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	<title>Dia de Folga &#187; drama</title>
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	<description>opinião com gelo e laranja</description>
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		<title>Cisne Negro</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 01:31:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
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		<category><![CDATA[drama]]></category>
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		<category><![CDATA[crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/cisne-negro/">Cisne Negro</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título: Black Swan. Direção: Darren Aronofsky. Com Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel. A primeira bailarina de uma companhia está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina, mas ela possui sérios conflitos interiores. Pressionada por Thomas Leroy, um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/cisne-negro/">Cisne Negro</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título: <em>Black Swan<br />
</em></li>
<li>País: Estados Unidos</li>
<li>Ano: 2010</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 1 hora e 48 minutos</li>
<li>Direção: Darren Aronofsky</li>
<li>Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel.</li>
<li>Sinopse: Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios conflitos interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).</li>
</ul>
<h3>Comentários</h3>
<p><img class="alignright" title="Cisne Negro" src="http://diadefolga.com/img/cisne-negro.jpg" alt="Cisne Negro" width="300" height="450" />Se eu soubesse que <em>Cisne Negro </em>é do mesmo diretor de <em>Réquiem para um Sonho</em>, não teria ido ao cinema. Felizmente, não sabia. Se por um lado <em>Cisne Negro </em>tem a mesma tratativa psicológica de <em>Réquiem</em>, a coisa vertiginosa de entrar na mente da protagonista, por outro é um filme menos angustiante que seu antecessor, e nada depressivo.</p>
<p>Provavelmente o que torna <em>Cisne Negro</em> mais ameno que <em>Réquiem</em> é sua obviedade. O tema central é clichê (como é clichê o próprio <em>Lago dos Cisnes</em>): a dicotomia em várias formas, bem/mal, claro/escuro,  infantilidade/amadurecimento. O diretor recheia o filme de metáforas, mas faz questão de explicá-las todas; com isso, não chega a entediar (aliás, o filme não entedia em momento algum), mas subestima o expectador. Se bem que, ainda assim, vi gente sair do cinema dizendo que não tinha entendido o filme.</p>
<p>Essa tendência a explicar tudo nos míííínimos detalhes dá uma folga quando o assunto é o mundo interior de Nina, a protagonista. Os conflitos diários da moça acabam se convertendo em violentas alucinações e, em alguns momentos, fica difícil para a platéia distinguir delírio de realidade, como é difícil para a própria Nina. Ainda agora, pergunto-me se algumas cenas (e até personagens) realmente existiram (dentro do universo do filme, é claro) ou se não passaram da imaginação de Nina.</p>
<p>Sim, há cenas de sexo e masturbação no filme, como já foi comentado <em>ad nauseam</em> pela imprensa. Todas, contudo, servem a um propósito. Nada está deslocado, nada é &#034;nojento&#034; ou &#034;sujo&#034;, como li em uma crítica tão virulenta que me faz pensar que o tal crítico tem sérios problemas para lidar com a sexualidade feminina.</p>
<p>Um dos grandes méritos do filme é a edição envolvente, com um movimento das câmeras que faz um excelente trabalho em capturar as sensações da dança. Boa parte do ambiente tenso, perturbador mesmo, é criada pela excelente montagem. Outro ponto forte são as interpretações, todas ótimas &#8211; a de Natalie Portman, irretocável (ou &#034;perfeita&#034;, como diria sua personagem). Talvez, ainda assim, não seja filme para Oscar. A uma, pelas obviedades já mencionadas. A duas (e, de certa forma, numa crítica correlacionada), pelo mau uso de computação gráfica em diversos momentos, chegando a &#034;quebrar o clima&#034; do filme e desviar a atenção do trabalho magistral de Natalie Portman.</p>
<p>Aliás, se pode haver dúvidas quanto ao merecimento do Oscar de melhor filme, tem-se a certeza absoluta de que Natalie Portman merece o Oscar de melhor atriz principal. A moça faz um papel excepcional após o outro desde os onze anos, já foi indicada por <a title="Closer - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/closer-perto-demais/" target="_blank"><em>Closer</em></a> e dessa vez excede qualquer expectativa. Se não levar a estatueta, será pura injustiça.</p>
<p>Cotação: <img src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/4.gif" alt="4 estrelas" width="87" height="16" /></p>
<h3>Curiosidades</h3>
<ul>
<li>Natalie Portman, que sempre foi <em>mignon</em>, emagreceu dez quilos para o papel. Em alguns ângulos a magreza é tão intensa que chega a dar agonia. Diz-se que, a certa altura da filmagem, o diretor implorava que ela comesse alguma coisa.</li>
<li>A atriz fez balé clássico dos 4 aos 12 anos. Para interpretar o papel, submeteu-se a um treinamento de quase um ano, com direito a dores intensas. Durante as filmagens, deslocou uma costela (e continuou gravando). Ainda assim, foi usada uma dublê (a bailarina profissional Sarah Lane) para as acrobacias mais complexas e os <em>close-ups</em> abaixo da cintura.</li>
<li>Mila Kunis (Lilly) também emagreceu cerca de dez quilos para o papel, chegando a absurdos 43 quilos. Treinou intensamente por quatro meses, sofreu várias lesões e deu declarações dizendo que nunca mais quer dançar. Também foi usada uma dublê para as cenas mais elaboradas.</li>
<li>O orçamento do filme foi de míseros 13 milhões de dólares &#8211; tão baixo que, quando Natalie Portman deslocou a costela e precisou de tratamento médico, teve de abrir mão do seu trailer para obtê-lo.</li>
</ul>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a title="Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/cisne-negro/" target="_blank"><em>Cisne Negro</em> &#8211; Adoro Cinema</a></li>
<li><a title="IMDB" href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/" target="_blank"><em>Black Swan</em> &#8211; IMDB (em inglês)</a></li>
<li><a title="A insustentável leveza de Natalie - Revista Criativa" href="http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/0,,EMI206403-17376,00-A+INSUSTENTAVEL+LEVEZA+DE+NATALIE.html" target="_blank">Entrevista com Natalie Portman</a></li>
<li><a title="G1" href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/01/academia-anuncia-indicados-ao-oscar-2011.html" target="_blank">Candidatos ao Oscar 2011</a> (<em>Cisne Negro </em>concorre em cinco categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz, melhor fotografia e melhor montagem.)</li>
<li><a title="Omelete" href="http://www.omelete.com.br/cinema/globo-de-ouro-2011-os-vencedores/" target="_blank">Premiados pelo Globo de Ouro 2011</a> (Natalie Portman levou o prêmio de melhor atriz por <em>Cisne Negro</em>).</li>
</ul>
<p style="text-align: right;"><em>Imagem: divulgação.</em></p>

