Enquete: pena de morte – contra ou a favor?

Resultado da enquete: pena de morte - contra ou a favor?Depois de quase quatro meses e 500 participantes, encerro a enquete aberta em 16 de fevereiro, motivada pelo assassinato bárbaro do menino João Hélio: Pena de morte – contra ou a favor?

Você pode conferir o resultado na imagem ao lado (clique para ampliar).

Em números percentuais, a enquete terminou assim:

  • 27% dos leitores são a favor da pena de morte, argumentando que a medida livraria a sociedade de indivíduos irrecuperáveis.
  • 16% são favoráveis, porque acreditam que a pena de morte ajudaria a reduzir a criminalidade.
  • 10% dos votantes são a favor pelo caráter retributivo da pena (olho por olho, dente por dente).
  • 22% são contrários, devido às falhas do sistema judiciário, que poderiam resultar na condenação de inocentes.
  • 14% são contra, por motivo de consciência (religioso, filosófico ou afim).
  • 12% são contra porque não acreditam que a pena de morte reduziria a criminalidade.

Simplificando os resultados:

  • 53% ou 264 leitores são a favor da pena de morte.
  • 47% ou 236 leitores são contra a pena de morte.

Uma disputada realmente apertada. Confesso que esperava uma vantagem maior para os defensores da pena capital, especialmente levando-se em conta os horrores que diariamente são apresentados pela imprensa.

Alguns leitores escreveram-me perguntando minha opinião. Sou favorável à pena de morte. Acredito que ela retiraria do convívio social, de uma vez por todas, criaturas abjetas, que apenas em termos puramente biológicos podem ser consideradas “humanas”, seres desprezíveis que nem mesmo o melhor sistema prisional do mundo seria capaz de recuperar.

Não creio que a pena de morte reduziria a criminalidade. O criminoso sempre conta com a impunidade e o psicopata não tem qualquer temor da punição. É necessário um aparato tão grande e com tantas fases para alguém ser preso e condenado que é fácil para o bandido acreditar que sairá ileso. Por outro lado, não vejo a questão da redução dos crimes como fator determinante para a instituição ou não da pena de morte. A questão, para mim, é bem outra, e passa pela tranqüilidade social, não por estatísticas.

Quanto ao risco de falhas no sistema judiciário, entendo que ele seria tão minimizado pelos sucessivos recursos e pelo tempo necessário para chegar-se à execução que tenderia a zero. Sem mencionar que a pena de morte não significaria o fim do in dubio, pro reo, mas sim o reforço deste princípio – à menor sombra de dúvida sobre a autoria do crime, a pena capital não seria aplicada.

O “olho por olho, dente por dente” parece-me um argumento primitivo demais para justificar uma medida drástica como a pena de morte, e passível de ser usado em situações de justiçamento com as quais não concordo, em tese (porque, na prática, a teoria sempre pode ser outra).

Quanto ao motivo de consciência para afastar a pena capital, bem, esse é o único argumento que, na minha opinião, não comporta réplica. Cada indivíduo tem suas próprias convicções morais e religiosas e cultivá-las é direito soberano, até o momento em que não interfiram com outros direitos fundamentais.

Finalmente, é bom ressaltar que só enxergo a aplicação da pena de morte em casos extremos, como o de matadores seriais (serial killers), estupradores ou assassinos com ficha criminal.

Claro que tudo isso é simplesmente a minha opinião.

Amanhã, colocarei nova enquete no Dia de Folga. O assunto será mais leve: o Pan-americano 2007.

Votação – qual a melhor resenha do Athena de Vento?

O Jorge, autor do excelente Direito e Trabalho, resolveu criar outro blog, o Athena de Vento, e fez uma promoção em busca de sugestões e críticas para o filho caçula. Eu não participei da promoção, mas cá estou para ajudar a eleger a melhor resenha.

E meu voto vai para…

(Rufem os tambores!)

A resenha do GuraveHaato desu ka? (putz, não tinha um nome mais simples?!).

