Cardápio de Natal – minhas sugestões

Em casa não temos o hábito de ceias enooooormes de Natal. Ninguém quer passar dois dias enfurnado na cozinha – um pra preparar tudo, outro pra limpar a bagunça – num dia que deveria ser voltado ao convívio familiar, não às panelas. A regra, então, é simplificar. Aqui vão minhas sugestões para você fazer uma boa ceia sem estresse.

Salada de Natal
Salada de Natal

Para beliscar enquanto a carne dá aquela coradinha esperta, montamos uma tábua de queijos. Qualquer hora, prometo colocar aqui referências pra arrumar uma bem completa.

Uma salada também vai bem nesse calor tropical. Minha sugestão é a Salada de Natal, que leva nozes e uvas passas em homenagem à data.

A carne normalmente é mesmo o peru da Sadia, assado conforme a embalagem. “Ah, peru é seco”… olha, garanto que se você seguir as instruções, ele fica muito gostoso. O que acontece é que o povo põe o peru na assadeira, joga fora a embalagem e depois vai fazendo do jeito que dá, sem ler o passo-a-passo (que inclui manteiga, regar etc. e tal).

Bacalhau ao Forno Facílimo
Bacalhau ao Forno Facílimo

Se você não é fã de peru ou se acha que essa “tradição” não tem o menor sentido no natal brasileiro – porque não tem mesmo -, que tal surpreender a família com um Bacalhau de Forno Facílimo? A receita é simples e  deliciosa. Além do mais, bacalhau nessa época não custa um rim, diferentemente do que acontece na semana da páscoa.

Para acompanhar, uma bela farofa! Essa é a parte mais esperada do meu natal (e fica a cargo do Sr. Monte). Os preparativos começam uma semana antes, com uma carne assada cujas sobras são picadinhas e reservadas para a farofa. Os outros ingredientes ficam a cargo da imaginação: em casa sempre incluímos bacon, cebola, azeitona e banana – hummm, a banana é a melhor parte. Essa é outra receita que prometo colocar aqui uma hora dessas.

Chegamos à sobremesa! Ano que vem quero testar uns panetones de caneca. Esse ano, vou repetir a Rabanada Light, que sempre faz sucesso. Faço logo pela manhã pra não congestionar a cozinha.

Rabanada Light
Rabanada Light

Uma bonita travessa de frutas – uvas, mexericas, ameixas, pêssegos – complementa a decoração e a sobremesa.

Pronto! Resumindo as sugestões:

O resultado? Um jantar delicioso, todo mundo satisfeito, pouca louça pra lavar e tempo pra aproveitar a família. 😉

Você sabe fazer macarrão?

Macarrão com tomatinhos e roquefort - facílimo e delicioso!
Com tomatinhos e roquefort - facílimo e delicioso!

Tem certeza de que sabe?

Porque é o seguinte: todo mundo diz que sabe fazer macarrão, que é só botar na água e pronto, mas já tive o desprazer de comer “macarronadas” que não mereciam esse nome. Certa vez, a dona da casa conseguiu fazer um macarrão duro e grudado ao mesmo tempo. Sério.

Preparar um bom prato de macarrão é fácil, sim, mas não é à prova de erros. Se você é iniciante na cozinha, siga o passo-a-passo e não faça feio.

1. Compre uma massa de qualidade. Por favor. O macarrão será a estrela da mesa, então capriche. Não precisa ir atrás da melhor massa fresca da cidade, mas não recorra ao pacote de 1,99 do supermercado. Recomendo as massas da Barilla, mas há outras bem decentes por aí. (Atualização: como a Sandra bem lembrou nos comentários, o macete é procurar por macarrão “grano duro” para garantir o ponto certo de cozimento).

2. Calcule cerca de 1 litro de água para cada porção de 100 gramas de macarrão. Pense nisso na hora de escolher a panela. Se for muito pequena, as chances de que o macarrão grude aumentam.

3. Coloque sal na água fria (uma pitada generosa por litro). A ideia não é temperar o macarrão, mas elevar o ponto de ebulição da água: ela ferverá a uma temperatura mais alta e a perda de calor quando a massa for colocada será menos significativa, garantido que o macarrão fique pronto no tempo indicado na embalagem.

4. Só coloque o macarrão quando a água estiver fervendo. Nada de se precipitar e colocá-lo quando aparecerem as primeiras bolinhas. Espere pelas bolonas.

