>
<p><strong>O produto da Hope é muito bom</strong>. No Brasil, só ela e a Liz se preocupam em vender sutiãs com uma marcação para o tamanho das costas e outra para o bojo (já há outras marcas surgindo com a mesma proposta, mas atingem apenas o sudeste). Por isso há anos só compro sutiãs delas.</p>
<p>Vai daí que, dia desses, resolvi testar a <a title="Hope Online" href="http://www.hopeonline.com.br/" target="_blank">Hope Online</a>. Frete grátis promocional, peças lindas no outlet, sabe como é…</p>
<p>Só que não comprei o sutiã habitual, mas outros produtos. Acabei errando ao pedir os tamanhos. Solicitei a troca (a primeira é gratuita) e, já que teria de trocar os tamanhos de algumas peças, aproveitei pra pedir a troca de outras cujas cores não me agradaram. Tem problema? &#8220;Não senhora, nenhum&#8221;.</p>
<p>O detalhe é que a etiqueta tem de estar presa na peça para validar a troca, mas a do short doll prendia a parte debaixo à de cima, tornando impossível experimentar sem tirá-la. Tem problema? &#8220;Não, nenhum&#8221;.</p>
<p>Dias depois, recebo uma ligação: &#8220;Senhora, infelizmente algumas peças não existem mais nos tamanhos solicitados&#8221;. E agora? &#8220;Não podemos reenviar apenas uma parte da encomenda, mas podemos estornar toda a compra na forma de um vale-presente, mantendo o frete grátis&#8221;. Beleza. Nem achei ruim o fato de não terem mais no meu tamanho &#8211; outlet é assim mesmo.</p>
<p>Num domingo, tentei fazer a nova compra. Hum, quiseram cobrar o frete. Mandei email solicitando novo vale-presente. Na segunda de manhã, a resposta: &#8220;Desculpe o engano. O vale-presente já foi consertado, pode usá-lo e o frete será grátis&#8221;. E foi mesmo.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 190px"><a title="Mimo da Hope by Lu Monte, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/lucianamonte/6262376250/" target="_blank"><img title="Mimo da Hope" src="http://farm7.static.flickr.com/6058/6262376250_1f5014f850_m.jpg" alt="Mimo da Hope" width="180" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Sabonete delicioso.</p></div>
<p>Poucos dias depois, <strong>apesar da greve dos correios</strong>, minha encomenda chegou. Abri a caixa e… bah, não era nada do que eu tinha pedido. Mandaram-me a encomenda de outra pessoa. Novo email, reclamando. No mesmo dia, um pedido de desculpas muito educado e a informação de que meu pedido seria logo enviado.</p>
<p><strong>Dois dias depois</strong> (com os correios ainda em greve), recebi a caixa. Pesada… será que erraram de novo? Quando abri, lá estava minha encomenda, perfeita. Junto, uma carta pedindo desculpas e um frasco (de vidro, não de plástico) de <strong>sabonete líquido com aroma de erva cidreira delicioso</strong>, como brinde pelos transtornos!</p>
<p><strong>Erros acontecem com compras online</strong>. Eu errei nos tamanhos e nas cores quando fiz o primeiro pedido. A Hope errou quando me mandou a caixa de outra pessoa. O que importa mesmo (além da qualidade do produto) é o atendimento. <strong>Especialmente o atendimento pós-venda</strong>. E nisso <strong>a Hope está de parabéns</strong>. É um belo exemplo a ser seguido por outras empresas, inclusive por gigantes que enviam macarrão instantâneo no lugar de um notebook e só atendem o consumidor decentemente depois que a história cai na mídia.</p>

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</ul>

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