O GraveHeart levantou aspectos importantes, como a uniformização das cores de fundo para os títulos e a necessidade de um “Sobre” no blog, para orientar os visitantes quanto ao tema. O “Sobre” também é necessário para que os leitores se identifiquem com o autor – Jorge, da primeira vez que vi o seu link, demorei uma data para saber que você era você!

Menção honrosa para a resenha do Imperador, que lembrou a importância de adequar as cores do AdSense às do tema. Aliá, o Imperador também poderia valer-se do conselho do GraveHeart e aproveitar o “Sobre” para algo além de AdSense. 😉

Você também pode votar – basta ler as resenhas e deixar sua opinião na enquete do Athena de Vento, ou por meio de um artigo no seu blog, como eu fiz.

Arroz Doce

Primeira receita da série Receitas Juninas.

Ingredientes

  • 2 xícaras de arroz
  • 4 xícaras de água
  • 8 xícaras de leite
  • 2 latas de leite condensado
  • 8 paus de canela

Você também precisará de

Preparo

Arroz Doce - clique para ampliar

Lave o arroz e deixe escorrer.

Em uma panela alta (maior do que você usaria para fazer o dobro da quantidade de arroz), junte o arroz lavado e a água fria. Leve ao fogo alto.

Quando ferver, abaixe o fogo e espere cozinhar. O arroz deve ficar cozido sem desmanchar, e bem molhado (como se fosse um risoto). Não deixe a água secar! Se necessário, adicione mais água para prolongar o cozimento.

Quando o arroz estiver cozido e ainda molhado, acrescente quatro xícaras de leite frio, uma lata de leite condensado e a canela. Mexa bem. Mantenha o fogo baixo e mexa freqüentemente, para evitar que grude no fundo e que o leite derrame.

Conforme o leite for secando, adicione as xícaras restantes e a segunda lata de leite condensado, sempre mexendo. Reserve uma xícara de leite.

O arroz vai amolecer pouco durante o cozimento no leite (por isso é importante deixá-lo no ponto certo durante o cozimento na água). O tempo de fogo dará cremosidade e o sabor ao arroz doce.

Não deixe o arroz secar, ou grudará.

Quando estiver bem cremoso, retire do fogo. O arroz continuará secando. Para preservar sua cremosidade, assim que retirar o arroz do fogo, acrescente a última xícara de leite frio e mexa bem, para incorporá-lo.

Sirva com canela em pó.

Dicas e Complementos

A parte mais difícil desta receita é conseguir o ponto certo: um arroz cozido e cremoso. Seguindo as dicas acima, você terá mais facilidade, mas preste atenção ao processo e use sua intuição para acrescentar mais leite se julgar necessário.

  • Tempo de preparo: aproximadamente 2 horas
  • Grau de dificuldade: moderado
  • Rendimento: aproximadamente 12 porções

Receitas Juninas

O balão vai subindo, vem caindo a garoa
O céu é tão lindo, a noite é tão boa
São João, São João, acende a fogueira
do meu coração

Começou minha época favorita do ano: a das festas juninas.

Em Brasília, é tanta quermesse, festa de bairro e de clube que dá para encher uns dois meses, já que os festejos começam em maio e se estendem até julho (sim, festas julinas não faltam por aqui, com as mesmas características de suas primas mais famosas).

No Nordeste, o mês de junho é ainda mais animado. Em Recife, 24 de junho é feriado retumbante – até estabelecimentos que abrem no Natal fecham no dia de São João. O gasto de fogos de artifício supera o do Réveillon.

As festas em honra a São João, São Pedro e Santo Antônio perderam o significado religioso para boa parte dos seus apreciadores, mas continuam sendo um excelente pretexto para diversão em família e, claro, comidas típicas – para mim, a parte mais gostosa da coisa toda, literalmente.

O Dia de Folga não deixará o mês passar em branco: a partir de hoje, e pelas próximas sextas-feiras de junho, publicarei receitas típicas juninas na sessão Comes & Bebes. O cardápio já está montado:Comida junina é bom demais, sô!

Conforme for colocando no ar as receitas, atualizo a lista com os respectivos links.

Boas quadrilhas e guloseimas para você!

Imagem encontrada no Portal da Turma da Mônica.