5. Pelamor, nem pense em quebrar o espaguete ou o talharim para caberem na panela. Isso deveria ser crime. Se alguns centímetros ficarem acima do nível da água, espere um minutinho (até menos) até a massa amolecer e acomode-a completamente na panela, com delicadeza.

6. Observe o tempo de cozimento escrito na embalagem. Confie nele: se você comprou um bom macarrão, o tempo indicado é suficiente. Nada de deixar o macarrão cozinhar até virar papa. O ponto certo é al dente, ou seja, firme. Seguiu os passos anteriores? Então não precisa se preocupar em mexer a massa durante o preparo.

7. Transfira o macarrão cozido para um escorredor. O de arroz não serve, ok? Os furos são muito pequenos. Tenha um escorredor de massas a postos.

8. Lavar ou não lavar o macarrão? Bem, lava-se o macarrão para interromper o cozimento e evitar que fique molenga. O problema é que o amido vai embora com a água e, portanto, o molho não vai envolvê-lo tão bem; o macarrão vai deslizar por ele, saca? Recomendo duas alternativas:

  • depois de escorrer o macarrão, passe-o para uma vasilha e coloque-a dentro de outra cheia de água e gelo – você interromperá o cozimento sem perder o amido;
  • ou escorra a massa um pouco antes do tempo indicado na embalagem (um minuto antes, mais ou menos) e pronto: ela chegará ao ponto certo graças ao calor que ainda armazena.

Acho a segunda opção mais prática, mas ela exige um pouco mais de experiência na cozinha.

9. Regue o macarrão com azeite. Esse é o toque final, porque impede que o amido faça o macarrão grudar. Você não precisa colocar azeite na água do cozimento – é agora, na finalização, que ele ajuda. Por outro lado, se você vai servir o macarrão e o molho misturados (em casa, prefiro servi-los separadamente e cada um coloca a quantidade de molho que deseja), o azeite é dispensável.

10. Pronto! Agora, é caprichar no molho e esperar os elogios!

Babel Restaurante

Esta semana, eu e uma amiga fomos conhecer o restaurante Babel (CLS 215, Blco A, Loja 37, Brasília). Desde que a casa abriu abriu, há anos, tinha curiosidade de visitá-la. Bem, devo dizer que o almoço foi decepcionante.

A primeira impressão, antes de entrarmos, foi positiva. Restaurante pequeno, menos de 15 mesas, ambiente um pouco pretensioso, toalhas brancas com guardanapos vermelhos (de tecido). Segundos depois, a coisa começou a desandar. Havia uma mesa vazia do lado de fora, ainda suja. Do lado de dentro, mesas limpas acompanhadas de ar parado e quente. Escolhemos ficar do lado de fora, mais fresco. O garçom não gostou.

– Vocês não querem sentar lá dentro, onde já tem mesas prontas?

– Não. Queremos que você limpe esta, por favor.

Limpou. Ao longo do almoço, percebemos que o restaurante não tem por hábito limpar as mesas e prepará-las para novos clientes.

Pedimos o tal Almoço VIP Executivo: salada do dia, três opções de pratos quentes – ambas escolhemos o risoto de bacalhau e tomate – e maçã com farofa de paçoca para a sobremesa (por 36 reais). E duas cocas zero, por favor.

A salada chegou (as bebidas, não) e quase tivemos um ataque de riso. A surpresa foi tanta que nem dei conta de fotografar o prato: uma, eu disse uma rodela de tomate, com uma colher de repolho picado e outra de cenoura ralada (um vinagrinho e gergelim completavam o “prato”). Uma rodela de tomate, meu povo.

A essa altura, as bebidas já tinham chegado, mas nada de saleiro ou guardanapos. Não tiveram o cuidado de refazer a arrumação da mesa que escolhemos.

Veio o prato principal. Acho que só comi um risoto tão ruim da primeira vez em que tentei fazer a receita. Seco, duro e quase frio. Risoto é um prato cremoso que se espalha pelo prato. O nosso consistia de duas colheradas de arroz empapado, uma empilhada sobre a outra. Taí a foto que não me deixa mentir:

Risoto de Bacalhau e Tomate - Babel Restaurante
Arroz unidos-venceremos.