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</ul>

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		<title>Julie &amp; Julia</title>
		<link>http://diadefolga.com/julie-e-julia/</link>
		<comments>http://diadefolga.com/julie-e-julia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 15:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[4 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
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		<category><![CDATA[culinária]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/julie-e-julia/">Julie &#038; Julia</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título original: Julie &#038; Julia. Direção: Nora Ephron. Com Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond. 1948. Julia Child é uma americana que mora em Paris devido ao trabalho do marido. Para ocupar-se, estuda culinária e passa a apresentar um programa de tv sobre o assunto. Cinquenta anos depois, Julie Powell está frustrada com sua vida. Em busca de um objetivo, resolve passar um ano cozinhando as 524 receitas do livro de Julia, e cria um blog para relatar a experiência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/julie-e-julia/">Julie &#038; Julia</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título: <em>Julie &amp; Julia</em></li>
<li>País: EUA</li>
<li>Ano: 2009</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 2 horas e 3 minutos</li>
<li>Direção: Nora Ephron</li>
<li>Roteiro: Nora Ephron, baseado no livro <em>Julie &amp; Julia</em>, de Julie Powell, e <em>My Life in France</em>, de Julia Child e Alex Prud&#039;homme</li>
<li>Elenco: Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond.</li>
<li>Sinopse: 1948. Julia Child (Meryl Streep) é uma americana que mora em Paris devido ao trabalho de seu marido, Paul (Stanley Tucci). Para ocupar-se, estuda culinária e passa a apresentar um programa de tv sobre o assunto. Cinquenta anos depois, Julie Powell (Amy Adams), prestes a completar 30 anos, está frustrada com sua vida. Em busca de um objetivo, resolve passar um ano cozinhando as 524 receitas do livro de Julia Child, <em>Mastering the Art of French Cooking</em>, e cria um blog para relatar a experiência.</li>
</ul>
<h3>Comentários</h3>
<p><img class="alignright" title="Julie e Julia" src="http://diadefolga.com/img/julie-julia.jpg" alt="Julie e Julia" width="300" height="419" /></p>
<p>Filmes de culinária estão se tornando uma categoria à parte. <em>Julie &amp; Julia </em>é mais uma dessas histórias que têm na comida o ponto de partida e, sem querer fazer trocadilhos, é deliciosa.</p>
<p>Diga-se que <em>Julie &amp; Julia</em> não é somente um filme sobre culinária, é um filme sobre blog(ueiros). Impossível não se identificar com os primeiros passos de Julie, a surpresas dos primeiros comentários, o prazer em saber que existe gente do outro lado da tela lendo o que ela escreve. Minhas partes preferidas do filme giram em torno do blog, não da cozinha.</p>
<p>Aliás, o problema de filmes que se passam em duas realidades diferentes é que costumo preferir uma delas e torcer loucamente para que a outra termine logo e tenha continuidade a minha eleita. Por incrível que pareça, embora Meryl Streep esteja ótima como sempre (bastante irritante, mas condizente com a Julia Child original), minha história favorita é mesmo a de Julie. Amy Adams está excelente no papel com o qual sou obrigada a me identificar: 30 anos, servidora pública frustrada com sua carreira e&#8230; blogueira.</p>
<p>Ao fim e ao cabo, <em>Julie &amp; Julia</em> usa culinária e blog para falar sobre buscas, metas e realização pessoal. Pode-se dizer que, embora trate de cozinha, é um filme feminista, enfocando a força dessas duas mulheres separadas pela geografia e pelo tempo. Os homens estão lá, sim, como apoio. Elas são as estrelas de suas próprias vidas.</p>
<p>Cotação: <img style="border: 0pt none;" title="4 estrelas" src="../wp-content/uploads/4.gif" border="0" alt="4 estrelas" width="87" height="16" /></p>
<h3>Curiosidades</h3>
<p>Julia Child foi a primeira mulher norte-americana a estudar na famosa escola de gastronomia <em>Le Cordon Bleu</em>.</p>
<p>Meryl Streep é bem mais baixa que Julia Child (que tinha impressionantes 1,90 m.), então foram necessários truques de câmera e de cenário, além de muito salto alto, para fazê-la parecer enorme.</p>
<p>O casal Meryl Streep e Stanley Tucci já havia contracenado no excelente <a title="O Diabo Veste Prada - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/o-diabo-veste-prada" target="_blank"><em>O Diabo Veste Prada</em></a>.</p>
<p>Nora Ephron, a roteirista e dirtora, é especializada em filmes fofos. Na lista estão, por exemplo, <em>Mensagem para Você</em>, <em>Sintonia de Amor</em> e, meu favorito, <em>Harry e Sally &#8211; Feitos Um Para O Outro</em>.</p>
<p>Ainda é possível ler algo do <a title="The Julie/Julia Project" href="http://blogs.salon.com/0001399/" target="_blank">The Julie/Julia Project</a> (o blog que inspirou o livro que inspirou o filme), e Julie Powell mantém outro blog em atividade, o <a title="What Could Happen?" href="http://juliepowell.blogspot.com/" target="_blank"><em>What Could Happen?</em></a>.</p>
<p><a title="The Julie/Julia Project - primeiro post" href="http://blogs.salon.com/0001399/2002/08/25.html" target="_blank">O primeiro post do blog original</a> fala em 536 receitas. O filme repete o tempo todo que são 524.</p>
<p>Segundo o <a title="Julie e Julia - IMDB (em inglês)" href="http://www.imdb.com/title/tt1135503/" target="_blank">IMDB</a>, <em>Julie &amp; Julia</em> é o primeiro filme com importância baseado em um blog.</p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a title="Julie e Julia - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/julie-julia/" target="_blank">Julie &amp; Julia</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="Julie e Julia - site oficial" href="http://www.sonypictures.com/homevideo/julieandjulia/" target="_blank">Julie &amp; Julia</a> &#8211; site oficial (em inglês)</li>
<li><a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/julie-julia-365-dias-524-receitas-e-uma-cozinha-apertada-powell-julie-9788576162681.html?af=2330" target="_blank">Julie &amp; Julia &#8211; o livro</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right;"><em>Imagem: divulgação.</em></p>

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</ul>

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		<item>
		<title>Budapeste</title>
		<link>http://diadefolga.com/budapeste/</link>
		<comments>http://diadefolga.com/budapeste/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 14:19:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[2 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/budapeste/">Budapeste</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título: Budapeste. Direção: Walter Carvalho. Com Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli, Gabriella Hámori, Paola Oliveira, Débora Nascimento, Antonie Kamerling, Ivo Canellas. José Costa é um "ghost writer" carioca bem-sucedido. Ao conhecer Budapeste, apaixona-se pelo idioma local. No Rio, sua vida torna-se cada vez mais infeliz. Costa passa a escrever autobiografias, na esperança de que a vida de outras pessoas o salve do tédio que sente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/budapeste/">Budapeste</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p style="text-align: right;"><cite>Única, intacta, intraduzível.<br />
(Frase eternamente repetida por um dos personagens do filme.)</cite></p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título: <em>Budapeste</em></li>
<li>País: Brasil/Hungria/Portugal</li>
<li>Ano: 2009</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 1 hora e 53 minutos</li>
<li>Direção: Walter Carvalho</li>
<li>Roteiro: Rita Buzzar, baseado em livro de Chico Buarque</li>
<li>Elenco: Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli, Gabriella Hámori, Paola Oliveira, Débora Nascimento, Antonie Kamerling, Ivo Canellas.</li>
<li>Sinopse: José Costa é um <em>ghost writer</em> carioca bem-sucedido. Ao conhecer Budapeste, apaixona-se pelo idioma local. No Rio, sua vida torna-se cada vez mais infeliz. Costa passa a escrever autobiografias, na esperança de que a vida de outras pessoas o salve do tédio. Sua esposa acaba se apaixonando por um dos biografados sem saber que o marido é o verdadeiro autor das histórias. Costa divide-se entre o Rio e Budapeste, onde parece ser mais feliz.</li>
</ul>
<h3>Comentários</h3>
<p><img class="alignright" title="Budapeste" src="http://diadefolga.com/img/budapeste.jpg" alt="Budapeste" width="240" height="354" /></p>
<p>Certas histórias simplesmente não funcionam no cinema. É o caso de <em>Budapeste</em>, excelente livro de Chico Buarque que perdeu grande parte de sua força ao ser filmada.</p>
<p>O longa mal consegue traduzir a angústia de Costa, o <em>ghost writer</em> que sofre e, ao mesmo tempo, regozija-se no anonimato. Costa não tem nada que o torne memorável ou lhe dê orgulho,  sequer o filho. Por isso mesmo, Budapeste, um lugar completamente estranho, torna-se-lhe tão viável. Budapeste, para ele, é quase um portal para outra dimensão, uma chance de ser feliz.</p>
<p>O filme mastiga tudo isso, mas falha em envolver o espectador na angústia de Costa. Não consegue transmitir sua ambiguidade, a sensação de não pertencimento a lugar algum. A interpretação de Leonardo Medeiros, excessivamente comedida, dilui qualquer empatia que o público pudesse ter com o protagonista.</p>
<p>O roteiro toma rumos equivocados, como a inserção de cenas de sexo que nada acrescentam à trama. Por outro lado, pouca atenção é dada a uma situação tão marcante no livro de Chico: a perda do domínio do próprio idioma por Costa, que se embrenha tanto no húngaro (&#034;a única língua que o diabo respeita&#034;, segundo sua anfitriã e professora Kriska) que lentamente abandona o português. O livro é impregnado de uma vertigem que o filme não é capaz de transmitir.</p>
<p><em>Budapeste</em> tem o mérito de uma fotografia belíssima com cenas marcantes, como a estátua de Lênin descendo o Rio Danúbio. Também traz um desfecho interessante (com um detalhe a mais que o livro). Infelizmente, porém, o fim demora demais a chegar.</p>
<p>Cotação: <img style="border: 0pt none;" title="2 estrelas" src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/2.gif" border="0" alt="2 estrelas" width="87" height="16" /></p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a title="Budapeste - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/budapeste/" target="_blank">Budapeste</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/budapeste-chico-buarque-8535904174.html?af=2330" target="_blank">Budapeste &#8211; o livro</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right;"><em>Imagem: divulgação.</em></p>

