Corrente musical

A Mônica me passou dever-de-casa. Amando música como amo, não hesitei em responder.

a) Quantos gigabytes usados com música:

Nenhum. O que tenho em MP3 está em quatro cedês (dois deles comprados prontinhos, um dos Beatles e um – claro! – da Legião). Não sou fã de MP3, provavelmente porque meu ex-cd-palyer (buáááááá!) não tocava.

b) Último CD que comprei:

Giramundo, da Fernanda Porto. Esperava mais dele.

c) Música tocando no momento:

Na minha cabeça toca Homem com H, do Ney Matogrosso, que foi a última que ouvi antes de vir pro trabalho.

d) Cinco músicas que tenho escutado bastante:

e) 5 pessoas pra passar a batata quente:

Escolhi cinco do Planalto Central:

Obrigada, seu ladrão.

Passei o fim-de-semana envolvida com a festa junina da Igreja de Santo Antônio. Foi meu oitavo ano de trabalho lá. Há dois, digo que não quero mais trabalhar. Só que amo muito tudo aquilo e não consigo mesmo ficar afastada. Mas não é disso que quero falar agora. É de algo muito, muito chato.

Segunda-feira foi o encerramento da festa. Trabalhando na tesouraria, só podemos ir embora depois de tudo devidamente contado, conferido e anotado. O fim do serviço foi lá pela uma e meia da madrugada.

Como tinha parado o carro meio longe, meu pai foi me acompanhar. Quando chegamos, comecei a reparar em coisas estranhas. Porta-luvas aberto, credencial de estacionamento no chão… demorei alguns segundos (que pareceram minutos inteiros) para registrar o que tinha acontecido.

Entraram no meu carro e levaram meu cd-player.

Não vou soltar aqui um fieiro de palavrões, embora esta seja a minha vontade. É a segunda vez que levam meu som. O atual era bem baratinho e pulava mais que canguru. Como já tinha sofrido um furto, instalei-o “embutido” – retira-se a moldura do cd-player, corta-se o fundo do painel do carro e coloca-se o aparelho recuado, de forma que, encaixando a tampa na frente do som, parece que não há nada instalado.

E, mesmo assim, o cara levou. Teve todo o tempo do mundo.Nem estragou as conexões. Trabalhou com calma e sossego.

Dadas as circunstâncias, tenho até que agradecer:

– No mesmo dia, tinha ficado com uma câmera fotográfica emprestada. Felizmente, tive a presença de espírito de não deixá-la no carro (o equipamento deve custar uns mil reais).

– O sujeito não achou meu palm e o respectivo teclado. Também não abriu o porta-malas, onde guardo meu kit de sobrevivência.

– Não uso porta-cds. No carro, só o que está no cd-player – que, pra variar, era o Legião Urbana Acústico. Como já andei falando aqui, a mídia dele é tão ruim que “gasta”. Por isso, tinha feito uma cópia na semana passada. Era essa cópia que estava no cd-player.

– Seu Ladrão teve a gentileza de, além de não arrebentar a fiação, não estragar vidros, fechadura ou lataria. Realmente, um profissional de primeira qualidade.

Eu, como fico estressada quando tenho que dirigir sem som (sabe aquele desenho animado em que o Pateta se transforma numa fera quando senta ao volante?, pois é, sou eu), vou comprar outro cd-player na semana que vem, quando sai meu pagamento. Vagabundo como o que me levaram, claro, já que serei furtada novamente daqui a dois ou três anos. Porque, nesse país, bandido pede pizza na cadeia e usa celular, enquanto nós, pobres e honestos mortais, não temos direito a gozar do dinheiro que recebemos como fruto do trabalho.

E ainda me falam em direitos humanos dos presos.

Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos

Nenhuma mulher é perigosa se você sabe como tratá-la (Taxista)

É muito mais fácil aprender mecânica que psicologia masculina.
A uma moto, pode-se chegar a conhecer a fundo; a um homem, jamais. (Pepa Marcos)

Ficha técnica

Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios. Espanha, 1988. Comédia. 89 minutos. Direção: Pedro Almodóvar. Com Carmen Maura, Antonio Banderas, Julieta Serrano, Rossy de Palma, María Barranco, Kiti Manver, Fernando Guillén.

Em Madri Pepa Marcos (Carmen Maura), uma atriz que está grávida mas ninguém sabe, é abandonada por Ivan (Fernando Guillén), seu amante, e se desespera tentando encontrá-lo, pois deseja que ele lhe explique por qual motivo a deixou. Enquanto tenta falar com ele recebe a visita Candela (María Barranco), uma amiga que se apaixonou por um desconhecido e agora que descobriu que ele é um terrorista xiita teme ser presa. Mais tarde chega ao apartamento Carlos (Antonio Banderas), o filho de Ivan. Ele está acompanhado de Marisa (Rossy de Palma), sua noiva, pois os dois estão procurando um imóvel para alugar. Marisa sem saber bebe um gaspacho cheio de soníferos, que Pepa tinha preparado para Ivan, mas uma confusão realmente acontece quando fica claro que Ivan vai para Estocolmo com Paulina Morales (Kiti Manver) e Lucia (Julieta Serrano), a mulher de Ivan, planeja matá-lo. Apesar de ter sido preterida, Pepa quer fazer de tudo para salvar a vida de Ivan.

Mais informações: Adoro Cinema.

Comentários

4 estrelas

O resumo(??) acima dá uma boa idéia do que é esse filme de Almodóvar – uma teia de encrencas que aumenta a cada cena. São mulheres um tanto neuróticas, sim. E adivinha quem causa suas neuroses? Os homens, claro. É fácil identificar-se com uma ou outra situação, ainda que nem sempre, na vida real, tomem-se atitudes extremadas como as das personagens. Tomadas simples, cenários comuns. Chama a atenção o colorido exagerado, talvez decorrente do visual predominante nos anos 80. Aliás, há outros exageros típicos da década presentes nas cenas, como os brincos de Candela.

Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos é um bom filme, bom texto e boas risadas, que fazem valer a locação, embora não seja o melhor filme do consagrado diretor espanhol.