Pra completar, estava completamente sem sal. Eu raspei o molho do prato para dar algum gosto ao arroz (porque, né, nada de saleiro na mesa até então). O risoto da rede Spoleto dá de 10 a 0.

Ah, sim: quando chegou o prato principal, solicitamos os guardanapos ao garçom. Só assim para os recebermos.

Por fim, a sobremesa. Além de seca (nem vou comentar quão pequena era), a da minha amiga continha pedaços de plástico. Três deles. Clique nas fotos se quiser ampliar.

Maçã com Farofa de Paçoca e Plástico Maçã com Farofa de Paçoca e Plástico

Na conta, cobraram os 10% sobre o valor cheio dos pratos, apesar de termos cupons de desconto de um desses sites de compra coletiva. A prática é duvidosa, mas exercida por alguns estabelecimentos. Pelo serviço que tivemos, não deveríamos ter aceitado os 10% nem sobre as cocas, mas eu só queria pagar logo e almoçar de verdade em qualquer outro canto.

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do “animus narrandi”, protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF).

Atualização

Recebi um contato do Bruno, novo gerente do Babel. O comentário está aqui mesmo, mas como nem todos lêem os comentários, resolvi copiar e colar aqui no corpo do texto. O grande mérito é dele é respeitar a opinião de uma consumidora. Só por isso, o Babel já merece uma segunda chance quando for reinaugurado.

Oi Lu! Encontrei seu blog por acaso, mas não foi mera coincidência pois fazem apenas 45 dias que assumi a gerência do Restaurante Babel. Não posso deixar de concorda com o que foi postado pois trata-se de uma realidade que tivemos muito trabalho para aniquilar (esse é o termo certo) maus profissionais, ou melhor, indivíduos totalmente sem competência e preparo que infelizmente nos últimos 1 ano e meio vinham denegrindo uma imagem que levamos sete anos para construir, eu digo que levamos porque fazia parte da equipe que conquistou a estrela no guia 4 rodas a 6 anos atrás. Pois bem, nos dias atuais a nossa realidade tornou-se outra, gracas a muito trabalho, treinamento e dedicação, estamos conseguindo gradativamente recuperar o que havia se perdido, com uma nova brigada de cozinha e salão, confesso que a brigada é muito jovem e inexperiente, antes que você me pergunte o que nos diferencia da antiga brigada, já te adianto, dedicação, empenho e o mais importante queremos status e fama, só há um meio de conseguir isso que é prestando serviços de excelência e qualidade, com atendimento diferenciado ao nosso publico, sabendo que não se paga 4,50 em um refrigerante pra parecer “bonitinho” e sim para ser servido, ser paparicado. Lu acho que merecemos outra chance de mostrar e provar que a nossa casa pode oferecer um serviço de qualidade. Estamos em reforma reabriremos dia 26 de abril de 2011 com uma nova culinária deixaremos de ser contemporâneo e passaremos a ser italiano. Será uma honra recebê-la em nossa casa novamente. Entre em contato com agente através do meu e-mail. Desde já te agradeço pela postagem pois essa é a única forma de não cometer erros do passado.

O Minimalista

Essa dica é pra quem gosta de cozinhar sem prender-se tanto a receitas e medidas. O Minimalista ensina em vídeos de 5 minutos (ou menos) receitas práticas, inovadoras ou simplesmente apetitosas, sem se preocupar muito em passar quantidades ou detalhes. O importante é pegar a ideia geral e adaptá-la ao seu paladar.

Por exemplo, ele dá a chave para um bom molho de salada: gordura, ácido e alguma outra coisa para dar sabor. A partir daí, sua criatividade manda. Também ensina a fazer arroz frito com alho, gengibre e alho poró, mas não espere que ele diga quanto colocar de alho, gengibre ou arroz. Você está vendo, pode ter uma noção. O que vale é aprender a combinar os ingredientes.

Algo mais sofisticado, como confit de laranja? Tem. Modismos como os smoothies (“aquelas coisas pelas quais você paga uma fortuna nas lanchonetes”)? Tem também. São mais de 70 receitas.

“O Minimalista” se chama Mark Bittman e escreve sobre comida para o jornal The New York Times, além de ter um blog. Os vídeos que linkei estão na TV UOL e têm dublagem em português.

Deu vontade de ir para a cozinha e testar algumas coisas novas neste fim-de-semana?