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</ul>

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		<title>Jean Charles</title>
		<link>http://diadefolga.com/jean-charles/</link>
		<comments>http://diadefolga.com/jean-charles/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 15:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[3 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[história real]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/jean-charles/">Jean Charles</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título: Jean Charles. Direção: Henrique Goldman. Com Selton Mello, Vanessa Giácomo, Luís Miranda, Patrícia Armani, Maurício Varlotta, Sidney Magal, Daniel de Oliveira. Jean Charles de Menezes é um eletricista mineiro que mora em Londres. Em 22 de julho de 2005, é morto por agentes do serviço secreto britânico no metrô local, confundido com um terrorista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/jean-charles/">Jean Charles</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título: <em>Jean Charles</em></li>
<li>País: Brasil</li>
<li>Ano: 2009</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 1 hora e 30 minutos</li>
<li>Direção: Henrique Goldman</li>
<li>Roteiro: Marcelo Starobinas e Henrique Goldman</li>
<li>Elenco: Selton Mello, Vanessa Giácomo, Luís Miranda, Patrícia Armani, Maurício Varlotta, Sidney Magal, Daniel de Oliveira, Marcelo Soares, Rogério Dionísio.</li>
<li>Sinopse: Jean Charles de Menezes (Selton Mello) é um eletricista mineiro que mora em Londres e ajuda na chegada de sua prima Vivian no país onde já vive com Alex e Patrícia. Muito comunicativo, Jean Charles conhece muita gente se envolve em várias situações. Em 22 de julho de 2005 ele é morto por agentes do serviço secreto britânico no metrô local, confundido com um terrorista. O fato abala a vida dos primos, que precisam reconstruir a vida ao mesmo tempo em que buscam por justiça.</li>
</ul>
<h3>Comentários</h3>
<p><img class="alignright" title="Jean Charles" src="http://diadefolga.com/img/jean-charles.jpg" alt="Jean Charles" width="240" height="348" /></p>
<p>A história todo mundo conhece: o mocinho morre no final. Então, por que assistir a <em>Jean Charles</em>?</p>
<p>Porque é um filme redondo, em que atores e cenografia se complementam para desenvolver um enredo que, embora obviamente previsível, emociona. Ao longo do filme, o espectador se envolve com as aventuras de Jean Charles, um de milhares de mineiros que emigram ilegalmente para tentar ganhar a vida. Jean divide um apartamento pequeno com dois primos e ajuda a trazer mais uma para viver com eles a fim de juntar dinheiro para tratar da mãe que tem diabetes.</p>
<p>Jean não é um modelo de cidadão. Dá o perdido nos funcionários da imigração no aeroporto de Londres, enrola o próprio chefe (também brasileiro), encarna o típico malandro &#8211; não daqueles que habitam o Congresso Nacional, bem entendido, mas daqueles que fazem trambiques pra levar o dia-a-dia. É bem-humorado, esperto, divertido e disposto a ajudar os amigos, embora nem sempre as coisas corram da forma desejável.</p>
<p>Esse é um dos méritos do filme, aliás: não querer santificar Jean Charles. Ele era apenas um brasileiro como tantos outros. O que o diferencia é o assassinato estúpido de que foi vítima pelas mãos da polícia londrina, paranóica com o terrorismo. Outro mérito da produção é, justamente, resgatar uma história que ainda não teve fim, visto que ninguém foi responsabilizado pela morte de Jean Charles. Mas a tragédia e o que seguiu-se a ela ocupa pouco mais de um quarto do filme. O foco está mesmo na luta pela sobrevivência do grupo de brasileiros ilegais ao qual pertence Jean. Por isso mesmo o filme captura a atenção e emociona, mesmo conhecendo-se o desfecho.</p>
<p>Cotação: <img style="border: 0pt none;" title="3 estrelas" src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/3.gif" border="0" alt="3 estrelas" width="87" height="16" /></p>
<h3>Curiosidades</h3>
<p>Sidney Magal especializou-se em pontas. Lá está ele, como ele mesmo, durante uma festa para brasileiros em Londres. (A festa até aconteceu, mas o cantor na ocasião foi Zeca Pagodinho).</p>
<p><em>Jean Charles </em>é a primeira coprodução Brasil/Inglaterra.</p>
<p>Patrícia Armani é realmente prima de Jean Charles, interpretando a si mesma no filme.</p>
<p>Não contente com a morte absurda de Jean Charles, o sujeito que chefiava a polícia londrina na época do incidente, Ian Blair, <a title="Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u639941.shtml" target="_blank">tenta reescrever a história em autobiografia a ser lançada em breve</a>. Segundo ele, se Jean Charles fosse o terrorista procurado, os agentes mereceriam uma medalha de honra. Bem, se aqui nevasse todo mundo usava esqui.</p>
<p>Em 23 de novembro de 2009, foi paga uma indenização de cem mil libras para a família de Jean Charles, a título de acordo. O valor corresponde a cerca de um terço do que os advogados da família pediram e, segundo o jornal <em>Daily Mail</em>, <a title="Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u656174.shtml" target="_blank">seria maior se Jean Charles viesse de família rica</a>.</p>
<p>O tal Ian Blair recebeu 400 mil libras ao renunciar ao cargo de chefe da polícia metropolitana de Londres.</p>
<p>Até hoje, nenhum policial foi responsabilizado pela morte de Jean Charles.</p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a title="Jean Charles - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/jean-charles/" target="_blank">Jean Charles</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="Jean Charles de Menezes - wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Charles_de_Menezes" target="_blank">Jean Charles de Menezes</a> &#8211; resumo na wikipédia do que aconteceu</li>
</ul>
<p style="text-align: right;"><em>Imagem: divulgação.</em></p>

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</ul>

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		<title>Romance</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 16:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[4 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/romance/">Romance</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título: Romance. Direção: Guel Arraes. Com Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andréa Beltrão, Vladimir Brichta, José Wilker, Marco Nanini, Tonico Pereira. Pedro é um ator e diretor de teatro, que se apaixona por Ana, também atriz, ao contracenarem na peça "Tristão e Isolda". O namoro é afetado pelo posterior sucesso dela na TV, impulsionado pela empresária Fernanda. Além disto, ao gravar um especial de TV, Ana conhece Orlando, um ator por quem se apaixona.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/romance/">Romance</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título: <em>Romance</em></li>
<li>País: Brasil</li>
<li>Ano: 2008</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 1 hora e 40 minutos</li>
<li>Direção: Guel Arraes</li>
<li>Roteiro: Guel Arraes e Jorge Furtado</li>
<li>Elenco: Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andréa Beltrão, Vladimir Brichta, José Wilker, Marco Nanini, Edmilson Barros, Bruno Garcia, Tonico Pereira.</li>
<li>Sinopse: Pedro (Wagner Moura) é um ator e diretor de teatro, que se apaixona por Ana (Letícia Sabatella), também atriz, ao contracenarem na peça &#034;Tristão e Isolda&#034;. O namoro é afetado pelo posterior sucesso dela na TV, impulsionado pela empresária Fernanda (Andréa Beltrão). Além disto, ao gravar um especial de TV, Ana conhece Orlando (Vladimir Brichta), um ator por quem se apaixona.</li>
</ul>
<h3>Comentários</h3>
<p><img class="alignright" title="Romance" src="http://diadefolga.com/img/romance-filme.jpg" alt="Romance" width="240" height="352" /></p>
<p><em>Romance </em>é um desses grandes filmes que, por razões que a própria razão desconhece, passou batido pelo grande público.</p>
<p>A história acontece em dois tempos: o primeiro começa no teatro e marca o encontro e a paixão de Pedro e Ana enquanto ensaiam a clássica montagem <em>Tristão e Isolda. </em>É Pedro quem discorre sobre a importância dessa trama do século XII para a literatura mundial, pois a partir dela tornou-se frequente o tema do amor impossível. Esse primeiro arco rende belas homenagens à literatura e ao teatro. Embora haja a marca de Guel Arraes nessa primeira etapa, com os duelos de palavras por exemplo, ela é suave, com espaço para pausas, olhares e simbolismos</p>
<p>No segundo tempo da história, tem-se nítida a <em>verve </em>de Guel Arraes. Os diálogos se aceleram e as piadas são mais frequentes. Nesse segundo momento o filme faz referência à televisão &#8211; chamar de &#034;homenagem&#034; seria exagero, já que há uma boa dose de ironia, não faltando críticas à pasteurização das produções televisivas e ao culto à celebridade. Estão presentes nessa segunda metade a ambientação no Nordeste (traço frequente em Guel Arraes) e o indefectível Marco Nanini (excelente, como sempre).</p>
<p>O roteiro passeia por outras histórias de amor consagradas, como a de Otelo e Cyrano de Bergerac &#8211; todas inspiradas no mito de Tristão e Isolda, na infelicidade dos amantes. O amor nunca realizado ou efêmero, esse amor que tanto inspira os artistas, é o grande reverenciado em <em>Romance</em>.</p>
<p>O elenco é de tirar o chapéu. Wagner Moura está particularmente fantástico, destacando-se pela extrema versatilidade &#8211; não só comparando-se este trabalho aos anteriores, mas também dentro do próprio filme, conduzindo as idas e vindas de seu personagem com maestria. O restante do elenco, maravilhoso, e a direção musical de Caetano Veloso fazem deste um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos.</p>
<p>Cotação: <img style="border: 0pt none;" title="4 estrelas" src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/4.gif" border="0" alt="4 estrelas" width="87" height="16" /></p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a title="Romance - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/romance/" target="_blank">Romance</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="Romance - site oficial" href="http://www.romanceofilme.com.br/" target="_blank">Romance</a> &#8211; site oficial</li>
<li><a title="Tristão e Isolda - wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trist%C3%A3o_e_Isolda" target="_blank">Tristão e Isolda</a> &#8211; wikipédia</li>
</ul>
<p style="text-align: right;"><em>Imagem: divulgação.</em></p>

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</ul>

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		<title>O Escafandro e a Borboleta</title>
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		<comments>http://diadefolga.com/o-escafandro-e-a-borboleta/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 23:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[5 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[história real]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/o-escafandro-e-a-borboleta/">O Escafandro e a Borboleta</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título original: "Le Scaphandre et le Papillon". Direção: Julian Schnabel. Com Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny. Jean-Dominique Bauby sofre um derrame cerebral e, quando acorda do coma, o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby aprende a comunicar-se piscando e recria seu mundo a partir do que lhe resta: a imaginação e a memória.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/o-escafandro-e-a-borboleta/">O Escafandro e a Borboleta</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<p><cite>&#034;Decidi parar de ter pena de mim mesmo. Além do meu olho, há duas coisas que não estão paralisadas: minha imaginação e minha memória.&#034;<br />
(Jean-Dominique Bauby)</cite></p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título original: <em>Le Scaphandre et le Papillon</em></li>
<li>País de origem: França/EUA</li>
<li>Ano: 2007</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 112 minutos</li>
<li>Direção: Julian Schnabel</li>
<li>Roteiro: Ronald Harwood, baseado em <a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.comparacao&amp;prodid=49730&amp;catid=215&amp;&amp;af=2330&amp;mostra=true" target="_blank">livro homônimo de Jean-Dominique Bauby</a>.</li>
<li>Elenco: Mathieu Amalric (Jean-Dominique Bauby), Emmanuelle Seigner (Céline Desmoulins), Marie-Josée Croze (Henriette Durand), Anne Consigny (Claude), Patrick Chesnais (Dr. Lepage).</li>
<li>Sinopse: Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric), editor da Revista Elle, sofre um derrame cerebral e, quando acorda do coma, o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby aprende a comunicar-se piscando e recria seu mundo a partir do que lhe resta: a imaginação e a memória.</li>
</ul>
<h3>Comentários</h3>
<p><img class="alignright" title="O Escafandro e a Borboleta" src="http://diadefolga.com/img/o-escafandro-e-a-borboleta.jpg" alt="O Escafandro e a Borboleta" width="204" height="300" /> À primeira vista, <em>O Escafandro e a Borboleta</em> lembra um grande sucesso de 2004, <strong><a title="Mar Adentro - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/mar-adentro/" target="_blank"><em>Mar Adentro</em></a></strong>.  Ambos baseiam-se em histórias reais de homens com mentes lúcidas, inteligentes e ativas presas a corpos inúteis.</p>
<p>As diferença entre esses dois vitimados pelo destino, porém, são muitas. Ramón Sampedro (<em>Mar Adentro</em>) passou a maior parte de sua vida preso a uma cama, ao contrário de Jean-Dominique Bauby. Por outro lado, Ramon era capaz de falar, enquanto Bauby só tinha seu olho esquerdo para comunicar-se com o mundo. Ramón luta pelo direito de morrer, enquanto Jean-Dominique decide agarrar-se à vida. Ambos escreveram livros: o de Ramón (<a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.comparacao&amp;prodid=478448&amp;catid=215&amp;af=2330&amp;mostra=true" target="_blank"><em>Cartas do Inferno</em></a>) narra seu sofrimento dentro de uma casca; já para Jean-Do, a feitura de <em><a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.comparacao&amp;prodid=49730&amp;catid=215&amp;&amp;af=2330&amp;mostra=true" target="_blank">O Escafandro e a Borboleta</a></em> é o meio que ele encontra para sentir-se vivo.</p>
<p><strong>As perspectivas diversas de Ramón e Jean-Dominique refletiram-se em filmes completamente diferentes</strong>. <a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/mar-adentro-multi-regiao-reg-4.html?af=2330" target="_blank"><em>Mar Adentro</em></a> é pesadíssimo. Lembro-me de ter chorado rios durante a exibição. Praticamente todas as cenas são construídas em torno do desespero de Ramón, mesmo quando ele não está presente. Achava que <em>O Escafandro e a Borboleta</em> seguiria pelo mesmo caminho, mas fui surpreendida.</p>
<p>Sim, <em>O Escafandro e a Borboleta</em> entristece. Claro que a visão de um homem totalmente paralisado parte o coração. As cenas em que Jean-Do encontra familiares e amigos são particularmente comoventes. Incrivelmente, no entanto, é possível rir em alguns momentos &#8211; por exemplo, quando Jean-Do  torce para que a enfermeira curve as costas só mais um pouquinho, a fim de dar-lhe uma melhor visão do seu decote. Os pensamentos de Jean-Do são partilhados com o público e revelam um <strong>sujeito bem-humorado, dono de um raciocínio mordaz e debochado</strong> e de uma tenacidade que se recusa a ceder diante da autopiedade.</p>
<p>À parte a excelente história, o que se destaca realmente  é a perspectiva escolhida pelo diretor Julian Schnabel para contá-la. <strong>Durante meia hora, o espectador é forçado a ver o mundo como Bauby</strong>, por meio de seu olho esquerdo, numa experiência angustiante. Você quer ver outra imagem, quer um novo ângulo e mais nitidez, mas precisa contentar-se com a visão limitada de Jean-Do. Não há trilha sonora, também &#8211; aliás, durante o filme são vários os momentos de completa ausência de música, alternados com um repertório de muito bom-gosto (a abertura, por exemplo, é ao som da clássica <a title="La Mer - Letra" href="http://letras.terra.com.br/in-grid-musicas/406697/" target="_blank"><em>La Mer</em></a>, de Charles Trenet).</p>
<p>Como sempre, fui ao cinema sem ler nada sobre o filme. Passei todo o tempo desejando a recuperação de Jean-Do, a superação da <em>locked-in syndrome</em> (ou &#034;síndrome do encarceramento&#034;, nome do raro estado que o acometeu após o derrame). Torci para que ele se libertasse do escafandro que encarcerava seu espírito, torci para que as metafóricas borboletas se tornassem reais.</p>
<p>Ele se recupera? Veja o filme para descobrir. De todo modo, o que importa é <strong>a perseverança heróica de Jean-Do</strong> e sua determinação de permanecer em contato com o mundo, mesmo restando-lhe apenas o olho esquerdo.</p>
<p>Cotação: <img style="border: 0;" title="3 estrelas" src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/5.gif" border="0" alt="5 estrelas" width="87" height="16" /></p>
<h3>Curiosidades</h3>
<p><em>O Escafandro e a Borboleta</em> concorreu em quatro categorias ao Oscar 2008: melhor diretor, melhor fotografia, melhor edição e melhor roteiro adaptado. Não levou nada, mas ganhou o <strong>Globo de Ouro 2008</strong> por melhor diretor e por melhor filme estrangeiro.</p>
<p>No <strong>Festival de Cannes de 2007</strong>, ganhou o prêmio de melhor diretor e o Grande Prêmio Técnico, pelo trabalho de <strong>Janusz Kaminski</strong>. Kaminski é responsável, entre outras obras, pela fotografia de todos os filmes de <a title="Encontre no JáCotei" href="http://boo-box.com/link/bid:513/lang:en-US/tags:indiana+jones+filme/format:bar" target="_blank">Steven Spielberg<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script> desde <em><a title="Encontre no JáCotei" href="http://boo-box.com/link/bid:513/lang:en-US/tags:holocausto+filme/format:bar" target="_blank">A Lista de Schindler<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script></em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="separador" src="http://diadefolga.com/wp-content/themes/clean3/images/artigos/separador.gif" alt="separador" width="56" height="16" /></p>
<p>A <strong>síndrome &#034;locked-in&#034;</strong> é a completa paralisia de praticamente todos os músculos do corpo, exceto dos que controlam o movimento dos olhos. O paciente permanece alerta, mas confinado a um corpo inerte. Há diversas <a title="Locked-In Syndrome - Google" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;rlz=1B2GGGL_ptBR255BR255&amp;q=%22Locked-in-Syndrome%22&amp;btnG=Pesquisar&amp;meta=lr%3D" target="_blank">ocorrências no Google</a> sobre o tema.</p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a title="O Escafandro e a Borboleta - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/escafandro-e-a-borboleta/escafandro-e-a-borboleta.asp" target="_blank">O Escafandro e a Borboleta</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="O Escafandro e a Borboleta - Site Oficial" href="http://www.lescaphandre-lefilm.com/" target="_blank">O Escafandro e a Borboleta &#8211; Site Oficial</a></li>
<li><a title="La Mer - youtube" href="http://www.youtube.com/watch?v=fd_nopTFuZA" target="_blank">La Mer</a> &#8211; vídeo no youtube com a bela canção, na voz de Charles Trenet</li>
<li><a title="Mar Adentro - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/mar-adentro/mar-adentro.asp" target="_blank">Mar Adentro</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
</ul>

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</ul>

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		<title>Fim dos Tempos</title>
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		<comments>http://diadefolga.com/fim-dos-tempos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 21:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[3 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/fim-dos-tempos/">Fim dos Tempos</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título original: "The Happening". Direção e roteiro: M. Night Shyamalan. Com Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Ashlyn Sanchez e Betty Buckley. Estranhas mortes ocorrem em várias das principais cidades dos Estados Unidos. O professor Elliot Moore, sua esposa Alma, o amigo Julian e sua filha Jess resolvem partir em busca de um local mais seguro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/fim-dos-tempos/">Fim dos Tempos</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título original: <em>The Happening </em></li>
<li>País de origem: EUA</li>
<li>Ano: 2008</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 91 minutos</li>
<li>Direção: M. Night Shyamalan</li>
<li>Roteiro: M. Night Shyamalan</li>
<li>Elenco: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Ashlyn Sanchez e Betty Buckley.</li>
<li>Sinopse: estranhas mortes ocorrem em várias das principais cidades dos Estados Unidos. Elas desafiam a razão e chocam pelo inusitado. O professor Elliot Moore (Mark Wahlberg), sua esposa Alma (Zooey Deschanel), o amigo Julian (John Leguizamo) e sua filha Jess (Ashlyn Sanchez) resolvem partir em busca de um local mais seguro.</li>
</ul>
<h3>Comentários</h3>
<p><img class="alignright" title="Fim dos Tempos" src="http://diadefolga.com/img/fim-dos-tempos.jpg" alt="Fim dos Tempos" width="168" height="240" /> Lidar com as expectativas alheias é um incômodo e pode chegar a ser uma tortura. Ná é à toa que tem gente que prefere mantê-las baixas.</p>
<p>Um estudante que começa o semestre fazendo uma colocação medíocre, por exemplo, não cria grandes expectativas acerca de sua inteligência. Se sua próxima participação for muito boa, terá superado as expectativas. Se for ruim, não chegará a frustrar ninguém.</p>
<p>Por outro lado, um aluno que faz uma observação brilhante conquistará o respeito do professor (e, provavelmente, o despeito dos colegas). Se sua próxima intervenção for estúpida, decepcionará; se for tão brilhante quanto a primeira, atenderá às expectativas &#8211; mas quantas vezes conseguirá fazê-lo? Aos poucos, começará a sentir a pressão do padrão que ele próprio criou. Se nunca mais abrir a boca em classe, bem, esta também é uma forma de frustrar expectativas.</p>
<p><strong>M. Night Shyamalan</strong> é esse aluno que começou brilhantemente e não conseguiu manter o nível.</p>
<p>O indiano já tinha algumas produções no currículo, mas era desconhecido do grande público até <a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/o-sexto-sentido-multi-regiao-reg-4.html?af=2330" target="_blank"><em>O Sexto Sentido</em></a>, que fez enorme sucesso. Naturalmente, alçou as expectativas em torno dele às alturas a partir de então. Seu filme seguinte, <a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/corpo-fechado-multi-regiao-reg-4.html?af=2330" target="_blank"><em>Corpo Fechado</em></a>, não foi excepcional como <em>O Sexto Sentido</em>, mas não chegou a frustrar a maior parte da audiência, que continuou esperando o melhor de Shyamalan.</p>
<p>Aí, veio <a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/sinais-reg-4.html?af=2330" target="_blank"><em>Sinais</em></a>, e foi o início da desilusão para alguns. O filme dividiu opiniões (estou no grupo que gosta de <em>Sinais</em>) e lançou dúvidas: será que o tal Shyamalan é mesmo aquilo tudo? Ou deu &#034;sorte de principiante&#034; em <em>O Sexto Sentido</em>?</p>
<p><em>A Vila</em> foi, para dizer pouco, fraco. Revelou-se um verdadeiro fiasco de crítica e de público. <em>A Dama Na Água </em>suscitou opiniões tão negativas que muita gente &#8211; inclusive eu &#8211; nem teve ânimo de ir ao cinema para tirar a prova.</p>
<p><strong><em>Fim dos Tempos</em></strong>, a mais nova obra de Shyamalan, também tem sido alvo de bombardeios de todos os lados. Desta vez, no entanto, assisti ao filme e acredito que várias críticas ao filme são injustas.</p>
<p>Não que <em>Fim dos Tempos</em> seja um filme fantástico &#8211; não é, nem de longe. Talvez o título original, <em>The Happening</em>, fosse menos impactante, gerando menos expectativas.<em> </em>Seria melhor que tivesse sido mantido, para evitar que se esperasse mais da produção do que ela oferece.</p>
<p>Por outro lado, o filme cumpre o papel de divertir a platéia. O enredo é interessante e, embora não haja sustos &#8211; eu, que pulo da cadeira por qualquer coisa, só me assustei uma vez -, há suspense suficiente para manter o público ligado na história.</p>
<p>O problema é que as pessoas vão assistir aos filmes de Shyamalan esperando novos <em>O Sexto Sentido</em>. O cara fez <strong>um </strong>grande filme e todos esperam que ele faça vários outros tão espetaculares quanto. Acontece que <em>O Sexto Sentido</em> está fora da curva das produções de suspense em geral, e das produções de Shyamalan em particular; não deveria servir de parâmetro para julgar seus trabalhos seguintes.</p>
<p>Se <em>Fim dos Tempos</em> for avaliado por si, pode-se ver o filme como realmente é: uma história que diverte, contada num bom ritmo, sem grandes destaques. Medíocre, sim, mas não ruim. De quebra, traz a moral da moda: se não cuidarmos bem da natureza, ela não cuidará bem de nós.</p>
<p>Se quiser ver um filme bastante razoável, assista a <em>Fim dos Tempos</em> (pode esperar o lançamento em dvd &#8211; é daqueles filmes que não perdem nada na tv). Se, por outro lado, você espera uma obra-prima, é melhor nem passar perto.</p>
<p>Cotação: <img src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/3.gif" alt="3 estrelas" /></p>
<h3>Curiosidades</h3>
<p><em>Fim dos Tempos</em> foi filmado em apenas 44 dias.</p>
<p><strong>John Leguizamo</strong> já participou de vários seriados. Seu papel mais conhecido foi em <em>E.R.</em> (<em>Plantão Médico</em>), como o Dr. Victor Clemente, na décima-segunda temporada da série eterna (dizem que a décima-quinta, com início em setembro de 2008, será a última).</p>
<p><strong>Mark Wahlberg</strong>, por sua vez, não costuma mostrar a cara em séries, mas está na produção de <em>Em Terapia</em>, seriado que vai ao ar pela HBO no Brasil. Dizem que é ótimo.</p>
<h3>Além da Tela</h3>
<p><em>Fim dos Tempos </em>apresenta, logo no início, uma frase atribuída a <strong>Albert Einstein</strong>:</p>
<blockquote><p>Se as abelhas desaparecerem da superfície da Terra, a humanidade pode não ter mais de 4 anos de vida.</p></blockquote>
<p>Em seguida, o professor Elliot comenta com sua classe sobre o misterioso desaparecimento das abelhas nos Estados Unidos.</p>
<p>Embora não haja comprovação de que Einstein tenha dito essa frase algum dia, <strong>o mistério do desaparecimento das abelhas é real</strong>. Em 2007, a <em>National Geographic</em> publicou matéria em que mencionava o desaparecimento de inúmeros enxames do território norte-americano &#8211; alguns relatos afirmam que 90% deles deixaram de existir. Nem os cadáveres são encontrados &#8211; as abelhas simplesmente somem. Um belo dia, saem para fazer seu trabalho e não retornam à colméia, como aquele cara que foi comprar cigarros e nunca mais voltou.</p>
<p>Ainda não se estabeleceu a causa para o sumiço das abelhas: aquecimento global, poluição e doença são algumas das hipóteses, mas não há certezas.</p>
<p>Já há relatos de desaparecimento em larga escala das abelhas em países da Europa.</p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a title="Mystery Bee Disappearances Sweeping U.S. - National Geographic" href="http://news.nationalgeographic.com/news/2007/02/070223-bees.html" target="_blank">O desaparecimento misterioso das abelhas nos Estados Unidos</a> &#8211; National Geographic (em inglês)</li>
<li><a title="Fim dos Tempos - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/fim-dos-tempos/fim-dos-tempos.asp" target="_blank">Fim dos Tempos</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
</ul>
<h4>Outros filmes citados</h4>
<ul>
<li><a title="O Sexto Sentido - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/sexto-sentido/sexto-sentido.asp" target="_blank">O Sexto Sentido</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="Corpo Fechado - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/corpo-fechado/corpo-fechado.asp" target="_blank">Corpo Fechado</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="Sinais - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/signs/signs.asp" target="_blank">Sinais</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="A Vila - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/vila/vila.asp" target="_blank">A Vila</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
<li><a title="A Dama na Água - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/dama-na-agua/dama-na-agua.asp" target="_blank">A Dama na Água</a> &#8211; Adoro Cinema</li>
</ul>

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	<li><a href="http://diadefolga.com/budapeste/" title="Budapeste">Budapeste</a></li>
</ul>

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		<title>Juno</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 06:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[3 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/juno/">Juno</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título original: "Juno". Direção: Jason Reitman. Com Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons. Juno, uma jovem de 16 anos, engravida sem querer e procura casal que queira adotar o bebê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/juno/">Juno</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título original: <em>Juno</em></li>
<li>País de origem: EUA</li>
<li>Ano: 2007</li>
<li>Gênero: Comédia</li>
<li>Duração: 92 minutos</li>
<li>Direção: Jason Reitman, que também dirigiu <a href="http://jacotei.com.br/obrigado-por-fumar-multi-regiao-reg-4.html?af=2330" title="Encontre no JáCotei" target="_blank"><em>Obrigado por Fumar</em></a>.</li>
<li>Roteiro: Diablo Cody</li>
<li>Elenco: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons.</li>
<li>Sinopse: Juno, uma jovem de 16 anos, engravida sem querer e procura casal que queira adotar o bebê.</li>
</ul>
<h3> Comentários</h3>
<p><img src="http:///diadefolga.com/img/juno.jpg" title="Juno" class="alignright" alt="Juno" height="240" width="162" /> <em>Juno</em> é uma dramédia, como convencionou-se chamar histórias que misturam drama e humor em doses tão semelhantes que se torna difícil classificá-las em um ou outro gênero. <em>Juno </em>faz essa mistura muito bem, valendo-se de cenas ágeis e de uma protagonista muito talentosa, a canadense Ellen Page.</p>
<p>A forma como o filme lida com a gravidez na adolescência também é ótima. Também não há longas e tediosas lições de moral sobre a falta de cuidado dos adolescentes, o sexo irresponsável e sem compromisso, o perigo da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, os males da gravidez na adolescência. <em>Juno </em>não enche a paciência do espectador.</p>
<p>A discussão sobre o aborto tangencia a história, mas não há tomada de posição contrária ou favorável. Juno faz sua escolha e segue em frente. Ótimo. Discussões sobre o tema costumam vir encharcadas de preconceitos (no sentido literal mesmo, conceitos preexistentes) e dificilmente levam a algum lugar. Sou partidária do &#034;cada um na sua&#034;, e o filme segue essa linha.</p>
<p>O que me incomodou, especialmente na reta final, foi a romantização, a água-com-açúcar transbordante e melada.<em>  Juno</em> desenvolve uma ótima e realista trama, para derrapar no final e sucumbir à pieguice desmedida. É o velho &#034;nadou tanto e morreu na praia&#034;. Seria um melhor filme se evitasse os clichês sobre o amor com a mesma maestria com que evita julgamentos. Do jeito como ficou, <em>Juno</em> é um filme bonitinho, mas falta-lhe um algo mais.</p>
<p><em>Juno </em>concorre ao Oscar 2008 em 4 categorias: melhor filme, melhor direção, melhor roteiro original e melhor atriz. Não é para tanto: <em>Juno</em> é um filme fácil; não tem a complexidade de <a href="http://diadefolga.com/desejo-e-reparacao/" title="Desejo e Reparação - Dia de Folga" target="_blank"><em>Desejo e Reparação</em></a>, por exemplo, e não demanda uma direção primorosa.  Por outro lado, o roteiro é a alma do filme e a interpretação é seu sopro de vida &#8211; sem dúvida, Ellen Page e Diablo Cody mereceram as indicações.</p>
<p>Cotação: <img src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/3.gif" alt="3 estrelas" border="0" height="16" width="87" /></p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.junofilme.com.br/" title="Juno - Site Oficial" target="_blank">Juno &#8211; Site Oficial</a></li>
<li><a href="http://www.imdb.com/title/tt0467406/" title="Juno - IMDB" target="_blank">Juno &#8211; IMDB (em inglês) </a></li>
</ul>

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	<li><a href="http://diadefolga.com/danca-comigo/" title="Dança Comigo?">Dança Comigo?</a></li>
</ul>

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		<title>Meu nome não é Johnny</title>
		<link>http://diadefolga.com/meu-nome-nao-e-johnny/</link>
		<comments>http://diadefolga.com/meu-nome-nao-e-johnny/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 17:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[2 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/meu-nome-nao-e-johnny/">Meu nome não é Johnny</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Direção: Mauro Lima. Com Selton Mello, Cléo Pires, Júlia Lemmertz, Rafaela Mandelli, Eva Todor, André di Biasi, Giulio Lopes, Cássia Kiss. Baseado em livro homônimo de Guilherme Fiúza. "Meu nome não é Johnny" conta a história de João Guilherme Estrella, carismático carioca de classe média que se tornou o maior vendedor de drogas do Rio de Janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/meu-nome-nao-e-johnny/">Meu nome não é Johnny</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>País de origem: Brasil</li>
<li>Ano: 2008</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 128 minutos</li>
<li>Direção: Mauro Lima</li>
<li>Roteiro: Mariza Leão e Mauro Lima, baseado em <a title="Encontre no JáCotei" href="http://jacotei.com.br/meu-nome-nao-e-johnny-fiuza-cesar-8501064289.html?af=2330" target="_blank">livro homônimo de Guilherme Fiúza</a>.</li>
<li>Elenco: Selton Mello, Cléo Pires, Júlia Lemmertz, Rafaela Mandelli, Eva Todor, André di Biasi, Giulio Lopes, Cássia Kiss.</li>
<li>Sinopse: conta-se a história de João Guilherme Estrella, carismático carioca de classe média que se tornou o maior vendedor de drogas do Rio de Janeiro.</li>
</ul>
<h3>Comentários</h3>
<p><img class="alignright" src="http://diadefolga.com/img/meu-nome-nao-e-johnny.jpg" alt="Meu nome não é Johnny" width="164" height="240" /> Como um guri que solta uma bombinha dentro de casa e não é repreendido pode acabar em boa coisa?</p>
<p>Claro, estou sendo simplista, mas <a class="bbli" title="Encontre no JáCotei" href="http://boo-box.com/link/aff:jacoteiid/uid:2330/tags:Meu+nome+n%C3%A3o+%C3%A9+Johnny" target="_blank"><em>Meu nome não é Johnny</em><img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script>, de fato, conta a história de um garoto mimado de classe média que acha que pode tudo &#8211; inclusive traficar. O que me choca não é a história de João Estrella, porque tenho certeza de que é só uma de várias. O que me choca é a forma empolgada, aliviada mesmo com que a crítica recebeu o filme. <strong><em>Meu nome não é Johnny </em>soa como uma resposta a <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/aff:jacoteiid/uid:2330/tags:Tropa+de+Elite"><em>Tropa de Elite</em><img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a></strong><script src="http://stable.boo-box.com/"></script>, mas não está à sua altura, nem tecnicamente nem no campo dos argumentos.</p>
<p>Tecnicamente, <em>Meu nome não é Johnny</em> é bem executado. Tem ritmo e humor. Selton Mello faz um bom trabalho, simples e sem esforço, já que seu tipo preferido é o bom moço. Cléo Pires já esteve melhor, mas não compromete. O filme não cansa, mas também não impressiona, não marca.</p>
<p>Já no que tange aos argumentos, a discussão é longa.</p>
<p>Que <strong><a title="Tropa de Elite - Dia de Folga" href="http://diadefolga.com/tropa-de-elite/" target="_blank"><em>Tropa de Elite</em></a> incomodou muita gente</strong>, não é novidade. A polícia militar ficou ofendidinha e chegou a chamar o diretor José Padilha a depor. A mídia não soube lidar com o estrondoso sucesso do filme. Mesmo Padilha e o protagonista Wagner Moura titubearam em entrevistas e declarações, batendo na tecla &#034;só narramos os fatos, sem juízo de valor&#034;. Por que tanta gente hesitou em fazer juízo de valor sobre <em>Tropa de Elite</em>? Ora, porque o filme <strong>responsabiliza claramente o usuário de drogas pelo estado de guerra civil no Rio de Janeiro</strong> e, claro, todo mundo conhece usuários de drogas. O meio artístico está cheio deles. As classes A e B consomem muito e pagam caro. Essas mesmas classes fazem passeatas hipócritas pela paz. <em>Tropa de Elite</em> foi um tapa na cara dessa gente.</p>
<p>Aí, poucos meses depois, vem <em>Meu nome não é Johnny </em>e passa a mão na cabeça da elite consumidora de cocaína (e maconha, claro, mas o &#034;barato&#034; do filme é a coca). A todos justifica, a todos desculpa, a todos perdoa. <em>Meu nome não é Johnny </em>se contrapõe a <em>Tropa de Elite</em>, fazendo a defesa de traficantes e usuários.</p>
<p>No filme, João Estrella é retratado como um bom moço, a começar da escolha do ator que o interpretou. Estrella é simpático, generoso, festeiro, gentil, bem-quisto, carismático.  Quando a casa cai, assume sozinho toda a culpa, protegendo os amigos que o ajudavam no tráfico. Na cadeia, defende os mais fracos, torna-se uma espécie de líder do bem. Praticamente um herói.</p>
<p>Agora, veja a coisa sob outro ângulo.</p>
<p>Estrella era um típico <em>playboy</em> com dinheiro demais e freios de menos.Viciou-se em cocaína e passou a vender aos amigos para sustentar suas próprias compras. Com o tempo, passou a abastecer toda a classe média e alta do Rio sedenta por &#034;viagens&#034;, mas covarde demais para subir o morro. Tinha uma lábia incrível. <strong>Tornou-se o maior traficante da cidade</strong>. Iniciou uma rota de tráfico para a Europa. Ganhou os tubos. Gastou tudo. Subornou policiais corruptos. Jogou com o sistema.</p>
<p>Tinha comparsas, mas assumiu sozinho o crime, perante a Justiça, para descaracterizar o art. 14 da antiga Lei de Entorpecentes e, assim, escapar da pena por formação de quadrilha. <strong>Viveu muito bem e muito consciente até quando interessou</strong>. Gozou do dinheiro, do poder, da liberdade, da aventura. Depois de capturado, alegou capacidade reduzida para escapar da pena de prisão.</p>
<p>Tinha uma namorada cúmplice, que curtiu cada centavo obtido com as drogas (e, claro, deu-lhe um pé na bunda assim que foi preso). Tinha uma mãe que dizia não saber de nada, mas não fazia perguntas ao ganhar um colar de brilhantes do filho que não tinha curso superior ou profissão.</p>
<p>Sustentou sua defesa em dois pilares: incapacidade de compreender seus atos (como se fosse tão difícil assim saber que a venda de drogas é crime) e falta de profissionalismo. Afirmou que, se fosse traficante, teria patrimônio, carro novo, imóveis. Como se a má gestão dos seus &#034;negócios&#034; diminuísse, de alguma forma, os seus crimes.</p>
<p>Pegou pela frente uma juíza, provavelmente vinda da classe média ou alta, sensível às suas súplicas. Ganhou uma medida de segurança, pena muito mais branda que a prisão, por reles dois anos. Pergunto-me se a juíza teria sido tão compreensiva se João fosse negro e favelado, se ela não identificasse sua realidade com a ele.</p>
<p>Ninguém, no filme, tem problemas por consumir drogas. João cheirava 100 gramas por semana, mas não tem síndrome de abstinência. Ninguém emagrece terrivelmente, ninguém perde a família, furta, rouba ou mata para cheirar. Ninguém sobe o morro. Ninguém troca tiros. Ninguém perde nada (exceto, talvez o personagem do psicólogo). A cocaína propicia diversão e dinheiro, sem exigir nada em troca.</p>
<p>Estrella se recuperou. Bom para ele. Alguém se perguntou quantas vidas ele arruinou facilitando o consumo de cocaína? Quantas famílias ele destruiu? Quantos traficantes mataram e morreram no morro para que a droga chegasse ao asfalto? Quantos policiais foram feridos no combate ao tráfico? <strong>Alguém se perguntou sobre a dimensão do prejuízo social causado pelos atos de João Estrella</strong>?</p>
<p>Esse cara, esse produtor musical que alguns tomam como modelo para dizer &#034;ei, a realidade não é tão ruim quanto <em>Tropa de Elite</em> mostrou&#034;, esse cidadão recuperado <strong>encontra justificativa para o tráfico e dá-lhe um lugar no ordenamento social</strong>:</p>
<blockquote><p>Na minha opinião, se tirarmos as drogas de circulação, teremos um exército de desassistidos armados até os dentes, precisando de dinheiro. Se olharmos por um outro ângulo, podemos dizer que esses jovens ajudam a cidade a ficar mais calma, uma vez que geram receita para o crime , diminuindo, assim, as ondas de seqüestros e assaltos a bancos e evitando confrontos em áreas urbanas.</p></blockquote>
<p>Não, esse trecho não está no filme, mas no <a title="Blog do João Estrella" href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/blogjoao/" target="_blank">Blog do João Estrella</a>, mas precisamente no <a title="Tropa de Elite - Blog do João Estrella" href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/blogjoao/2007/12/07/tropa-de-elite/" target="_blank">texto em que critica <em>Tropa de Elite</em></a>. Esse texto foi publicado numa revista. Johnny também falou algo semelhante no programa da Marília Gabriela na GNT e, pasme, nem ela nem Selton Mello, entrevistado junto com Estrella, retrucaram. Acharam, pelo contrário, brilhante o argumento.</p>
<p>Tem algo muito errado numa mídia e numa sociedade que conseguem justificar a guerra civil causada pelo tráfico.</p>
<p><em>Meu nome não é Johnny</em> não faz apologia do tráfico e do consumo das drogas. Não diz, com todas as letras, &#034;use drogas e seja feliz, venda drogas e seja rico&#034;. No entanto, <strong>ao apresentar um universo tão sedutor, em que, apesar dos pesares, todos vivem felizes para sempre, atenua a realidade e romanceia o crime</strong>.  Brasileiro, aliás, adora aliviar a barra de tudo, amenizar problemas, contemporizar. É nossa maior qualidade e, paradoxalmente, nosso maior defeito. Essa tolerância, esse olhar de &#034;coitado, ele não fez por mal&#034;, esse paternalismo nos faz aceitar tudo, até condutas criminosas.</p>
<p>Concordo com quem afirma que o Capitão Nascimento não serve de modelo para ninguém e não creio que <em>Tropa de Elite </em> tivesse essa proposta. João Estrella também não é exemplo e acho estranho que a mídia o considere como tal. <strong>Estrella é um perdedor</strong>. Recuperado, mas ainda assim perdedor.</p>
<p>Pessoalmente, entre a truculência honesta do Capitão Nascimento e a malandragem bandida do João Estrella, fico com o primeiro.</p>
<p>Cotação: <img style="border: 0;" src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/2.gif" border="0" alt="2 estrelas" width="87" height="16" /></p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a title="Meu nome não é Johnny - Site Oficial" href="http://www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br/" target="_blank">Meu nome não é Johnny &#8211; Site Oficial</a></li>
<li><a title="Meu nome não é Johnny - Adoro Cinema" href="http://www.adorocinema.com/filmes/meu-nome-nao-e-johnny/meu-nome-nao-e-johnny.asp" target="_blank">Meu nome não é Johnny &#8211; Adoro Cinema </a></li>
</ul>

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</ul>

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		<title>Desejo e Reparação</title>
		<link>http://diadefolga.com/desejo-e-reparacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 23:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lu Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[5 estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/desejo-e-reparacao/">Desejo e Reparação</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
Título original: "Atonement". Direção: Joe Wright. Com Keira Knightley, James McAvoy, Romola Garai, Vanessa Redgrave, Brenda Blethyn, Juno Temple, Alfie Allen, Nonso Anozie. Baseado no livro "Reparação", de Ian McEwan. Na Inglaterra dos anos 30, o amor é perturbado por uma acusação e pela Segunda Guerra Mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diadefolga.com/desejo-e-reparacao/">Desejo e Reparação</a> - <em>&copy; <a href="http://diadefolga.com">http://diadefolga.com</a>. Todos os direitos reservados.</em> </p>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Título original: <em>Atonement</em></li>
<li>País de origem: Inglaterra</li>
<li>Ano: 2007</li>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 130 minutos</li>
<li>Direção: Joe Wright</li>
<li>Roteiro: Christopher Hampton, baseado no <a href="http://jacotei.com.br/reparacao-mcewan-ian-853590235x.html?af=2330" title="Encontre no JáCotei" target="_blank">livro <em>Reparação</em>, de Ian McEwan</a><a href="http://jacotei.com.br/amor-nos-tempos-do-colera-marquez-gabriel-garcia-850102872x.html?af=2330" title="Encontre no JáCotei" target="_blank"></a></li>
<li>Elenco: Keira Knightley, James McAvoy, Romola Garai, Vanessa Redgrave, Brenda Blethyn, Juno Temple, Alfie Allen, Nonso Anozie.</li>
<li>Sinopse: uma jovem acusa o namorado de sua irmã e filho do caseiro de um crime, mudando a vida deles.</li>
</ul>
<h3> Comentários</h3>
<p><img src="http://diadefolga.com/img/desejo-e-reparacao.jpg" class="alignright" alt="Desejo e Reparação" title="Desejo e Reparação" height="240" width="162" />A pior coisa de <em>Desejo e Reparação</em> é esse título. O filme baseia-se no livro <em>Atonement</em>, ou &#034;Reparação&#034;. Os tradutores brasileiros, <strong>sempre empenhados em inventar os piores títulos possíveis</strong>, optaram por uma junção de substantivos, certamente para pegar carona no filme <em><a href="http://boo-box.com/link/aff:jacoteiid/uid:2330/tags:Orgulho+e+Preconceito" title="Encontre no JáCotei" target="_blank" class="bbli">Orgulho e Preconceito<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script> </em>(que <strong>realmente </strong>se chama <em>Pride and Prejudice</em> e também é baseado em livro), pensando: &#034;ah, o diretor dos dois filmes é o mesmo, a Keira Knightley está em ambos, então esse deve ser igualzinho àquele &#8211; vamos mostrar isso no título&#034;.</p>
<p>Os filmes não têm nada em comum, claro. <em>Orgulho e Preconceito</em> se passa 150 anos antes de <em>Atonement</em> e conta uma história de amor com viés feminista. <em>Desejo e Reparação</em> adentra a <strong>Segunda Guerra Mundial</strong> e, sim, o amor é parte essencial de seu enredo, mas perturbado por julgamentos errados e pela própria guerra.</p>
<p>O espectador logo percebe que Briony (interpretada por Saoirse Ronan para primeira parte do filme) é uma adolescente passional e de imaginação fértil, antevendo as conseqüências negativas que isso provocará. Na segunda metade da história, o pano de fundo deixa de ser a bucólica Inglaterra e passa a girar em torno da Segunda Grande Guerra nos seus piores momentos para a Inglaterra: a Alemanha está ganhando terreno, as tropas em território francês estão encurraladas, parece não haver esperanças. Daí, a história caminha para um final aparentemente previsível &#8211; só aparentemente.</p>
<p><em>Desejo e Reparação</em> surpreende pela plausibilidade. Não há lances estonteantes, não há situações forçadas, não há fantasia. Sua história poderia ter acontecido no mundo real &#8211; quem sabe? Essa verossimilhança garante o envolvimento do espectador apesar do deslocamento temporal.</p>
<p>Chama a atenção a bela reconstituição da Inglaterra dos anos 30, poética e burguesa. A <strong>trilha sonora</strong> é muito marcante, emocionando. É daquelas trilhas que se fazem notar, o que pode resultar em desastre; em <em>Desejo e Reparação</em>, o destaque é bem colocado. Seu autor é <strong>Dario Marianelli</strong>, mais um nome também presente em <em>Orgulho e Preconceito</em>.</p>
<p>Apesar das semelhanças de equipe, cabe ressaltar que <em>Desejo e Reparação </em>é um trabalho muito superior a <em>Orgulho e Preconceito</em>. Se este beirava o tédio em alguns momentos, aquele mantém a atenção do espectador por toda a sua extensão, com um enredo bem contado.</p>
<p>Merecidamente, ganhou o <strong>Globo de Ouro</strong> 2008 de melhor filme dramático. Concorre ao <strong>Oscar </strong>em sete categorias: melhor filme, melhor atriz coadjuvante (Saoirse Ronan), melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor figurino, melhor direção de arte e melhor trilha sonora. Faltou uma indicação para Kiera Knightley.</p>
<p>Cotação: <img src="http://diadefolga.com/wp-content/uploads/5.gif" alt="5 estrelas" border="0" height="16" width="87" /></p>
<h3>Serviço</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.adorocinema.com/filmes/desejo-e-reparacao/desejo-e-reparacao.asp" title="Desejo e Reparação - Adoro Cinema" target="_blank">Desejo e Reparação &#8211; Adoro Cinema</a></li>
<li><a href="http://www.adorocinema.com/festivais/oscar/2008/oscar_2008.asp" title="Lista completa dos indicados ao Oscar 2008" target="_blank">Lista completa dos indicados ao Oscar 2008</a></li>
</ul>

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</ul>

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